História Mess - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Zayn Malik
Personagens Personagens Originais, Zayn Malik
Tags One Direction, Zayn Malik
Visualizações 85
Palavras 2.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, desculpa a demora.

Obrigada por lerem.

Não se esqueçam de deixar nos comentários o que achou.

Capítulo 6 - I'm not capable. Am I?


Fanfic / Fanfiction Mess - Capítulo 6 - I'm not capable. Am I?

   - Eu preciso achar uma babá, para, literalmente, amanhã. Não posso faltar o trabalho de novo - Disse enquanto terminava de preparar o almoço.

Eu já não sabia o que fazer. Havia levado Sophia para trabalhar comigo na segunda-feira, e não foi uma das melhores experiências que já tive. Na terça-feira, implorei para Alice faltar o trabalho para cuidar dela, e com muita peleja ela aceitou. Na quarta-feira eu tive que faltar. Meus tios Scott e Marie, amaram Sophia, mesmo sem ter a certeza que ela realmente era minha filha ou não. Entretanto, eles não tinham tempo para cuidar me ajudar. Eles eram os donos da Century Fashion.

- Eu já volto - Disse Alice, encostada no balcão, mexendo no celular. A mesma saiu por cerca de cinco minutos. Quando voltou estava com um sorriso convencido.

- Não sei o porquê desse sorriso. Aliás, é falta de educação deixar os outros falando sozinho - Quis parecer mais afetado do que realmente estava.

- Eu acho que você quis dizer "Obrigado, Magnífica Alice, por arranjar uma babá para a linda Sophia.

- Ah, qual é? Você não usa palavras gentis assim, porque eu deve...Espere aí - Falei assim que, meu cérebro absorveu suas palavras - O que você disse? - Seu sorriso modesto se tornou mais convencido ainda.

- O nome dele é Lyn. E ele é a melhor babá que você poderia contratar.

- Eu não acredito que você me arrumou uma babá homem - Não tenho nada contra homens, mas não poderia ser uma mulher?

- Eu acho que você tem muito a ensinar ao seu pai - Alice pegou Sophia do carrinho em seus braços e se aproximou de mim - Tchaau... - Alice acenou com a pequena mão de Sophia no ar.

- Onde você vai? - O perfume de Alice era doce mas não muito.

- Tomar banho - Disse com uma voz engraçada, fazendo careta para Sophia, que ria.

                               [...]

- Você não vai dizer nada? - Perguntei quando, ela permaneceu em silêncio por um longo tempo, após eu contar que havia marcado um exame de DNA.

- Não tenho o que dizer - Alice estava deitada no meu sofá, com Sophia, sobre sua barriga. Ela disse que, provavelmente era cólica, e aquecer a barriga do bebê ajudaria. Por mais estúpido que parecesse, funcionou. Sophia finalmente, havia parado de chorar.

Alice estava séria, talvez pensativa.

- Eu não posso ficar na dúvida - Comecei a explicar.

- Eu entendo - Me interrompeu - Para quando está marcado o exame?

- Amanhã de manhã - Ela continuou quieta olhando para o teto - Você quer nos acompanhar? - Alice voltou seu olhar para mim. Sophia já havia fechado os olhos.

- Claro - Sua voz estava calma. Me senti aliviado por saber que não teria que ir sozinho com Sophia. Imaginei que não seria fácil levar um bebê para tirar sangue pela primeira vez.

Alice voltou a encarar o teto.

- Eu vou pedir pizza para o jantar. De qual você vai querer? - Perguntei, pegando Sophia nos braços, para colocá-la no berço móvel que havia na sala.

- Não se preocupe comigo - Se sentou rapidamente, colocando os sapatos - Eu já estou indo.

- Por que? - Parei diante da escada e a olhei com curiosidade. Desde que eu descobrira que era pai, Alice esteve por perto me ajudando. Passamos a nos ver todos os dias. Sempre saiamos para almoçar juntos. Talvez até estivesse começando a me acostumar com sua presença.

- Eu preciso estudar. Meus estudos estão um pouco atrasados. Mas meu celular vai estar ligado, pode me ligar se precisar - A vi ir embora pela porta, de uma forma estranhamente calada.

Sophia estava dormindo e eu estava esperando a pizza chegar. Encarando a janela, mas não a vendo, de fato. Me veio a mente, e se Alice realmente fosse minha filha? Como seria? O que eu faria? Apesar de ter alguém me ajudando, eu estava sozinho. Uma hora Alice não estaria mais ali, ela tinha sua própria vida, com suas próprias prioridades. Meus tios já não eram tão jovens e cuidavam de uma empresa. Eu não conseguiria criar de uma criança sozinho. Minha mente fervia em um mar de incertezas.

