História Memories of our life - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga)
Tags Namjin, Relacionamento Abusivo, Taekook
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Palavras 3.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá BabyReaders, vim trazer um pouco de Taekook para vocês 💙💙

Primeiro de tudo eu juro para vocês que tentei ao máximo postar rápido, a fic já está terminada, mas eu estou completamente sem tempo e preciso que alguém bete, eu achei um formulário aberto, então vamos agradecer a BerryEdits 💙

Boa leitura ^.~

Capítulo 5 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Memories of our life - Capítulo 5 - Capítulo 4

 Todo o tratamento de Taehyung foi comprido e desgastante, por semanas o fluxo de psicólogos era grande em nosso apartamento. Tae não permanecia sobre os cuidados de nenhum por muito tempo, sempre com uma desculpa de algo no profissional que o incomodava.

 Sinto em lhes decepcionar, mas não terei detalhes do tratamento de Taehyung para lhes contar, afinal todas as terapias e conversas com psicólogos ficavam apenas entre médico e paciente, eu mesmo sabia dos avanços de Tae apenas quando os psicólogos achavam que havia algo que Jin e Namjoon precisavam saber.

 Temo que nessa fase as lembranças fiquem vagas, porém mostrarei de forma resumida parte do que observei em Taehyung enquanto ele lutava para se manter saudável mesmo depois de tudo que lhe aconteceu.  Ele teve muitas oscilações de humor que quase levara todos a loucura.

 Já aviso que a vida de Tae levou um ano com muitos tratamentos para que se encaminhasse para algo que era considerado mais do que sobreviver, nas primeiras duas semanas ele não falou uma palavra sequer.

 Confesso que essa foi uma das fases mais agonizantes.

        

  “— Tae, por favor, coma um pouco — Jin pediu pegando um pouco de massa para levar a boca do irmão.

 Os dois estavam na sala, Namjoon provavelmente estava na delegacia conversando com o advogado e o delegado sobre o julgamento de Hyung-Sik que ocorreria daqui a um mês.

 Taehyung negou com a cabeça e puxou suas pernas para cima do sofá, ele se encontrava com suas — já típicas — blusas compridas, e um short que era coberto pelo lençol fina que o cobria.

 — Por favor, meu amor, fala alguma coisa — continuou a implorar choroso tentando enfiar o alimento na boca alheia.

 Eu entedia seu desespero, em pouco tempo Taehyung havia perdido muito peso e as coisas pareciam se tornar cada vez piores.

 — Jin — chamei-o atraindo a atenção dos dois. - Deixa, eu tentar?

 Referi-me a alimentação de Taehyung, e assim que o mais velho compreendeu do que se tratava se levantou do banquinho.

 — Hum, claro Kookie.

 Com o espaço que me foi dado, sentei de frente para Tae e preocupado com seu olhar amedrontado lhe direcionei um sorriso compreensivo e acariciei suas bochechas agora magras.

 — Se você não comer agora, terá que comer depois conosco na mesa na hora do almoço e você sabe que nosso tio vai voltar da delegacia com o Namjoon hyung, não é? Eles iram falar apenas de Hyung-Sik e casos parecidos com os seus — lembrei sussurrando em seu ouvido para que Jin não ouvisse. — Então, quer comer?

 Ele assentiu com olhos um pouco arregalados e abriu a boca causando um suspiro aliviado de Jin.

 Não era de toda verdade meu pequeno incentivo, Namjoon hyung passava dos limites e às vezes parecia obcecado pela vontade de ver Hyung-Sik apodrecer na cadeia, mas ele raramente citava o agressor na frente de Tae.

 A refeição foi rápida e Taehyung se mostrou um desesperado por comida, repetiu diversas vezes e Jin não podia estar mais satisfeito.

 — Não sei como fez para conseguir esse milagre, mas muito obrigada Kookie — Jin agradeceu.

 Taehyung havia sido mandado para um banho, ele descansaria um pouco até que sua terapeuta chegasse, a mulher o atendia em casa, pois nas condições que estava Tae não sairia do conforto do nosso apartamento tão cedo.

 Havia um problema na mulher que até mesmo Jin e Namjoon se incomodavam o fato dela não dividir nada do que acontecia com Taehyung com nós, ela entrava ia para o quarto do Tae e ia embora logo em seguida.

