História Mental Disorders - Namjin, Jikook, Vhope, Yoonseok - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Angst, Bangtan Boys, Bts, Jikook, Namjin, Vhope, Yoonseok
Visualizações 301
Palavras 1.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Primeiramente, obrigada por ler a minha fanfic, sério, muito obrigada :)
Essa é a minha primeira fic, então (provavelmente) a escrita e o desenvolvimento da história serão aprimorados conforme ela se desenrolar.
Pretendo fazer uma long fic, mas nada nessa vida é uma certeza.
Bom, espero que goste.
Boa leitura :)

Capítulo 1 - The Damn Voices



ESQUIZOFRENIA

Ataque ela

Cale a boca.

Vamos, vamos, vamos

Eu suspiro. As vozes estavam ficando cada vez piores desde que meu pai se casou de novo. Elas não costumavam ser tão violentas assim. O efeito que aquela desgraçada provocou nelas é só mais um sinal de que a mulher é o demônio em sua mais pura forma. Eu só queria que ela sumisse da minha vida.

Faça com que ela desapareça

Trinco meus dentes. Eu nunca faria algo desse tipo, nunca machucaria alguém dessa maneira, não importa a raiva que eu estivesse sentindo. Eu gostaria que minhas vozes fossem como as de minha mãe. As dela eram tão pacificas, nunca causaram problemas à ela.

Sinto falta de minha mãe. Ela foi uma das pessoas mais fortes que conheci em toda minha vida. Não importa o que os outros digam sobre ela, ela sempre terá meu profundo respeito. Já perdi a conta das vezes que chamaram minha mãe de fraca e covarde, ou coisas piores. Eu discordo, necessita-se de muita coragem para tirar sua própria vida.

Diferente de minha mãe, minha madrasta é uma pessoa extremamente fraca, no sentido psicológico. Mas ela é uma ótima atriz, isso eu tenho que admitir. Sua personagem na frente de meu pai é impressionante. Ele acha que a vadia é a reencarnação de Maria Aparecida, uma mulher maravilhosa, que eu não poderia ter uma mãe melhor. Sinto a raiva subir pela meu peito só de pensar sobre isso. Eu me recuso a chamar aquela desgraçada de mãe. Não faço ideia da quantidade de vezes que ela me bateu, mas foram muitas. Meu pai nunca acredita em mim.

É a doença. Lydia nunca faria nada para te machucar, ela te ama

Velho ingênuo. Não é como se ele se importasse comigo, de qualquer jeito. Ele acha que eu não sei que ele sempre esteve com Lydia desde que eu era pequeno, minha mãe estava viva e ele ainda era casado. Ele não faz ideia de que minha mãe também sabia que todas as vezes que ele dizia ter muito trabalho e que por isso voltaria tarde do trabalho, ele estava na verdade comendo a vagabunda. Amor. Sei.

Ah, vamos, ela ficaria tão linda com marcas roxas no pescoço. 

Não posso dizer que a ideia não me agrada, mas eu não sou esse tipo de pessoa. Me enrolo em uma bola na cama, abraçando os meus joelhos. Minutos depois, ouço Lydia me chamando

-Seokjin! Venha tomar o seu remédio!

Eu estou cansado de remédios. Eles não resolvem nada, não fazem as vozes parar. Sem falar que não me sinto sozinho com elas. Lydia e meu pai não permitem que eu saia de casa, nem que tenha acesso à internet, então elas são as únicas coisas que se comunicam comigo.

-VENHA LOGO! Não estou com paciência para pessoas com um parafuso a menos hoje, moleque!

Eu não vou tomar nada a não ser que ela me force. Pouco tempo depois ouço um estrondo dentro de meu quarto e Lydia entra em um rompão, segurando meu pescoço e empurrando algo pela minha garganta.

-Eu lhe disse para tomar, não disse? Se não vai por bem, vai por mal.

Engasgo, cuspindo seja lá o que ela forçou por minha goela, mas não consigo impedir que a maior parte do líquido seja engolido.

- Bons sonhos, querido.- ouço-a dizer. E sai de meu quarto, sorrindo como a cobra que é.

Sem nem ter tempo de reagir sinto uma tontura e caio no chão de meu quarto. Antes de desmaiar consigo ouvir a voz de Lydia, dizer:

-Sim, venham rápido por favor. Ele está fora de controle, tentou me atacar. Acho que desmaiou.

