História Mermaid - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Lu Han (Luhan), Min Yoongi (Suga), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Época De Joseon, Kaisoo, Kook!top, Kookv, Mermaid, Mudança De Tempo, Namjin, Tae!bottom, Tae!tritão, Taekook, Vkook, Yaoi, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 41
Palavras 4.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi sei que Ta tarde mas pelo menos eu to aqui.

Recomendação: All I want - Kodaline


Perdão pelos erros, Amo vocês.

Capítulo 11 - Até a próxima


Fanfic / Fanfiction Mermaid - Capítulo 11 - Até a próxima

 

Seoul, Coréia do Sul

 

Mesmo dia, mesmo horário.

 

 

 

 

 

 

 

 

Jungkook encarava as duas figuras a sua frente com os braços cruzados e cara séria. Taehyung estava de cabeça baixa encarando as mãos e Jimin olhava Jungkook nos olhos.

 

 

— Você por acaso é um filhote de cachorro? — Perguntou para o ruivo, que suspirou. — Por que mordeu ele? — aumentou mais o tom e Taehyung deu um pequeno pulo. 

 

 

— Não seja muito duro com ele, eu gritei de surpresa, mas não doeu tanto. — Jimin disse falsamente e Taehyung levantou a cabeça, encarando Jimin com um semblante raivoso. Jungkook percebeu e logo e repreendeu fazendo o mesmo recuar como um cachorrinho perdido.

 

— Park Jimin me disse para sair. — disse fazendo uma voz um pouco mais macia, um truque que havia aprendido mais cedo. Jungkook franziu a testa.

 

— Não é isso, eu só-...

 

 

— E não é para você ir embora? — interrompeu Jimin e falou para o ruivo. — Eu disse que você iria embora hoje se não me contasse.

 

 

 

— O que ele tem para te contar? — Jimin questionou curioso.

 

 

— Alguma coisa. Levante, você consegue dirigir? — perguntou para Jimin enquanto se levantava.

 

 

— Vou ter que pegar um táxi.

 

 

— Então vamos, vou chamar um táxi para você. — Jimin se levantou e Jungkook pegou seu casaco, mas antes virando para o ruivo. — E você, é melhor ir embora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

— Voltarei para buscar meu carro quando minha mão estiver melhor. — Jimin comentou enquanto ele e Jungkook caminhavam pela a calçada, perto da onde o táxi que haviam chamado pararia. — Eu te falei o que tenho feito nesses dias? Foi achado uma antiguidade de centenas de anos no mar de Yangyang. — o mesmo continuou. Jungkook não prestava muita atenção, apenas olhava para os lados procurando o táxi. — Você quer ver? — perguntou mas Jungkook logo acenou para o táxi, que parou ao lado aonde estavam.

 

 

— Entre. — disse para o menor e logo saiu em disparada, atravessando a rua. Jimin suspirou, segurando com força o celular na mão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você sabia? Se você se declarar para alguém no primeiro dia de neve, esse amor se torna realidade. — a garota do dorama falava para seu namorado que estava ao seu lado, enquanto brincavam na neve. O ruivo estava sentado em frente da TV de Jungkook em seu quarto, enquanto assistia uma novela de romance qualquer.

 

 

— Sério?— Taehyung disse absorvendo a informação. 

 

 

O ruivo se escondeu atrás do saco de salgadinhos quando o casal tropeçou e caiu na neve, foram se aproximando e aproximando, até que o garoto tomou a iniciativa de selar os lábios com os da garota. Arregalou os olhos quando ouviu o barulho da porta e foi correndo para as escadas, subindo para “seu quarto”.

 

 

 

Jungkook chegou em seu quarto,  subiu uma sobrancelha quando viu que havia um saco de salgadinhos no chão e um casal de beijando  afoitamente aparecia em sua TV. Suspirou.

 

 

— Você está indo bem vendo essas coisas indecentes. — murmurou para que somente ele pudesse ouvir. Foi em direção a TV a desligando, já que não havia encontrado o controle. Mas assim que desligou a TV, a mesma ligou sozinha novamente, fazendo o moreno arregalar os olhos, mas logo olhou em direção ao quarto onde o ruivo estava e suspirou.

