História Mentiras Sangrentas - Capítulo 18


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Casal, Lesbicas, Orangeisthenewblack, Yuri
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Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Lemon, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei rápido dessa vez hein hahaha
Este capítulo é importante

Até lá embaixo

Capítulo 18 - Bem Quando Você Pensava Que A Loucura Havia Acabado


Fanfic / Fanfiction Mentiras Sangrentas - Capítulo 18 - Bem Quando Você Pensava Que A Loucura Havia Acabado

 

POV Lorena

 

Não me lembro de ter tido um dia tão tranquilo em muito tempo. A cidade, a companhia. Me senti plena. Pena que durou pouco.

Samantha me mostrou a foto, mostrou a figura encapuzada que fotografamos sem querer. A mesma figura que vi no labirinto.

Senti algo ruim no estômago e toda a calmaria se dissolveu.

-O que vamos fazer?!- perguntei, num sussurro desesperado. O croissant estava pela metade, mas eu havia perdido a fome.

Samantha intercalou olhares da foto para a janela, pensando. Queria poder ler sua mente.

-Vamos embora- ela constata depois de um tempo em silêncio, já levantando-se da cadeira.

  Acompanhei seu movimento, pagamos os euros pela comida e voltamos à casa alugada.

Não trocamos uma só palavra o caminho todo, mesmo minha cabeça borbulhando de perguntas. Samantha parecia pensar todos os segundos, também calada, apenas segurando minha mão cada vez mais forte.

Abrimos a porta da sala estrondosamente. Markus estava deitado no sofá mexendo distraído em seu celular e Toby via algum programa idiota na televisão. Ambos olharam para nós, assustados.

-O que houve?- indaga Markus, franzindo o cenho.

-Nada- Sam diz, mexendo atordoada nos cabelos- tiveram alguma notícia do Álex? Alguma ligação, mensagem, viram ele?

O homem negro se levanta do sofá e se aproxima de nós.

-Não, Sam- diz- você está bem?

-Ela só precisa descansar- falei, vendo que Markus já parecia preocupado. Toby se mantinha no sofá, quieto.

Puxei Samantha para o andar de cima e entramos no quarto.

-Ficou louca?! Perguntando do Álex daquele jeito?!- bradei assim que fechei a porta.

-Talvez eles saibam de alguma coisa! Eram bem mais chegados ao Álex do que eu!- justifica ela.

-Mas você acha que...- minha frase morreu no ar.

-Ele não morreu, Lena- suas palavras foram firmes.

-Acha que ele quer se vingar de mim?- indaguei, a voz vacilando. O medo tomando conta.

-Deve querer terminar o que começou naquela noite- continua ela- vai saber o que ele ia fazer contigo depois de te estuprar.

-Não está ajudando, Sam- reclamei andando de um lado para o outro no cômodo. Os olhos já cheios de lágrimas.

Ela veio até mim e me envolveu em seus braços, me apertando forte.

-Calma, ok? Você está comigo. Não vou deixar que nada te aconteça.

Fechei os olhos e deixei que as lágrimas escorressem.

 

Poucos dias depois, voltamos ao Brasil. Sem mais aparições surpresas e tráficos, mas tínhamos a certeza de que Álex observava cada passo nosso, mesmo sem podermos ver. Ainda assim ocupamos nossos dias com passeios ao ar livre e peças de teatro. Aprendi mais francês nesses dias do que em 5 anos na escola de línguas.

Quando chegamos, Sam ficou no mesmo apartamento que estava antes de irmos à Las Vegas, e eu voltei para casa.

No começo fiquei em dúvida sobre onde iria ficar; se minha mãe ainda me deixaria entrar em casa depois de ter ido embora contrariando todas as suas ideias, mas quando apareci ela não contestou.

-Como foi a viagem?- pergunta a mulher, como se nada tivesse acontecido, como se nem ao menos tivéssemos brigado.

-Foi ótima. Fomos de Las Vegas à Paris- respondi, simples.

Ela mexia as mãos sem parar, sinal de que estava desconfortável. É como se esse tempo tivesse sido suficiente para perder a pouca intimidade que tínhamos.

-Cadê o Breno?- perguntei, tentando quebrar o clima.

-No escritório de seu pai. Ele não sai de lá desde que você viajou...

Assenti.

-Bom, eu vou... Cuidar de umas coisas- a mulher diz e sai elegantemente do local. Respiro fundo, sozinha na grande sala de estar.

Olho um pouco ao redor e vejo que nada mudou. Nenhum porta retrato, nenhum enfeite. O piso limpo, encerado, parecia chão de Igreja.

Subi as escadas e caminhei até o corredor, até a última porta, girando a maçaneta. Estava trancada.

-Breno? Está aí? Eu voltei- disse rente a porta.

