História MERMAID ' Jikook - Capítulo 21


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Notas do Autor


Eu amo essa fotinha e eu amo esse capítulo.

Boa leitura♡

Capítulo 21 - Twenty one


Fanfic / Fanfiction MERMAID ' Jikook - Capítulo 21 - Twenty one

Park Jimin

— Aqui está ela. — Jungkook sussurrou ao meu lado.

— A fossa das Marianas. — Olhei para o local, sentindo a água mais densa e fria ao que eu me aproximava.

— Não posso ir com você, Jimin. — Jeon me olhou, parecendo chateado consigo mesmo. — Eu queria...

— Eu volto logo. — Lhe dei um beijinho na bochecha, forçando um sorriso.

Eu estava me cagando de medo, mas ele não precisava saber disso.

— Eu vou te esperar. — Jeon segurou em minha mão, e então eu percebi o quão minha mão era pequenininha perto da dele. — Eu prometo.

— Eu sei que vai. — Suspirei, lhe dando um selinho.

— Ele vai morreeer... — Trusty murmurou, num choramingo, arrastando a palavra. — Eu não vim aqui para ver isso, eu me recuso! — Trusty virou a cara para o outro lado, parecendo inconformado.

— Ele não vai morrer, deixa das tuas coisas Trusty. — Minie o olhou irritado.

— Meu filho, lá tem um tubarão enorme, tá? Enorme!! Só um dente dele esmagava a tua cabeça, seu boboca, me deixe sofrer aqui em paz! — Trusty fingiu um choro.

Eu mordi minha bochecha inferior, me segurando para não rir.

— Eu volto logo, Trusty. — Nadei até ele, lhe fazendo um carinho.

— Eu sei que volta, eu só precisava fazer um drama. — Trusty lambeu meu rosto. — Vai lá, futuro rei de Atlântida.

Eu sorri, me sentindo mais tranquilo por um momento, abençoado seja Trusty.

Me virei em direção a fossa das Marianas, eu estava a cerca de dois metros de longura.

— Me abraça, Jungkook! Eu tô nervoso. — Ouvi a voz de Trusty e em seguida a voz de Minie, o mandando calar a boca.

Vamos lá, Jimin, você consegue.

Nadei o mais rápido que eu consegui, começando a ir para o fundo. Eu sabia que seria um longo caminho a percorrer, por sorte, a minha cauda me dava a vantagem da velocidade.

Observei alguns peixes durante o caminho, algumas espécies que eu nunca havia visto e não nego que nadei mais devagar para os admirar.

Senti a pressão da água se intensificando ao ponto em que eu ia descendo, se fosse qualquer humano, já teria morrido aqui em baixo.

Agora está explicado o porquê de esconderem o tridente aqui.

As espécies que eu havia visto antes, iam ficando para trás, eu estava entrando em um completo breu.

Por aqui, não havia mais sinal de vida, e eu sabia que eu estava mais perto do que nunca.

Intensifiquei o meu nado.

Depois de mais alguns minutos, eu o vi.

Era o tridente.

Eu sabia que era por sua luz, era a única luz que havia no local.

Me aproximei devagar, parando a menos de um metro do tridente.

Antes de eu mover meu braço para o tocar, senti uma respiração atrás de mim.

Esse é o meu fim, adeus, mundo.

Me virei devagar, sentindo um calafrio, em lugares que eu nem imaginei que poderia sentir.

Foi quando eu o vi.

Sua boca se abriu, mostrando todos os seus dentes enormes.

O bafo também não era um dos melhores, mas isso agora era o de menos.

— Eu detesto visitas indesejadas. — A voz rouca soou por todo o local, eu era um dedo enquanto ele era o braço inteiro.

— E-eu sou Park Jimin. — Gaguejei ao falar. Meu corpo tremia mais que vara pau.

— Essas foram suas últimas palavras? — Em um movimento rápido, o enorme tubarão girou seu corpo, me batendo com uma de suas barbatanas.

Parecia que meu corpo havia voado, senti meu corpo bater no que parecia ser ossos, quando me virei para olhar, eram de fato, ossos, e crânios.

Respirei fundo, tentando ignorar a dor que havia se espalhado por meu corpo, me levantando.

— Se eu precisar lutar contra você, eu vou lutar. — Dessa vez, falei sem gaguejar, o olhando sério.

O enorme tubarão riu, achando graça da situação.

— Você vai morrer, tritão. — O tubarão se aproximou de mim. — Sabe quantos eu já matei? — Sussurrou, próximo ao meu rosto.

— Pelo seu bafo milhares, quer parabéns? — O tubarão me olhou, parecendo irritado. — Tubarão bonzinho, tubarão bonzinho...

O tubarão abriu novamente sua boca, eu sabia que não conseguiria lutar contra ele, era morte na certa.

— O seu dever é proteger o tridente, o meu dever é proteger Atlântida! — Falei alto, o tubarão pareceu começar a prestar atenção no que eu falava. — Se você quiser me matar, vai em frente, mas me mate se você for voltar para Atlântida e os salvar do caos que está acontecendo!

— Como você protegerá Atlântida sem o tridente? — O tubarão me olhou, fechando sua boca.

Respirei fundo.

