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História Memories of a Vampire - Capítulo 32


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Capítulo 32 - Capitulo 31


Por que Mestre ainda insiste em dizer que Julian está vivo?

_ Não sei, Jean, mas acho que Julian está vivo. – continuou ele.

Mestre sugeriu que todos nós entrássemos em seu castelo e, assim que o fizemos, Sebastian correu para o andar de cima. Ewerton e Dean alegaram que deveriam partir de imediato para cumprir uma missão dada pelo Nosferatu. E tão logo foram dispensados para cumprir suas tarefas, me dirigi para a sala de estar, onde alguns empregados serviam algumas taças quentes de sangue.

_ Não se preocupe. – disse ele. – Foram aquecidas devidamente. – logo, brindamos.

_ Ainda não entendo. Como Julian poderia estar vivo?

_ Qual foi a sua ultima lembrança que teve de Julian?

_ Na batalha contra Victor. – respondi. – Eu sei que tentaram salvar a vida de Julian, mas...

_ Mas... O que? – completou ele. – Acha que Julian não sobreviveu?

_ Victor o matou a queima roupa. – justifiquei.

Mestre apenas concordou e perguntou o que ele poderia fazer por mim. Pedi-lhe que ligasse para o motorista vir nos buscar e ele concordou.

Alguns minutos mais tarde, o motorista fora nos buscar e se assustou com o veículo capotado. Entramos no carro e nos dirigimos à nossa casa. Encostei a cabeça no vidro da janela e observei a movimentação. Senti Sebastian deitar a cabeça em meu colo. Observei-o dormir e alisei seus cabelos negros. Parecia uma versão minha, em miniatura.

Voltei a olhar para a janela em silêncio. Percebi que o carro havia parado. Olhei para o para-brisa do carro e vi William à cinco metros.

_ Senhor? – chamou o motorista.

Desci do carro e ao andar perto do motorista, me abaixei próximo a ele e sussurrei.

_ Leve-o para casa.

Me afastei do carro e o vi se afastar de nós dois. Olhei para William, que observava o carro se afastar.

_ Está protegendo sua cria? – perguntou ele, olhando para mim.

_ Você não faria o mesmo?

William dera um sorriso debochando de meu comentário. Também sorri, porém, maliciosamente. Rapidamente, seu sorriso desapareceu.

_ Vim apenas lhe dizer uma coisa. – começou ele. – “Você precisa encontra-lo. Ele não está morto”.

Olhei para William sem entender. Antes de se transformar num lobo, o chamei.

_ William. – nesse momento, ele se virou lentamente. – O que quer dizer com “você precisa encontra-lo”?

William apenas deu de ombros e correu para a floresta, transformando-se num lobo. Olhei para a estrada em silêncio e vi, se aproximando, o carro da qual havia partido. Sebastian desceu do carro e me olhou preocupado.

_ Algum problema? – perguntou ele.

Sorri levemente e neguei com a cabeça.

Entramos no carro e voltamos para casa. O que William estava escondendo? Por que não me matou quando tinha chance? E o que ele quis dizer com “você precisa encontra-lo. Ele não está morto”?

O carro parou em frente à nossa casa. Desci do veículo com Sebastian nos braços, afinal, ele dormira durante a viagem. Logo que entrei em casa, subi as escadas, passando pelos empregados que nos observavam em silêncio e segui para os seus aposentos. Todavia, no momento em que passei pela porta, parei subitamente.

Apesar de aquele quarto pertencer à Dean no passado, nada mudara na decoração. Exceto uma coisa: havia vários quadros pendurados na parede do quarto. Muitos deles eram pinturas de um garotinho, ou de um bebê, ou mesmo de um homem. Reconheci-me num dos quadros: um homem dormia profundamente. Sorri e coloquei o pequeno sobre a cama.

Retirei os sapatos e as roupas, vestindo-lhe o pijama e beijei sua testa. Sebastian puxou o cobertor para si e se virou de lado. Assim que ergui a cabeça, me surpreendi. Bem acima da cabeceira da cama, havia um quadro maior. A pintura representava uma família composta por três pessoas: um casal e uma criança. Me reconheci ali, parado ao lado da mulher e a criança em seu colo era, definitivamente, meu filho. Mas, quem era a mulher?

Mantendo uma postura elegante e vestindo roupas do século XVI, a mulher olhava admirada para o homem ao seu lado. Já o garotinho apenas abraçava a mãe. Observei as roupas dos indivíduos e me surpreendi com a época: os três trajavam roupas do mesmo período.

