História Menina Má - Capítulo 32


Escrita por:

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Dionísio, Éris, Frank Zhang, Frederick Chase, Gleeson Hedge, Grover Underwood, Hades, Hazel Levesque, Hefesto, Hermes, Jason Grace, Jason Grace, Júniper, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Paul Blofis, Percy Jackson, Perséfone, Piper Mclean, Piper McLean, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace, Travis Stoll, Treinador Gleeson Hedge, Tyson, Will Solace, Zeus
Tags Annabeth, Annabeth Chase, Nico, Nico Di Angelo, Percabeth, Percy, Percy Jackson, Thalia, Thalia Grace, Thalico
Visualizações 379
Palavras 2.326
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Hentai, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola!
Atrasaderrima e correndo pra escrever HBT.
Lembrem q eu amo vcs.

Capítulo 32 - Lágrimas de orgulho ou tristeza? Eu não sei.


POV Annabeth Chase

06 de Novembro; 19h:33min


O peso das duas armas sobre minhas mãos não pareciam nada comparado ao peso que eu sentia no estômago; a angústia fustigante e a vontade de pôr para fora o que eu nem havia comido.


Meus passos eram rápidos, visando alcançar o núcleo daquela tão injusta batalha, criada por mim a troco de nada. Lógico que, antes de iniciar minha marcha para uma possível morte súbita, eu soltei o garoto desconhecido; que tão precariamente tentava interpretar meu Príncipe. Era só alguém sendo usado, afinal. Ele, apavorado, correu para muito longe, e tudo que eu desejava era que ele não acabasse novamente nas mãos da gangue.


Passei a correr, ou quase isso, o máximo que aqueles coturnos me permitiam. Meus pés retumbavam e as armas estavam em posição baixa para evitar que eu desse um tiro em mim mesma; a uma quadra de distância do beco, de onde antes eu viera, já era possível ouvir milhares de tiros, ressoando, fazendo as paredes tremerem; bomba sendo largadas, fumaça e pessoas correndo para longe na vã tentativa de se proteger.


Eu sabia em qual direção seguir; o fluxo contrário das pessoas apontava trilha da carnificina. Obviamente eu fui vista, notada, logo que apontei naquela maldita esquina. A gangue de Luke ainda cobria, com um paredão de marombados, a entrada e também saída do pequeno beco. Meus amigos estavam presos lá; dentro deste escudo de carne humana e repugnante.


Sem pensar muito, ao notar a surpresa e hesitação, nos olhos deles; eu ergui as armas e atirei cegamente; eu não me importava com para onde as balas estavam, indo só queria matar o máximo possível deles. Ia encontrar Luke, aquele maldito tinha muito que se explicar. Um, dois, quatro e seis, eu vi os homens caírem como peças de dominó; manchados de sangue vermelho viscoso por cada um dos pequenos objetos errantes e prateados que voavam de encontro a seu peito


Eu não costumava errar; e, tendo em vista que minha munição estava completamente cheia, no mínimo quinze deles iriam só naquela brincadeira. Consegui atingir a testa de um, este que caiu com o gemido; outros tentavam não se meter, com um óbvio medo de também serem mortos por mim, tentavam focar suas atenções nos mais fracos; aqueles que estavam presos por sua barreira humana. Covardes.


O importante era eu havia conseguido abrir um furo na barreira; e agora corria em sua direção visando fornecer ajuda e qualquer auxílio do qual Reyna e seu exército precisassem. Não poderia pensar em Percy agora  depois eu gastaria o máximo de tempo possível imaginando como salvá-lo, mas agora, já que ele não está aqui, eu tenho que matar cada um desses. É o que tem a minha disposição para me livrar do estresse.


Me esgueirei pelo muro, empurrando um ou dois brutamontes caídos no chão, manchando minhas botas de sangue ainda quente. Senti minhas costas eriçarem quando notei que uma bala havia passado quase de raspão por ela; tocando muro ao meu lado. Olhei de onde o tiro viera, encontrando um homem no mínimo três vezes maior do que eu; não pensei duas vezes antes de erguer a arma e lhe acertar um tiro no queixo; muito próximo do pescoço, o suficiente para que sua garganta se enchesse de sangue e ele morresse engasgado com o próprio e maldito veneno.