 

 Taehyung apertava o botão do controle da TV diversas vezes, com o ouvido colado na porta, tentando ouvir algum barulho. Já que não ouviu nada por alguns segundos, logo abriu a porta e desceu as escadas lentamente, não achando nada. Logo sentiu um cheiro de carne invadir seu olfato e foi em direção o cheiro; a varanda.

 

 

Chegando lá, viu Jungkook fritando algumas linguiças na churrasqueira. O ruivo salivou.

 

 

 

— Venha. — O moreno chamou sem tirar os olhos da churrasqueira, mas o avermelhado continuou no mesmo lugar, ainda hesitante. Encarou Taehyung nos olhos.

 

 

 

— Venha comer.

 

 

Pegou um garfo e pegou uma linguiça com o mesmo, dando para o ruivo.

 

 

— Assopre antes. Está quente. — Taehyung o pegou e começou a assoprar, mas como sempre, acabou se animando demais e ficou o assoprando ao invés de comer.

 

 

— Para de assoprar e coma. — Repreendeu e se sentou na mesa próxima, fazendo o ruivo o seguir. O clima estava frio, mas  a churrasqueira esquentava um pouco o ambiente aberto.

 

 

 

Após minutos, após o ruivo já ter devorado quase todas as linguiças, Jungkook o encarou.

 

 

— Já acabou de comer?

 

 

 

Taehyung assentiu.

 

 

 

— Mão. — disse simples e Taehyung deu sua mão para o mesmo, que pegou algo em seu bolso, da coloração vermelha, colocando na mão do ruivo.

 

 

Um celular.

 

 

— Isso é um celular. Você sabe o que é um celular, não é? — o ruivo ficou quieto, encarando confuso o aparelho em sua mão. Jungkook suspirou, pegando o celular da mão do mesmo, abrindo no aplicativo de ligações.

 

 

— Veja, se você apertar esse botão por 5 segundos, minha voz vai aparecer. — explicou pro ruivo como ligar para si, já que uma hora seria necessário. Mostrou seu celular tocando, mostrando que estava ligando para si. — Assim.

 

 

 

 

O ruivo pegou o aparelho e vez exatamente o que Jungkook havia explicado, vendo o celular do moreno vibrar e uma musiquinha tocar.

 

 

— Não aperte sempre que quiser. — disse pegando o celular da mão do ruivo. — aperte apenas quando mudar de ideia e for me contar tudo. Você só pode apertar nessa hora. — disse e pegou outra coisa em seu bolso. Colocando na mesa.

 

 

 

— E isso é um cartão de transporte público. — disse e se encostou na cadeira, colocando as mãos dentro do casaco por conta do frio. — É isso. Você está sozinho agora. — o ruivo continuou parado, encarando Jungkook nos olhos.

 

 

 

— Você não vai? — Jungkook o apressou.

 

 

— Esse é o nosso “até a próxima”?— perguntou.

 

 

— Sim, você me prometeu ontem, lembra? Sabe para que as promessas são feitas? — perguntou e por um momento, o ruivo lembrou-se de quando estavam no carro de Jungkook na Espanha.

 

 

— Voce sabe para que as promessas são feitas? — o moreno perguntou divertido para o ruivo ao seu lado.

 


— Para serem cumpridas. — o ruivo respondeu e Jungkook soltou um grande sorriso.
 

— Isso mesmo, vermelhinho. — Disse e bagunçou os cabelos do avermelhado, que sorriu.

 

 

 

— Existem para serem cumpridas. — Taehyung respondeu.

 

 

— Então você já sabe bem, se não tiver mais nada para me dizer, pegue isto e saia. 

 

 

— Antes me prometa algo também. — falou o ruivo, firmemente.

 

 

— Por que eu deveria?

 

 

— É “dar e receber” — disse e Jungkook deu um sorriso pequeno, logo bufando.

 

 

— O que você quer?

 

 

— Eu quero que o nosso “até a próxima” aconteça no primeiro dia de neve.

 

 

 

Jungkook franziu o cenho.

 

 

— Por que precisamente isso? — questionou.

 

 

— É que eu tenho algo importante para te dizer nesse dia. — insistiu.

 

 

— O que é? Diga agora.

 

 

 

— Agora? — cobriu sua boca olhando para baixo. — Eu não posso falar agora. — Jungkook suspirou. — E quero que nos encontremos lá. — apontou para uma torre atrás de Jungkook. Por estarem em um lugar aberto, era fácil de se ver.