— Para proteger o meu povo, não é preciso de um tridente, é preciso de força e coragem, se eu estou aqui agora, é porque o tridente iria me ajudar, mas um tridente não faz você rei, o que te faz rei é você lutar pelos seus, é o que eu fiz, vindo aqui. — Nadei um pouco para cima, podendo o encarar melhor. — Se você me matar agora, eu saberei que de alguma forma, morri lutando pelo meu povo!

— Você se considera digno de usar o tridente?

— Eu não me considero digno para muita coisa, e sendo sincero, não, não me acho digno de ser rei ou de usar um tridente, mas eu sei que eu tenho uma responsabilidade e há milhares de tritões e sereias contando comigo, eu não vou os decepcionar, e se eu precisar lutar com você para sobreviver, eu irei. — O tubarão se aproximou, seus olhos não abandonando os meus nem por um segundo.

— A suas ordens, meu rei. — E então, algo que eu não me imaginava, aconteceu, o megalodonte se curvou, em reverência.

— O que?

— Só o verdadeiro rei não se importaria de lutar pelos seus, tendo um tridente ou não. — E então, ele abriu caminho. — Pode o pegar, eu escolhi te seguir, agora, só falta saber se o tridente também te escolheu.

Era tudo muito inacreditável.

Me aproximei do tridente, fechando os olhos por um momento, respirando fundo.

Foi quando minhas mãos tocaram no tridente, se fechando em volta do mesmo. Sem precisar de muita força, nadei para cima, o tridente saiu de onde estava preso, eu era o escolhido.

Uma luz amarela se formou em volta de meu corpo, enquanto eu ainda nadava para sair da fossa, eu sentia o megalodonte atrás de mim.

Assim que eu saí da fossa, eu senti um poder por todo o meu corpo.

Quando eu abri os olhos, minha cauda era rosa, com alguns detalhes num rosa mais escuro.

Vi Jungkook e os golfinhos, Jungkook estava na frente deles e eles não sabiam se olhavam para mim ou para o enorme tubarão atrás de mim.

— Agora somos nós que vamos morreer!! — Trusty murmurou, choramingando enquanto olhava o megalodonte, que apenas o ignorou.

— Jimin, você... — Jeon se aproximou, tocando meu rosto. — Você... você conseguiu!

Eu sorri, assentindo.

— Eu consegui. — Sussurrei, mostrando o tridente a ele.

— O seu cabelo, tá rosa... O tridente é real, minha nossa. — Eu assenti, sorrindo.

— Precisamos voltar agora, huh? — Jungkook assentiu rapidamente.

— Podem vir nas minhas costas, se quiserem. — Jungkook se assustou ao ouvir a voz do tubarão, colocando a mão sobre o peito.

— Eu preciso me acostumar com isso. — Jungkook murmurou.

Eu ri, pegando em sua mão.

Subimos no megalodonte e eu ainda me sentia pequeneninho perto desse tubarão.

Minie e Trusty se encolheram no meu colo e no colo de Jeon.

Com rapidez, o megalodonte nadou, assustando a todas as espécies que o viram, se escondendo.

Quando avistamos Atlântida, eu vi a guerra que acontecia.

Eu vi o momento em que Yoongi estava encurralado sem saber o que fazer, olhando em direção a Seokjin e Taehyung, que haviam sido pegos pelos rebeldes, esses que os seguravam pelo pescoço.

Eu me levantei, nadando rapidamente até eles antes que algo pudesse acontecer.

— CHEGA!! — Gritei, batendo o tridente no chão com força.

Todos me olharam, assustados, tirando Yoongi, que parecia aliviado.

Os olhares se prenderam no tridente em minhas mãos e no megalodonte atrás de mim.

— Meu nome é Park Jimin, rei de todo o oceano. Eu sou filho da rainha, metade tritão, metade humano, e a partir de hoje, eu governo tudo. — Todos me olhavam sem reação. — Eu não permito mais nenhuma guerra, seja entre nós ou seja para com os humanos. — Em menos de dois segundos, toda a Atlântida se curvou, estávamos em um completo silêncio.

— Nós nunca vamos seguir você. — Um dos rebeldes disse, eu apenas suspirei. Com ele, mais alguns fugiram, quando meus súditos iam atrás eu fiz um sinal com minhas mãos, dizendo que não.

— Os deixe. O tempo vai ensinar. — Jungkook veio até mim, ficando ao meu lado.

— Viva o rei Park Jimin! — Meus súditos gritaram e eu senti meus olhos se encherem de lágrimas.

A guerra havia acabado.

Senti Jungkook entrelaçar nossas mãos, apertando minha mão no mesmo instante, em sinal de apoio.

Yoongi nadou até mim, me abraçando o mais forte que conseguiu.

— Eu já estava desesperado! — Yoongi confessou, baixinho. — Eu senti tanta a sua falta, seu idiota, não me assusta mais assim!

O abracei ainda mais forte.

— Que química boa foi essa que você usou até na cauda? — Yoongi tirou sarro, parecendo ainda sim, fascinado.

Jungkook me puxou em direção a entrada de Atlântida, todos nos seguiram, menos o megalodonte, que ficou em volta de Atlântida, nos protegendo.

Assim que cheguei a entrada do castelo, os guardas me olharam sorrindo, um deles entregou algo a Jeon, quando eu vi, era uma coroa.

— Bem vindo, rei Park Jimin. — Jungkook me olhou sorrindo, enquanto todos de Atlântida bateram palmas, felizes por estarmos livres de uma guerra.


Notas Finais


Até breve. ♡


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