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História Mess my mind and touch the stars (Young K) - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Embriaguez


"Fique ao
Meu lado
Mesmo que possamos nos queimar
Não pense em ir
A lugar algum
Nós estamos pulando no fogo"

- DAY6, 365247


[Ethel]- Você deve estar certo. É muito longe daqui?

[YoungK]- Teremos que andar duas quadras.- ela assentiu.

Os dois puseram-se a andar lado a lado. Ela, com insegurança e ele, sem saber exatamente o que estava fazendo.

[YoungK]- Você mora em Gyeongju?

[Ethel]- Não. Eu estou hospedada em um hotel. Eu moro em Daegu atualmente.

[YoungK]- Eu também estou morando em Daegu. Vim visitar um amigo antes de viajar amanhã cedo. O plano era pegar o metrô de volta pra casa, mas eu encontrei o observatório e... refleti um pouco. Agora que já está tarde, vou acabar voltando pra casa do meu amigo para passar a noite também. Posso perguntar o que você veio fazer aqui?

[Ethel]- Eu vim para Gyeongju com um casal, meus colegas de trabalho. Nós viemos coletar informações para uma reportagem.

[YoungK]- Então você é jornalista?

[Ethel]- Sim. Na realidade, seria mais proveitoso se eu estivesse no meu quarto de hotel pesquisando mais dados para o trabalho. Mas eu não estava conseguindo então... fui andando sem rumo.

[YoungK]- Posso perguntar o motivo das suas lágrimas?

[Ethel]- Perguntar pode. Não significa que eu vá responder.

Ela suspirou e ele riu soprado, com desgosto.

[Ethel]- Sabe... hoje faz um ano que eu terminei um relacionamento de cinco anos.

Ele olhou para ela enquanto caminhavam.

[YoungK]- Você ainda sofre com isso?

[Ethel]- Eu acho que preciso de terapia.- ela respirou profundamente- Ele era francês. Eu estava trabalhando em Paris na época. Acho que nunca amei tanto alguém. Pensei que fôssemos nos casar, mas... bem... jornalistas têm um faro investigativo. Eu havia ido de noite até o Arco do Triunfo escrever uma reportagem para a redação do jornal... e foi aí que vi. Ele estava tirando fotos de casamento com uma mulher. Ele estava mantendo outro relacionamento e estava... noivo. Naquele dia eu olhei para o céu e encontrei algumas estrelas. Chorei até a cabeça doer, passei a odiar Paris e tudo que a envolve. Não quero ter outro relacionamento de novo até o fim da minha vida. Parece drástico de mais para você?

[YoungK]- Sabe... eu te entendo. Eu também fui traído- foi a vez de Ethel olhar para ele- acho que não são necessários detalhes. Minha ex-namorada estava grávida de outro homem. Eu nunca gostei de prender as pessoas a mim e controlá-las... mas nós tínhamos algo sério. Foi... de mais pra mim. Eu realmente a amava e prometi a mim mesmo que jamais estarei em outro relacionamento. Não confio mais que algo possa dar certo. Não tenho mais compromisso amoroso e nem terei... até o fim da minha vida. Estive escondendo isso dentro de mim por muito tempo, me ocupando com trabalho. Mas hoje eu não aguentei mais. Soube que o filho dela nasceu.

Ela assentiu com a cabeça e olhou para o chão até o final do percurso.

[YoungK]- Vamos entrar.

Um homem no balcão os recebeu.

[Homem]- Bem-vindos ao Colorful Karaokê. O casal gostaria de uma sala?

[YoungK]- Bem... não somos um casal.

[Homem]- Ah, me desculpem. Mas e então... uma sala?

[Ethel]- Também não somos amigos então... duas salas?

[Homem]- Sinto muito, só temos uma vazia. As outras duas estão cheias e ainda não esgotaram o tempo.

Eles se entreolharam.

[YoungK]- Viemos com o mesmo propósito, certo?

[Ethel]- Certo. Vamos usar a sala então, senhor.

Eles dividiram a conta com alguns wones que tinham nos bolsos.

[Homem]- Certo, vocês têm uma hora e meia. O nosso bar é a esquerda, vocês podem comprar bebidas adicionais caso queiram.