                              [...]

Eu me sentei na cadeira, e Alice segurou os pequenos braços de Sophia. Dois adultos para segurar um bebê. Foi quase doloroso ver a criança tão indefesa ir aos berros quando a agulha perfurou sua fina camada de pele. Em seguida, Alice a pegou nos braços e saiu caminhando afim de acalma-la, e então foi minha vez de tirar sangue. Não levou mais de uma hora para sairmos do laboratório.

- Quanto tempo leva para o resultado ficar pronto? - Alice me perguntou colocando Sophia no banco de trás do carro.

- 30 dias - Falei colocando a bolsa da minha suposta filha, no banco de trás, ao seu lado.

- Pensei que era mais rápido - Vi o cinto de segurança amassar sua camiseta cinza, quando ela se sentou no banco de passageiro.

- Há outras clínicas que tem o prazo menor, mas até onde pesquisei, essa é a melhor e mais confiável - Dei partida no carro.

Percorremos boa parte do caminho em silêncio. A pequena criatura no banco traseiro dormia profundamente. Alice estava estranhamente quieta, não ligara o rádio do carro, nem estava a cantarolar nenhuma música como de costume.

- Você está bem? - Depois de tanto treinar em minha mente, permiti que tais palavras saíssem pela minha boca.

- O que? - Parecia que eu havia a tirado de seu mundo, sua expressão foi confusa por um breve momento, talvez a minha também tenha sido - Eu estou bem, desculpe, eu estava distraída - Sua entonação passou longe do sarcasmo e ironia, no entanto, havia traços sérios em seu rosto.

- É por causa do exame que você está assim?

- Não - Respondeu sem me olhar - Eu estou bem, só um pouco cansada.

- Eu liguei no escritório e avisei que nós dois não iríamos hoje, meu tio compreendeu. Você pode descansar durante a tarde. Provavelmente, Sophia irá dormir.

- Meus pais querem te conhecer - Eu havia ido almoçar com Alice algumas vezes no restaurante de seus pais, porém, ela nunca os apresentou, apenas me mostrou-os de longe, que por sinal pareciam sempre muito ocupados.

- Me conhecer? - Por que os pais de Alice querem me conhecer?, pensei.

- Eles não acham que você é meu namorado nem nada - Disse finalmente olhando para mim - Eles gostam de conhecer meus amigos, não vai ser estranho, relaxa - Alice riu, naquele momento me dei conta que havia sentido falta de sua risada.

- Está bem - Ri olhando para ela, enquanto a palavra 'amigo' ecoava na minha cabeça, eu estava me tornando amigo de Alice? A ideia não chegava a ser incômoda, mas confesso que pensar sobre, me trouxe um sentimento estranho. Nunca havia tido amigas.

Chegamos no restaurante da família Burchmann e percebi que o estabelecimento estava fechado. Senti uma leve brisa no meu estômago ao imaginar Alice, seus pais e eu, em uma mesa no centro do restaurante vazio. Mas então, me veio a mente que isso poderia ser bom, talvez os pais de Alice gostassem de mim. Em poucos segundos, me iludi que isso poderia vir a me aproximar dela e conquista-la. E se Sophia não fosse minha filha e no fim das contas eu ainda fosse para a cama com Alice? Seria o fim perfeito para a situação caótica que eu estava vivendo, pelo menos, foi o que pensei.

Ao entrarmos estava tudo vazio, nem mesmo os pais de Alice estavam lá. Sophia que já estava acordada, observava com atenção o lugar, dos meus braços. Fomos até a cozinha, que estavam eles, uma mulher de meia-idade com cabelos ruivos acima do ombro, seu rosto possuía algumas sardas, e seus olhos eram azuis como o oceano, o pai tinha traços de indiano, os três não tinham semelhança física alguma, observei. Alice me apresentou-os. Eles eram extremamente simpáticos e gentis, Alice estava sorridente. Eles pareciam felizes com a presença um do outro. Joseph, o pai, pegou o bebê dos meus braços, e alegremente começou a conversar com a pequena criatura que sorriu facilmente. Tentei me lembrar da última vez que estive com uma família, mas a lembrança não veio, a saudade de meus pais me fez estremecer por dentro.