 Não foi diferente essa tarde, depois que almoçamos, meus hyungs ficaram na sala conversando com meu tio e ela chegou, deu um oi seco a todos e rumou para o quarto de Tae.

 — Apesar de termos chances, talvez Hyung-Sik não fique muito tempo preso, ele é perturbadoramente educado, tive um rápido encontro com ele, juro que todos ficaram surpresos ao conversar com o garoto e verem que ele estava se encaminhando para uma cela. Tratou a todos gentilmente e parecia um perfeito cavalheiro ao se comunicar, provavelmente terá regalias por bom comportamento — meu tio disse, ele era um homem encorpado e tinha uma aparência dura, mas tinha a voz mais mansa que eu já havia ouvido.

 Isso não nos surpreendeu, e um pouco perdido em pensamentos Jin deu sua opinião, e ela sim nos surpreendeu.

 — Ele é um bom rapaz, deveria receber um tratamento adequado para que seguisse com uma vida normal.

 — Quem deve receber tratamento é o Tae, para se recuperar dos males que o garoto lhe fez - Namjoon reclamou Jin o olhou compreensivo, porém parecia decidido a o corrigir.    

 — Tae me pediu para não ter raiva de Hyung-Sik naquela semana que eles ficaram em casa antes da confusão na escola, e ele se mostrou bem maduro nisso. Para ele Hyung-Sik é apenas um doente, e isso é o que acho que ele é - Jin soou firme fazendo com que qualquer contrapartida de Namjoon trancasse em sua garganta.

 Os assuntos se tornaram morbidamente chatos depois disso, tias distantes com joelhos que não funcionavam, escândalos de família sobre as novas grávidas e as traições, fiquei olhando um filme antigo que passava na TV para não ter que ouvir a conversa.

 A única coisa que me salvou foi a terapeuta de Tae que entrou na sala se despediu e saiu, isso queria dizer que agora ele estava livre, fui até seu quarto e o encontrei desenhando sobre uma mesa circular no centro de seu quarto, o desenho de uma rosa murcha estava muito bem feito e não parecia ter sido iniciado hoje.

 — É isso que você faz na terapia? Desenha? — perguntei achando graça de sua dedicação a flor enquanto que nas aulas de artes ele nem se preocupava em pintar dentro da linha.

 Taehyung assentiu, mas não pareceu abalado com meu claro tom de deboche.

 — Para que? É tipo, para a mulher poder ficar de pernas para o ar enquanto recebe?

 Dessa vez ele me olhou irritado, parou de colorir o caule da flor, preta e branca, de verde e se levantou, ele me puxou pelo braço até que pudesse me jogar para fora de seu quarto e trancar a porta.

 — Que isso Tae? TAE! Maluco! — falei olhando para o pedaço de madeira branco a minha frente.”

         

                  

 

 Mais tarde Taehyung me contou que aquilo fazia parte do método que a mulher havia criado, ele usou o inverso do que fazíamos, forçávamos Taehyung a falar conosco enquanto ele somente se afastava, ela apenas dava o espaço que ele pedia silenciosamente.

 A idéia da flor partiu dele, ela o pediu para que desenhasse algo que para ele o representasse, e então pintasse a cor que ele achava que tinha por dentro, ele pintou todas as pétalas de preto, mas ela trouxe uma tabela de significados de cores e disse para Tae escolher o que ele queria para si.

  A resposta foi verde, esperança. E assim ele pintou o caule. Ela conversou com ele, sobre futuro e sobre como a esperança saia dele, a mulher foi tão sagaz que conquistou a confiança de Taehyung e o ajudou a voltar a falar.

 Mas assim que a mesma conseguiu isso, três semanas após começar a trabalhar com ele, foi embora: “Eu sabia que conseguiria o ajudar nisso, mas sou muito inexperiente para trabalhar em algo tão complexo como os traumas que a violência o deixou, planejo estudar muito mais e me aprimorar. Por hora digo adeus, e me desculpem pelo meu jeito introspectivo, jurei a Tae que não diria nada.”

 Ele se mostrou chateado, e então um novo profissional veio a nossa casa, um psicólogo dessa vez, mas a presença do homem deixou Taehyung arisco e irritado, o que rendeu até mesmo em explosões de ânimos em nossa casa. Porém Tae se encontrava com uma baixa auto-estima profunda.

