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História Memories - Capítulo 12


Escrita por: Kat_ashi

Notas do Autor


É...... eu voltei!!
Depois de um booooom tempo sumida, eu voltei.
Eu não vou me alongar demais aqui pq enfim, vocês devem estar ansiosos pro cap, então, ai vai ele!

BOA LEITURA

Capítulo 12 - Capítulo 6 - Sinto Sua Falta


Fanfic / Fanfiction Memories - Capítulo 12 - Capítulo 6 - Sinto Sua Falta

Memories ~

Capítulo 6 - Sinto Sua Falta

 

- Shouyo, eu não acho que seja uma boa ideia... - O moreno falava ao telefone. 

- Por favor, Keiji. Faz tempo que ela não brinca com o Tenma. - O ruivo quase implorava pelo outro lado da linha. 

- É, mas você sabe sobre o que aconteceu com o Kotaro. Não quero ficar sozinho com ele. - Ele diz hesitante. 

Para com isso homem! Você não vai poder ficar com medo de ficar sozinho perto dele pra sempre. 

- Por que você está falando como se eu fosse um personagem de série que está apaixonado? 

- Porque é exatamente o que parece. Agora, como dizem no brasil, quem não chora não mama. Vai lá e passa um dia bem gostoso com o seu marido enquanto eu tomo conta das nossas crias. Pego ela as 10! - Ele desliga a chamada, deixando Keiji levemente confuso com a conversa que acabou de ter. 

O que ele quis dizer com aquela frase? Keiji tinha medo de descobrir. O moreno se ajeita no sofá, vendo que já eram nove e meia da manhã. Teria que sair logo. Ele solta um suspiro pesado, saindo do sofá e indo até a escada. Antes de subir o primeiro degrau, ele olha para a cozinha, vendo o marido terminando de arrumar a louça do café. 

Dois dias haviam se passado desde o Natal, e ambos fingiram que a discussão que tiveram não existiu, assim como o abraço após horas de insônia. Um sorriso involuntário cresce nos lábios do moreno. Faltavam quatro dias para o ano novo, e quatro dias para ele terminar os seus projetos que estavam na metade. 

Vou usar o tempo livre de hoje para adiantar algumas coisas.” 

Ele sobe as escadas, indo até o quarto da garota que brincava com seus brinquedos no tapete do quarto. 

- Oi meu amor. O tio Shouyo ligou e disse que tá vindo buscar você pra ir brincar com o Tenma. 

- Eba! - Ela se levanta do tapete começando a correr para lá e para cá, guardando os brinquedos em bolsas e caixas. - Posso levar os brinquedos? 

- Pode, mas não muitos, senão você vai esquecer. Combinado? 

- Combinado! - Ela dizia voltando a escolher os brinquedos que levaria, enquanto Keiji arrumava uma bolsa com algumas mudas de roupa para a garota. 

- O que eu perdi? - Kotaro diz ao entrar no quarto. 

- Eu vou pra casa do Tenma! - A garota dizia animada, sem sequer olhar para o pai. 

- Shouyo vai passar para buscar ela daqui a pouco. 

- Ah, entendi. Vai me abandonar é isso? - O grisalho dizia cruzando os braços em um falso drama. 

- Não, papa. Vai ser só por um pouquinho. A noite eu volto pra casa, prometo. - Ela dizia indo até o pai e o abraçando. 

- É bom mesmo. Não ia conseguir dormir sem a minha menininha. 

Em pouco tempo, tudo já estava arrumado e Yuki já estava pronta, quase andando em círculos pela sala. Assim que o som da buzina ecoa do lado de fora da casa, Yuki coloca a mochila de brinquedos nas costas e vai para porta, sendo seguida por Keiji e Kotaro que levava a bolsa com roupas. 

- Meu Deus, como você está linda! - Shouyo diz pegando a garota no colo. - Vamos nos divertir bastante hoje, hein? - Ele dizia enquanto rodopiava com a garota pelo quintal. 

- Cuida bem dela viu? Se ela chegar com um roxo... olha. - Kotaro dizia com falsa irritação, sorrindo em seguida e entregando a bolsa para o amigo. 

- Pode deixar, ela vai voltar inteirinha. 

