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História Mentiroso - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


eu nem sei o que estou fazendo mais da minha vida escrevendo uma obscenidade dessas mas fodaseee, precisava fazer uma fic sobre o piercing novo do jaebeom e a capa tá linda ~ é isso

AVISO IMPORTANTE para as pessoas sensíveis: capítulo contém hard lemon e dirty talk pesado (?) então aos que se sentem incomodados com esse tipo de coisa, por favor não leiam ^^

obrigada princesa por ter betado a fic para mim, você é meu tudinho <3

Mentiroso foi totalmente inspirada em #icanteven então aos interessados (e que gostam de ler com trilha sonora) o link da música está nas notas finais para apreciarem a obra de arte do the neighbourhood (e também sentirem o mood que eu tentei dar aqui heh)

Então é isso e boa leitura, bebês. Até lá embaixo ^^

Capítulo 1 - Anjo.


Capítulo Único.

Anjo.


 

Choi Youngjae era um mentiroso.

Quem via aquele rostinho bonito e sorriso inocente que  rendia o apelido de ‘sunshine’ entre os muitos amigos da faculdade, com certeza, não acreditaria no quão baixo ele poderia ser. De inocente ele não tinha nada, mesmo que os cabelos loiros dessem essa impressão à primeira vista. 

Na verdade, a aparência inocente só servia para contrastar ainda mais com as mentiras sujas que saiam dos lábios quase sempre rachados pelo frio. Jaebeom se lembra de que era isso que tinha lhe atraído no Choi em um primeiro momento, como a beleza pureza dele contrastava com a malícia que ele próprio possuía, mas as aparências enganavam – e Youngjae, era tão imoral quanto ele.

Usando as roupas dois números maiores do que devia, dizia que odiava música alta e aglomerações de pessoas bêbadas. Detestava, também, qualquer coisa que tivesse mais que cinco por cento de teor alcoólico e gostava de caras gentis que andassem com ele de mãos dadas por aí.

Um belo mentiroso.

O que a maioria das pessoas não sabiam era que, Youngjae tinha uma bebida preferida e ela era Absinto puro com gelo. Muito menos, imaginariam que ele dava bolo em seus amigos riquinhos de uma das universidades SKY e ia para baladas podres foder com caras aleatórios, pois o namorado gentil não fazia o devido trabalho.

Ele e Jaebeom tinham se conhecido em uma dessas sextas-feiras, no bar de uma boate extremamente lotada e barulhenta, em meio a muitas doses de vodka e flertes que se concretizaram no banheiro daquele lugar mesmo, fedido e de um jeito que o Choi mentia que odiava também.

Com o rosto de Youngjae prensado contra a porta pichada da cabine e Jaebeom mordiscando seu pescoço, rindo do jeito manhoso que ele pedia para que fosse mais rápido e fizesse a porra do favor de o fazer gozar logo.

Minsoo, o namorado engomadinho de Youngjae, com certeza, teria ficado chocado com o quão boca suja ele foi na hora em que gozou e, também, quando os joelhos foram ao chão para engolir tudo que Jaebeom tinha para lhe dar. Pena que nenhum dos dois possuía a menor intenção de deixar que qualquer um soubesse o que acontecia entre eles. 

Youngjae era um mentiroso e Jaebeom não era bom o suficiente para se importar com isso.

Gostava muito do que a boquinha mentirosa do mais novo fazia em seu corpo, como os dedos dele puxavam gostoso seu cabelo ou como ele parecia um anjo quando estava de joelhos à sua frente, chupando seu pau com gosto, enquanto lhe olhava nos olhos.

Os olhos brilhavam em malícia quando Jaebeom começava a estocar sua boca com força, pouco se fodendo se iria engasgá-lo ou não. Ele gostava, mas é claro que ele nunca iria admitir aquilo em voz alta. Era um grande mentiroso. Até por mensagem de texto.

Eu não vou ir à festa alguma hoje. Você que se vire com suas groupies, Jaebeom.”

Era exatamente esse o texto que brilhava na tela do celular, no momento em que largou o segundo copo de vodka em cima do balcão. O sorriso pendurado no canto da boca continha todo o sarcasmo do mundo.