 

 

— Aonde? Namsan? 

 

 

— Sim. Vamos nos encontrar lá.

 

 

— Não quero. — retrucou com um bico. Parecia uma criança. — Sabe como lá é lotado quando neva? Sem mencionar o trânsito... eu não saio nesses dias.

 

 

— Mas eu tenho algo importante para te falar lá! — o encarou com os olhinhos verdes brilhando. — Se me prometer, eu vou embora.

 

 

Jungkook suspirou.

 

 

 

— Tudo bem. Agora vá. — disse e se levantou e esperou o ruivo fazer o mesmo. Taehyung se levantou hesitante e saiu, em passos lentos e tortos até chegar no portão. Olhou para cima e viu o moreno o encarando, mas o mesmo logo saiu,  deixando o avermelhado lá.

 

 

 

Depois de alguns minutos e de Jungkook confirmar que o ruivo já havia ido embora, o mesmo voltou correndo para o mesmo lugar onde estava, abrindo o celular no aplicativo rasteador. Acontece que no celular que havia dado ao ruivo, havia um chip que permitia a Jungkook saber onde exatamente e em que lugar Taehyung estava em tempo real. Jungkook sorriu de ladino, mas logo desmanchou. No aplicativo mostrava que Taehyung estava parado, então Jungkook começou a chacoalhar o celular, pensando ser algum bug.

 

 

— Por que está parado? Vamos, mexa-se! Vou descobrir exatamente quem você é, de onde você é, onde está indo, com quem está se encontrando e porque está aqui. — comentou baixinho, encarando o celular.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Taehyung caminhava agasalhado pelas frias ruas de Seoul. O ruivo usava um grande casaco que ia até um pouco acima de seus calcanhares e as mãos estavam dentro do mesmo, jurava que podia as sentir congelar. Passou perto de um restaurante que do lado de fora havia um aquário de peixes, que se esconderam quando viram o tritão. O mesmo bufou enquanto revirava os olhos.

 

 

 

— Não fiquem assustados, não vou comer vocês hoje. — comentou para os peixes, que logo dicaram normais novamente, já mais  aliviados. — De onde vocês vieram? — perguntou e os peixes responderam, algo indescritível para humanos, mas simples para seres marinhos. — Ah, por lá? Já estive lá. A água era ótima e tinha muitos golfinhos. — Os peixes responderam novamente algo que não podemos entender, mas Taehyung entendeu e fechou a cara na hora. Peixes ousados!

 

 

— Ah, acham isso injusto? Acham isso mais injusto do que eu estou passando? Eu viajei por meses atrás de um cara, e não estou pedido demais. Eu só quero viver com ele para sempre, que ele me ame e que sejamos felizes um com o outro. — disse fazendo um bico. — E não ser um parasita também. Eu só quero isto. — Taehyung se apressou em se despedir dos peixes assim que a dona do restaurante o perguntou se queria entrar. Não teria dinheiro para pagar a refeição e não queria passar vontade, então disse adeus e saiu às pressas.

 

 

 

 

 

 

 

 

— Cara, você chutou ele de verdade? Nesse frio? — Namjoon perguntou para Jungkook que descia as escadas, o mesmo revirou os olhos.

 

— Nem está frio assim. — disse indo em direção ao quarto, mas foi impedido por Yoongi que estava com seu tablet na mão, mostrando uma matéria com o título: “O dia mais frio do ano”. E realmente, o tempo em Seoul naquele dia estava como o polo norte.

 

 

— Yah, o que quer que eu faça? Quer que eu cuide dele para sempre?

 

 

 

— Você é um moleque enigmático. — Namjoon murmurou. — Ontem você veio correndo feito louco dizendo que ele estava sozinho, mas hoje põe ele para fora nesse frio?

 

 

— Eu fiz isso ontem porque era perigoso! — defendeu-se.

 

 

— O mundo lá fora é mais perigoso ainda! — rebateu. 

 

 

Jungkook murmurou e logo outra matéria com fontes amarelas foi apontada em sua cara por Yoongi.

 

 

“Aumento repentino de violência nos feriados”.

 

 

 

— Tanto faz, vocês acham que eu sou o que? O guardião dele?

 

 

 

— Você pode não ser o guardião dele, mas ele foi o anjo que te deu um bracelete de 6 milhões.

