História Mermaid - Capítulo 14


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Categorias Justin Bieber
Tags Ariel, Candice Swanepoel, Jariel, Justin Bieber, Sereias
Visualizações 165
Palavras 4.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá mermaids ♥ Eu sei que dessa vez eu demorei muito, mais muito mesmo para atualizar, foram cerca de 3 meses. Não vou escrever aqui os motivos pela qual demorei para atualizar, porém espero que me perdoem por essa demora, e não pensem que desisti da história e de vocês, longe disso. Prometo não demorar mais três meses para atualizar.
Enfim, estou com um grande amor por este capítulo, acho que é um dos meus favoritos e há uma grande surpresa no final dele, acho que vão gostar, tipo MUITO!
Esse capítulo está enorme, então aproveitem!

♕ Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 14 - 13. O primeiro e único


Fanfic / Fanfiction Mermaid - Capítulo 14 - 13. O primeiro e único

Point Of View Ariel Campbell

Assustada. Emocionada. Entristecida. Não sabia qual dos três sentimentos poderia definir o que eu estava sentindo no momento. Atina Sanders estava na minha frente, com suas belas pernas brancas enquanto seu corpo humano estava coberto por um vestido florido, um belo vestido florido. Atina e eu, somos melhores amigas desde que nos conhecemos por sereias, vivemos numa relação entre, de acordo com meu pai uma relação de monarquia, uma amizade entre súdita e princesa, mas eu não continha esse ponto de vista. Crescemos juntas como irmãs, brincávamos desde pequenas com os golfinhos e ambas nós amávamos o Willy, é interessante o quão somos parecidas. A despedida mais dolorosa que fiz ao sair de Ocean foi despedir-me dela.

Mas agora a real pergunta era o que ela estava fazendo aqui?  Na minha consciência continha milhões de possibilidade e eu só conseguia pensar em meu pai. Meu pai poderia-te-la mandado aqui para me vigiar ou convencer-me a voltar para casa. Porém Atina não era dessas, ela me considerava sua melhor amiga e não iria trair-me dessa forma, até porque ela odiava meu pai, não depois do que ele fez com o irmão dela.

Um grande sorriso estava sobre os lábios de Atina, ela esperava qualquer reação minha menos a que eu estava tendo. Eu estava demonstrando não ter gostado de sua chegada á Gold Coast, o que na realidade eu gostei, ou melhor, estava surpresa.

— Atina... — digo seu nome pela segunda vez. — Como chegou aqui?

— É uma longa história — sabia da indireta, Atina não podia me contar, Bea estava do seu lado e bom ela era uma humana.

— Acho que não foi só você que captou a indireta — Bea começou a rir.

— Me desculpe — Atina sorriu e depois me mordeu os lábios.

— Tudo bem, eu preciso fazer algumas coisas na cozinha. Fique a vontade — Bea sorriu antes de se retirar, deixando-me com Atina na sala.

— Ela é um doce! — Atina disse cortando o silencio. Encarei-a trazendo sua atenção de volta para mim.

— O que está fazendo aqui? — pergunto antes de ela abrir a boca novamente.

— Fica tranquila, não foi seu pai que me mandou aqui — digo nesse exato momento que um grande alivio subiu pelo meu peito. — Foi sua mãe, ela está preocupada com você. Ela sentia que você fugido com a ajuda para o seu irmão, mas ainda sim ficou brava por não ter contado para ela o que sentia, ela iria entender.

— Ela não te mandou aqui para fazer minha cabeça e convencer-me de voltar para casa, não é? — meu pai era capaz disso, mas minha mãe estava preocupada comigo ela faria de tudo para me ver segura ao seu lado.

— Não se preocupe não foi para isso que eu vim. Sua mãe te conhece e sabe que não voltará para casa em hipótese alguma, Ariel.

— E meu pai? — abraço meus braços com força ao citar nele.

— Ficou bravo e estava planejando uma tempestade na mesma noite que você foi embora, mas sua mãe o acalmou e bem conseguiu convencê-lo de que não estava com seu irmão, apesar dela saber que sim. Porque fugiu, Ariel?