- Eu acho que alguém precisa trocar a fralda - A sra Diana disse de forma divertida, contorcendo o nariz por causa do odor vindo de Sophia - Que tal Joseph? Vamos ver se ainda conseguimos? - Perguntou a seu esposo.

- Vamos descobrir - Joseph riu - Querida, você olha as panelas? - Pediu a Alice, que concordou.

- Eu vou pegar a bolsa de Sophia no carro - Disse contente por saber que não seria eu quem teria que cumprir a força-tarefa de trocar a fralda.

Quando retornei a cozinha, Alice me indicou os fundos do restaurante, onde seus pais estariam, segundo ela. Entrei na sala com sofás grandes, um frigobar ao lado, também havia uma mesa de escritório e um notebook em cima.

- E então, Zayn, o que está achando de ser pai? - O homem me perguntou, me pegando de surpresa, eu não sabia exatamente o que responder.

- É algo diferente - Subitamente tentei mudar de assunto - Desculpe, perguntar, mas, há algo acontecendo com Alice? Nós nos conhecemos há menos de um mês, no entanto, senti que ela está diferente nos últimos dois dias - Me sentei em um dos sofás.

- Alice está chateada - Diana disse se sentando ao meu lado.

- Por que? - Questionei.

- Nós nunca fizemos pressão para que ela se saísse bem na escola, mas ela sempre foi muito estudiosa. Agora que está na faculdade ainda mais. Ela é nosso orgulho, mas já dissemos a ela que suas notas não a define. No entanto, sempre que ela não vai tão bem em uma prova ou trabalho, como esperava, fica muito mal.

- Ela está mal por que foi mal na provas da faculdade? - Fiquei indignado, nunca dei tanta importância a notas.

- Ela não pode estudar como pretendia esta última semana. Na verdade, o resultado das provas não saíram, mas ela jura que se saiu mal.

- Eu fiquei impressionado - Joseph disse do outro sofá, limpando o bumbum de Sophia com lenços umedecidos - Ela deixou os livros na última semana para estar com você, nem quando estamos de férias ela deixa os malditos livros - Não havia passado pela minha mente que Alice estava abrindo mão de fazer coisas importantes para me ajudar. Lembrei que todas as noites a liguei, e quando ela não foi até minha casa, me orientava detalhadamente pelo telefone, o que fazer e como fazer.

- Eu achei que ela estivesse mal porque fiz um exame de DNA para descobrir se Sophia realmente é minha filha.

- Ah sim - Diana concordou - Isso também. Anteontem ela chorou - Abaixou o tom de voz como se sua filha estivesse por perto.

- Chorou? - Perguntei chocado, não conseguia imaginar Alice chorando no colo dos pais.

- Ela chegou, pegou todos os doces que havia na geladeira, levou para o quarto e se trancou. Desde criança ela faz isso quando vai chorar. Depois viamos seus olhos avermelhados, mas ela nunca foi de confessar suas lágrimas - Joseph riu.

- Veja bem, Zayn. Alice veio de um orfanato. Ela sabe o que é ser abandonada pelos pais biológicos. Quando ela chegou em sua nova casa conosco, ela não dormia a noite, por medo de irmos embora e deixa-la. Tivemos que coloca-la para dormir na nossa cama, até a convencermos de que aquela era sua nova casa, nós éramos seus novos pais, e que não iriamos deixa-la - Eu não sabia o que dizer. Era óbvio por que Alice e seus pais não se pareciam, ela era adotada.

  - Apesar de parecer durona, Alice tem muita empatia e é uma pessoa muito boa - Afirmou Diana.

Imaginei Alice, ainda criança, jogada em um um orfanato. Me lembrei de suas palavras quando discutimos "...Eu só vou te ajudar, se você me prometer que não vai jogar sua filha em um orfanato..." Quantas noites ela havia chorado por ter sido rejeitada por quem nem sequer a deu uma chance? "...Se eu pudesse, eu mesma cuidaria dessa criança, Zayn. Porque ninguém merece ser rejeitado, apenas por ser quem é..." Quantas noites em claro teria passado em uma cama fria sem saber o que havia feito de errado para ser abandonada. Olhei para Sophia. Eu não poderia ser capaz de causar um dano tão permanente na vida de alguém tão inocente. Eu não sou capaz. Sou?


Notas Finais


Obrigada novamente por lerem, e se não for pedir muito, compartilhem com os amigos, significa muito pra mim.

Tenham um ótimo dia.


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