 Dessa vez mais atentos a Taehyung, percebemos em duas semanas que o problema era o profissional.

  

  “— Seu médico está vindo Taehyung e não se fala mais nisso — Jin hyung avisou cansado das reclamações do irmão.

  O clima estava tenso desde o psicólogo de Tae ligou mais cedo avisando que não iria chegar no horário e sim pouco mais tarde, desde então Taehyung bateu o pé de que não queria o homem em sua casa.

 — Não Jin, eu não quero — ele rebateu novamente.

 — Mas que saco, Kim Taehyung pare de se comportar como uma criança mimada — o mais velho pediu perdendo a paciência.

 Eu e Namjoon apenas os escutávamos e tínhamos a mesma opinião: se Taehyung não queria o psicólogo procuraríamos outro, mas Jin se tornava irredutível até que Tae apresentasse um bom argumento, ele achava que a resistência do Kim mais novo era por causa da afeição pela antiga terapeuta.

 — PARE VOCÊ DE SE COMPORTAR COMO UM IDIOTA IGNORANTE! — ele perdeu o controle me deixando chocado, nunca gritávamos assim uns com os outros, e o fato pegou a todos desprevenidos.

 Jin o olhou com cólera e as veias de seu pescoço saltaram;

 — VÁ JÁ PARA O SEU QUARTO GAROTO ARROGANTE! — Jin mandou.

 — NÃO, EU NÃO VOU! NÃO QUERO MAIS ISSO, NÃO QUERO MAIS VER AQUELE HOMEM - Taehyung continuou gritando.

 — Tae, se acalme — pedi.

 — O que te desagrada no médico Tae? — Namjoon também se intrometeu.

 — “Você não acha que talvez tenha contribuído para essa situação Taehyung?”, “Para que seu tratamento seja efetivo devemos deixar a auto-piedade de lado Taehyung”, “Vamos recapitular, normalmente você e Hyung-Sik brigavam depois que você o provocava ciúmes de alguma forma. Não?” — ele disse afinando a voz. — Eu cansei daquele desgraçado tentando jogar a culpa para cima de mim de eu ter apanhado. EU CANSEI.

 Enfim ele explodiu com a verdade, mas não ficou para ver o resultado e foi para seu quarto. Acho que de certa forma esperávamos algo do tipo, mas Jin não.

 Ele se largou na cadeira.

 — Eu não consigo mais reconhecer meu irmão, vocês me avisaram para demitir o psicólogo, mas achei que Taehyung estivesse apenas agindo de modo infantil. Faz tempo que as ações de Tae deixaram de ser superficiais, e eu não consigo me acostumar com isso — Jin contou choroso, eu e Namjoon não tínhamos como negar.

 — Nós estamos redescobrindo Taehyung, ou melhor, descobrindo a pessoa machucada que ele se tornou — Namjoon explicou acariciando os ombros do marido.

 — Você pode ver como ele está, Jeongguk? — Jin pediu.

 Com o olhar ferido do homem que eu considerava um pai, fui atrás de Taehyung só querendo que tudo ficasse bem. Fui em passos vagarosos até o quarto a frente do meu e abri a porta discretamente.

 Taehyung estava despido de sua blusa de frente para o espelho, e abraçava o próprio tronco chorando sem pausa, se encarando com grande expressão de dor.

 O olhei sentindo meu peito pressionado, aquele choro sentindo era decorrente, mas não tinha até o momento visto cena tão desesperadora, ainda mais quando ele passava os dedos finos sobre os hematomas que ainda insistiam em macular sua pele.

 — Jeongguk, e-eu sou o culpado por essas marcas não sou? — Ele perguntou assim que me mirou.

 Corri até ele e o abracei forte, encaixando seu queixo na dobra do meu pescoço, o trouxe para mim como um objeto frágil e quebradiço, Taehyung estava magro e sentia seus ossos das costas ao o abraçar.

 — Claro que não meu amor — indaguei em pânico que a ideia de culpa que parecia o deixar aos poucos, estivesse na verdade ocupando o mesmo espaço em sua mente.

 — Todo amor é sempre falso? Tudo acaba roxo, verde e vermelho? – ele se referia aos machucados que carregava como a marca do “amor” que um dia achou sentir.