Eu pensei bem naquela pergunta, apesar de ter gostado bastante de ter ido embora de casa, eu pensava diversas e diversas vezes sobre o motivo deu ter fugido, e aquela que sempre vinha a minha cabeça era: Provar ao meu pai de que o amor existe. Se ele existe para humanos, existe para sereia. Não é somente porque usamos cauda ao invés de pernas que não possuíamos as mesmas coisas. É claro que os humanos não tinham um tritão como meu pai. Acho que isso é meio impossível, porque ninguém e igual ao meu pai. Mas eu sabia que também não era pela prova do amor, mas pela liberdade, eu queria ser livre para viver a minha vida, assim como meus pais liberaram Steven. As coisas não deviam ser diferentes só porque eu era uma mulher.

— Eu só queria ser livre, e provar ao meu pai de que o amor existe, é loucura eu sei, mas talvez eu esteja conseguindo... — respirei fundo e continuei. — Só estou confusa pelo que há aqui dentro.

— Encontrou alguém?

— Eu acho que sim — sorrio ao ver que Justin era a primeira pessoa a me vier á mente.

Caminho até o sofá sentando-me nele e ao meu lado senta Atina com as pernas cruzadas.

— Como conseguiu me encontrar aqui?

— Se esqueceu de que sua mãe tem uma concha que se vê acontecimentos do passado e do presente?

— Eu me esqueci, adorava ficar brincando com ela mamãe ficava irada com medo deu quebra-la — gargalho baixo e Atina me acompanha.

—Sua mãe estava preocupada com você e como não podia dar amostrar ao seu pai de que você estava com se irmão, mandou-me aqui para “cuidar” de você — ela fez aspas com os dedos. 

— Eu sinto falta da mamãe, mas não precisava vir aqui, sei me cuidar e Steven não está mais tão cuidador como era antes. O mundo dos humanos fez bem a ele.

— Fez bem onde? Isso? — ela levanta as pernas mostrando-as para mim. — Isso é um terror, não sei como consegui chegar aqui, não sei andar com isso, mal para em pé credo!

Eu gargalho diante ao seu desespero em estar usando pernas.

— Quando comecei a andar com elas me senti assim, mas é questão de tempo até você se acostumar.

— Prefiro mil vezes minha linda cauda ao invés disso, é escroto e... Escroto — Atina balança os ombros.

— Apesar da minha reação não ter sido uma das melhores, estou feliz por te-la aqui comigo — sorri deixando-a ainda mais feliz, apesar dela não estar gostando nada de usar pernas.

— Estou feliz por te encontrar também minha amiga. — Onde está seu irmão?

—Deve estar chegando do trabalho.

— Que? Trabalho? — ela franze testa.

—Vai ser difícil de explicar, desculpa.

A porta da sala neste mesmo instante foi aberta e meu irmão adentrou pela mesma com um sorriso no rosto, porém foi desmanchado ao encarar Atina. Sua expressão foi exatamente como a minha.

— MEU DEUS! O que você está fazendo aqui? — ele praticamente alterou sua voz.

— Credo, parece que nem está feliz por me ver aqui — Atina se sentiu ofendida.

— Você me entendeu Atina, como veio parar aqui?

— Mamãe a mandou aqui — levantei-me do sofá cruzando meus braços e o olhando sério. Meu irmão me olhou e em seguida virou sua cabeça e olhou diretamente para Atina arqueando uma das sobracelhas. Muito esperta, já sabia do que se tratava.

— Fique tranquilo ela não me mandou aqui para espionar a Ariel ou coisa do tipo e mesmo se tivesse não obedeceria de forma alguma.

Steven sorriu diante tal resposta.

— Vai ficar por muito tempo?

— O suficiente pra sua mãe pensar que estou protegendo vocês, só que na realidade vocês estão bem protegidos.

— E vai ter que continuar desta forma. Atina você vai precisar se comportar ninguém pode saber o que realmente... Somos — Steven começa explicando para ela.