 

 

Jungkook olhou para Yoongi, que o fitava com raiva. Arqueou uma sobrancelha e se aproximou dando um tampa na testa do mesmo, balbuciando um “tá olhando o quê?”

 

 

— Não é você que diz que não devemos ir contra os que não tem nada? — Namjoon continuou. — Ele não tem dinheiro e muito menos sabe como se virar lá fora! — gritou, porque Jungkook já estava em seu quarto, com a porta fechada e revirando os olhos. Pegou seu celular e abriu no aplicativo de rastreamento, para ver o que o ruivinho fazia no momento. Franziu o cenho.

 

 

— O quê? Por que ele está indo para Gangnam.

 

 

 

 

Jungkook caminhava na sala, enquanto vestia seu casaco.

 

 

— Para onde está indo? — Namjoon perguntou. Ele e Yoongi estavam jogados no sofá da sala.

 

 

— Gangnam. — respondeu simples.

 

 

 

— Yah, não é hora de ir para lá. Descobri um alvo decente para nosso próximo projeto. — disse mas como sempre, Jungkook já havia saído. Já que o mesmo não iria o escutar, sobrou para Yoongi.

 

 

— Uma mulher que tem o símbolo de Harvard na traseira do carro, sendo que o diploma mais alto que ela conseguiu foi de uma instituição de talentos. — começou a explicar para o mais novo.

 

 

— Nós mães temos que nos reunir, que história é essa de que crianças de aluguel estão frequentando a mesma escola que os nossos filhos? Não é por isso que o bairro parece mais pobre a cada dia? — a cunhada de Jimin falava ao telefone. Era ela, o próximo alvo.

 

 

— “Ela é sensível com o sistema educacional, nomeou o cachorro de “Oh baek” (Oh baek: 500 em coreano) porque a despesa dele é 500 mil por mês, mas não doa nem 50 centavos. Ela provocou um estrago na conta do marido para suprir os fundos dela e dizem que ela está procurando onde investir”. Em outras palavras, ela está apenas segurando dinheiro e não denunciará mesmo se os bolsos dela ficarem vazios. Nossa presa. — sorriu para Yoongi.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

— Olá madame, em que posso ajudar? — a recepcionista do veterinário perguntou para a empregada da cunhada de Jimin, já que a mesma estava tão glamurosa que parecia que as posições foram invertidas. A mesma revirou os olhos incrédula e logo colocou a empregada em “seu devido lugar”. Achava que era pelo fato da outra segurar sua bolsa cara e a mesma o cachorro.

 

 

— Ahjumma, segure Oh Baek e me de minha bolsa. — disse e a mesma assim fez, dando a bolsa de sua patroa e pegando delicadamente o cachorro. Logo outra funcionária veio e foi novamente em direção a empregada.

 

 

— Olá madame, aonde dói no nosso bebê? —perguntou com um grande sorriso no rosto, enquanto a outra se corria por dentro de raiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

— Ahjumma! — já em casa, a mesma gritou, enquanto carregava diversas sacolas cheias de roupas.

 

 

— O quê? — A mesma disse já aparecendo.

 

 

— Irei ao Shopping comprar roupas novas, então jogue essas no lixo. — disse jogando as sacolas no chão.

 

 

— São muitas roupas. — disse e se colidiu com o olhar duro da outra. Suspirou. — Entendi.

 

 

— Vai com essas roupas? — perguntou a medindo de cima a baixo.

 

 

 

— O que há de errado com as minhas roupas?

 

 

— Se eu perguntou algo, responda! Não me questione! — A senhora Jeon arregalou os olhos.

 

— O que foi? Está me encarando assim por quê? Ahjumma, não vamos mais precisar nos ver. Obrigada por seu trabalho, agora saia! — disse aumentando o tom e a empregada abriu a boca, descrente. Logo foi levar as roupas no tanque de doação, se sentou em cima das sacolas e limpou os olhos com resquícios de lágrimas 

 

 

 

 

 

 

 

Park Sun Hee, cunhada de Jimin abriu a porta surpresa quando viu a cara da Madame a sua frente, a madrasta de Jungkook.

 

 

— Oh, madame! Que surpresa você por aqui! Quer entrar? — perguntou sorrindo e a mesma retribuiu o sorriso.

