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História Mercenária. - Clace (Shortfic) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


E vamos de último capítulo, mas ainda tem o epilogo
Então vou deixar o textinho para o próx cap
Boa Leitura

Capítulo 5 - The end is just the beginning.


Fanfic / Fanfiction Mercenária. - Clace (Shortfic) - Capítulo 5 - The end is just the beginning.

Clary Fairchild Pov’s

Eu realmente vou fazer isso. Foi uma decisão difícil de tomar, mas chegou a hora. Eu vou contar para Jace toda a verdade, ele irá saber que fui paga para isso.

Sinceramente, não sei o que achar. Provavelmente ele ira me odiar pelo resto da vida, mas eu não posso ficar mentindo, isso me atormentaria para sempre, um peso na consciência não é nem um pouco agradável.

Dou uma lenta tragada no cigarro, ainda cogitando não contar nada, mas é errado e eu sei que ele merece saber toda a verdade, por mais que isso nos separe, ele merece saber. ´

Talvez tudo que passamos e vivemos seja em vão, talvez eu o perca, mas nós não mandamos no coração e escolhemos que vamos amar.

Se tudo isso acabar, eu sei que sentirei falta dos braços dele me aquecendo em um abraço reconfortante, de sentir os lábios dele no meu, de ouvir a sua risada, de sentir o seu cheiro, de ter ele dentro de mim, sentirei falta de tudo.

Quando percebo já estou chorando, me sentindo fraca, eu não quero perde-lo, isso seria demais para mim.

Tomo coragem e ligo para ele.

-Oi, amor. – ele diz assim que atende.

-Oi, Jace. Posso conversar com você hoje?

-Claro, mas por quê? – ele indaga visivelmente preocupado.

-Você vai entender.

-Hm, ok!

-Vou ai as 21:00.

-Ok, até mais tarde. – apenas encerro a ligação.

Me levanto do sofá e vou em direção ao banheiro. Tiro minha roupa, e coloco-a para lavar.

Arrumo a banheira e entro nela, me afundando, sentindo a agua quente e relaxando por completo.

A duvida esta cravada em meu coração, será que Jace irá me odiar? Provável que sim.

Preciso relaxar um pouco, não posso chegar lá nesse estado. Tombo a minha cabeça pra traz e acabo cochilando.

Acordo e olho a hora no relógio, já são 20:30. Puta merda. Saio as pressas e pego a primeira roupa que vejo no armário.

Desço para a sala e vou direto pegar um maço de cigarro para ir fumando, logo em seguida vou rapidamente para o carro, acelerando e indo em direção a casa de Jace.

Pego um cigarro e acendo, depositando-o em meus lábios. Trago e relaxo por completo, está chegando a hora de contar tudo, ansiedade me consome. 

Chego a casa dele e desço do carro. Estou tremendo e suando frio por completo.

Toco a campainha com aflição e agonia. Ouço o barulho da chave destrancando a porta, assim que Jace abre e vê minha afeição de medo, ele me encara preocupado.

-Clary, ta tudo bem? – ele diz assim que me dá espaço para entrar.

-Sim. – digo baixo, de uma forma quase inaudível. Ele se senta no sofá e me puxa. – preciso  conversar sério com você. – ele me olha preocupado. 

-Pode falar. – ele diz me encorajando, quando percebe que eu não tenho forças.

-Maia me pagou para te seduzir. – digo de forma rápida e ele me olha perplexo.

-Co-como assim? – ele se levanta exasperado, mas com lagrimas nos olhos.

Sentia seu olhar como se fosse uma pancada.

-Explica essa história direito. – ele silaba.

-Sou mercenária. – digo e dou um longo e pesado suspiro. – Há quatro meses atrás ela foi atrás de mim, disse que desconfiava que você a traia e me pagou um valor altíssimo para te seduzir e transar com você. Mas depois do primeiro mês eu já não aceitei mas. – ele me encarava com ódio.

-Então toda a porra que vivemos foi simplesmente a merda de uma brincadeira?

-Eu acabei me apaixonando por você.

-MENTIRA. – ele berra.

-NÃO GRITA COMIGO. – grito de volta.

-GRITO SIM, VOCÊ MENTIU PELA PORRA DE QUATRO MESES PRA MIM, NÃO QUER QUE EU GRITE? EU FUI O ENGANADO NESSA MERDA TODA.

-Me desculpa, eu nunca quis te magoar. COMO QUE EU IRIA ADIVINHAR QUE NÓS NOS APAIXONARIAMOS?

-Nós não, que EU me apaixonaria.

-EU ME APAIXONEI POR VOCÊ, PORRA.

-MENTIROSA, FILHA DE UMA PUTA. – ele gritava enraivecido. – VOCÊ MENTIU POR MUITO TEMPO, SOBRE ALGO SÉRIO E GRAVE, QUER QUE EU ACREDITE EM VOCÊ AGORA? – lagrimas molhavam nossos rostos, eu sabia que ele piraria quando soubesse. – sabe, meu pai pode ser um merda, mas se tem uma coisa que ele me ensinou é não acreditar em mentirosos, e foi uma das únicas coisas que eu carrego no meu coração até hoje.

-EU NÃO TO MENTINDO PORRA.

-PORRA, SE VOCÊ NÃO ESTIVESSE APAIXONADA IRIA EMBORA, IRIA ME DEIXAR, ME ABANDONAR, VOCÊ ME MAGOARIA?

-Sim, eu iria. – digo debulhada em ódio e tristeza.

-ENTÃO FAZ ISSO, SOME DA MINHA FRENTE, ME ESQUECE, NUNCA MAIS NA MINHA VIDA EU QUERO TE VER. – olho-o nos olhos, ele possuía um olhar imprudente. Dou um suspiro, pego minhas coisas e saio.

