História Messages - UNKNOWN - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Visualizações 2
Palavras 1.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Unpleasant Situations


Fanfic / Fanfiction Messages - UNKNOWN - Capítulo 6 - Unpleasant Situations

Como contar para sua melhor amiga que você está conversando com um desconhecido por mensagens e só sabe que ele é da sua escola, e tem a mesma idade que você?

Foi um pouco difícil para a mestiça, afinal não é fácil contar algo para Anne quando ela está meio atordoada.

— O QUE??? Você enlouqueceu AMELLIE FLORA??? — Amellie queria sair do pátio o mais rápido possível, podia sentir os olhos confusos dos alunos que as observavam com cara de desdém.

— Anne poderia falar um pouco mais baixo? As pessoas pod... — a mestiça é interrompida pelo choque do pé de sua amiga contra o chão.

— Você quer que eu fale um pouco mais baixo? Então tá... OLHA GENTE A MINHA AMIGA AQUI TÁ CONVERSANDO COM UM DESCO... — a mestiça tampa a boca da garota brutalmente a empurrando o mais longe possível para um local menos movimentado.

— Agora fica aí dizendo que quem é louca aqui sou eu. — a mestiça bate a mão na própria testa bufando alto, sem acreditar que Anne tinha quase a entregado para as autoridades. Dramática.

— Mas você é Amellie, conversando com uma pessoa que você nem conhece — ela da uma pequena pausa dramática e continua —, por mensagem. Sabe o quão isso é perigoso? — dava para perceber pela expressão de Anne, ela estava realmente preocupada e decepcionada com sua amiga.

— Eu sei, mas ele não é um tarado. Eu sei disso, eu posso sentir. — Anne revira os olhos de indignação, coloca as mãos na cintura e respira o mais fundo possível para não dar uma bronca na mestiça.

— Amellie, pensa comigo. Você não é um gênio da lâmpada pra saber se ele tá ou não mentindo pra você. — ela faz biquinho revoltada olhando para o lado oposto da mestiça —, a quanto tempo você... Você tem esse caso com ele?

A mestiça arregala os olhos um pouco confusa, nega com a cabeça o que a Anne estava pensando naquele momento.

— Não temos nenhum caso, mas respondendo a sua pergunta... — ela pensa por alguns segundos tentando se lembrar do primeiro dia do ocorrido. —, já faz mais ou menos uma semana no máximo.

Anne quase engasga com sua própria saliva ao ouvir a resposta firme, mas insegura da garota. Dá um olhar de advertência para aqueles olhos valiosos da mestiça e volta a fechar a cara. O semblante de Anne estava tão sério que você poderia se confundir que ela era um soldado do exército do que uma aluna normal.

— Ah, fala sério Anne. Não é nada demais, acredite em mim. Eu promete ter cuidado, e se ele vacilar é só eu dar um pé na bunda nele que tudo estará resolvido. — bate nas suas próprias mãos fingindo ter poeira nelas, abre um sorriso traiçoeiro fazendo a amiga desconfiar de suas palavras.

— Posso mesmo confiar em você? — mas que pergunta besta, pensa a mestiça fazendo biquinho chateada.

— Sim. — ela murmura mais para si mesma do que para a própria amiga que estava à sua frente.

O sinal toca em seguida tirando-as daquela conversa, Anne se despede da mestiça entrando em sua sala e ela faz o mesmo.

··°°··°°··°°··

— As aulas passaram rápido não acha? — disse Anne mordendo seu sanduíche enquanto observava os pombos que invadiam aquela escola beliscarem algumas migalhas de comida do chão. 

A mestiça não estava nada concentrada no que sua amiga lhe dissera agora a pouco. Tentava imaginar como era o garoto desconhecido pelo qual ela conversa já faz uma semana. 

— Amellie você está me escutando? — a morena estala o polegar soltando um som agudo despertando a garota.

— Ah! Me desculpe Anne, eu estava aqui pensando... — interrompida por uma gargalha histérica. 

— Você estava pensando no tal garoto desconhecido? — continha as lágrimas forçadas pelas risadas histéricas, chamando a atenção de alguns alunos que passavam por elas. 

— O que? Não. — ela desvia o olhar corada.

"Por acaso ela lê mentes?"

— Não! Só foi um palpite. — a mestiça arregala os olhos espantada.

"Como ela sabia que eu tinha dito aquilo?"

— Você deu a louca Amellie? Você acabou de pensar alto garota. Controle esses seus pensamentos. — com um olhar sério, a mestiça toma um gole bem aprofundado do suco de morango que comprara na cantina no começo do intervalo e suspira colocando o copo na mesa. 

— Preciso anotar isso no meu caderninho pra não falar uma besteira depois. — diz a mestiça sem nenhuma expressão no rosto. Abocanha mais um pedaço do pão de queijo quentinho e macio, enquanto Anne bebia em uma só golada o suco de acerola com morango que havia comprado. 