 

 

— Ah, não. Eu vim aqui rápido. Apenas vim agradecer pela comida. Meu marido gostou muito. — disse.

 

 

— Ah, vocês gostaram mesmo?

 

 

— Meu marido não tinha apetite há tempos, mas ontem ele comeu gulosamente. Ele adorou. — disse devolvendo o pote onde havia levado a comida.

 

 

 

 

 

 

 

 

As duas se despediram enquanto a Madame entrava em seu carro, logo a Park avistou sua empregada e a mesma arqueou as sobrancelhas.

 

 

— Eu só vou pegar minhas coisas e irei sair.

 

 

— Sair? Sair para onde? — fez a sonsa.

 

 

— Ué, a senhora não me disse para sair?

 

 

— Eu disse para você sair e levar as roupas para o lixo, sair e depois voltar! — tentou justificar-se.

 

— E o que estava dizendo? Sobre meu jeito de olhar, sobre minhas roupas e-...

 

 

— Eu disse que se você olhar assim suas vistas podem doer. É melhor olhar normalmente e assim sua vista não será prejudicada. É isso que eu quis dizer. Suas roupas são-... Oh que bonitas, onde você comprou? — a mesma a encarou ainda desconfiada. — Você ficou chateada? Agora eu que fiquei chateada por você ter me interpretado mal.

 

 

— É que eu tenho trabalhado tanto...

 

 

 

— Senhora Jeon tem trabalhado tanto! Estou muito agradecida! — disse sorrindo falsamente. — Continue trabalhando duro. Ah, o problema deve ser comigo. Tomarei mas cuidado com minha forma de expressar agora. Vamos entrar, humm? — disse entrelaçando seus braços aos da mais velha e entrando.

 

 

 

 

 

 

 

 

— Então você encontrou o cara mas ele te expulsou? — Seokjin Perguntou, retomando a história. Seokjin era o morador de rua que havia o ajudado mais cedo, a achar Jungkook em Seoul. Os dois passaram bastante tempo juntos e se tornaram amigos. — que filho da puta. — murmurou enquanto pegava as roupas de uma sacola e colocava na frente do ruivo, para ver se era do tamanho do mesmo. Pelos casacos serem unissex, daria perfeitamente, especialmente pelo fato do avermelhado ser bastante magro.

 

 

 

— Eu não fui expulso, ele só me falou para ir embora. — Taehyung tentou justificar-se.

 

 

— Dá no mesmo. — murmurou enquanto ajudava o ruivo a retirar o casaco e colocar outro que havia achado na sacola.

 

 

— Mas, ele me disse para nos encontrarmos de novo. — comentou com um sorriso nos lábios.

 

 

— Parece que você terá que viver como um sem-teto. Mas agora não é um bom momento, está extremamente frio agora. — alertou o ruivinho. Seokjin viu bem quando viu o ruivo suspirar ao ver pessoas saírem do trabalho.

 

 

— Esta com inveja deles? Sabe que eles têm que trabalhar o dia inteiro por uma mínima quantidade de dinheiro e você não?

 

 

— Eu gostaria de ter uma casa. — disse fitando as construções.

 

 

— Essas casas não são deles, são do banco. Em termos profissionais, casa de pobre. São mendigos que tem casa. — explicou para o ruivo que soltou um “aah”. — Não sinta inveja deles. São todos escravos do trabalho e do dinheiro, os ombros são até curvados por conta das dívidas do banco.

 

 

— Ah, por isso que Jungkook fala de dinheiro o tempo inteiro.

 

 

— Somos mais ricos do que eles, pelo menos não temos dívidas. Só temos que nos preocupar com três coisas; frio, calor e fome. — pegou outro casaco na sacola e colocou em si mesmo. 

 

 

— Por que jogaram isso fora?

 

 

 

— Como você ganha dinheiro? — perguntou.

 

 

— Dinheiro? Quer saber como eu ganho? — Seokjin abriu um sorriso de ladino.

 

 

 

 

 

 

 

— Você só tem quer distribuir isso para as pessoas. — disse colocando vários panfletos na mão do ruivo. — Como está frio, as pessoas estão com as mãos dentro do casaco, seu objetivo é fazer eles tirarem as mãos. Observe. — disse pegando um dos panfletos e segurando com força. — Você tem que os segurar assim. — disse e tentou distribuir os panfletos para duas pessoas com um sorriso amigável no rosto, mas fechou a cara quando os dois passaram reto. Era por isso que Seokjin não trabalhava com isso, não tinha paciência.