Apago.

~~~~~~~~~~~~~~

Acordo em um lugar estranho, com uma dor de cabeça terrível.

-Mas que merda...?

Assim que profiro minha indagação ouço uma pessoa entrar em seja lá onde eu esteja. Ergo minha cabeça e percebo que estou deitado em uma cama, dentro de um quarto pobremente decorado, tendo apenas as paredes pintadas de cinza e uma escrivaninha do lado da cama. Um homem alto, levemente moreno, louro, vestindo um jaleco entrou em, o que presumo que seja, meu quarto.

- Que bom que está acordado. Você teve um surto e atacou sua madrasta. Ela e seu pai decidiram que a decisão mais sábia seria lhe trazer a nossa instituição e deixá-lo aos nossos cuidados. Meu nome é Kim Namjoon, sou psiquiatra e tomarei conta de você e seu caso daqui em diante. Seja bem-vindo ao Manicômio Wooden Walls.

~~~~~~~~~~~~~

Algumas semanas se passaram depois daquele primeiro dia um tanto traumatizante. Por mais que não pareça, apesar da aparência sem graça de Wooden Walls, ele é na verdade muito melhor do que minha antiga casa. Não que seja difícil ser melhor do que a casa de meu pai e Lydia.

Dr.Namjoon era muito paciente e atencioso, procurando saber absolutamente tudo sobre mim, minhas vozes, minha história. Ele foi a primeira pessoa para qual contei a história de minha mãe, e ele pareceu tão compreensivo. Mas ninguém é perfeito. Namjoon muitas vezes cheirava a álcool e eu posso dizer facilmente que ele tem problemas com bebida. Nunca bebi, então não posso identificar o cheiro de uma bebida especifica, mas me parecem fortes demais para serem simples cervejas ou vinhos. Namjoon também andava emagrecendo muito, me deixando um pouco preocupado.

Os outros doutores e enfermeiros não interagiam muito comigo, mas nunca dirigiram uma palavra rude, ou um ato violento contra mim, sendo todos muito educados. O Instituto - como os outros pacientes parecem gostar de chamar- é um tanto sem graça, sem muitas cores, mas era relaxante, de certo modo. Eles não nos deixam sair, obviamente, mas é permitido visitas uma vez por semana. Lydia e meu pai nunca apareceram por aqui, nas poucas 3 semanas em que estive em minha nova residência. Devo dizer que agradeço por isso.

Wooden Walls não é somente uma "moradia", mas também recebe pessoas em busca de tratamento por causa de depressão e coisas do tipo. Eu sempre vejo o mesmo menino andando por aqui todas às terças e sábados. Ele é relativamente alto, tem cabelos laranja e maçãs do rosto proeminentes. Não me recordo de seu nome, mas lembro de ter ouvido alguém chamá-lo de Ho-alguma coisa. Eu nunca falei com ele e nem ele comigo. Duvido que ele saiba de minha presença, para falar a verdade.

Descobri que Wooden Walls tem esse nome por causa de sua estrutura, sendo feita quase inteiramente de madeira (n/a Wooden Walls significa Paredes de Madeira, em inglês). Não me parece muito seguro, mas quando expressei minhas preocupações à Namjoon ele me tranquilizou, dizendo que nunca houve nenhum acidente envolvendo fogo. O fato de ele ter especificado "nenhum acidente ENVOLVENDO FOGO" deixaram minhas vozes agitadas, tendo elas certeza de que houveram outros tipos de acidentes. Namjoon me explicou que as vozes que ouço são frutos de meu subconsciente, o que também me preocupa um pouco.

As noites no Instituto são um pouco tensas. Alguns pacientes gritam muito durante a noite e a eles são dados calmantes. Alguns são até dopados, sendo esses casos extremos. Quando eles começam a gritar as minhas vozes também começam, o que me deixa muito assustado. Alguns dias atrás eu estava tão desesperado que não conseguia parar de tremer e quando os enfermeiros tentaram chegar perto de mim, comecei a gritar junto. Tiveram de chamar Namjoon, que foi o único que conseguiu me acalmar. Foi uma noite vergonhosa, mas nem eu nem ele comentamos sobre isso no dia seguinte.

Estou esperando pela minha dose diária de remédios - esses funcionam, deixando as vozes longe por um tempo. Dr.Namjoon está demorando muito e estou começando a ficar desconfortável com sua demora. Ouço a porta se abrir e uma enfermeira entra carregando meus remédios. Franzo minhas sobrancelhas, estranhando. Pergunto à enfermeira:

-Onde está Dr.Namjoon?

-Oh, desculpe. Ninguém lhe contou?

Nego com a cabeça, já ficando preocupado

-Dr.Namjoon sempre teve problemas com bebida. Suspeito que ele só tenha durado esse tempo todo em seu emprego por causa de sua competência, e de nunca ter faltado um dia sequer no trabalho. Infelizmente ele exagerou na dose dessa vez. Ouvi de um colega de que ele entrou em coma alcoólico.
 


Notas Finais


Tadaa. Me desculpem por qualquer erro gramatical, por favor me avisem se achar algum que eu arrumarei imediatamente. Espero que tenham gostado e que acompanhem a fic daqui pra frente.
Beijos e abraços :)


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