Alguns segundos depois a mesma se abre, revelando a imagem de um garoto adolescente que parecia não tomar banho há dias.

-Se divertiu?- pergunta, sem nenhuma emoção na voz.

-Er... Sim- respondi- mas e você, como está?

-Não muito bem, na verdade- ele ri sem humor- estou tentando investigar algumas coisas sobre o papai... Sobre como ele morreu... Algo que a polícia tenha deixado passar.

Revirei os olhos.

-Já tentamos isso outras vezes, lembra? E não achamos nada.

-Eu sei, mas comecei por lugares diferentes, tenho esperanças dessa vez- ele insiste, os olhos cheios de expectativa. Fiquei calada- quer saber, tudo bem, não esperava que você entendesse... Ninguém entende- estava prestes a fechar a porta quando afirmei:

-Eu entendo! Era meu pai também- disse, impedindo que ele se trancasse lá dentro novamente.

-É, eu sei- ele olha para baixo- desculpa te incomodar com isso... Sei que você pediu pra ficar longe do assunto.

-É, pedi. Não é um tema que eu goste.

-Mas finalmente estou chegando a algum lugar, Lena!- ele exclama, os olhos castanhos vivos de novo- estou perto de descobrir o que realmente aconteceu com nosso pai...

Respirei fundo, desconfortável, olhei ao redor em busca de alguma saída.

-Então tá, vá em frente.

Ele ficou em silencio por alguns segundos, esperando que eu dissesse algo. Quando viu que permaneceria calada, completou:

-Não posso fazer isso sozinho...

-Você pode- contrariei, firme.

Ele ri sem humor.

-É... Mas não quero- o menino de cabelos negros tinha lágrimas nos olhos. Eu lembrava de Breno mais alto, mais brincalhão. Só agora pude perceber o quão cansada estava sua expressão.

-Tudo bem- me rendi- eu te ajudo. O que sabe até agora?

-Entre- ele diz, me dando espaço para passar. Adentrei o ambiente e escutei a porta bater atrás de nós.

Não me lembro de ter entrado aqui depois que meu pai morreu, há 8 anos atrás. Eu era pequena, a única coisa familiar é o cheiro de baunilha e o leve aroma de café que foi se dissolvendo ao longo dos anos.

Não enxerguei nenhuma mudança drástica no ambiente; quase ninguém entrava aqui. As mesas de madeira ainda se encontravam nas mesmas posições, com as pilhas empoeiradas de papel em cima. A parede da frente estava absolutamente coberta por medalhas, troféus e certificados. Me aproximei do local e passei cuidadosamente os dedos por algumas peças de ouro. Elogios, prêmios por honra e coragem e diversas outras dedicatórias orgulhosas, vindas do Brasil todo.

Augusto Terrasso Benaglia foi um importante detetive criminal, solucionando os casos mais misteriosos, até que se tornou um.

-Eu estou vendo os casos arquivados- Breno interrompe meus devaneios- procurando inimigos ou alguém que ganharia alguma coisa com a morte dele- ele aponta para uma estante um pouco menor de processos, os quais ele não conseguiu resolver.

-É, pode ser- concordei e me aproximei da mesma prateleira empoeirada, a qual estava escrito em cima "segredos de justiça não solucionados", peguei um processo e me sentei numa escrivaninha de madeira antiga, a qual ainda portava canetas, carimbos e réguas, como se a qualquer momento meu pai fosse voltar a trabalhar.

Breno também pega um processo e se senta na segunda escrivaninha, pondo-se a ler de onde parou.

-Gosto de fazer isso- ele constata- me sinto muito próximo a ele. Como se estivesse dando continuidade ao seu legado.

-Quer seguir essa profissão?- indaguei.

-É uma possibilidade- ele sorri. Acompanhei seu sorriso.

Me pus a ler os papéis em minhas mãos. Se tratava de um caso de estupro, em que a vítima foi brutalmente esquartejada em seguida. Me perguntei se esse seria meu destino se não tivesse empurrado Álex daquela ponte e se ele não estaria pensando em fazer algo ainda pior.

Não consegui mais me concentrar, olhei para Breno e o garoto analisava compenetrado os documentos em suas mãos.

Incrível como ele se parece com meu pai. O formato dos olhos, do rosto, os cabelos negros...

Enquanto meu pai estava vivo, eu me encaixava aqui em casa, me sentia parte da família. Mas depois que ele morreu, um buraco vazio ficou no ar em cada corredor que eu passava, eu e minha mãe nos tornamos cada vez mais distantes.

Imersa em meus pensamentos, levei um susto quando meu celular vibrou. Era Sam.

 

Tá a fim de ganhar uma grana extra?


Notas Finais


O que será que aconteceu com o pai deles?? E o que será que a Sam vai sugerir hein?
Volto logo, comentem!

Paz!


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