História Meraki - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Comecei essa história em 2017, mas agora resolvi dar continuidade a ela. Tenho muita dificuldade em daf continuidade as coisas que produzo, talvez por auto boicote, mas enfim, estou realmente empolgado para esta!.

Capítulo 2 - Ipseidade



 Jess estava de frente ao espelho retirando  duramente uma maquiagem pesada, logo após o espetáculo, enquanto se lembrava do rosto que acabara de ver, lhe suava diferente de todos os outros e ele não podia distinguir quem se era.
 É claro que a curiosidade sobre o gênero o  deixou envolvido.
-O que o apaixonadinho ainda faz aqui? Não viu que as luzes já estão se apagando. Henrry entrou dizendo, este que era um de seus melhores amigos, mas geralmente muito incoveniente.
-"Apaixonadinho"?. Perguntou confuso
-Pensa que não vi como olhou aquela figura esta noite?. Ele dizia puxando uma cadeira ao lado deste. 
-Eu não olhei ninguém, a não ser ao público como um todo, é o que tenho que fazer, não é?. Jess o encarou, ele sabia que mentia, é claro que sabia.
-Claramente sim, mas engraçado, vi você vidrado em uma única direção, vi até uma certa tremedeira na sua mão esquerda , pensei até que iria esquecer o texto, torça para que o Casemiro não tenha notado também, ele iria odiar se você houvesse estragado a cena por causa de mais uma paixonite.
-Paixonite? Está louco, Henrry? Você sabe que agora estou com a Arya, além do mais eu não me distraíria em cena nem se o galpão pegasse fogo, sabe que sou fiel ao que faço.
-Arya? Quem é essa? Mais um das muitas garotas que você enrola?. Henrry questionou o provocando
-Arya é uma garota doce e gentil, além do mais confio nela, dessa vez vai ser diferente, estou até pensando em algumas propostas. Disse sem jeito, e torcendo para não ser julgado.
-De casamento? Credo, Jess, acho que você deve estar meio febril, talvez seja os refletores que te deixaram mal, anda,  vamos embora, a trupe combinou de se encontrar na Taverna do ART'us. Ele se levantou rapidamente, pegou na mão de Jesse o fazendo com que ele se levantasse também, apagou a luz e o deixou no escuro, apenas saiu.
 Ele acendeu novamente a luz, trocou de roupas, se arrumou e apagou a luz  novamente, saiu. Henrry estava do lado de fora do galpão, ainda o esperando, foram  o caminho todo conversando.
 Ao chegarem ao ART'us, avistaram sua  trupe e se  juntaram a ela, mal se sentou  e já viu seu copo cheio de cerveja, brindaram, cantaram, riram alto, Arya que já estava lá, contava como participaria das olimpíadas deste ano, ela estava abraçada com Jess e a cada frase que dizia o olhava sorrindo e depois redirecionava o olhar a seus amigos e prosseguia com sua história, ela realmente parecia estar apaixonada por Jess, sentia que ele sentia o mesmo por ela.
 Em determinado momento, após beber muito, se levantou para ir ao banheiro e Henrry se aproximou de Jess. 
-Você viu quem está aqui, Jess? o amor da sua vida. Ele disse se virando para uma mesa atrás deles . -A figura que estava no espetáculo hoje, e me parece que ela já tem alguém.
 -Henrry! Aquela é Katy, a garota do hospital que lhe contei. Ele disse se virando rapidamente de volta a mesa, Katy era uma das garotas que há algum tempo atrás ele havia se relacionado.
-Katy do hospital namora aquele ser humano? Grande fatality, meu amigo, sinto muito.
-Não há fatality algum, estou com Arya, agora e se ela está com essa pessoa e está feliz, isto não é problema meu. Jess viu Arya voltando e se arrastou  para longe de Henrry para lhe dar lugar para sentar-se novamente ao seu lado.
 A noite passou rápido, o grupo bebeu muito, como de costume, Jess deixou Arya em sua casa e agora arrumava seu cavalo para voltar para casa, quando viu novamente a pessoa que ocupava seus pensamentos, decidiu que iria se aproximar e assim o fez, não pôde resistir. 
 -Oi, boa noite, lhe vi esta noite no espetáculo.
-Ah, sim, você fazia o Frederico. Tinha uma voz indecifrável
-Sim! Digo, era eu mesmo. Respondeu sem jeito após um pouco de exaltidão.
-Bom, parabéns! A peça foi linda, seu personagem é muito engraçado, sou uma grande fã dos trabalhos de Casemiro, ele tem umas sacadas incríveis. Jess ficou curioso sobre ela conhecer o diretor dele, e aproveitou isso para continuar puxando conversa.
-Ah, você conhece Casemiro? Que bacana!.
-Sim, acompanho todos os  espetáculos dele, mas nunca o havia visto antes. Ela dizia enquanto prendia uma mochila de couro desgastada em cima de seu cavalo.
-Na verdade faz pouco tempo que entrei para a trupe, antes disto eu fazia parte de uma outra trupe pertencente ao lado leste..
-Ah, é para lá que vou. Ela disse sorridente
-Eu moro para lá. Jess sorriu de volta
-Podemos ir junto, só estou esperando minha amiga. Ela disse se virando e olhando para atrás. Jess ficou preocupado e sem graça, ele tinha certeza que a amiga que a esparava, era Katy.
 Não demorou muito e ambos puderam ver uma silhueta vindo, claro, Jess a reconheceu era mesmo Katy, ela se aproximou e abraçou Sam.
-Ah, Olá Jess. Ela disse abrindo um pequeno sorriso, Jess ficou sem jeito e muito tímido, ele sentia um pouco de culpa em relação a como as coisas entre eles haviam acabado, e agora começara a se sentir culpado também por se sentir atraido por Sam, ele apenas deu outro sorriso na mesma intensidade e disse que já estava indo embora, desejou boa noite a ambas e disse se virando a Sam, que havia sido um prazer conhece-la.
  Após se despedir, Jess montou em seu cavalo e durante todo o percurso pensava em como Sam parecia ter chamado tanto sua atenção, ele queria estar aberto a desenvolver algo sério com Arya, por isso a presença de Sam na sua mente o incomodava, e agora o havia deixado inseguro, ele não sabia mais se queria mesmo entrar em uma relação romântica com Arya, ele se sentia tentado a conhecer Sam e não só de uma forma amigável, ele a estava desejando de uma forma curiosa. 
 O céu noturno, as plantações e a ausência do som de maquinários deixava Jess ainda mais imerso em seus pensamentos, de uma forma que ele era incapaz de sair, tentou se concentrar na paisagem, mas sempre a imagem de Sam acabava vindo a tona, ou de Katy a abraçando-a.
 Chegou em casa, tomou um banho, se alimentou e deitou-se, todo o álcool, o cansaço e o horário, contribuíram para que ele pegasse no sono rapidamente.
  
 


Notas Finais


Espero que tenha sido uma boa leitura e uma não perca de tempo, espero que tenham mergulhado na imaginação e conseguido estimula-las, porque mais importante que apenas entender a história é conseguir mergulhar nela.


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