História Mente Sombria - Capítulo 39


Escrita por:

Postado
Categorias Resident Evil
Personagens Ada Wong, Barry Burton, Chris Redfield, Claire Redfield, Jill Valentine, Leon Scott Kennedy, Personagens Originais
Tags Ação, Ada Wong, Aventura, Bioterrorismo, Castelo, Chris Redfield, Claire Redfield, Cleon, Drama, Ilha, Infectados, Jill Valentine, Lembranças, Leon Scott Kennedy, Mistério, Monstros, Resident Evil, Romance, Suspense, Terror, Tragedia, Valenfield, Zumbis
Visualizações 149
Palavras 2.139
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Toc Toc...

Capítulo 39 - Bem Ou Mal


Fanfic / Fanfiction Mente Sombria - Capítulo 39 - Bem Ou Mal

Quando acerto o ombro do Leon, ele a solta e se afasta.

Ela cai ainda zonza, mas quando levanta, deixo a arma apontada para ela que para e ouço o Leon rir. Ele pressiona a mão contra o ombro, sem parecer se incomodar muito com aquilo, apenas parecia excitado assistindo eu prestes a atirar naquela assassina.

-- Ande, Chris! Vingue seus homens.

-- Cale a boca, sim, Leon!?

Falo e ele ri, mas continuo a encarar aquela mulher com o dedo no gatilho.

-- Chris... Não fui eu.

Ela começa e escuto, com uma tremenda vontade de rir.

-- Ela era igual a mim fisicamente e usava o meu nome, mas não era eu!

-- Viu só o que ela diz quando não quer morrer? É mentira!

Leon ri ainda mais de atrás dela, mas ela me olha nervosa.

-- O nome dela era Carla Radames, era uma pesquisadora que trabalhava para Derek Simmons e foi quem criou o C-Virus. Quando eu conheci aquele homem, ele tentou de todas as formas... Investir em mim... Mas quando eu o rejeitei ele ficou paranoico e criou o “Projeto Ada”.

O quê?

Isso não faz sentido.

Engatilho novamente a arma e o Leon ri enquanto ela levanta as mãos.

-- Espera! A Carla o ajudou nisso, eles queriam criar outra de mim para aquele imbecil me ter como queria... Mas falharam inúmeras vezes e assim criaram todas as criaturas que vocês enfrentaram na China e na Edônia. Até o dia em que ele usou a própria Carla que saiu uma cópia física perfeita de mim! Foi ela a quem você ajudou! Foi ela quem matou os seus homens e não eu!

Mentirosa...

COMO QUER QUE EU ACREDITE NISSO???

DEPOIS DE TUDO ACHA QUE VOU CAIR NESSA CONVERSA???

-- De qualquer forma... Tudo foi por sua causa.

-- Não, Chris, me escute!

-- EU JÁ OUVI! EU PERDI TODOS OS MEUS SOLDADOS, ADA!!!

-- Não era eu, Chris!

-- Mas matar alguém com este rosto já ajuda muito.

Ela finalmente se cala e o Leon se afasta ainda rindo e pressionando o ombro.

-- Que momento ilustre! Depois de tanto correrem de atrás dela e você até pensar que ela estava morta... Olhe a chance que o destino te dá! Olhe a chance que EU te dou.

-- Já mandei você calar a boca, Leon!

-- Deixe de covardia... Mate essa mulher de uma vez.

-- Leon!?

Ela o chama rudemente, mas ele ri.

-- Acha que vou intervir por você, Ada? Cansei disso.

É, realmente ele não está em seu juízo perfeito.

-- Você sabe que não era eu! Diga a ele!

-- Eu digo que você é uma mentirosa que merece morrer.

Ela desvia brava parecendo desistir de puxar para o lado do Leon, mas quando me olha de novo, parece apenas esperar a minha decisão.

É tão... Fácil.

Ela enfim está aqui, na minha frente.

E uma arma está em minhas mãos, pronta para ser disparada.

Afinal, é apenas justiça... Por todos aqueles que morreram por sua causa.

“Você está ouvindo a si mesmo?”

Uma voz dolorosamente familiar ecoa em minha mente.

“Chris, você precisa ficar calmo.”

“Depois do que ela fez para nós?”

As palavras ricocheteiam e é como se eu pudesse ver o Piers ao meu lado, repetindo novamente o que ele disse ainda vivo. Olho para o lado, onde eu podia quase ver a imagem perfeita do irmão que perdi, me olhando com um sorriso leve e compreensivo.

“Quantos homens morreram por causa desta vadia!?”

