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História Merda! Virei uma criança! - Capítulo 1


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Capítulo 1 - A explosão


Fanfic / Fanfiction Merda! Virei uma criança! - Capítulo 1 - A explosão

O grito mudo escapou por meus lábios quando a luz forte me atingiu como uma rajada forte de vento me jogando contra a parede, ouvi alguém gritar mas ainda estava tão atordoada que tudo o que consegui fazer foi esperar que o mundo parasse de girar violentamente.


Okay, talvez atirar no tanque do carro não tenha sido a melhor ideia que eu já tive, mas tão pouco era a pior.

Levantei Minha cabeça, deslocando meu dedão e me livrando da amarra que me prendia. Ouvia gritos e sabia que meu comandante deveria estar uma verdadeira fera, poha! Imagina a papelada que isso vai dar!.

Tentei me levantar porém não consegui, já livre das amarras tentei olhar para baixo porém perdi o ar, não entendia direito o que havia acontecido, era muito sangue que se espalhava mais e mais a cada segundo.


Os filmes mentiram, atirar no tanque do carro não dá certo... 

Meu corpo estava cheio de estilhaços da explosão, ri sem humor, eu estava morrendo. Sabia que não tinha muitas opções entre atirar no carro e atirar na minha própria cabeça, mas agora as duas decisões pareciam a mesma, ao menos eu havia derrubado mais de quinze com esse meu ato suicidar.


Os filmes mentiram, ah que decepcionante.

Ao menos eu não sinto dor, apenas sono. Quero pelo menos ganhar uma medalha.




Charlotte Elizabeth Hale


Talvez fosse o sol no meu rosto, a areia pinicando o meu corpo, ou o cheio podrido que invadia minha narina e revirando meu estômago. Um desses fatores havia me acordado, ou talvez todos juntos estivessem em um complô.


O que era estranho já que eu deveria estar morta.


Ignorando o cheiro podrido e o sol que embasava minha visão, me levantei de supetão, minha cabeça apitava e minha visão escurecia quando tudo se focou em um ser podrido que se arrastava em minha direção, uma mulher loira sem a mandíbula e com as tripas caindo de seu estômago a cada passo que dava em minha direção. Parecia tão real, e aquele cheiro podrido então? 


Minha cabeça estava em alerta, qual era a daquela mulher tentando me assustar?.


—Não estou achando graça.—Falei mas me espantei com a infantilidade na minha voz e me levantei apenas para perceber a enorme diferença de altura.


Mas que porra?!?


Não precisei pensar muito para começar a correr.


Que poha 


Que poha


Que poha


Minha cabeça gritava em confusão quando percebi que estava em uma estrada deserta no meio do nada, para a direita ou para a esquerda era tudo floresta. Esse seria o inferno? Observei uma casa mais adiante no meio do nada e respirei fundo tentando apressar minha corrida, mas minhas pernas curtas não ajudavam muito. 


Cheguei na porta da casa e tentei abrir mas ela estava trancada e a pouca força naquele corpinho pequeno não me ajudava, passei a mão desesperadamente pelo cabelo loiro porém não havia nenhum grampo, gemi de frustração e comecei a rodear a casa ouvindo o arrastar e o grunhido do dito 'zumbi' atrás de mim. Só podia ser brincadeira, eu morri e acordei sendo perseguida por um zumbi, não eram criaturas da ficção? Passei meus olhos por uma janela minúscula e fui até ela desesperadamente a abrindo e escorregando meu corpo para dentro antes de ser alcançada.


Cai no chão como jaca madura e gemi de dor observando meu joelho ralado. E levantei a cabeça rapidamente antes de me forçar a ficar de pé, estava em um porão escuro e vazio.


Merda.


Respirei fundo me direcionando até a escadas e saindo direto na cozinha da casa. Aquilo só podia ser uma alucinação muito doida. Moscas voavam sobre a louça na pia, e as flores começando a murchar no vaso me davam certo norte de a quanto tempo alguém não ia naquela casa, sai a procura de um celular mas algo me dizia que eu não conseguiria chamar a polícia, talvez por ser a merda de uma alucinação. Vi a TV ligada porém fora de sintonia assim estado apenas cinza ligada para o nada.


Subi a escada achando três portas fechadas, a primeira era um quarto de criança na qual tinha um espelho onde pude ver o reflexo de meu 'eu'. Uma criança loira de olhos azuis e enormes bochechas rosadas, não devia passar de uns três ou quatro anos, usava um vestido rosa cheio de babados e uma sapatilha igualmente rosa. Murmurei algumas palavras de desgosto com aquilo e em um surto me belisquei tentando acordar, porém apenas senti dor, uma dor muito real para aquilo ser um sonho.


Corri até o espelho e apalpei o rosto desconhecido.


—Mas que caralhos...—Murmurei espantada, aquilo não podia ser real, não era real.

Poha! Virei uma criança?


 Desviei meus olhos pelo quarto de criança, uma garota, talvez... Levando em consideração o rosa gritante nas paredes e o amontoado de ursos sobre a cama. Me dirigi a janela ouvindo o rugido familiar daquela 'coisa'. Ainda que mal conseguisse colocar minha cabeça para for culpa da minha nova altura, pude ver o zumbi batendo contra a porta da frente tem sucesso em entrar.


Se eu era "real"


Aquela coisa também era?.


Senti meu coração acelerar, como uma grande fã de qualquer franquia de zumbis eu deveria dizer que estava em êxtase, porém aquele corpo de criança me garantia uma morte quase que certeira. 


Grunhi olhando pelo quarto, certo Charlotte , e sua hora de brilhar, reunir tudo o que você aprendeu com anos de TWD, filmes e HQ's.


