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História Meninas crescidinhas (Imagine Conner McKnight) - Capítulo 4


Escrita por: ImaginesLand e Nanahoshi

Notas do Autor


UHUUUUUUUUUUUUUL E CHEGAMOS COM MAIS UMA ATUALIZAÇÃO DE MENINAS CRESCIDINHAAAAAAASSSSSSSSSSSSS! Depois do final bombástico do último capítulo, será que TU MESMA vai sair dessa?
Felizmente vocês vão poder descobrir isso AGORA!
Pode enfiar o pé no acelerador e ir voando conferir o quarto capítulo!
Quero agradecer imensamente a ajuda da magia das línguas antigas, vulgo betagem da @pinkxie MUITO OBRIGADA SUA LINDA!

Capítulo 4 - Promete?


— Green Thunder?

Se um olhar fosse capaz de matar, Conner tinha certeza de que estaria morto.

Ele abriu a boca para retirar o que tinha dito, mas não saiu nenhum som. Felizmente, [Nome] pensou rápido.

— É o meu nick num jogo de corrida online.

— É-É! — concordou Conner. — O Ethan me mostrou esse jogo e eu gostei bastante.

O ranger azul arregalou tanto os olhos que eles quase saltaram das órbitas. Por sorte, Henry estava ocupado demais olhando da irmã para o colega de futebol para perceber. Não parecia satisfeito com a explicação.

— Tá, mas... Como se reconheceram?

— O capacete — respondeu [Nome] rápido demais. — Eu ganhei um campeonato desse jogo e o prêmio foi uma skin personalizada para o meu avatar. E eu mandei fazer uma skin com um capacete idêntico ao meu. Daí contei pro Conner... Não que eu soubesse que esse era o nome dele.

— Ah... — Fez Henry, parecendo convencido.

Para alívio dos dois, o sinal bateu.

— Droga, a matrícula! — Ele disparou a correr para a entrada mais próxima, voltando-se para acenar para seus três veteranos. — Eu vou ficar para o treino!

Quando seu irmão sumiu de vista, [Nome] soltou um longo suspiro. Depois, voltou-se para Conner e disse:

— Já que finalmente encontrei meu parceiro de corridas online, será que a gente poderia... Falar sobre aquele campeonato que combinamos de participar em equipe?

A ameaça sutil que permeou a voz da garota não deixou espaço para discussões.

— Pode ir na frente — disse Conner quase num sussurro para Ethan. — Te encontro na aula.

— Falou... — respondeu ele, ainda de olhos arregalados.

[Nome] o acompanhou com o olhar. Ele se virou devagar e se afastou a passos lentos, até que, por fim, balançou a cabeça com força, endireitou-se e seguiu para a aula. Com ar hostil, ela retomou sua atenção para Conner.

— Onde você me viu correr? — perguntou, quase rosnando.

Felizmente, ele estava perplexo demais com a situação para se incomodar.

— Na última corrida de exibição do Paul — respondeu como se fosse óbvio. — Ele é meu padrinho. Eu até te cumprimentei antes de você subir no pódio.

— Droga! — Ela estalou a língua.

— Você não me reconheceu?

— Ai, é que eu 'tava muito mais preocupada em ficar longe dos jornalistas. Eles fazem de tudo pra arrancar meu capacete.

Conner ainda não conseguia acreditar. O misterioso Green Thunder, o prodígio que desbancara dezenove corredores de nível profissional...

Era uma colegial.

Uma menina.

— Olha. — [Nome] suspirou longamente, se esvaziando de toda a hostilidade. — Eu tô tirando uma grana bem legal com as corridas. O Paul é um ótimo agente. E é... pra minha faculdade. Lá em casa, por mais que sejamos bem abastados... Nós somos cinco.

Conner piscou, finalmente se tocando de que provavelmente a encarava com cara de idiota. Ele se endireitou e, com um pigarro, acenou de forma compreensiva.

— Só que meus pais não podem nem sonhar que esse dinheiro vem de... — Ela baixou a voz. — Rachas.

[Nome] franziu o nariz numa careta.

— Será que você poderia... Manter isso em segredo?

— Claro, claro! — respondeu Conner rápido demais. — Com certeza! Quer dizer... Eu jamais contaria pra ninguém. Ah... Só... Tem uma pessoa pra quem eu preciso contar.

— Quem?

— O Ethan. Aquele que tava aqui com a gente.

— Por quê?