O moreno fica de pé na calçada até que o carro saísse do seu campo de visão. Era isto. Iria ficar completamente sozinho em casa com Kotaro pela primeira vez desde que o marido esqueceu de si. Não é uma coisa que acontece todo dia, isso era certeza. Keiji volta para dentro de casa com Kotaro atrás de si, que de vez em quando olhava para trás em busca do carro do amigo que já nem estava mais a vista.

- Bom, e o que nós vamos fazer hoje? - O grisalho pergunta. 

- Nós? Bom... eu tenho que adiantar algumas coisas do serviço.  

- Ah... - A expressão alegre do grisalho desaparece. - Então... acho que eu vou ver algum filme. Você vai trabalhar na sala? 

- Acho que vou. 

- Então fica no sofá comigo. - Kotaro segura a mão do moreno gentilmente. - Eu não quero ficar sozinho. Por favor? - Ele pede. 

- Mas... - O coração de Keiji acelera. A cada toque que o marido dava em si, era uma batida que falhava. Se continuasse desse jeito não chegaria aos 40. Não adiantaria negar, conhecendo Kotaro, ele não desistiria nunca. - Tá bem. Mas tem que prometer que vai deixar o volume da TV baixo, se não eu não vou conseguir me concentrar. - Ele sai do toque e vai para o andar de cima, buscar o notebook. 

Enquanto isso, Kotaro sorria largamente, se sentando no sofá e abrindo a Netflix, a procura de algum filme para assistir. Não era um sofá grande, mas cabiam confortavelmente três pessoas. Ele se deita ocupando grande parte do sofá, deixando apenas um espaço ao seu lado para o marido se sentar. 

Assim que o moreno chega na sala com tudo que precisaria, isso incluía o notebook, o mouse, o teclado, um caderno e canetas, Kotaro já estava confortável, assistindo ao começo do filme. 

- Qual filme? - Ele pergunta se sentando no espaço reservado para si, colocando o notebook no braço do sofá e o caderno sobre a mesa ao lado. 

- “Bala perdida”. É francês. No trailer parece legal. - Ele dizia distraído. 

Keiji logo começa a trabalhar, desviando os olhos hora ou outra para a TV. Ele se sentia tenso. Não que realmente houvesse motivos, mas ele não se sentia tão confortável quanto gostaria. Kotaro parecia tranquilo, prestando atenção no filme e fazendo comentários para si mesmo. Um sorriso surge nos lábios do moreno, que lembrava de quantas vezes aquela mesma cena já não havia acontecido. Quando notou, o filme já estava acabando e estava na hora de almoçarem. 

- O que você quer almoçar? - Ele pergunta para o grisalho que o encara sorrindo. 

- Não sei. O que você quer? - Ele devolve a pergunta. 

- Eu não tô a fim de cozinhar.  

- Vamos pedir alguma coisa, então. Frango frito? - Keiji começa a rir, não alto nem escandaloso, apenas uma risada calma e tranquila. - O que? 

- Nós sempre pedíamos frango frito quando Yuki saia e a gente não queria cozinhar. 

- Olha! Não estou tão diferente assim.  

- Não. Não está.  

Eles ficam em silêncio, encarando um ao outro. Nada se passava na mente dos dois. Eles apenas ficaram ali, olhando um nos olhos do outro. Contemplando.  

- Eu vou pedir, então. - Keiji diz depois de um tempo. 

O moreno se levanta, levando o notebook e o resto das coisas para a mesa de jantar, e vai para a cozinha com o celular em mãos. Kotaro se deita no sofá, ocupando quase todo o espaço, encarando o teto. 

Ele não queria ver outro filme sozinho. Ele queria que Keiji assistisse com ele. Queria que o moreno risse das suas piadas. Queria deitar-se no colo dele e sentir ele fazer carinho nos seus cabelos. Queria sentir o toque, o carinho, a presença. 

Kotaro estava carente. 

Quando Keiji volta para a sala e encontra o marido todo esparramado no sofá encarando o teto, um suspiro cansado sai de seus lábios. Ele estava em modo emo pela primeira vez desde que perdeu a memória. E o moreno, pela primeira vez, não sabia como lidar com isso. 