— É difícil no começo amiga, mas você se acostuma. Claro, que, é difícil ficar sem a cauda, mas é para a nossa segurança, não sabemos do que os humanos são capazes se descobrirem o que somos. — Complemento.

— Tudo bem fiquem tranquilos eu vou tomar cuidado...

— Promete Atina? Isso não é brincadeira.

— Prometo, já disse — ela respira pesado.

— Ótimo, vou te mostrar a casa — viro meu calcanhar para começar a andar puxando a mão de minha amiga, mas Steven impede tal ação.

— Espera Ariel — viro de volta em direção a ele. — Justin me ligou faz algum tempo e nos convidou para ir até sua casa, vamos pedir pizza e fazer qualquer coisa. Já que agora Atina também está aqui, é uma oportunidade para ela começar a se enturmar.

— Claro, vamos sim — disparo animada abrindo um grande sorriso.

Steven olha para Atina e ambos riem da minha animação. Reviro os olhos em seguida.

— Porque não assume logo que está afim do Justin?

— Quem disse que estou afim dele?

— Está estampado no seu rosto irmãzinha.

— Cala a boca.

Puxo o braço de Atina e começo a correr para desviar daquele assunto que Steven insistia em falar quando tocava no nome de Justin. Eu ainda não sabia ao certo dos meus sentimentos, mas quando conversava com Bea sobre isso, começava a ter certeza do que estou realmente sentindo, esse negócio estranho chamado... Amor.

Apresento a casa para Atina, a orienta-la sobre algumas coisas e explicar sobre outras que nem eu ao menos sabia havia sido mais difícil do que pensava. Quando chegou a vez de meu quarto, ela ficou impressionada com o quanto tudo aquilo era bonito. O mundo dos humanos não era tão ruim quanto pensávamos, há coisas boas, talvez nós é que dramatizávamos muito e além de meu irmão, havia eu e Atina para dizer ao nosso mundo que os humanos não era tão ruins assim.

— É realmente muito bonito — Atina disse sentando-se na minha cama macia e quentinha. — Que coisa fofa — ri enquanto pula com a bunda sentindo cada vez mais a maciez do coxão.

— Bom eu vou te mostrar algumas roupas que tenho para que você possa trocar essa roupa que possivelmente roubou de alguém da praia.

Abro a porta do guarda-roupa retirando de lá as roupas que Blair e eu compramos no shopping alguns dias atrás.

— Você é adivinha ou coisa do tipo?

— Não, apenas conheço você — sorrio sem mostrar meus dentes.

— Achei vocês, estava lhes procurando — Bea entra no quarto parando ao meu lado.

— Vamos sair, tal de Justin nos convidou para ir a casa dele comer pizza — Atina sorri fazendo uma péssima cara em seguida.

— Mal chegou e já vai se enturmar, que coisa boa. Vou deixar vocês à vontade, só vim avisar que estou arrumando o quarto dos fundos para Atina, quando vocês chegarem já estará tudo pronto para ela descansar.

— Obrigada Bea, você é um doce que dá vontade de comer — a olho repreendendo-a e reviro os olhos em seguida.

— Vou deixar vocês à vontade, até depois.

— Poupe sua língua Atina, tem coisas que absolutamente você não precisa dizer.

— Você ta chata, o mundo humano mudou você por um acaso.

— Não, só quero privar o nosso segredo.

Atina revirou os olhos e calou a boca. Acabou escolhendo um macacão jeans que ficou ótimo nela, porém como a conheço, sabia que ela preferia a cauda, pois se sente mais ela e eu fui apostei no short jeans, blusinha branca e um coturno preto, o mais básico que pude encontrar. O cabelo ficou solto, o meu clássico. Quando chegamos à sala, Steven estava sentado no sofá a nossa espera, e só ouvi elogios saindo da boca dele.