Sorri para a pintura, impressionado. Mas algo parecia me incomodar: como ela e a criança poderiam se vestir à época se nenhum dos dois nasceu nesse período? Olhei para uma pequena placa gravada na extremidade da pintura:

“Família O’Connor.

Anna Mystie Williams, à direita; Jean-Louis O’Connor, à esquerda; e Sebastian Vicent O’Connor, abaixo.

Adaptada. Obra de S. O’Connor”.

S. O’Connor? Aproximei-me da pintura e procurei o ano:

24 de agosto de 2000

Olhei para o calendário e procurei a data de hoje. Domingo, 3 de setembro de 2000. Novamente, voltei minha atenção para o quadro. Onze dias haviam se passados desde que criaram a pintura. Mas se foi Sebastian quem fez... como ele poderia ter feito isso? Sebastian sentou na cama e olhou para mim. Seus olhos ainda estavam pequenos por conta do sono. Aproximei-me dele e toquei seu rosto.

_ Filho, quem fez essa pintura? – perguntei, olhando para o quadro.

_ Eu que fiz, papai. – disse ele num tom baixo. – Você gostou?

_ E como fez isso?

_ Procurei entre suas lembranças, um momento entre você e a mamãe às sós. E como vocês vestiam roupas parecidas com aquelas, foi o único jeito de pintar. – sorriu ele. – Mamãe veio me visitar enquanto eu pintava o quadro. E ela vestia aquele vestido. – explicou, apontando para o quadro. – Mamãe era linda, não era, papai?

Olhei para Sebastian que acabou adormecendo em meu colo.

_ Sim, Sebby. – murmurei. – Sua mãe era linda.

Deixei-o dormir em seu quarto e me dirigi ao meu. Sentei na cama e balancei a cabeça. Estava orgulhoso e surpreso com o dom de Sebastian.

_ Obrigado, Anna, por me dar à luz de seus olhos e a beleza de seus lábios encarnados numa criança. Nossa criança. – sussurrei. Escutei o celular tocar e ao atender, surpreendi-me.

_ Estou retornando, Jean, e levo boas notícias. – disse Mestre.

_ Estarei esperando. – falei.

Desliguei o celular e olhei para a varanda. Iria amanhecer logo. Andei até as portas e fechei as cortinas, retornando para a cama. Deitei-me preguiçoso sobre o colchão e adormeci.

“Podia sentir seu cheiro em meu corpo. Suas mãos arranhando minhas costas. Meu membro rígido adentrando-a gentilmente. Sua voz sussurrando meu nome. Beijei seus lábios desesperadamente. Eu precisava dela. Segurei uma de suas coxas e apertei-a, puxando-a mais para perto de mim. Ela gemeu de prazer, apertando-me entre suas pernas. Deslizei meus braços por suas costas e sentei-me no chão, deixando-a ainda sobre mim. Ela ainda roçava seus lábios nos meus.

Deslizei meus lábios por seu pescoço e mordisquei as aureolas de seus seios. Senti suas mãos se prenderem aos meus cabelos. Tornei a beijar seus lábios e sorrir maliciosamente quando ela mordeu meu lábio inferior.

_ Achei que não fosse sobreviver. – sussurrei.

_ Eu sabia que você viria. – disse ela, sorrindo”.

Me sentia ofegante e suado. Sentei na cama e acendi o abajur. O suor escorria por meu peito, molhando os lençóis da cama. Chamei por uma das empregadas para que trocasse os lençóis molhados por limpos e secos, enquanto me dirigia para o banheiro, tratando de tomar um banho demorado.

Deixei a água escorrer por meu corpo cansado e rígido. Aquelas lembranças estavam fixas em minha mente. Fechei o chuveiro e me encostei a parede, recordando dos últimos momentos com Anna. Logo, saí do banho e vesti roupas limpas. Mas tão logo abri a porta para deixar o quarto, deparei-me com a babá de Sebastian.

_ Algum problema? – perguntei.

A babá olhou para mim e, em rápidos movimentos, me beijou. Senti-a me empurrar em direção da cama, e ao deitarmos bruscamente no colchão, ela sentou sobre mim e começou a remover as próprias roupas. Devo admitir que poderia me aproveitar daquele momento, mas tão logo decifrei seus pensamentos, a interrompi, encarando-a.

_ Acha que fazendo isso vai apagar meus sentimentos por Anna? – perguntei calmamente.

Ela me olhou surpresa por longos minutos e levantou da cama, visivelmente envergonhada. Sentei sobre o colchão e ordenei para que se vestisse e deixasse minha casa antes de Sebastian levantar. A mulher apressou-se em se vestir e deixou meu quarto em seguida.



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