Você deveria vir. Tenho uma surpresa para você.” 

Você não sabe ler? Eu já disse que não. Vou sair com meus amigos hoje.” 

E, no entendo, uma hora depois, Youngjae estava lá no meio da multidão, em um canto com os amigos engomadinhos que faziam cara de nojo para tudo em volta, com os olhos fixos em Jaebeom, que cantarolava #icanteven em cima do palco, o divertimento escorrendo em cada palavra e fazendo os espectadores irem à loucura.

Só Youngjae sabia o verdadeiro significado daquelas palavras, a malícia contida ali era direcionada apenas para ele e a mentira de que não gostava de indie, quando Jaebeom tinha cansado de sussurrar a letra da música favorita dele ao pé do ouvido enquanto o bombeava vagarosamente, sem pressa, para enlouquecer de propósito.

Jaebeom era um filho da puta por natureza e Youngjae sabia muito bem desse fato. Fazia questão de o chamar assim mesmo quando tinha algumas verdades jogadas na cara e ficava sem resposta entre gemidos abafados e o suor escorrendo entre os corpos se chocando violentamente.

E, Jaebeom não negava. Era muito sincero, ao contrário do mais novo. Nunca escondia as intenções podres, nem a índole reprovável que lhe rendia uma fama de problema por aí. Possuía o pacote completo: roupas rasgadas, o vocal de uma banda cover e os cabelos mais compridos do que devia ter, caso quisesse achar um emprego estável em um multinacional. Haviam os brincos também, vários, combinando com os piercings e é claro a surpresa daquela noite.

Sabia exatamente o que Youngjae diria quando visse seu piercing novo abaixo do olho direito. Estreitaria os olhos, cruzando os braços e dizendo o quanto havia odiado aquele microdermal por o fazer parecer um fodido fora da lei.

Mentiroso. 

Os dois sabiam que era exatamente isso que Youngjae gostava em si, o perigo. A adrenalina de estar fazendo algo errado com um cara mais errado ainda, aquele tipo que os garotos, aparentemente, bonzinhos como ele deviam ficar longe caso quisessem manter seus corações e sanidade a salvo.

Só que Youngjae não era bom. Se fosse, não teria embebedado seus melhores amigos com coquetéis coloridos aparentemente inofensivos e escapado do bar na primeira oportunidade que teve, dando uma olhada de canto para Jaebeom para que soubesse que era para lhe seguir até o banheiro.

Jaebeom seguiu, com as mãos nos bolsos da calça e o gosto da última vodka brincando na língua quando se encostou na pia com os braços cruzados.

– Achei que você tinha dito que não ia vir. – Provocou, ganhando um sorriso pelo espelho como resposta. 

Malicioso. Contrastando muito com a camisa branca em conjunto com uma choker preta e os cabelos loiros que arrumava com toda a calma do mundo.

– Achei que você quisesse que eu viesse. – Youngjae se virou para Jaebeom no fim da frase, e não conseguiu evitar uma risadinha de escárnio. Ele era tão previsível, sempre com as mesmas desculpas esfarrapadas. – Era essa a surpresa que tinha para mim? – Apontou para o rosto do mais velho, os olhos como dois fios debaixo da franja loira.

Como se não tivesse gostado.

– O que achou? – Jaebeom se aproximou dois passos, prendendo as mãos na pedra da pia e Youngjae no meio de seus braços, aproveitando para ver bem de perto como ele prendeu o lábio inferior entre os dentes, escondendo o sorriso.

– Eu odiei.

Mentiroso.

Os olhos presos em seu piercing diziam ao contrário, os dedos ligeiros tocando a jóia também.

 – Por quê? – Jaebeom sorriu quando os olhos de Youngjae voltaram aos dele. Adorava os ver daquela distância, desafiando a fazer o Choi engolir as próprias palavras junto com o ar rarefeito do banheiro.

Quase claustrofóbico – e, as mãos de Jaebeom, já estavam na cintura alheia, puxando Youngjae para perto sem nenhum cuidado. Delicadeza não era seu forte, não que o mais novo se importasse, pois suspirou contido quando teve os fios de cabelo puxados com certa força, o fazendo pender a cabeça e deixar o pescoço à mostra para ser maltratado.