A casa de Justin não era muito longe, por isso fomos andando. Enquanto caminhava sentia o vento batendo contra o meu rosto, o calor de Gold Coast era insuportável, mas ainda bem que ainda podíamos sentir um pouco do vento em alguns momentos. Atina e Steven conversavam á minha frente, enquanto eu ia atrás pensando sobre a minha vida e o quanto havia mudado desde que cheguei aqui. Descobri coisas que jamais um dia pensava que sentiria.

Steven bateu á porta da casa de Justin e por dentro de segundos a mesma se abre e ele me aparece com um grande sorriso no rosto. Antes mesmo de ele falar com meu irmão, ele me olha, sorri discreta e abaixei minha cabeça quando percebo que já estava morrendo de vergonha.

— Que bom que vieram — ele dispara cortando o silencio.

— Não perderíamos isso por nada — meu irmão responde. — Justin, essa aqui é a Atina e Atina esse aqui é o Justin — ele apresenta ambos.

Justin olha para Atina e sorri para a mesma.

— Prazer — ele estende a mão para cumprimenta-la. Ela o olha estranho e aposto que se perguntava o que ele estava fazendo. Aproximo-me dela e cochicho ao seu ouvido:

— Aperte a mão dele, é um ato de cumprimento.  

Ela sorri pegando em sua mão e o cumprimentando.  

— Prazer.

— Nunca te vi por aqui.

— Eu sou uma velha amiga de Steven e Ariel...

— Ela chegou hoje de Miami para passar um tempo indeterminado conosco, resolvi já apresenta-la para vocês, espero que não se importe de te-la trazido — Steven interrompeu a fala de Atina, antes que qualquer merda saísse de sua boca.

— Claro que não, ela é tão bem vinda quanto Ariel. Os caras já estão ai, entrem — ele dá espaço para que passássemos, mas quando chegou a minha vez acabou me barrando. — E você não irá falar comigo?

— Boa noite, Justin — olho direto nos seus olhos e sorrio.

— Boa noite, Ariel — ele ri de sua formalidade.

Ele me dá passagem para andar, mas assim que fui ultrapassá-lo, ele me segura atrás de meu pulso. Sinto meu coração bater fortemente como os sinos da Catedral de Notre Dame, parecendo que ele seria arrancado a qualquer momento.

— Você está linda!

Levanto a minha cabeça e o olho novamente, nossos rostos estão pertos o suficiente para ouvir sua respiração. Seus olhos vão parar direto para a minha boca e sinto que meu coração estava saindo pela mesma nesse exato momento. Isso é mais intenso.

— Obrigada.

Ele me solta, mas parecia que não queria. Vamos se disser que me soltou por obrigação, porque não podíamos ficar ali e dessa forma o restante da noite.

Ouço a porta se fechar atrás de mim e quando me aproximo da sala, vejo já todos ali, Chaz e Blair em um sofá e Ryan no outro, e pareciam rir das piadas de Atina.

Atina por um lado era parecida comigo, mas por outro ela era o oposto de mim.

— Vejo que já foi apresentada e se sente a dona da casa, não é mesmo? — digo a abraçando pelo ombro e a cortando de contar mais uma piada.

— Sua amiga é demais, Ariel — Chaz diz recuperando o fôlego.

— Ela é sim — Atina me olha sorrindo.

— Antes de vocês chegarem eu pedi as pizzas de sempre, já devem estar chegando — Justin disse e caminhou até a cozinha, que era separada da sala apenas por uma mureta abrindo a geladeira.

— Espera, você é o Justin?

Ela me separa dela caminhando um pouco em direção ao Justin.

— Sim, sou — ele ri nervoso, estranhando tal pergunta.

— Então é você o garoto que a Ariel ta afim.

Chaz e Ryan começam a gargalhar. Blair bate em seu rosto com uma das mãos. Justin me olha assustado e surpreso. Steven olhava Atina como se fosse avançar nela a qualquer minuto. E eu, bem, queria sair dali, meu rosto já deveria estar parecendo um pimentão.

— Sua amiga é meio louca Ariel — Blair começa a dizer tentando descontrair a situação. — De onde você tirou isso?

— Ela que me contou, não foi Ariel? — ela se vira apontando com seu dedo indicador para mim.