 — Não Tae, você só teve a infelicidade de conhecer um lado abusivo e obscuro. Mas a muito amor por aí, e sempre temos certeza quando estamos diante dele, porque ele não deixa esse tipo de marca, ele erra às vezes, mas ele se arrepende, ele enfrenta problemas, porém ele nunca te faz se sentir menos que as outras pessoas — expliquei minha visão.

 Eu não podia falar com tanta certeza, pois nunca encontrei-me de frente com o amor romântico, mas convive com meus pais biológicos, o amor era capaz de se lançar nas chamas, presenciei momentos dos meus pais adotivos, o amor não ligava para preconceito, ele aceitava um cunhado pequeno que precisava ser criado.

 E tinham outros tipos de amor, o que largava uma faculdade e um sonho para cuidar do irmão órfão, e o que acha um menino recém órfão em uma escada pegando fogo e o leva para casa, cuida dele e o faz se sentir especial.

 Ele se aninhou mais em meus braços e suspirou cansado.

 — Kookie? - chamou.

 — Sim, Tae?

 — Seria estranho se eu te pedisse um beijo?

 O encarei esperando achar sarcasmo, ou uma fragilidade que demonstrasse ingenuidade no pedido, mas achei um olhar de alguém que desesperadamente encontrar o bom do amor.                  

 Fechei os olhos com uma ansiedade até então desconhecida, minhas mãos deslizaram por seu tronco em direções contrárias até que uma rodeasse sua cintura e a outra fechasse em sua nuca, e o puxei para mim encostando nossos lábios.

 Os movimentos foram tão sutis que realmente notei que havia entreaberto meus lábios por tempo suficiente para que ele deslizasse sua língua de forma erótica até minha cavidade quando senti o gosto de seu membro molhado, ele brincava comigo, me levava à loucura.

 Ao mesmo tempo que meu beijo o fazia promessas silenciosas de que as coisas iriam mudar.

 — Isso soa como algo totalmente errado — Taehyung disse com um sorriso traquina quando nos separamos.

 Talvez ele estivesse de fato certo, mas não era como se nós dois nos importássemos.”

 

 

 Errado, sujo, intenso. Tae poderia ter usado todas essas palavras, mesmo assim continuamos.

 Eu via o início de nosso envolvimento íntimo como algo sutil, não passamos dias e semanas pensando e analisando nossos sentimentos, nem de fatos estávamos apaixonados quando nos beijamos e começamos a agir um com outro como casal.

 Por mais que eu soubesse identificar o exato momento em que nos vimos unidos por amor de fato romântico, inclusive eu me apaixonei por Taehyung antes dele se apaixonar de fato por mim, soubesse da informação sobre o início dos sentimentos de Tae por ele mesmo, em uma de nossas muitas noites.

 Tive o desprazer de ser muito julgado quando assumimos namoro, acusações de estar me aproveitando da fragilidade de Taehyung não faltavam, mas para todas essas pessoas eu fingia não ter a capacidade de ouvir, pois as ignorava por completo.

 Passei muito tempo dizendo tentando fazer com que Taehyung não se sentisse culpado pelo relacionamento abusivo que aprendi algo sobre culpa: ela te paralisa igual ao medo, te impede de fazer o que acha certo e só acaba quando você aceita que ela é subjetiva demais para ser apontada com tanta certeza.

 Outro ponto que era de extrema importância era minha aparente indiferença com o fato de estar em um relacionamento com outro homem, mesmo que eu só tivesse sentido atração por mulheres até então, eu já havia tido um curto caso com um garoto, além de que o casamento de Jin e Namjoon e ser criado por eles me tornou uma pessoa muito mais mente aberta para essas questões.

 Os momentos que se seguiram depois daquele beijo era os melhores que eu podia relembrar durante as noites solitárias longe de casa, o psicólogo de Taehyung foi substituído por mais 5 profissionais entre eles psicólogos, psiquiatras e terapeutas que ficaram cerca de uma semana  e meia cada.

 Mas então veio nosso fio de esperança, um profissional do sexo masculino, e mesmo que pareça idiotice e irônico Taehyung começará a temer homens em geral. Felizmente foi uma condição passageira.