– Achei que iria gostar. Como gostou quando deixei o cabelo crescer. – Jaebeom fazia um trabalho muito bom sugando a tez imaculada de Youngjae, arrastando a língua pelos poros saltados e arracando pequenos suspiros. Até que parou. – Ah é, você não gostou. –  Riu, tentou os braços apertados com força. – Odiou puxar ele enquanto sentava no meu pau, não é mesmo?

– Sim. – Youngjae devolveu no mesmo tom, levando os dedos até os cabelos do mais velho, buscando o elástico que os prendia e jogando para qualquer lugar no chão imundo. Jaebeom sorriu mais um pouco, deixando as mãos vagarem até a bunda do rapaz. – Eles são… 

A frase morreu no meio de um ofego. Um apertão forte por cima da calça jeans. 

– São o que? 

– Deixa para lá.

Youngjae passou os braços pelo pescoço do mais velho. Tentou o puxar para perto, mas a única coisa que Jaebeom fez foi rir, se mantendo no mesmo lugar. 

Adorava brincar com Youngjae. Aquela falta de paciência dele era sempre divertida, sinal de que suas provocações estavam dando certo, ele estava caindo na sua como o anjo que não era.

 – Me beija logo, Jaebeom. – Pediu irritado, quase exigiu enquanto tinha o lóbulo da orelha sugado com força.

Ele não beijou.

Não teria graça alguma entregar tudo de mão beijada tão cedo, tinha planos melhores. O que fez foi virá-lo de volta para o espelho.Youngjae espalmou as mãos na pia quando teve a choker puxada com certa força, ofegou e os olhos se encontraram com os de Jaebeom, notando o sorriso cretino enquanto ele se posicionava atrás, o encoxando sem pudor algum.

Gostava daquela posição, eram um contraste muito bonito daquele jeito, não podia negar. Preto no branco. O falso puro no impudico, as roupas e cabelos negros. Os olhos felinos bem marcados e os piercings.

Youngjae dizia que odiava aquele de argola que Jaebeom tinha no nariz também, mas se arrepiou inteiro quando a jóia tocou em seu pescoço, sorvendo o perfume caro dele devagar.

Jaebeom ainda não tinha terminado de enlouquecê-lo.

– Eu ainda não ouvi uma resposta. – Continuou com os beijos e chupões, uma trilha sinuosa e sem pressa. Apertava a cintura alheia entre os dedos, ameaçando entrar na barra da calça, mas sem o fazer de verdade.

E Youngjae não respondeu. Gemeu, empurrando o quadril para trás. Jaebeom levantou os olhos apenas para encontrar o que já sabia que estaria lá. Ele lhe encarava de volta pelo espelho, os lábios curvados em um sorriso sacana, desafiando a continuar naquele joguinho.

E Jaebeom adorava desafios. Tanto quando Youngjae adorava o perigo. Com a porta sendo forçada pelo lado de fora, aquela sensação eminente de serem pegos a qualquer momento.

– Acho que não recebeu incentivo o suficiente, não é? – Jaebeom desceu os dedos por debaixo da camisa branca de Youngjae, trazendo a atenção dele de novo para si. O rosto estava corado e a respiração mais descompassada do que antes. Os olhos brilhavam no espelho, excitados. Gostava da possibilidade de ser pego daquele jeito, gemendo com o lábio preso entre os dentes, enquanto tinha o pau deliciosamente apertado por cima da calça. – O que foi? Com medo?

O barulho na porta ecoou um pouco mais alto e Jaebeom sorriu, descendo os dedos pelo zíper.

– Aposto que ia adorar ser visto assim. Que um dos seus amigos riquinhos te pegassem aqui e contassem para o seu namoradinho que tem outro te fodendo direito como ele não faz. – Debochou, e a mão de Youngjae parou em cima da sua, o impedindo de passar a linha da boxer preta. – O que foi, anjo? Cansou de brincar?

– Vai se foder, Jaebeom.