Vi uma mochila infantil em um rosa gritante assim como o resto do quarto e a peguei, não era forte o suficiente para sair a procura de uma mochila enorme, subi em um banquinho e comecei a revirar as roupas ali, pegando apenas duas mudas de roupa que ficariam largas e levando a mochila antes de virar para a saída, comida eu precisava de comida e água, essas eram as prioridades.


Revirei a cozinha e os armários achando duas latas de sopa as quais sabia ser incapaz de abrir pela falta de força, um saco pequeno com ração de cachorro e outro de cereal, garrafas d'água consideravelmente pequenas. Praguejei pelo tamanho da mochila, ao observar que ela já estava cheia e pesada, corri meus olhos mais uma vez pela cozinha e ele parou sobre uma faca suja sobre a pia, não era como se eu tivesse altura para acertar a cabeça de um zumbi, porém mesmo assim a peguei voltando a revirar a casa buscando coisas úteis como um pequeno canivete que guardei bem escondido em meu vestido cheio de babados. A faca em minha mão tinha um tamanho médio, e eu sabia que seria estranho uma criança de o que? 3 anos há carregando? Eu mal conseguia andar direito sem tropeçar! Se encontrasse um 'adulto' ele a tiraria de mim, e pior ainda, eu era um alvo muito fácil para 'pessoas malvadas'


Se eu ao menos tivesse uma arma.


Entre alguns murmúrios de palavrões voltei ao quarto e fui como se uma lâmpada se acendesse em minha cabeça.


Quem roubaria um ursinho de uma adorável garotinha de três anos?


Corri até os ursos e passei meus olhos sobre um urso com um bom tamanho para esconder a faca, ele não era enorme e não iria me atrapalhar, era de um cinza escuro de olhos de vidro, ele até mesmo tinha sua própria mochilinha amarela e estava vestido de marinheiro com direito a chapéu e tudo. Ri balançando a cabeça enquanto abria um buraco nele colocando a faca lá e o prendendo na minha mochila, ele era tão grande comparado ao meu novo corpo pequeno que escondia a mochila por completo e quase me escondia também.


Bati minha mão contra a cabeça aí notar que não havia revirado o banheiro e muito menos o outro quarto, eu só podia ser idiota. Abri a porta do banheiro e comecei a revirar as coisas, alguns remédio atrás do espelho assim como os americanos costumam fazer e um kit médico embaixo da pia, ainda não acho um bom lugar para guardar essas coisas, mas quem sou eu para julgar?. Soquei o kit e os remédio na mochila e fui para o outro quarto, mesmo que já não tivesse lugar para guardar nada.

Meus passos eram dados com dificuldade pelo peso da mochila para o corpinho pequeno, tanto que caí de bunda no chão ao me desequilibrar e soltei alguns palavrões antes de fingir que nada havia acontecido.


Assim que abri a porta me arrependi no mesmo momento, um zumbi pendurado bem no meio do quarto apenas por uma corda que estava envolta de seu pescoço. Não era a primeira vez que via uma cena como aquela, mas era a primeira vez que o suicida me encarava de volta, gritando e tentando me pegar.


O cheiro podre misturado às fezes que eu sabia estarem ali, nunca entendi como a tv embeleza isso, absolutamente não era uma morte limpa ou honrada.


Mas ei, quem está falando isso é uma ex-soldado que morreu em serviço da forma mais idiota possível, e mirando uma cena de filme, então quem sou eu para falar de morte honrada?


Ri sem humor enquanto decidia se entrava ou não no quarto.


Senti um arrepio percorrer minha espinha como se me avisasse e do mal, porém o ignorei entrando no quarto, sobre a cama tinha algo realmente inesperado, um revólver.


Ela queria sofrer? Franzi o cenho colocando o revólver bem escondido entre os frufrus do meu vestido, não tinha realmente nada muito útil no quarto, tirando uma barra de chocolate pela metade.


Deve tá estragada.


Não Charlotte , não faça isso...


Mordi a barra de chocolate e fiz uma careta, tinha um gosto estranho. Em meio a minha indagação pelo chocolate, ouvi um baque de algo contra o chão e saltoi assustada, o zumbi estava no chão.


Corri porta a fora, porém minhas pequenas pernas não ajudavam muito, ouvi o rastejar do zumbi e logo ele caindo das escadas enquanto eu parava na sala, a porta trancada tinha uma chave porém sabia muito bem que outro zumbi me esperava do lado de fora.


Fudeu.


Grunhi desesperada, não tinha força para atirar contra algo, o coice da arma era muito forte para aqueles músculos inexistentes de criança.


Abri a porta e corri, sem tempo para pensar ou seria pega, Desviei do agarre do zumbi e corri seguindo a estrada, enquanto ambos os zumbis me seguiam se arrastando e grunhindo, não seria difícil despistar eles se minhas pernas fossem maiores e eu tivesse mais resistência. choraminguei enquanto andava, tentava organizar tudo o que me lembrava sobre zumbis, entretanto eram tantas realidades diferentes, em certos filmes como zumbilândia eles corriam, em twd eles arrastavam os pés no chão assim como esses que estão me seguindo, poderia fazer testes porém não tinha como lidar com um zumbi com aquele tamanho minúsculo. 


Foi tudo muito rápido, já estava cansada de correr, e a todo momento olhava para trás, só então percebi algo.


eu estava rodopiando no ar.


Não senti dor de primeiro momento, foi apenas o susto. tanto lugar para ser atropelada e eu sou atropelada justo no apocalipse zumbi logo depois de reencarnar ? a sorte realmente não estava comigo.


—POHA MERLE O QUE VOCÊ FEZ?.—




Notas Finais


Eu sei,não me matem por postar mais uma fanfic sem terminar as outras! Mas eu tava me mordendo pra postar essa k
Juro atualizar as outras logo.


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