 

 

— Se eles não pegarem, não precisa ficar magoado. É só ir para frente e para trás, é difícil exceder dois segundos. E se eles não aceitarem você pode dar varias cópias para outra pessoa. É só espalha-lós pela rua. E ali... — apontou para um carro específico. — O chefe está lá dentro observando. Toma — deu os panfletos. — Boa sorte ruivinho. — deu dois tapas no ombro do mesmo e se virou.

 

 

— Espera, você não vai ganhar dinheiro? — perguntou para o mais velho, que suspirou.

 

 

 

— Não preciso de coisas fúteis como o dinheiro. — deu as costas e saiu.

 

 

— Vou ganhar bastante dinheiro e vou dar para o Jungkook-ah! — gritou para o mesmo que acenou já andando. Sem tempo para rodeios, o ruivo começou a distribuir para as pessoas igual Seokjin havia falado, mas ninguém aceitava, infelizmente. 

 

 

Jungkook andava próximo à praça de onde o ruivo estava, tentando achar o mesmo pelo rastreador. Seu rastreador começou a fazer um barulho, alertando de que já estava onde o ruivo estava, arregalou os olhos quando viu que estava muito próximo do mesmo e se escondeu atrás de algumas árvores próximas de um muro.

 

 

— Que diabos ele faz aqui? — viu o mesmo indo e voltando diversas vezes e sorriu pequeno. — Ah, seu manequinzinho. — franziu o cenho quando um senhor com uma faceta irritada de aproximou do ruivo e começou a brigar com o mesmo.

 

 

— Mocinho, você por acaso é a maré? Por que está indo e voltando? NÃO VOU TE DAR DINHEIRO ASSIM! — gritou fazendo o ruivo se encolher. Jungkook trincou o maxilar enquanto pegava seu celular, passando a língua pela bochecha.

 

 

— Alô, é do reboque? Gostaria de fazer uma denúncia...

 

 

 

 

Logo o carro do senhor era levado por um caminhão enquanto o mesmo corria desesperado atrás de seu carro.

 

 

— Oh, tem uma mão! — o ruivo murmurou para si quando viu um grupo de estudantes de aproximando do mesmo com as mãos fora dos bolsos.

 

 

— Hyung, me dê um folheto por favor. Quero o da sauna. — um pediu estendendo a mão.

 

 

— Ah, para mim também! — o outro pediu e logo todos pediram, o ruivo entregou para todos com um grande sorriso quadrado no rosto.

 

 

— Me dê dois por favor!

 

 

— Pra mim também.

 

 

 

— E para mim também!

 

 

 

 

 

Jungkook estava sentado no muro enquanto os estudantes lhe davam os folhetos e ele dava o dinheiro. Havia pagado os mesmos em troca de pegarem os folhetos do ruivo, para ajudar.

 

 

— Eu tenho dois! 

 

 

— Eu disse que era 1000 wons mesmo sendo dois folhetos. Se quiser mais é só pegar outro.

 

 

— Sério?! — disse contente.

 

 

— Vá depressa. Eu só aceito os da sauna. — disse a última frase mais alto, já que o outro já estava distante. Um dos garotos lhe entregou outro panfleto.

 

 

— Yah, que panfleto é esse? Eu disse que só aceito os da sauna seu espertinho. Fora. — disse e o mesmo foi atrás de outro da Sauna. Encarou os dois garotos sorridentes. — Vão logo para o CyberCafé. — disse e os dois saíram correndo, não sem antes dizer um; “valeu aí, Hyung”.

 

 

 

 

 

 

 

Taehyung se encolhia no casaco, agora que estava mais tarde o frio estava ainda pior, sem contar que seus estômago roncando não ajudava em nada. Soprou uma das mãos contra a boca, tentando esquenta-lá, mas assim que virou para o lado, viu um casal comendo um um doce quentinho em formato de peixe, fazendo o avermelhado salivar. Não muito tempo depois, uma mulher pouco mais velha se aproximou.