O citado sorriu. Sabia o quanto Youngjae odiava aquele apelido cínico e o usava mesmo assim. Porque sabia muito bem como calá-lo quando se virou para o xingar de novo. Colou os lábios aos dele, um beijo de tirar o fôlego enquanto o empurrava para dentro de uma das cabines e batia a porta com força.

Jaebeom não era nada delicado e Youngjae gostava muito disso. Ele afundou os dedos nos cabelos alheios enquanto a língua de Jaebeom brincava com a sua e o corpo dele lhe dominava, as mãos lhe levantando pelas coxas e prensando contra a porta de madeira. Era intenso, tirava o chão e os pensamentos coerentes.

O som da música tinha ficado mais alto no fundo, a porta tinha sido aberta. As vozes também andavam de um lugar para o outro no banheiro, mas sequer conseguia se dar conta desse fato, preso demais nas mãos ágeis apertando a bunda e caminhando para a frente de novo, para terminar o que estava fazendo antes de irem parar ali.

E Jaebeom fez questão de separar os lábios só para ter a visão de Youngjae apertando os olhos quando o tocou na ereção molhada, pedindo por atenção.

– Você tá bem duro para quem está odiando tudo isso. 

– Eu não. – Ele engoliu o resto da frase, os dedos de Jaebeom apertavam sua glande sem necessidade. Apenas para descontar os fios que Youngjae puxava com força e provocar mais um pouco, levando os lábios até seu ouvido, fazendo o piercing gelado esbarrar na pele febril. – Caralho! – Xingou meio irritado, meio manhoso, mas alto demais para não chamar atenção.

Youngjae sentiu dois toques na madeira em que estava encostado e Jaebeom riu baixo.

– Devia parar de mentir agora, anjo. Não tem graça esse seu cu doce por muito tempo. – Ignorou as batidas insistentes do outro lado, arrastando os dedos de maneira lenta pelo pau de Youngjae, para então, se afastar de supetão e arrancar um grunhido como resposta. E então um gemido arrastado quando tirou Youngjae de seu colo e o virou de costas, empurrando-o contra a madeira da cabine. – Eu posso acabar ficando sem paciência, você sabe como é.

– Porra, eu sei. – Youngjae xingou, choramingou ao sentir a calça jeans abaixada até os joelhos sem cerimônia. Espalmou as mãos na porta, meio zonzo. Sentia Jaebeom se mexendo atrás de si e era enlouquecedor.

Ele ria sacana e as mãos estavam em sua bunda, apertando com vontade e depois descendo para as coxas, arranhando com as unhas curtas antes de separar as pernas o máximo que o jeans permitia. Então refez todo o caminho de volta, parando na cintura. E puxou Youngjae para trás, o fazendo voltar dois passos e quase se desequilibrar se não fosse as mãos lhe segurando firmes no lugar.

– Ah é, esqueci que você gosta. – O tom de voz escorria como veneno, ácido. Escondia o sorriso satisfeito com a bagunça que tinha feito com aquele anjo, que agora tinha a pele pincelada com vergões vermelhos por toda a parte. E fez questão de deixar mais um, acertando um tapa estalado na nádega esquerda. – Ama quando eu te trato como o mentiroso safado que você é, Youngjae.

– Sim. E-eu...

Youngjae grunhiu ao sentir Jaebeom morder onde havia batido segundos antes. Sem nem pensar, empinou o quadril para trás, os olhos fechados e o lábio inferior preso entre os dentes para não fazer barulho. 

– Jaebeom. – Chamou, quase gemendo de novo.

Ele era tão previsível, quase desesperado. O mais velho gostava daquilo, aquele joguinho era prazeroso. Arrancar cada confissão suja de Youngjae, uma por uma, enquanto aproveitava do corpinho gostoso dele, era divertido.

E ele sempre acabava ganhando. Jogava bem baixo para isso, sabia, mas não era como se tivesse consciência para se preocupar com tal fato. Apenas fazia o que queria. E no momento, foi apertar os dedos até eles afundarem na bunda macia dele, separando as bandas apenas o suficiente para arrancar um gemido arrastado.

Youngjae com certeza sabia o que estava querendo fazer. O tronco dele se encurvou um pouco e Jaebeom sentiu a pele se arrepiar sob os dígitos.