“Eu estou do seu lado, Capitão, mas esta vingança pessoal não vai te levar a nada... Já acabou. Isso não vai mudar nada. Apenas você mesmo.”

E então ele some e a dor volta.

Toda noite tento me esquecer do que aquela mulher causou e do que eu deixei que ela causasse... Eu sempre quis que ela voltasse a vida para poder ter esse momento: ela diante de mim e eu com uma arma pronta para ser disparada. E olha onde estou, bem onde eu queria.

Mas o Piers está certo.

E, como sempre, ele está certo.

Do que vai me adiantar agora? Isso não mudará nenhuma morte.

E se o que ela diz é verdade, o que acho improvável, adianta menos ainda eu puxar o gatilho... E eu vi. Eu e o Piers vimos aquela mulher morrer. Será realmente possível que naquele lugar existisse a verdadeira Ada e uma cópia dela?

Não sei se posso acreditar nisso.

Mas sei que o Piers não teria orgulho de mim se eu atirasse sem ter certeza.

Quando abaixo a arma, o Leon bufa e cospe no chão próximo a mim.

-- Para isso você não tem coragem, não é!?

-- Vai se sentir melhor se eu matar essa mulher? Você a defendeu.

-- Todos cometem erros... Eu impedi você de matá-la quando devia e agora devolvo esta oportunidade a você. Mas você é um fraco. Bem que imaginei que não teria coragem para isso!

-- Acabou, Leon... Eu quero saber onde estão a Jill e a Claire.

-- No mesmo lugar onde você e essa mulher em breve estarão!

Quando ele levanta a arma em minha direção e dispara, eu me abaixo para não ser atingido e o vejo correr. Levanto rapidamente para ir de atrás dele, mas ele abre mais uma passagem invisível aos meus olhos e some. E quando vejo a Ada correr para outra direção, aponto a arma.

-- PARADA!

Ela não para... Eu avisei.

Então atiro em sua perna e ela cai.

Não vou matá-la, mas quero respostas.

Ela ainda me deve isso.

-- Eu mandei parar.

Digo quando me aproximo e ela me fuzila com o olhar.

-- Preciso que me explique melhor sobre a outra.

-- Precisava atirar em mim para isso?

-- Eu pedi para parar, acho que ouviu quando falei.

Ela bufa e revira os olhos, então vejo o corte que fiz em sua canela devido ao tiro de raspão que eu queria. Não vai matar, não vai sangrar demais e não terá nenhuma consequência tão ruim, eu apenas queria pará-la.

-- E então... Me conte.

-- O que quer saber?

-- Primeiro: o que está fazendo aqui?

-- Meu trabalho.

-- Isso não é uma resposta muito clara.

-- Eu devo profissionalismo e sigilo em meu trabalho, assim como você.

É claro que eu podia obrigá-la a dizer, mas isso não me levará a nada. Seria perda de tempo e hoje em dia existe uma lista infinita de pessoas que querem checar de perto o que está acontecendo em um lugar onde o bioterrorismo chegou.

-- Veio pegar o vírus?

Ela desvia e sorrio com a resposta.

-- O que quer saber, Chris?

-- Certo... Segundo: por que não contou antes que não era você?

-- Você ia me ouvir?

Provavelmente não.

Certo...

-- Sabe o que aconteceu com o Leon?

-- Foi infectado. Está fora do controle. É um perigo para todos nós.

-- Sabe como reverter isso?

-- Não sei se é possível e já falei isso para sua irmã.

Não me surpreendo pela Claire não ter contado essa parte... Entendo as razões da minha irmã, mas eu, como irmão mais velho, não posso fechar os olhos nas tentativas de suicídio dela. Eu irei até o fim para tentar recuperar o que restou do antigo Leon, mas de forma alguma deixarei que ela se mate por isso.

-- Me conte mais sobre essa Carla Radames.

Ela respira fundo e rasga um pedaço do próprio vestido para limpar o sangue que havia escorrido e improvisar uma faixa. Parecia irritada, mas mesmo assim começou a falar.

-- Quando ela virou uma cópia de mim, sua memória foi apagada... Mas de alguma forma ela se recordou de alguma coisa e descobriu o porquê do Simmons fazer ela se parecer comigo. O ódio foi tão grande que ela se dedicou em segredo a destruir tudo o que ele tinha conseguido ou o que ele queria... Isso incluía a mim. Você e seus homens apenas tiveram o azar de cruzar com ela e por sua compreensível obsessão em caçá-la, ela deve ter achado divertido matar todos.

As palavras dela fazem meu sangue pulsar.

-- “Divertido”?

-- Estou falando dela e não de mim.