Os tiros ricocheteavam ao meu redor, transformando em detritos os muros de tijolos expostos, e muitas vezes fazendo com que pequenas pedras voassem em minha direção. Alcancei, finalmente, meus aliados. Eu corria as arfadas de ar; sentindo-me tropeçar até a barreira mais próxima, precariamente improvisada com sacas de material de obra abandonado. Ao menos tudo parecia sob controle.


Olhares me miraram, surpresos e, pouquíssimos, até piedosos. Me abaixei, desviando de mais um tiro, e caindo sentada ao lado de dois desconhecidos, ocupados demais atirando para me notar.


Procurei por cartuchos de munição em minhas roupas, não tardando a encontrá-los nos bolsos da calça. Encaixei as balas e engatilhei a arma, pronta para estourar um ou vinte miolos; Mas fui detida por uma não firme e calejada em meus ombros, me levando a sentar-me de novo.


- Onde está o Percy? - Thalia perguntou, com Nico ao seu lado, este que apesar de prestar atenção na conversa, atuava muito bem como segurança particular, atirando em tudo que se movesse ao nosso redor. Mas, mesmo com seus incansáveis esforços, minha cabeça zumbia com todos os sons estrondosos que chegavam até mim; era como ter uma caixa de som com um grave muito alto retumbando dentro de minha cabeça, e tudo que eu não tinha agora era força de vontade de responder aos questionários da Grace. - Ou melhor, por que você está aqui? - Tornou a falar, mais insistente ainda. Respirei fundo, tentando não atirar no rosto da minha melhor amiga.


- Eles não estão com Percy, nunca estiveram. - Murmurei, para, logo em seguida, segurar seus dedos com força. - Agora me solta, ou será mais uma na minha lista de alvos. - Sussurrei, com a raiva crescente em meu peito por ter que repetir as palavras que ecoavam em minha mente, agora em alto e bom som. Afastei Thalia, me posicionando e não ligando para mais nada ao meu redor.


Eu sabia que, em minutos, aqueles dois tratariam de informar a todos, incluindo Reyna, que liberaria a artilharia livre. E então aquilo se tornaria uma completa bagunça sangrenta, onde todos podiam ser atingidos. Afinal, não tínhamos mais um objetivo concreto além de eliminar inimigos.


A cada tiro que eu dava meu corpo sentia a pressão, sendo levemente arremessado para trás pela força e velocidade da bala. Mas eu me recuperava rápido, e em milésimos de segundos já estava lançando munição contra eles novamente. Ao menos minha mira continuava impecável, a cada cinco tiros eu matava cinco homens e, às vezes, castrava alguns.


Os outros ao meu redor também davam seu sangue nisto, fazendo com que suas cabeças se tornassem um valoroso prêmio para aqueles mercenários; tudo para um objetivo meu, ao qual eu fora induzida e enganada. Leo estava escondido e, quando eu olhava para trás, piscava um olho de modo travesso. Nico estava protegendo a retaguarda do latino, o que me foi uma surpresa bastante agradável, e ele parecia fazer questão de se empenhar na tarefa, triturado com balas qualquer coisa que parecesse se aproximar demais. O que eles estavam fazendo era minha grande curiosidade, uma que eu não saciaria agora por ter coisas mais importantes as quais dedicar minha atenção.


Os minutos passavam, e o nosso lado começava a perder forças. Mesmo estando em maior número eu já havia visto dois corpos desconhecidos sendo retirados da linha de tiro; os próximos podiam muito bem serem meus amigos. Reyna mantenha-se firme, como uma verdadeira líder, não só ajudando como atirando e protegendo nossos aliados sempre que possível.


Meus braços começavam a arder em dor, meus ouvidos estavam a ponto de sangrar com tantos ruídos ao seu redor, minhas pernas bambeavam por estarem se esforçando para me deixar semi-erguida por muito tempo e eu já via tudo vermelho, até as pessoas, tanto era o sangue em meu campo de visão. Abaixei a arma durante alguns segundos, me permitindo respirar por curtos instantes.