– Gosta também quando eu chupo esse seu cu apertado, não gosta? – Riu, ganhando um palavrão sussurrado como resposta. – Você praticamente implora por isso. Fica jogando esse rabo gostoso na minha cara. Quer ser comido tanto assim? Seu namoradinho não tá dando conta, não é? 

– J-Jaebeom. – O vocativo devia ter saído como uma reclamação. Sabia que Youngjae queria o xingar por ficar colocando Minsoo no meio daquilo, mas ele gemia, um grito quase esganiçado, arrastado, quando sentiu a língua do mais velho lhe tocar no meio da bunda sem pudor algum. E se afastar logo em seguida.

– Então para de mentir. – Provocou.

Não tinha terminado de enlouquecer Youngjae ainda, mas com aquela frase estava bem perto. Sabia que faltava bem pouco para chegar lá. Mais uma frase. Um movimento e...

– Admite que gostou do meu piercing novo, vai. Admite e eu te fodo como você gosta, anjo.

Os olhos de Youngjae estavam nos seus, ele tinha virado a cabeça apenas o bastante para poder lhe enxergar. E viu Jaebeom passar a língua pelo lábio inferior, provocando, fazendo seu corpo se contorcer em expectativa.

Derrotado.

Youngjae sabia que não ia ganhar o que queria sem implorar. Sabia tão bem quanto sentia a ereção quente, molhada. Implorando por aquilo.

E implorou.

– Porra, Jaebeom. Eu gostei da porra do seu piercing. Você sabe que fica gostoso com qualquer merda. Agora para de enrolar e termina logo o que você ia f-fazer. – A voz falhou na última palavra, a respiração acabando no extremo momento em que teve o outro lado da bunda estapeado sem dó.

– Eu não ouvi um por favor.

– P-por favor…

Não demorou nada a ser atendido. Jaebeom não era de fazer rodeios em coisas como aquela. Puxou o Choi para trás e abriu as nádegas sem demora, forçando a língua  para dentro, o fazendo gemer alto com a intromissão molhada.

Youngjae precisou colocar um pouco mais de força nas mãos para não cair, a cada movimento que o mais velho fazia dentro de si sentia as pernas ficando molengas, quase cedendo ao chão. E Jaebeom era muito bom no que fazia, a língua dele entrava e saía como bem entendia, sem ritmo certo, vagava pelo períneo até chegar às bolas e depois de lhe arrancar a respiração ali também, refazia o caminho para dentro.

A sensação era enlouquecedora, fazia Youngjae gemer, ofegar e querer mexer o quadril ao mesmo tempo, pedindo silenciosamente por mais. Mas Jaebeom o mantinha preso sob seu toque. Os dedos apertavam sua bunda com força, estapeando forte cada vez que rebolava.

– Eu vou parar se você se mexer demais, anjo. – Ele avisou em certa altura, a voz saindo como uma risada debochada enquanto juntava um dos dedos à brincadeira, o fazendo se afogar na própria respiração.

Por dois segundos jurou que fosse desmaiar. A língua de Jaebeom junto com os dedos era demais e ele parecia fazer de propósito. Tinha quase certeza que fazia de propósito, era um filho da puta. Tocava sua próstata de novo e de novo, surrava e Youngjae não sabia o que estava fazendo. Não respirava, empurrava o quadril para trás, contra o rosto dele, pedindo mais. Implorando. E recebendo um tapa espalhado na coxa como resposta.

H-Hyung, porra. – Xingou, quase chorando. A voz estava embargada e sentia as lágrimas acumuladas nos cantos dos olhos. Ou talvez já tivessem escorrendo, de ódio. Odiava usar aquele vocativo com Jaebeom, mas saía como mágica em situações como aquela, em que não sabia mais o que pensava. Só estava quente. Muito quente. 

E a língua do mais velho tinha voltado a lhe provocar sozinha. – Isso. Merda. Eu vou… 

Jaebeom se afastou de supetão. Deu um último tapa estalado nas pernas já não tão branquinhas àquela altura, amando ouvir o muxoxo descomunal que o mais novo soltou.