 O dr. Ryan, um britânico que havia se mudado para nosso país por causa de um amor, era um homem quieto e elegante, mas trouxe algo que ajudou a todos, terapia em família, ele tinha seus momentos apenas com Taehyung, mas sempre que podia nos unia para conversar e fazer parte do tratamento de Taehyung.

 Sem dúvidas um homem excepcional.

 Nesse tempo em que o tratamento de Taehyung ocorria voltamos a escola para cursar nosso último ano, passamos por diversas discussões para saber se era bom Tae voltar para a mesma escola ou não, no final o próprio decidiu que faria um teste. Depois da clara demonstração de violência, todos passaram a apoiar Taehyung o máximo, foi bom ver aquela comoção para tratar de assuntos sérios como violência doméstica e a preocupação com Tae.

 Mas o que realmente me interessa mostrar no momento é como se seguiu minha relação com Taehyung depois que percebemos que as coisas ficavam mais fáceis de ser encaradas quando sabíamos que teríamos os braços um do outro para nos afundarmos nos finais de tarde.

 

 

  “- Jeongguk? Está em casa?

 Levantei as pressas quando ouvi a voz doce de Taehyung, fui o encontrar na sala ansioso demais para esperá-lo me encontrar no quarto.

 Ele estava em pé na frente do sofá procurando algo em sua bolsa de alça comprida, Taehyung estava lindo e exótico, a bermuda marrom claro larga e cheia de bolsos contrastava com seu tênis verde musgo e sua blusa de manga curta laranja com listras vermelha.

  Já haviam se passado 6 meses desde que Tae havia se libertado fisicamente das amarras de Hyung-Sik, e apenas 3 meses que ele tentava com a ajuda de dr. Ryan se libertar também a prisão psicológica que havia se metido, e ele parecia completamente diferente.

 Mais feliz, corado, saudável, voltava aos poucos a ser aquele Taehyung tagarela e hiperativo que fora um dia, outra barreira que ele havia destruído e que ajudava em sua clara mudança eram as cores, não tínhamos notado mas Taehyung começara a se vestir com roupas mais sóbrias desde que começaram os abusos, e somente agora ele havia reencontrado o prazer de se vestir como alguém que vivia se chocando com um arco-íris.

 — Como foi hoje? — perguntei doce unindo nossos corpos e deixando selares delicados sobre seu pescoço.

 Havia 5 meses que nós encontrava em uma situação de quase namoro, ele até agora não havia demonstrado interesse de elevar o status de nosso relacionamento e eu por minha vez não senti que fosse realmente necessário por hora.

 — Foi ótimo, dr. Ryan acertou novamente, nunca pensei que ler livros sobre problemas sociais, preconceitos e amadurecimento com crianças e discuti-los com elas fosse tão bom — Taehyung disse com os olhos reluzindo em seu brilho característico.

 — E sobre o que vocês conversaram hoje nessa aula social para criancinhas, em Tae? – dividia minha atenção em suas palavras e beijar seus pescoço estimulando seus mamilos com a ponta de meus dedos gélidos.

 Nós não tínhamos transado ainda, mas era quase um jogo sádico ficar atiçando um ao outro até que chegássemos em nosso limite, porque na realidade Taehyung não havia se mostrado pronto ainda para ter relações sexuais, apesar de isso parecer estar mudando.

 — Falamos hoje sobre coragem de fazer as coisas que quer sem temer o resultado negativo - ele explicou largando a bolsa e recebendo minhas carícias - foi realmente algo que eu precisava ouvir e debater, ainda mais com uma companhia tão mente aberta.

 — Aé?... – passei a ponta de minha língua suavemente sobre sua clavícula. – E você precisava de coragem para alguma coisa?

 Minha curiosidade falou mais alto e pude separar minha boca de seu corpo por prevês momentos, ele me fitou com suas orbes castanhas reluzentes.

 — Quero contar a Jin e a Namjoon sobre nós dois – disse em quase um suspiro.

 O olhei sem entender a atitude repentina, nunca havíamos nem sequer cogitado contar a eles, não parecia ser realmente necessário.

 — E porque logo agora?

  — Jeongguk, eu estava me preparando até que estivesse me sentindo pronto para te pedir em namoro, mas pela primeira vez analisei o que estamos vivendo, as reações e sentimentos que você me causa e isso é o tipo de relacionamento que você me disse que existia, um que não te coloca para baixo, que te deixa feliz. Nós já namoramos de qualquer forma, eu só quero oficializar — ele explicou.