O grito de misericórdia finalmente veio, e eu o ouvi como um ruído abafado.


- Está pronta! - Brandiu Nico, avisando Reyna que se encontrava do outro lado da bagunça mortal, se defendendo com uma mureta de tijolos destroçada.


- Jogue! Rápido! - Gritou a Ramirez-Arellano, puxando um homem com duas vezes o seu tamanho para trás da própria mureta, obviamente na intenção de protegê-lo, e deixando a si própria desprotegida.


Eu vi tudo em uma super câmera lenta, talvez fosse a adrenalina ainda correndo nas veias, talvez fosse a exaustão, o que importa é que nenhum mínimo detalhe escapou aos meus olhos. Nico fez um sinal estranho para Leo, uma confirmação, e então fez o mesmo sinal para Thalia, que permanecia na linha de frente. Os três, de algum modo, se entenderam. Uma indefesa bolinha de gude foi arremessada para a Grace, que com maestria a apanhou em pleno ar. O pequeno objeto foi arremessado novamente, desta vez com força e raiva, para a direção do exército diluído e mirrado de Luke, ou seja, os poucos que restaram.


- Para o chão! - Gritou Thalia, se jogando contra as pedras. Eu vi quando a pequena bolinha tocou o solo, liberando uma explosão grande demais para se estar contida em algo tão pequeno.


Gritei, sentindo meus ouvidos arderem enquanto eu me jogava sobre o chão, protegendo o rosto com as mãos. Uma explosão eclodiu e envolveu tudo a minha volta em uma ardente e quente nuvem em chamas, mas, aos meus olhos, isso tudo era apenas uma grande bola de fogo avançando rapidamente em minha direção. Minha voz se esvairiu em meio a explosão, e os que ainda se mantinham de pé foram jogados contra o concreto pouco confortável com brutalidade.


Alguns, muitos, minutos se passaram até que eu pudesse novamente me erguer do chão sem sentir a pressão me empurrando novamente para terra. Meus músculos doíam; minha cabeça pedia clemência e minhas pernas falhavam quando eu mais precisava delas.


Tamanha foi minha satisfação ao olhar ao redor e notar que todo flanco inimigo estava caído no chão, nos dando uma vantagem imensurável. Do nosso lado do campo muitas pessoas estavam com dificuldades; feridas, machucadas, mas completamente vivas. Dei graças aos deuses por Nico ter aprendido aquele tipo de manejo de bombas; teríamos perdido com certeza não fosse por ele e Leo.


Com muita dificuldade eu postei meus joelhos de volta ao trabalho de erguer meu corpo até que ele ficasse ereto. Sinceramente; parecia que eu havia sido pisoteada por uma manada de elefante e, em seguida, haviam explodido um canhão de festas dentro de mim. Não foi uma descrição muito precisa, mas resumia bem minha situação no momento.


Eu sabia que deveria ter ido em socorro dos meus amigos, mas foi mais forte do que eu.


Comecei a procurar compulsivamente pelo corpo de Luke, que deveria estar jogado junto aos seus aliados. Eu mal conseguia caminhar sem tropeçar em mínimas poeiras; mas minha mente estava focada em uma coisinha maravilhosa chamada vingança. Não foi difícil encontrá-lo; os fios loiros do meu antigo protetor se destacavam em meio ao escuro de todas aquelas roupas e sangue. Luke estava jogado no chão, sem alguns dentes, gemendo de dor e pressionando a própria barriga.


Eu torcia para que tivesse tomado um tiro; mesmo que isso não fosse decente. Apanhei a arma que ainda estava em meu cós, ergui o objeto perigoso a altura do seu rosto, mirando sua cicatriz de fora a fora, sem pensar muito nas consequências.


- Maldito seja por fazer isso comigo. - Eu disse, entredentes, me referindo claramente a sua tão injusta enganação. O corpo se moveu, me fazendo dar um passo atrás pela surpresa, e então o Castellan sorriu do modo mais psicótico que eu já vira.