- Keeeijii. - Ele resmunga, se virando no sofá, encarando o olhar quase desesperado do marido. - Vem ver alguma coisa comigo. 

- Kotaro... - Ele suspira, sabendo que não adiantaria resistir. 

Em passos lentos, ele vai até o sofá, vendo o marido se sentar assim que chega perto. Ele se senta onde estava antes, observando o marido desconfiado. O grisalho o encarava com os olhos brilhando, porém, com uma expressão deprimida no rosto. 

- Keijiii. - Ele se deita no sofá, com a cabeça sobre o colo do moreno. - Faz carinho em mim? - Ele pergunta com os olhos brilhando. 

- Você é um aproveitador. - Ele responde, logo levando uma das mãos para os fios grisalhos. - O que vamos assistir? 

- Qualquer coisa. - Ele dizia fechando os olhos, aproveitando do carinho. 

Keiji revira os olhos, se esticando para pegar o controle, colocando em uma serie qualquer. O moreno sequer prestava atenção, apenas focava no perfil concentrado do marido, enquanto passava a mão nos cabelos grisalhos que tanto ama. A última vez que ficaram deitados, apenas aproveitando a presença um do outro, foi antes da viagem de Kotaro. Eles assistiram a dois filmes nessa mesma posição, e depois disso foram para o quarto, indo dormir apenas quando o sol nascia. 

Uma lágrima solitária escorre pelo rosto do moreno, caindo na têmpora do homem em seu colo, que o olha preocupado. O “modo emo” sumindo imediatamente, se tornando apenas o Kotaro preocupado. 

- Ei. O que houve? Foi alguma coisa que eu fiz? - Ele pergunta, se sentando no sofá e secando o rastro que a lágrima havia feito no rosto do moreno. 

- Não. Eu estou bem, estava só lembrando da última vez em que ficamos assim. 

- Assim como?  

- Atoa. Deitados juntos, vendo filme. Eu sinto a sua falta. - Ele diz deixando que mais lágrimas escorram. 

- Me desculpa. - Kotaro se senta mais perto do marido, passando um dos braços pela cintura do mais novo, usando a mão livre para secar as lágrimas do moreno. 

- A culpa não é sua. É minha. - O grisalho tenta negar, porém é interrompido. - Eu não devia estar chorando. Não posso ficar triste, até porque você está vivo e bem. Isso já deveria ser o suficiente pra me deixar feliz, mas eu sou egoísta. Eu quero que você me ame de novo.  

Pela primeira vez em meses, Keiji chora sem tentar segurar. Pela primeira vez, ele se deixou sentir todo o desespero de ser esquecido e apenas deixou que tudo saísse de si da forma mais dolorosa possível. Quanto mais ele chorava, mais Kotaro o apertava no abraço. Havia chegado ao ponto de o mais velho fazer carinho nos fios negros do mais novo. 

Sentir o calor dos braços do marido fazia Keiji se sentir melhor, mesmo que pouco. Aos poucos ele se acalmava e apenas se aconchegava mais no colo de Kotaro. Quando não existia mais resquício de choro em si, ele tenta se afastar, mas os braços do marido o impedem, apertando-o contra si. Keiji pensou que o marido pudesse ter dormido, para o prender tão firmemente contra si, mas ao olhar para cima, os olhos de mel de Kotaro vão diretamente para os seus. 

- Desculpa. Já pode me soltar. - O moreno fala envergonhado. - Eu já me sinto melhor. 

- Mas eu não quero. Gosto de ficar abraçado com você. - Após dizer isso, a campainha toca. - Ah, não acredito. Agora que eu estava confortável. - Ele diz emburrado, soltando o moreno. 

- Pode deixar, eu busco. - Ele diz, levantando-se do sofá. 

- Não, você está com o rosto todo vermelhinho. Vai lavar o rosto e a mão que eu já volto.  

Enquanto via o marido ir em direção a porta, ele vai até o banheiro, sorrindo para si mesmo no espelho. Ele sentia como se todo o peso do mundo tivesse saído de seus ombros. Rapidamente ele passa a água gelada no rosto e lava a mão, indo até o sofá, onde Kotaro já o esperava com o pote de frango sobre a mesa de centro. 