 Queria pensar minuciosamente no que ele tinha dito, mas não conseguia me concentrar o suficiente.

 — Você pensou tudo isso no ônibus de volta para casa? - indaguei risonho e recebi um tapa fraco no ombro.

 — Não seja desagradável. Mas não pensei completamente no ônibus, isso já estava na minha mente faz um tempo, falei com Hoseok sobre namoro e meio que entendi muitas coisas. Ele é uma pessoa bem direta — Taehyung disse com um sorriso.

 — Devo agradecer a Hoseok então, graças a ele agora tenho um namorado. E apesar do seu pedido ter sido sem nenhum pouco de romance, eu aceito - agradeci por poder contemplar aquele sorriso retangular tão único, e me afundei em seus braços deitando minha cabeça em seu peito e ouvindo as batidas calmas do músculo.

 Para completar o ar harmonioso, Taehyung se sentou no sofá e eu me deitei sobre ele ainda ouvindo a regular musica de seu coração.

 — Eu me sinto muito bem com você Jeongguk, e mesmo que não possa ainda dizer que te amo no sentido romântico e nem que estou apaixonado, posso te garantir que você já tem meu coração. Obrigada por ser diferente de Hyung-Sik, eu queria o esquecer a todo custo e hoje em dia preciso de esforço para lembrar dos traços do rosto dele, não esqueço da violência e nem me permitiria esquecer disso, uso agora isso como uma fonte de força. Mas sinto que posso começar a viver em paz e lhe garanto que parte disso foi graças a você – ele disse baixinho no pé do meu ouvido.

 Fechei os olhos aproveitando mais da declaração, a mão grande de Taehyung deslizou até meu quadril em um ato despido de malícia e imaginei o quão bom seria quando pudéssemos terminar nossos momentos com um: “Eu estou apaixonado”.

 

         (...)

 

 — O que vocês querem contar? — Namjoon perguntou nos olhando desconfiado.

 — Por favor, que não tenham se metido em nenhuma confusão — Jin desejou nos olhando um pouco desesperado.

 Acho que assim como eu Taehyung não havia esperando ficar tão nervoso na hora de contar aos nossos hyungs que estávamos namorando, era como se estivéssemos diante, simultaneamente, de nossos pais e dos pais de nosso namorado.

 — Demoramos um pouco para contar para vocês, mas foi apenas porque tentávamos organizar as coisas para nós mesmos antes — Já me expliquei antecipadamente.

 — Nós queremos apenas o apoio de vocês, mas quero que saibam que se forem contra também não mudará nada para nós dois – Taehyung disse com sua recém adquirida audácia.

 — Podem ser mais diretos? – Namjoon pediu.

 Por estarmos um do lado do outro aproveitei para segurar a mão de Taehyung o passando segurança, mesmo que ele não precisasse, eu gostava de mostrar que estava junto dele em qualquer situação.

 — Eu e Taehyung estamos namorando.

 Ele não esperava uma resposta tão direta assim, não pude negar sentir uma pontada de orgulho por ter os deixado chocados e sem resposta, mas não podia fazer muito sobre isso afinal, eu era jovem e tanto o perigo como possíveis represálias me excitava mais do que qualquer coisa. Talvez não tanto quanto o proibido de fato.

 — C-Como assim? — Jin não parecia acreditar e fiquei 1% mal por sempre jogar as bombas da vida do irmão dele assim do nada.

 — Foi um pouco do nada até para gente, nós estamos juntos há cinco meses apesar de o pedido oficial de namoro ter acontecido apenas ontem - Tae se apressou em explicar.

 Os dois mais velhos ficaram em silêncio apenas se encarando e de vez em quando nos lançando alguns olhares rápidos, Taehyung se ajeitou no sofá e vi que ele já começava a ficar nervoso.

 — E então? - Perguntou sem se conter.

 Namjoon suspiros, mas esboçou um fraco sorriso.

 — Você já disse que mesmo se não aprovarmos não vai mudar nada. Então apenas podemos aprovar - disse por fim fazendo com que um largo e verdadeiro sorriso nascesse tanto nos lábios de Tae quanto nos meus.


Notas Finais


O que acharam? Criticas, elogios, um "falow e vai tomar no cu" ?


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