-  Não achou que só você sabia brincar. Achou? - Perguntou o loiro, fazendo o sangue escorrer de sua boca e tocar o chão, sua fala saia de modo completamente debochado, arreganhando a boca e mostrando os dentes ainda mais ensanguentados.


- Não - Murmurei após engolir em seco, controlando minhas próprias emoções e usando muito de meu físico para não deixar a arma cair ou tremer em minhas mãos. - Não sou ingênua a esse ponto. Você também sabe brincar. - Constatei. - Mas eu ainda sou a melhor nesta brincadeira. - Avisei, mantendo a voz estranhamente calma, mansa e, talvez, até um pouquinho sensual.


Ergui a arma e atirei uma, duas, três vezes. Eu sabia que seu corpo estava morto; apenas um chute teria feito o trabalho muito bem, mas eu do mesmo modo esvaziei o cartucho em sua cara, torcendo para que ele ainda pudesse sentir dor. Infeliz.


Larguei meu atirador no chão, e senti as lágrimas quentes molharem meu rosto. Se eram de raiva, orgulho ou tristeza eu nunca saberia dizer. Mas eu tinha cumprido com o que prometi a mim mesma. Em seguida meu corpo também caiu, deixando finalmente que a exaustão me tomasse; então eu desmaiei, pouco me importando com os inimigos mortos e com os amigos feridos.



- Vamos, Annabeth! Temos que ir! - Acordei em meio a pontapés; os gritos de socorro ecoavam ao longe enquanto meus neurônios ainda assimilavam tudo que acontecia ao redor.


Não consegui me mover, mesmo com esforços, minha pele estava em chamas e tudo que eu ouvia era uma correria doentia a minha volta. Alguém se aproximou, e eu não fazia de quem era, mas ajudou a outra pessoa a tentar me despertar.


- Rápido, eles estão quase aqui. - Ouvi uma voz masculina sibilando a minha volta; senti meus braços serem erguidos e tentei conciliar meus sentidos. Era homem, sem sombra de dúvidas. Meus olhos se abriram com dificuldade e eu via a gangue morta ao meu redor, enquanto o exército de Reyna corria para longe; minha cabeça se virou e eu pude ouvir sirenes que fizeram minha cabeça doer de modo indescritível.


- Nico, não dá tempo! - Essa era, indiscutivelmente, a voz de Reyna, berrando aos prantos longe de mim. Polícia… Eu ouvia som de polícia.


- Não vou deixar ela! - Gritou o, agora identificado, Nico, tentando me manter ereta.


- Vamos! - Alguém puxou meu salvador, e eu só senti minha cabeça cair novamente, sem ninguém para me amparar. Os passos se afastaram, mesmo com os protestos de meu amigo.


Em poucos segundos eu estava sendo erguida mais uma vez; mas eu não reconhecia ninguém. Consegui conciliar minha visão e audição e, quando analisei ao redor, senti meu corpo se chocar contra um baú. Não, baú não. Um porta-malas.


- Peguei ela. Temos a raptora do Jackson, capitão. - Ouvi alguém falar ao meu redor, não que eu pudesse fazer muita coisa naquele estado de exaustão completa.


E eu fui levada em algo desconfortável que, provavelmente, era um camburão; sem sequer ter chances de protestar.


Notas Finais


E agora... Bem, esse foi o penúltimo capítulo
Sim, chegamos até aqui. Eu nem tô acreditando. O próximo e último POV será do nosso Príncipe, e eu não vou falar muito para não estragar a surpresa.

Gente, só mais um capítulo. Eu tô enlouquecendo.

Obrigada a quem me aturou e acompanhou até aqui. Nem acredito q eu tô terminando uma estória. Credo, eu vou virar um nojo.

Não vou pedir p comentar ou favoritar, não estamos mais nessa vibe. Não tenho q pedir nd, só agradecer. 6 são 10.
E eu já disse q tô terminando uma história?

E quero convidar vcs, q não querem ficar sem mim, a dar uma olhada nas minhas outras fanfics. Tem short, tem one, tem long. Pra todos os gostos. Até uma Dramione recentemente.

Bjs e até a próxima e última! Deuses, eu tô chorando e pirando ao mesmíssimo tempo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...