[Ethel]- 네~

Na saleta cheia de luzes, Ethel colocava o casaco no sofá enquanto Younghyun jogava o seu.

[YoungK]- Certo, vamos lá. Ballad?

A jornalista olhou para a tela de opções.

[Ethel]- Pode ser- respondeu um tanto indiferente.

A música começou. "Eu estou com um estranho em uma sala fechada. Como posso simplesmente cantar?"

Young K cantava com uma voz cativante, mesmo que de brincadeira.

[YoungK]- Você vai ficar parada?

[Ethel]- Eu... eu vou precisar beber algo. Você quer?

[YoungK]- Seria bom, mas... Você conhece seus limites, não é?

[Ethel]- Plenamente. Eu paro antes mesmo de começar enrolar a língua- ela deu uma piscadela e saiu para comprar o Soju.

Estando de volta e com as garrafas postas à mesa, Ethel lembrou-se de que estava ali para esquecer algumas coisas e, mesmo que não fosse de seu feitio, sabia que precisava se soltar ao lado do desconhecido.

[YoungK]- Um brinde- ele também pegou uma garrafa.

[Ethel]- Não sei ao que, mas... um brinde- eles bateram as garrafas.

[YoungK]- Eu sei que a sua cabeça deve estar tão bagunçada quanto a minha, mas... Você é sempre tão pessimista assim?

[Ethel]- Talvez me falte uns unicórnios- ele riu e ela tomou coragem para pegar o microfone- eu gosto dessa música.

Ela começou a cantar, esquecendo da atmosfera ao seu redor. Começou a rir, por euforia ou tristeza... já não sabia. Fechou os olhos e começou a dançar.

[YoungK]- Opa- ele esticou o braço quando viu que Ethel havia pisado em seu pé. Ela abriu os olhos e se virou.

[Ethel]- Desculpa!- ele balançou a mão como quem diz "tudo bem" e continuaram cantando.

Menos de um metro os separava. Um calor emanava dos dois. Uma gota de suor escorreu da testa de Younghyun e ele a secou com o punho sem deixar de cantar. Ethel arregaçou as mangas da camisa. Bem que queria abrir alguns botões, mas teve receio e deixou pra lá. Agora cantavam diversas músicas juntos em uma harmonia propositalmente desafinada que provocava risos.

A última música começou. She's in the rain, da banda The Rose. Ethel se jogou no sofá. A letra trazia a realidade novamente. Kang Younghyun sentou-se ao lado dela.

[Young K]- Uma playlist aleatória que gosta de pregar peças...

[Ethel]- Que bela saideira...

A letra apareceu na tela. Young K começou a cantar e lágrimas surgiram. A jornalista olhava para ele, secretamente tocada. As palavras entravam em sua mente e faziam-na refletir. Sempre havia pensado tanto antes de agir... sempre fora tão prudente e agora estava um tanto embriagada. Não exatamente por álcool, porque este não lhe causava nada além de palpitações e desejo. Estava embriagada de pensamentos desconexos. Resolveu ser um tanto inconsequente, algo que não tinha sido nem mesmo na época do ensino médio.

Ethel tomou o microfone das mãos de Younghyun e secou suavemente suas lágrimas. Um tanto surpreso, ele a olhou intensamente... depois para seus lábios... puxou-a contra si até que suas bocas se encontrassem em um movimento lento que tornou-se  gradativamente frenético.

[YoungK]- Você está consciente?- ele afastou-se alguns centímetros.

[Ethel]- Tão consciente que continuo pensando no que queria esquecer.

[YoungK]- Eu também. Ainda tenho tudo na minha cabeça...

[Ethel]- Talvez se...- ela desceu o olhar até o pescoço dele.

[YoungK]- Ajudássemos um ao outro com isso?- ela afirmou com a cabeça.

Seus lábios ardentes estavam unidos novamente enquanto suas mãos viajavam pelos cabelos, ombros, costas, braços e pernas um do outro. Estavam prestes a deitarem-se no sofá quando a tela desligou. O tempo havia acabado.

[Ethel]- Vem comigo.



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