Conner apertou os lábios, enfiou as mãos nos bolsos e deu de ombros.

— Ele sabe que eu não jogo videogame.

— Ah... Certo. Então só ele.

— Combinado.

— Promete? — Ela ergueu uma das mãos com o mindinho esticado.

Conner arqueou as sobrancelhas diante do gesto. Vindo de uma corredora misteriosa que dirigia como se estivesse num filme de Velozes e Furiosos, aquela era, com certeza, a última coisa que esperava. Ele soltou uma risada curta e, dando de ombros mais uma vez, enlaçou o mindinho dela com o seu.

— Eu prometo — enfatizou.

Pela primeira vez naquela manhã, [Nome] sorriu.

— Ah, e lembre-se — disse ela começando a andar na direção do prédio da escola — se isso se espalhar, vou saber que a culpa é sua. E se isso acontecer, eu vou transformar a sua vida num inferno.

— Ah! — Conner riu. — Não precisa se preocupar com isso.

[Nome] estreitou os olhos para ele.

— Vou ficar de olho.

Conner a observou se afastar ainda com ar aparvalhado. A cena da manobra de drifting que ela executara preencheu sua mente mais uma vez. Foi só alguns segundos depois que percebeu a oportunidade que estava perdendo.

— E-ei! — chamou ele.

Ela se virou com uma interrogação entre as sobrancelhas.

— Eu sei que eu já disso isso, mas... Aquilo que você fez na corrida... O drift para se manter na pista depois que o Vettel bateu na sua traseira... Cara, aquilo foi demais!

Pega completamente de surpresa pelo elogio, ela se encolheu, acanhada.

— Ahm... Valeu — agradeceu com um sorriso tímido.

Ela acenou de forma acanhada e seguiu para a porta mais próxima a passos apressados. Conner não desgrudou os olhos dela um único segundo. Porém, instantes depois, o segundo sinal soou.

— Ah, droga! Eu tô atrasado!

*

— Então... Ela é o corredor misterioso?

Conner assentiu, franzindo os lábios. Ele e Ethan se esgueiravam entre os estudantes agitados enquanto seguiam para a aula de biologia.

— Isso tá parecendo filme de super-herói — soprou o ranger azul.  

Os dois se entreolharam e, com muito esforço, reprimiram mais risadas. O Dr. Oliver já estava na sala aguardando o sinal. Como sempre, estava uma bagunça. Bolinhas de papel voavam de um lado para o outro, e alguém quase derrubou uma caixa cheia de coprólitos. Porém, os olhos de Conner se direcionaram direto para seu assento pois, sentada no banco ao lado, estava ninguém menos que [Nome] [Sobrenome]. Assim que o reconheceu, ela ergueu as sobrancelhas e esticou os lábios num sorriso levemente acanhado.

— Oi — cumprimentou ele ao se sentar. — Você... Deu um jeito de me vigiar mesmo.

Ela soltou uma risada curta.

— Eu seria bem capaz disso, mas... Não. Isso aqui é culpa da diretora Randall. Ela não me deu muitas opções de horários nem de lugares no mapa de sala.

— Ah, sei como é. Ela é um pesadelo.

— É. Pior que não demorei nem trinta segundos pra perceber isso.

Dessa vez, foi Conner quem riu, mas sua risada foi cortada pelo sinal que indicava o início da aula. Contudo, nenhum dos desenhos perfeitos de espécies do período cretáceo do Dr. Oliver prenderam a atenção do colegial. Seus olhos continuavam vigiando [Nome], que parecia realmente absorta. Pela enésima vez, Conner comparou a lembrança que tinha dela com a garota sentada ao seu lado. Uma onda de curiosidade inundou seus pensamentos. O que a teria feito mudar daquele jeito? Como ela tinha descoberto o gosto por carros e o talento para corridas? E onde tinha aprendido a correr? Praguejou em silêncio por não ter pedido mais detalhes a Paul sobre como a encontrara. Conner se remexeu na cadeira. Sua garganta coçava com as perguntas, mas sabia que ela dificilmente as responderia na escola. Tinha que arrumar uma desculpa, um pretexto para vê-la depois da aula.