Entro no carro, soluçando de chorar. Eu já imaginava que isso aconteceria. Pego meu telefone e disco o numero de Sebastian.

-Clary, alo. Tá tudo... – assim que ele ouve meu soluço de choro para a frase no meio. – o que aconteceu?

-Posso ir pra sua casa? – pergunto virando uma esquina.

-Deve.

-Chego ai em cinco minutos. – encerro a chamada.

...

-Contou tudo, não foi? – ele indaga me encarando, assim que abre a porta.

-Sim. – dou um suspiro e me jogo no sofá. 

-Ele reagiu bem mal, pelo seu estado. – apenas suspiro o encarando. – Vodka ou Tequila?

-Whisky. – ele apenas assente e vai para a cozinha.

-Vai ficar afundada nas lagrimas mesmo? – ele me entrega um copo.

-Sim. – respondo dando um gole.

-Por que você não tenta conversar com ele quando as coisas esfriarem?

-Ele disse para eu sumir da vida dele.

-Agora ele tá de cabeça quente, por isso que eu disse quando as coisas ficarem mais calmas.

-Eu não sei. – solto um suspiro. – acho que vou viajar por um tempo, descansar a cabeça.

-Tenta antes de você ir, vai te fazer bem, nem que for tentar ao menos outra vez.  – assinto, concordando, talvez me faça bem.

-Vou chorar na sua varanda, enquanto eu bebo e fumo.

-Você sabe que eu não concordo com isso, porque te faz mal, mas vai lá, já que é a única coisa que te relaxa. – apenas assinto e me levanto.

Eu chorava de forma incessante, eu perdi o amor da minha vida. As coisas estavam indo tão bem, eu me sentia a mulher mais feliz e amada do mundo, cada momento vivido, as caricias, os beijos, os eu te amo trocados, as promessas, tudo absolutamente tudo foi perdido.

Não sentirei seu abraço quente e reconfortante nas noites frias, seu cafuné, ou os nossos corpos colados.

...

Eu não sei exatamente quantos maços de cigarro eu fumei exatamente, mas eu sei que foram inúmeros.

Eu chorava por me sentir uma idiota, por ter deixado tudo que vivemos passar, eu me mantinha a base de álcool e cigarros.

Decido ir atrás dele no bar, sei que ele está lá.

Fungo, limpando o nariz mais uma vez.

Tiro minha roupa e entro no chuveiro, eu chorava baixinho, enquanto as agrimas caiam a agua do chuveiro limpava meus cabelos e limpava meu rosto.

Encosto a cabeça no box, chorando compulsivamente. Eu me encontro completamente triste sem ele aqui.

Dou um suspiro pesado, desligo o chuveiro e saio do box.

Tomo um banho de perfume para tentar tirar o cheiro de cigarro presente em mim, pego uma roupa qualquer, me troco e vou logo para o bar.

Assim que chego, seu olhar pousa em mim, mas o mesmo que olha com nojo, e as lagrimas começam a descer por minha face, me aproximo lentamente com cautela, mas assim que me vê ele se afasta e sai pelo bar.

Sigo-o, indo o mais rápido que podia.

-O quer, Clarissa? – ele pergunta visivelmente irritado.

-Conversar.

-Não tem nada para conversar, eu te pedi pra sumir da minha vida, por favor, me deixe em paz. – ele nem me dá o tempo de responder e sai.

Dou um suspiro chateado e saio do bar.

Eu vou embora da cidade, viajar por uns tempos.

Chego em casa e já começo arrumar minhas malas, coloco todos os meus pertences em 4 malas, vou pegar o avião particular do meu pai, então não poupo nas malas.

Eu decido escrever uma carta para Jace, eu sei que por mais que ele esteja me odiando nesse momento, eu o amo.

Sento-me na cadeira, colocando o papel sobre a mesa, começo a escrever;

“Oi, Jace.

Eu sinceramente não sei como começar essa carta, mas eu só queria transmitir tudo o que sinto por você.

Não nego que no começo eu havia sido paga para fazer isso, eu pensei que você nem me notaria, mas você me provou ao contrário. Naquela noite eu estava entregando o meu coração a você, por mais que eu não soubesse disso, eu estava. Todos os nossos momentos foram lindos e intensos, e eu realmente nem sei se você está lendo isso, mas se estiver lendo saiba que eu nunca menti em relação aos meus sentimentos, eu fui verdadeira com você, nunca me senti tão amada e feliz em toda minha vida. Você tem uma parte de mim com você, saiba disso, tenha certeza disso, assim como a lua tem o sol, você tem a mim.

Você me pediu para ir embora da sua vida, queria que eu sumisse, e eu estou realmente fazendo isso, indo embora. Provavelmente nós nunca mais nos veremos, mas se é isso que você quer, afinal eu não te machuquei apenas, eu acabei com a sua vida.

Espero que encontre alguém que tenha capacidade de fazer o que eu não fiz, que te ame, que não minta para você, que te compreenda e respeite. Espero que encontre o amor e que seja feliz, por mais que não seja ao meu lado, o que me magoará demais, mas só de ver um sorriso no seu rosto eu já me sentiria a mulher mais feliz do mundo. Quando encontra-la, faça de tudo para que ela não vá embora.

Mesmo que de longe, eu te amarei e desejarei todo o sucesso do mundo para você.

Com todo o meu amor, Clary Fairchild.”


Notas Finais


É isso meu povo, até o epilogo, vou tentar não demorar, eu juro de dedinho
bjs bjs


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