— Têm coisas minha amiga, que ninguém precisa saber, então acho melhor calar a boca antes que eu avance em cima de você.

— Está bem, não ta mais aqui quem falou — ela levanta os braços em forma de redenção.

— Vai ser mais difícil do que pensei — Steven cochicha em meu ouvido e a única coisa que faço é concordar. Ele estava certo, será mais difícil do que pensávamos.

Depois de alguns minutos, a pizza chegou dentro de cerca de quatro caixas com o nome de uma pizzaria. Justin as colocou na mesa de centro da sala e Chaz a abriu no mesmo momento pegando um pedaço e quando percebi todos já estavam com um pedaço enorme. Steven me deu um para experimentar e quando mordi só conseguia pensar como fui capaz de vir ao mundo dos humanos somente agora.

— Isso é uma delicia! — disse Atina.

— Realmente, nunca comi algo tão gostoso quanto isso — concordo com ela.

— Vocês nunca comeram pizza? — pergunta Chaz enquanto mastigava um pedaço da mesma. Entreolhamos-nos e negamos com a cabeça. — Vocês são estranhas, sério mesmo.

— Vamos brincar de verdade ou consequência? — pergunta Ryan chegando à sala segurando uma garrafa de plástico. Todos concordam com a cabeça, menos eu e Atina.

— O que é isso? — pergunto.

— Você nunca brincou de verdade ou consequência? — nego com a cabeça novamente. — Caramba Ariel, o que você fez na infância?

“Bom, desde que nasci sou uma sereia e no meu mundo não temos nada do que vocês têm aqui, está bom para você?”, pensei em dizer, mas sabia que era errado.

— Vou explicar. Vamos formar uma roda e com essa garrafa vamos girar, quando cair com a tampa virada para a pessoa, ela pergunta, e quando cair o fundo outra responde. A que pergunta, vai lhe perguntar se você prefere verdade ou consequência, sabendo que só existem apenas duas verdades e o resto consequência. Escolhendo verdade, ela vai perguntar algo e você só vai responder, sim ou não, porém não pode mentir...

— E consequência? — pergunta Atina.

— Escolhendo consequência, a pessoa lhe lançará um desafio, como pular na piscina, pular no lago, beijar alguém entre tantas coisas — arregalo meus olhos e engulo em seco, tudo o que ele havia mencionado eram desafios pesados, que eu não poderia cumprir. — Vão querer brincar?

Olho para Atina e ela devolve o olhar, concordamos com a cabeça.

— Ótimo... — como já estávamos sentados no chão e em circulo, ele só arrastou um pouco a mesa de centro para o lado e colocou a garrafa no nosso meio — Foi dada a largada.

Ryan girou a garrafa caindo para Chaz e Blair. Chaz perguntava e Blair respondia.

— Eu sou foda! — ele levanta as mãos o elogiando. Eu ri de sua atitude. — Verdade ou consequência, irmãzinha?

— Verdade, vai — responde Blair.

— É verdade que você está apaixonada por um desses meninos da roda? — Chaz pergunta e imediatamente Ryan bate na mão do mesmo, adorando a pergunta. Vejo Blair ficar tensa.

— É claro que não.

— Tem certeza? — Chaz insiste a deixando irritada.

— Tenho, eu giro a garrafa.

Blair estende o braço e gira a garrafa caindo dessa vez para Ryan e Atina. Ryan perguntava e Atina respondia.

— Verdade — disse Atina antes de Ryan perguntar algo. Nós rimos de sua pressa.

— Você ficaria comigo?

— Não! — os meninos gargalham da resposta direta e da cara de “tacho” do Ryan.

Atina me olha envergonhada e eu a cutuco rindo. Ela estende o braço e gira a garrafa que dessa vez cai para Justin e Steven. Justin perguntava e Steven respondia.

— Verdade ou consequência? — pergunta Bieber.

— Verdade.

— É verdade que se tivesse uma oportunidade, você beijaria a Blair? — abro a boca em um “O” e olho para meu irmão ao meu lado. Vejo-o engolir em seco e ficar sério.  