Ele se senta e começam a comer, assistindo a serie que passava. Logo ambos já estavam cheios e Keiji já levava as sobras para a geladeira. Quando volta para a sala, Kotaro já estava deitado, ocupando quase o sofá inteiro. Assim que o grisalho o nota, abre os braços, pedindo que o moreno se deitasse com ele. 

Sem precisar de um outro convite, Keiji se aproxima do marido, deitando-se sobre ele. Os braços de Kotaro passam por sua cintura, enquanto apenas apoiava o rosto no peitoral do mais velho, ouvindo os batimentos acelerados do mesmo. Ele poderia mentir para si mesmo e fingir que aquilo não significou nada, mas ouvir como o coração de Kotaro ficava acelerado lhe deu uma pitada de esperança, de que tudo um dia não passariam de lembranças e piadas. 

O celular toca na mesa de centro, fazendo com que Kotaro o pegasse, sem soltar o marido e sem se mover. Ele entrega o aparelho para o moreno, vendo que “Shouyo” aparecia na tela. 

- Alô? 

Oi Keiji, tudo bem?  

- Tudo. O que aconteceu, Shouyo? - Ele pergunta com tédio na voz. 

- É que a Yuki queria passar a noite aqui... ela pode? Daí eu colocava eles na minha cama e na do Tobio enquanto eu dormia na do Tenma. 

- E o Tobio? 

- Ele vai pro sofá. - A voz do ruivo sai mais séria. 

- Você tá usando a minha filha como forma de tirar o seu marido da cama? Brigaram? 

Eu peguei ele no telefone com uma mulher você acredita? E quando eu cheguei perto ele desligou desesperado e agora não quer me dizer do que estavam falando. 

- Você já parou para pensar que ele poderia estar fazendo uma surpresa pra você e o expulsar ele da cama pode deixá-lo triste? - Keiji falava entediado, já conhecendo o jeito impulsivo do amigo. 

Ok você me pegou. - Ele diz depois de um longo silêncio. - Aí Keiji e agora o que eu faço? Você me conhece, sabe que eu sou assim. 

- É eu sei. Pede desculpas pra ele, oras.  

Tá... e o que eu faço para me desculpar? 

- Sei lá, quem conhece os fetiches dele é você. E não deixa minha filha ouvir nada essa noite ouviu?  

Então ela vai ficar? 

- Vai, e se ela voltar traumatizada quem vai traumatizar você sou eu. Tchau Shouyo.  

- Tchau Keiji. Obrigado! 

Após desligar o celular, ele entrega o aparelho para o marido voltando a se aconchegar no peito do mais velho. Kotaro deixa o celular novamente na mesa de centro, voltando a rodear a cintura do marido. Com uma das mãos, ele acariciava as costas do moreno, que suspira aproveitando do carinho. 

Assistir série sempre era maravilhoso com Kotaro. 

 

 

Quando acorda, ele nota que ainda estava na sala, sobre o peito do marido que dormia profundamente. Sem se mover muito, para o mais velho não acordar, ele fica velando o sono do mesmo. Kotaro sempre foi bonito, desde o ensino médio, que foi onde se conheceram. O mais velho era alto, atlético e fazia questão de chamar atenção por onde passava, mas não importava onde ou quando, o grisalho sempre procurava por Keiji. O moreno gostava de ser o único que o entendia e conseguia “controlá-lo”, fazia-o se sentir especial. 

Saber que anos jogando juntos e cultivando esse relacionamento havia feito com que eles terminassem casados e felizes aquecia o peito do moreno. Dormindo ele era o seu Kotaro. O que o amava tanto ou mais do que ele amava o grisalho. Keiji não queria mais chorar. Ele queria erguer a cabeça e fazer de tudo para que o homem abaixo de si o amasse, nem que tivesse de começar o relacionamento de novo.  

Se ele tivesse que conquistar Kotaro novamente, ele o faria. 

Com esse pensamento em mente, o moreno deixa um singelo beijo na testa do grisalho, se aconchegando nos braços do marido e pegando no sono novamente. 


Notas Finais


E esse foi o capítulo depois da minha sumida estranha k
desculpem de verdade, eu to meio merda esses diask
eu juro que vou responder os comentários assim que eu puder!!

~~Kissus da tia Kat~~


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