– Você parece irritado, anjo. – O tom de deboche na última palavra foi palpável. Sabia que Youngjae não ia responder. Não enquanto colava seu corpo ao dele de novo, agarrando seu pau negligenciado e arracando um gemido arrastado dos lábios rachados. – Até parece que não te deixaram gozar.

– Filho da puta. – Ele revidou no mesmo instante.

E Jaebeom se divertiu com o tom arredio. Aumentando um pouco o movimento que fazia com os dedos, alcançou a orelha alheia enquanto usava a mão livre para abrir o jeans que usava. 

– Que você odeia. – adicionou, sentindo o caralho latejar contra os dedos. Antecipando o que viria a seguir. Sorria sacana só de pensar.

– Sim, eu odeio… Hmn…

O resto da frase se perdeu no meio do caminho em um suspiro. Em Jaebeom relar o pau no meio da bunda de Youngjae, mas sem penetrar. 

Bem filho da puta, como o Choi o xingou logo em seguida.

– Mentiroso. – Muito filho da puta, voltou a diminuir o ritmo da punheta, quase rindo. – Olha o jeito que você tá rebolando no meu pau, Youngjae. Você adora quando eu te provoco antes de te foder. Fica quase desesperado.

– Eu não…

Ah, ficava sim.

Jaebeom penetrou de uma vez, e não conseguiu negar mais nada. Gemeu arrastado sim, empurrando o quadril para trás de um jeito quase desesperado pois o mais velho não dava o que queria. Mantinha o ritmo propositalmente lento. Torturante. E não era porque tinha medo de machucar Youngjae ou qualquer coisa assim. Queria vê-lo irritado, grunhindo, rebolando no seu pau e o dizendo para meter como homem.

E não demorou a acontecer. Youngjae era tão previsível que chegava a ser engraçado e Jaebeom realmente segurou a risada quando ele desfrutou uma das mãos da porta para puxar seu cabelo, exigindo no tom mais irritado que conseguia produzir que aumentasse a velocidade logo.

– Tudo o que você quiser, anjo.

Jaebeom não foi nada gentil depois disso. Fez do seu seu jeito. Filho da puta. Agarrou os cabelos louros e empurrou Youngjae até que estivesse com uma das bochechas colada à madeira, puxando o quadril dele para trás com a mão livre, arrumando a posição antes de voltar para dentro. 

Como ele tinha pedido. Com vontade. Rápido. No mesmo ritmo frenético da música eletrônica que tocava do lado de fora e dos gemidos que Youngjae não conseguiu mais conter. Ele era deliciosamente vocal, gemia manhoso entre os lábios presos nos dentes e Jaebeom amava aquilo, tanto quanto amava ver seu pau sumindo no meio da bunda dele enquanto metia com força. Era gostoso pra uma porra, dava um tesão descabido por ele ser apertado daquele jeito.

Tinha vontade de o foder até que os dentes não conseguissem mais conter os murmúrios, os palavrões – e encontrou uma motivação especial para isso quando entre um “porra, mais rápido” e uma estocada certeira, o nome de Youngjae foi chamado alto no banheiro.

A voz era masculina e estava um pouco distante, talvez na porta. 

– Jae-ah, você está aqui? – O desconhecido chamou de novo, dessa vez mais perto, e Jaebeom sorriu ao sentir o corpo se contrair em volta seu pau. – Jae-ah? 

Ele estava abrindo uma das portas das cabines, uma por uma. Youngjae ofegou e não foi só pelo amigo do outro lado o procurando. Jaebeom rindo sarcástico em seu ouvido tinha um efeito devastador. 

– Você devia responder. – Ele sussurrou, o quadril fazendo tanta força quanto antes, empurrando o Choi contra a porta. – Seu amigo deve estar preocupado, anjo. Não vai querer deixar ele procurar em todas as cabines e descobrir o nosso segredinho, vai?

Youngjae jogou a cabeça para trás com uma estocada mais forte, se apoiando no ombro de Jaebeom. Os olhares se encontraram mesmo sem querer. E o mais velho sorriu ao notar o brilho tão conhecido nas íris castanhas. 

Filho da puta.” 