 

 

— Tome, você está trabalhando duro nesse frio. — disse dando um saquinho para o ruivo. — e isso aqui também. — enrolou um cachecol preto no pescoço do tritão e saiu, dando um sorriso amigável antes. Taehyung abriu o saquinho e lá dentro viu o doce que havia secado a minutos atrás. Seus olhos lacrimejaram e eles acenou com a comida em direção a mulher, que já havia sumido.

 

 

 

 

 

— Ele é seu noivo? — a mesma mulher que havia entregado o lanche ao ruivo questionou. Jungkook estava a sua frente contando o dinheiro para entregar a mesma.

 

 

— Não.

 

 

— Ah, então ele é seu primeiro amor! — disse dando um tapa no ombro do moreno enquanto sorria grande.

 

 

— Eu disse que não! — disse mais alto e isso só fez a mesma sorrir mais ainda, assim que o dinheiro foi colocado em suas mãos.

 

 

 

— O que quer dizer com “não”? Fighting! Você vai conquistar o amor dele! — disse e saiu rindo sozinha.

 

 

Enquanto Taehyung comia, entregava — ou tentava — entregar os folhetos ao mesmo tempo. Foi interrompido por um garoto, que tinha aparentemente mais ou menos sua idade. Porém, esse não era contratado de Jungkook.

 

 

— Com licença, talvez isso soe um pouco rude, mas você é totalmente o meu estilo! — disse enquanto entregava um papel com seu número para o ruivo. — Você pode me passar seu número? Você tem celular? — questionou e o ruivo assentiu.

 

 

— Ah, celular. — disse o pegando no bolso do casaco mas logo o mesmo começou a tocar. Taehyung atendeu e colocou o celular no ouvido, logo ouvindo a tão famosa voz do outro lado da linha.

 

 

 

Ei! Kim Taehyung!

 

 

Jungkook-Ah! — soou animado.

 

 

 

 Esqueci de dizer uma coisa. Nunca dê seu número se alguém pedir. Entendeu? 

 

 

 

 Por quê? 

 

 

 

 

Como assim por quê? Esses caras são maus.. — na hora, Taehyung encarou o homem ao seu lado com um semblante mortal. — Você não é bom em morder? Se esses catástrofe insistirem, é só mordê-los. — Taehyung colocou os dentes para fora e logo o homem pulou de susto, se afastando rapidamente. Taehyung voltou a seu  adorável semblante e sorriu contra o telefone.

 

 

Jungkook-Ah! Onde você está?

 

 

 

 Eu? Estou bem longe de você! — Bem na hora em que disse isso, o carinho de sorvete em que Jungkook estava escondido agachado atrás andou, fazendo o mesmo ficar exposto e Taehyung parar os olhos em si é abrir um sorriso maior ainda.

 

 

 

— Jeon Jungkook! — correu em direção ao mesmo. — Jeon Jungkook. — parou ao lado do mesmo, ainda sorrindo.

 

 

 

— Ah, oi. Você estava aí?

 

 

— Estava! Mas por que você está aqui? — perguntou animadamente. — Você veio me ver?

 

 

— F-ficou louco? Eu só estava de passagem... Espera, não é você que está me seguindo? — acusou o ruivo na cara de pau, fazendo o sorriso sumir do rosto do mesmo e um semblante desesperado aparecer.

 

 

— Não! Eu juro que não estou!

 

 

 

— Tudo bem. Mesmo Seoul sendo grande, cabe na palma da minha mão. Se você der uma volta, poderá encontrar muita gente que já conhece coincidentemente.

 

 

— Então podemos nos encontrar coincidentemente de novo? — perguntou com esperança.

 

 

 

— Não sei, talvez sim. Bom, agora tenho que ir. Estou ocupado.

 

— Jeon Jungkook! — disse para o mesmo parar de andar, Jungkook trincou o maxilar e se aproximou novamente.

 

 

— Yah! Não diga meu nome em voz alta! — repreendeu mas o ruivo pareceu não ligar, já que se aproximou do ouvido do maior e sussurrou. —  Jungkook-Ah, eu vou trabalhar bastante para conseguir muito dinheiro e dar tudo para você! — disse e não deu tempo para o moreno responder, logo voltou a distribuir os panfletos desastradamente, indo para frente e para trás, deixando Jungkook sem reação atrás de si.

 


Notas Finais


Se preparem para an tragedia MUAHAHAHAHJA


Teorias? O que estão achando de Mermaid?





Amo vocês, beijux no cotovelo.


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