Sua mente vasculhou as possibilidades. Pedir ajuda com os estudos? O semestre tinha acabado de começar; nem havia perspectiva de provas. Chamar para sair? Direto demais; poderia parecer desesperado. Talvez um evento de carros seria mais adequado. Poderia perguntar a ela qual seria a próxima corrida e… 

A ideia apareceu com um estalo. Curvando-se sobre o caderno para mantê-lo fora do campo de visão de [Nome], Conner rabiscou uma pergunta. Em seguida, destacou a folha e colocou-a rapidamente sobre o caderno dela. Com ar de confusão, [Nome] leu:

“Tem alguma chance de você me ensinar a fazer aquela manobra?”

A garota abafou uma risada, apertando a boca com o punho fechado. Ela rabiscou a resposta e devolveu a folha para Conner.

“Aquilo é pra profissionais”.

“Ah, qual é. Eu sou bom no volante”.

Dessa vez, a tentativa de abafar a risada falhou um pouco.

“Mas não o suficiente”.

Conner a encarou, irritado. Sentia-se sinceramente atacado. Bufando, ele rabiscou a resposta.

“Eu posso te mostrar”.

[Nome] mostrou os dentes num sorriso largo e balançou a cabeça.

“Talvez outro dia, McKnight.”

Ele recebeu a folha de papel e apertou os lábios, parecendo profundamente frustrado. Ela o estava subestimando abertamente. Conner largou a folha da conversa sobre o caderno e apoiou o queixo numa das mãos, voltando sua atenção para o Dr. Oliver. Seu dedo indicador batia, frenético, contra o tampo da mesa do laboratório de ciências. Precisava convencê-la. Não teria outra oportunidade.

De repente, um tremor fez as paredes da sala estalarem perigosamente. A luz da sala falhou enquanto uma onda de gritos se espalhava pela escola. Conner se pôs de pé e lançou um olhar significativo para Ethan e Kira. Nesse instante, a voz da diretora Randall soou dos autofalantes:

— Por favor, dirijam-se ao abrigo subterrâneo da escola pois estamos sofrendo outro ataque. Sigam seus professores e não entrem em pânico.

Os alunos se precipitaram para a porta sem sequer esperar as instruções do Dr. Oliver. Uma gritaria enchia os corredores, o que não ajudava em nada a manter a calma. Conner jogou a mochila sobre o ombro e sinalizou para que seguissem para a porta. Enquanto isso, [Nome] encarava a multidão furiosa de estudantes se espremendo para sair. Com certeza seria mais prudente esperar ou acabaria pisoteada. Ela jogou seus pertences de qualquer jeito na mochila, mas no instante em que pegou o último caderno, percebeu que não era seu. [Nome] ergueu os olhos, procurando Conner na multidão. Ele sumira de vista. O Dr. Oliver já conseguira colocar certa ordem, e agora os alunos fluíam rapidamente para fora da sala. Ela se esgueirou entre os colegas de turma e conseguiu sair com facilidade. Ao encarar o corredor lotado, viu Conner mais adiante. Ele andava junto com outras duas pessoas, e estava se dirigindo para o lado oposto do fluxo de alunos. [Nome] avançou, mantendo-se quase colada na parede, e viu o trio virar num corredor à direita. Que estranho...

— Ei, McKnight! — chamou ela no instante em que alcançou a esquina do corredor. — Eu acho que o abrigo é...

Mas sua voz morreu. Porque não havia sinal de Conner.

O corredor estava vazio.

[Nome] franziu a testa. Com passos hesitantes, avançou pelo corredor, mas a voz urgente da diretora Randall voltou a apressar os alunos no autofalante. Intrigada, [Nome] girou nos calcanhares e se dirigiu para as escadas que levavam ao abrigo. Porém, por um instante, voltou a olhar para o corredor no qual Conner desaparecera. Por fim, de sobrancelhas franzidas, ela guardou o caderno do colega na mochila.

Como?

E para onde ele tinha ido?


Notas Finais


T R E T A S
Uma atrás da outra.
Como diz a Vit, EU N TENHO UM MINUTO DE PAZ NESSE ******
E aí linde? Gostou? Está curiose pra saber o que vem por aí? Afinal... AGORA TEMOS DUAS IDENTIDADES SECRETAS EM RISCO N É MSM??
Muito obrigada do fundo do coração por todo o carinho e apoio de você linde que sempre acompanha as doideiras de fandoms flopados que eu amo. Quero agradecer especialmente à VOCÊ MESMO ANJO NA TERRA QUE DEIXA SEMPRE UM PACK DE CARINHO NOS COMENTÁRIOS! VOCÊ MERECE O MUNDO E TUDO DE BOM OBRIGADAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Beijos e até a próxima corrida
digo
capítulo!


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