— Sim!

— EU SABIA! — Justin grita animado e gargalhada de meu irmão.

Steven olha para Blair que retribui o olhar envergonhado. Acho que terei que ter uma conversinha com meu irmão depois disso tudo. Meu irmão gira a garrafa caindo para Chaz e eu. Chaz perguntava e eu respondia. Meu coração acelerou e me desesperou.

— Ariel... — Chaz me olha com um semblante “malvado” no rosto. — Verdade ou consequência?

— Verdade.

— Poxa ninguém vai escolher consequência? — Ryan diz desanimado.

— Deixa as consequências para depois, é mais legal — Steven rebate. — Vai Chaz!

— É verdade que seu coração bate fortemente pelo Bieber? — meu sorriso se desfaz no exato momento. Olho para Justin que retribuiu o olhar. Eu tinha que me expressar e não podia mentir...

Sim, é verdade.

— AAAAAAAH! — Chaz, Blair e Ryan gritaram assim que terminei de responder, se levantaram e começaram a pular. Sem escolha eu ri, mas estava rindo de nervoso. Justin me encarava, porém com um grande sorriso no rosto.

— Está bom, né galera, menos. — Justin os repreende. Os três se sentam de volta no chão e eu giro a garrafa.

Ela caiu exatamente para quem Chaz mais ansiava, com certeza, porque não disfarçou quando viu que ele perguntaria e Justin responderia.

— Verdade — Justin diz sem deixar Chaz perguntar.

— Okay... Deixa-me pensar... Vou repetir a sua pergunta para o Steven... É verdade que se tivesse uma oportunidade você beijaria a Ariel?

Abaixei minha cabeça tampando meu rosto vermelho. Eu não era tão vergonhosa como estou agora, caramba. Levantei a mesma quando senti o olhar de Justin sobre mim, ele respirou fundo antes de responder a pergunta:

Sim, eu beijaria.

Todos abriram a boca, surpresos e felizes. Esse jogo trás muitas revelações pesadas.

— Revelações, revelações... — Steven diz segurando a risada enquanto olhava para a minha cara.

— Eu vou arrumar a cozinha... — Justin se levantou do chão e se dirigiu a cozinha, mas antes deu uma ultima espiada em mim e sorri para deixa-lo mais tranquilo.

O jogo durou mais alguns minutos, até que chegou o momento de começarem a sair e se cansarem do mesmo. No final estavam todos mexendo no celular, Atina jogava com Ryan e apenas meu irmão cochilava no sofá e eu deitava minha cabeça nas suas pernas. Justin arrumava a cozinha me olhando o tempo todo.

Quando o vi sair pela porta no fundo, me levantei e o segui, precisava quebrar aquele clima pesado que o jogo havia construído entre nós. Eu posso gostar dele, mas se não fosse rolar nada, não queria estragar a nossa pequena amizade. Saindo pela porta do fundo dava para o grande quintal cheio de árvores, ele estava sentado debaixo de uma com plantas roxas, aproximei-me silenciosamente e me sentei ao seu lado. Depois de ter feito tal ato ele me olha e sorri com um pequeno sorriso nos lábios.

— A noite está linda não é? — começo a falar tentando puxar assunto.

— Está sim — ele responde curto e olha para baixo.

Respiro antes de continuar.

— Não quero que fique um clima estranho entre nós, revelamos coisas e agora é tarde demais — coloco a minha mão em cima de sua perna o que tal ato fez que ambos olhassem para isso.

— Eu só não queria ter dito daquela maneira, na frente de todos, era algo que eu precisava contar somente para você quando estivéssemos sozinhos.

Eu sorrio e seguro a risada. Ele me olha estranho.

— O que foi?

— Você é... Tão gentil tão doce e me trata de uma maneira especial que às vezes fico sem graça. Você é tão diferente dos outros garotos que já conheci — o olho novamente, meu braço esquerdo encosta no seu braço direito e nossos rostos estavam próximos, assim como aconteceu na porta da casa antes de tudo isso acontecer. — Você sabe como tratar a mulher, medir as palavras necessárias para dizer sem machucar alguém.