— Não para de comer, hein. — uma voz familiar do além chega atrás da morena dando um pequenininho susto na mesma. —, daqui a pouco não sabe por que engordou e vai ficar reclamando igual um papagaio. 

— Era necessário isso Kothe? Quer me matar do coração? Por que daqui a pouco você vai conseguir. — ela coloca a não no peito exageradamente para ver se seus batimentos estão normais. Dramática

— E aí Amellie. — ele acena para a mestiça que abre um sorriso simpático enquanto o ruivo sentava na mesa em frente a morena. 

— Oi Kothe. 

— E a presidente de turma. Está fazendo o que dá vida? Comendo um X-burger bem gorduroso? — ela fecha os punhos impedindo de bater no ruivo que tinha um sorriso provocador.

— Eu sou diferente de você. Eu como e você só faz academia, só pra mostrar seu tanquinho definido para as garotas. — irritada acaba com o sanduíche em um segundo, a mestiça nem tinha piscado direito arregalando os olhos espantada.

— Que isso senhorita. Não tem necessidade em descontar sua raiva no sanduíche. Coitado agora terá que sofrer nesse estômago de porcaria de Anne. — ele abaixa a cabeça se lamentando, mas dava para perceber que estava debochando da cara da morena.

"Foram feitos um paro o outro. Não entendo por que não confessam logo"

Um silêncio dominou aquela mesa, a mestiça nem tinha percebido que estava com uma enorme atenção dos dois. Ela tinha dito aquilo em voz alta, mas não tinha se tocado ainda, até aquele silêncio ser quebrado como mil cacos de vidro.

— E aí cara. — uma voz grossa e aconchegante chegava mais perto do trio, a mestiça nem olhara para cima. 

— E aí, como foi aquela agitação de garotas no seu pé? A Juliet gostou? Ela estava com uma cara vermelha, seus olhos soltavam até faíscas de tanto ódio. — dizia Kothe abrindo passagem para a pessoa sentar-se na mesa.

— Nem me fale, eu até preferiria aquela agitação de garotas do que a Juliet no meu pé. 

— Ah, esqueci de apresentar para você. Essa morena comilona aqui é a Anne, e a do lado dela a Amellie. — a mestiça percebeu que Anne segurava o copo de suco com força, deixando a mesa um pouquinho suja. 

"Respira fundo, é só olhar pra quem o Kothe está conversando e sair correndo depois."

— Amellie, você está bem? — disse Kothe franzindo a sobrancelha encarando o rosto da mestiça. 

"Alerta vermelho, alerta vermelho, Anne help!"

— É claro que ela está bem, sabe como é. A Amellie vive fazendo isso. Pensa alto até demais, acho que precisa de um psicólogo. — a mestiça fuzilou a amiga e murmurou emburrada.

— Não tá ajudando Anne. E eu não vivo fazendo isso. — olhou para frente com uma expressão vitoriosa, porém ao encontrar aqueles olhos azuis mais escuros do que o céu, sentiu as borboletas no estômago surgirem em um passe de mágica.

— Amellie quero que conheça o Marin. — Marin apenas sorriu, um sorriso simpático, um sorriso que fez Amellie sentir um arrepio na espinha. Por que esse garoto parecia mexer tanto com ela? Primeiro foi no acidente da aula de natação e agora isso? 

— Oi Amellie, encantado em conhecê-la. — se já não bastasse as borboletas no seu estômago, suas bochechas não ajudaram muito, aquele tom rosado havia se tornado avermelhado em um segundo, olhou para baixo mordendo o lábio inferior, tentando conter a vontade imensa de cair fora dali. 

— O-oi. — merda por que eu tô gaguejando?, perguntou para si mesma com diversos xingamentos, ela odiava gaguejar principalmente quando tinha um certo alguém em sua frente.

— Você fica muito fofa quando está envergonhada. — dizia Marin abrindo ainda mais aquele sorriso pequeno e perfeito. Agora sim a mestiça havia virado um pimentão, suas orelhas estavam quentes e seus ombros também, ela queria sair dali o mais rápido possível. 

— Er... I-isso... Er... E-eu a-acho melhor e-eu ir. — disse se levantando sentindo as pernas bambas. Olhou para Anne com uma cara que expressasse ajuda, a garota logo entendeu se levantando e segurando os ombros quentes da mestiça.

— Acho melhor irmos. Foi muito bom conhecer você Marin. — em vez de olhar para Marin fuzilou os olhos esmeraldas de Kothe. Ela não deixaria passar aquele constrangimento. 

— Tchau garotas. — disse Kothe com um sorriso ainda provocador. 

— Precisamos conversar. — dizia Anne com passos largos tentando alcançar a mestiça. 

Que situações difíceis...




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