-- E como posso ter certeza de que não era você?

-- Bom... Você a viu morrer, certo?

Sim... Pelo menos eu vi ela cair do prédio depois de ser baleada.

-- Tem certeza de que ela está morta?

-- Depois de vocês, aquela vadia se transformou e precisei dar um jeito.

Eu rio ironicamente e ela levanta, me fazendo acompanhá-la.

-- Posso ir agora?

-- Para onde?

-- Cumprir a missão e dar o fora.

Ela se afasta de mim, mas eu bufo.

-- Achei que se importasse com o Leon!

Seus passos param e ela se vira para mim, com um olhar fundo.

-- Não sou eu quem posso ajudá-lo agora.

-- E quem pode?

-- Você. E sua irmã.

-- Depois de tudo o que ele fez por você, não vai nem ao menos tentar?

-- Contei a vocês tudo o que eu sei.

Eu rio novamente e ela desvia séria, parecendo pensativa.

-- E é assim... Você pode não ter matado meus soldados, mas é tão fria e culpada quanto a outra que você diz que existia. Ou talvez seja pior. Talvez ela não deixasse as pessoas que a ajudaram, morrer.

Seus olhos voltam em mim e dessa vez eu quem dou as costas para seguir para a próxima porta continuar minha busca.

Já perdi tempo demais aqui.

-- Espera...

Quando estou com a mão na maçaneta, ela me chama e eu viro.

-- Não posso ajudá-lo, Chris.

-- Faça como quiser, é você quem vai viver com sua consciência se ele morrer.

-- O Leon... Não vai morrer. Não pode.

-- Eu vou tentar salvá-lo, mas não sei como e a prioridade é minha irmã e a Jill.

-- Ele...

Ela para e volto a olhar para porta.

-- Chris, ele...

Eu paro e espero, mas ela fica em silêncio.

-- Vou de atrás dele, só ele pode me levar até as duas.

-- Na força não vai conseguir muita coisa.

-- No momento, não tenho muita opção.

-- Não tem?

Me viro para ela indignado com suas palavras.

-- Ao menos uma vez na vida pode deixar de ser tão egoísta?

-- Apenas sou profiss...

-- “Profissional”, ótimo! Boa sorte com isso!

-- Chris...

Saio dali sem dar a mínima para ela.

Ela quem decide o que fazer de sua vida e se correr de atrás de uma missão suja é maior do que ajudar quem já se arriscou por ela... Bom, como falei, a consciência é dela. Eu tomei a minha decisão quando deixei de apertar o gatilho e sei que viverei melhor assim. Agora ela, dane-se.

Não me importo nem um pouco com nada relacionado a Ada Wong.

Mesmo que não tenha feito o que tudo indicava que sim, ela ainda fez todo o resto. Ajudou o Wesker, roubou inúmeras amostras auxiliando na expansão do bioterrorismo e é a responsável por vários assassinatos a sangue frio. Se ela morresse aqui, o mundo não perderia nada além de uma mau caráter... Mas de qualquer forma, não serei eu a limpar esta sujeira.

Quando chego na outra porta, ouço uma batida brusca na outra ao lado. Algo parece querer entrar e fico entre sair dali ou deixar que entre... Mas minha raiva e desejo de atirar em algo vence e espero até que a porta se escancare revelando alguns velhos zumbis que desta vez, pareciam determinados a tentar me devorar e não a me arrastar para fora da sala.

Eu atiro, um de cada vez.

Tiros certeiros e que faziam um por um cair em minha frente.

Quando o último sai, atiro e apenas observo os seis caídos na minha frente. Então volto para a porta e a abro, mas com um tiro de atrás de mim, vejo que mais um zumbi cai, um que havia aparecido sem eu me dar conta. Volto meus olhos para trás e vejo a Ada ainda séria, mas sua voz tinha voltado a ficar serena.

-- Não pode ir de atrás dele.

-- É o único jeito de encontrar as duas.

-- Se ele puder vai te matar, Chris... O Leon não vai hesitar.

-- Eu também não.

Passo pela porta e ouço passos distantes no corredor.

-- Toc toc...

Maldito...

Se ele quer me irritar fugindo assim, está conseguindo!

-- Chris, não vá!

Ignoro a mulher atrás de mim e sigo pelo corredor, pronto para encontrar mais uma vez aquele homem. Mas desta vez, não darei chance para ele fugir. Agora resolveremos as coisas e ele vai me levar até onde a Jill e a Claire estão.

Por bem ou por mal.


Notas Finais


Chegando na reta final da fanfic ^^
Espero que tenham gostado!
Até a próxima *--*
Bjooon <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...