— E isso é bom? — pergunta Justin. Estávamos tão perto que eu podia sentir seu cheiro, que me atormentava de uma maneira esplendida. Meu corpo estava com um calor insuportável parecia fogo me queimando por inteira e pela sua expressão via que ele estava exatamente igual a mim, tentando controlar tudo o que se passava por dentro.

— É maravilhoso, faz de você uma pessoa única.

— Essa podia ser nossa frase the one and only.

Assenti com a cabeça com um enorme sorriso no rosto. Ele me olhava tão intenso, e o percebi aproximando sua cabeça aos poucos.

Minha respiração ficou presa na minha garganta enquanto fechava meus olhos sentindo seus dedos tocarem o meu rosto lentamente, ele massageia a minha bochecha e traça a forma do meu olho. O calor e a ternura de seu toque eram incríveis, nunca pensei que pudesse ser tocada dessa maneira. Seu polegar traçou minha clavícula, indo para a minha mandíbula e depois para um ponto sensível debaixo de minha orelha. Eu sentia seu toque com os olhos fechados e as borboletas devorarem o meu estomago.

— Me responde Ariel... Você gosta quando eu olho para você e te toco? — eu percebia seu rosto cada vez mais próximo do meu.

— Gosto, eu gosto Justin.

— Seu coração bate forte assim como o meu quando estamos próximos um do outro?

— Bate...

— Ei, abre seus lindos olhos — os abro e a primeira coisa que enxergo são os lindos olhos cor mel. — Deixa-me beija-la?

É a minha vez de passar a mão no rosto e faço o mesmo caminho que Justin fez, sabendo que o causaria a mesma sensação.

Eu deixo você só precisará me ensinar.

— Pode deixar que eu te ensino.

Justin junta finalmente seus lábios no meu e meu coração para imediatamente. Seus lábios são macios assim como imaginei que fosse. Ele deposita outro selinho antes que meus lábios se abrem e sua língua invadiu-me e faço exatamente o mesmo. Suas mãos agarram minha cintura puxando-me para mais perto e minhas mãos, descontroladas, acariciavam seu rosto e assim sobem para seus cabelos. Era meu primeiro beijo, minha primeira sensação e ele sabia exatamente como fazer com que eu sentisse esse desejo ardente a ponto de fazer meu sangue ferver por dentro.

As mãos de Justin me pressionam mais contra ele. Eu não podia mais negar a mim mesma que estava apaixonada por Justin, que finalmente eu havia descoberto como era se apaixonar por alguém, era exatamente isso que eu queria desde que cheguei aqui e o cara certo para fazer com que sentisse todas essas sensações, esse homem era ele.

Essas sensações são iguais a quando estou no oceano, nadando e sentindo a água me conquistar por inteira e quanto mais eu estou ali, mais quero estar a cada dia. Eu quero me entregar a ele, quero me afundar nessa paixão e ama-lo como uma primeira vez.

Então ele para e se afasta de mim, abrindo seus olhos ao mesmo tempo em que o meu e sentindo a intensidade daqueles olhares. Suas mãos voltam para o meu rosto e acaricia a minha bochecha. Então abre um sorriso, ainda mais lindo do que estou acostumada a ver.

O primeiro e único — digo e ele me abraça.

 

 

 

 


Notas Finais


♕ E O GRANDE BEIJO JARIEL FINALMENTE ACONTECEU, EU TO GRITANDO! Foi uma emoção muito grande escrever este beijo, não estava acreditando que finalmente estava saindo.
♕Obrigada por todos os comentários positivos que estou recebendo, estão me incentivando muito a continuar. Se algumas leitoras puderem aparecer ficarei bastante agradecida, pois é muito importante para mim saber a opinião de vocês.
♕ Espero que tenham gostado do capitulo ♥ Um grande beijo e abraço e até o próximo — prometo não demorar. ♥
XOXO By Izzy ♥


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