– Eu estou aqui, h-hyung. – a última palavra saiu fraca, abafada. Jaebeom riu baixinho no ouvido de Youngjae, adorando o efeito que seus dedos pegando no pau dele e massageando causavam. Tremia. Segurava-se para não gemer mais do que tudo.

– Onde? – A voz soou mais perto. – Você está bem?

E mais uma estocada forte certeira. Youngjae abriu a boca, mas o som ficou preso na garganta. Com Jaebeom puxando sua choker com certa força, lhe roubando o ar. E, a linha dos pensamos, enquanto ia fundo, quase o rasgando por dentro. 

– Sim…. Eu só. – As palavras seguintes se perderam no mar de pensamentos e sensações. A glande sendo pressionada enquanto apertava os dedos na mão na madeira. Chegava a doer de tão intenso. – A cerveja não me fez bem… Hm… Mas eu já estou m-melhor.

– Você está bem? – O tom do outro lado soou preocupado. – Vomitou?

Youngjae gemeu um “humm” em resposta. Era difícil falar quando Jaebeom segurava seu queixo para roubar outro beijo, sujo na situação em que estavam.

– E-Eu estou bem. – Respondeu quando se separaram, a voz quase um fiapo enquanto Jaebeom ria baixinho, puxando seu quadril para trás e metendo com vontade. Só para fazer a próxima frase sair mais quebrada que a anterior quando o cara do outro lado perguntou se precisava de ajuda. – N-Não… Eu já estou bem. Não quero que você… Hmn… Me veja nesse estado. Por favor… 

Implorou.

E Jaebeom sabia para quem Youngjae estava implorando daquele jeito, tremendo e apertando os dedos em cima dos seus, ajudando naquela punheta desajeitada.

Ainda bem que a música era alta pois senão teriam sido pegos. Era impossível não gemer, era bom para uma porra. E os corpos se chocavam tão bem, entrava e saía fácil. Frenético.

– Tudo bem. – A voz do outro lado soou um pouco mais longe. – Quando estiver melhor estamos te esperando lá no bar. O Bam bebeu demais e acho que a gente vai ter que carregar ele para casa.

– Ok… Eu já. – Youngjae engasgou na própria respiração, a cabeça zumbindo e o corpo quase indo ao chão com a estocada violenta que Jaebeom deu. – E-Eu já e-estou i-indo…

A voz murmurou mais alguma coisa antes de se afastar, mas nenhum dos dois prestou atenção, perdidos demais nas próprias sensações para raciocinar qualquer coisa. As respirações aceleradas e a pele formigando por todo o corpo depois do orgasmo fulminante misturado com a adrenalina corria nas veias. Quase pegos com a boca na butija.

– Você é um péssimo mentiroso. – Jaebeom comentou depois do que seria uma eternidade. O tom era muito óbvio dele, sarcástico, fazendo Youngjae se virar no mesmo instante, os olhos estreitos e as bochechas coradas.

Parecia acabado, mas ainda sarcástico. Um anjo. 

– Sou melhor que você.

Só que não.

– Claro que é.

Youngjae sorriu sarcástico na última frase, mas como o bom mentiroso que era, não durou muito tempo. Cinco segundos e já estava com aquele sorriso de bom moço que enganava qualquer um. Mas Jaebeom não era qualquer um. 

Conhecia muito bem aquele anjo que não tinha nada de divino além dos cabelos loiros. Não foi por acaso que atacou seus lábios de novo e riu baixinho quando perguntou se ele não devia ir encontrar os amigos engomadinhos e bêbados. A resposta veio como um puxão nos cabelos longos. 

Youngjae não iria. Podia ficar ali o tempo que quisesse dizendo que odiava seu piercing novo, e seja lá a desculpa que fosse inventar, iria colar, sempre colava. 

Porque Jaebeom era sincero não estava mentindo quando disse que Youngjae era um fodido de um mentiroso.



 


Notas Finais


resumo: youngjae subzinho do jaebeom.
se isso não é reparação cultural por talk eu não sei mais o que é ~ e realmente é, pois esse é o nome da história lá no docs mas enfim kkkkk

e eu só queria dizer que a era clean vem amores ~ bye bye
#icanteven: https://open.spotify.com/track/0xSfELjbi6QwmprLDu4Nrx


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