História Mestre - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Capítulo 6


Mestre


Todoroki olhou desconfiado para seu fetiche de número três, por algum motivo desde que ele voltou para o dormitório e disse o que tinha acontecido em sala de aula o azulado estava simplesmente evitando olhar em sua direção.

Aproveitou que Izu 1 e Izu 2 estavam conversando para se aproximar do mais inocente do grupo, o Anjinho olhou em sua direção apenas para ficar vermelho em um piscar de olhos.

- O que foi? – Shouto perguntou preocupado – Você está estranho.

- Você disse que os Izu's e eu somos seus namorados... – murmurou, as bochechas sardentas inflando de irritação.

- Você ficou chateado com isso? Eu precisava de uma desculpa, sinto muito...

- Não é isso! – o azulado cruzou os braços e olhou com raiva para o meio-ruivo – Quero ser seu namorado de verdade e se somos namorados, por que você não me beija?!

O estudante se assustou quando o garoto pulou em seus braços e acabou o derrubando sobre o futon, olhos esmeraldas cheios de lágrimas.

- Izu 3? – às vezes ele se perguntava como se lembrava dos números – O que você quer?

- Que me beije! Eu sei que você beija os outros!

Isso acabou chamando a atenção do rosado e do moreno, os dois assistindo tudo se desenrolar.

- Mas... – “Cadê a pureza do meu Anjo?” se perguntava.

- Me beije, Mestre, por favor.

O azulado suspirou quando o maior tocou sua bochecha, o polegar de Shouto limpando suas lágrimas. O meio-ruivo sorriu antes de fazer exatamente o que o garoto lhe havia pedido.

Deus, ele estava perdido nas mãos desses três.

- Também quero! – disseram seus outros dois fetiches no momento em que se separaram.

O meio-ruivo acabou rindo quando o rosado e o moreno pularam em cima de si.


...


Todoroki estava de pijama voltando da cozinha com três garrafas de água, as deixou cair no momento em que viu praticamente toda a sua classe na frente da porta do seu dormitório, Aizawa prestes a tocar na maçaneta.

- O que é isso?! – deixou as garrafas caírem e correu até a porta para impedir que o professor a abrisse.

- Todoroki, você está muito estranho. – o moreno olhou preocupado para seu aluno – E segundo alguns de seus colegas deve ser algo que está dentro do seu dormitório.

- Não, não, não é nada disso. – balançava a cabeça em negação enquanto falava – Eu juro, vamos sentar e conversar, se quiser eu até vou em um psicólogo.

Aizawa estreitou os olhos, a maneira como Shouto abriu os braços na frente da porta para impedir que ele entrasse só tornou tudo muito mais suspeito.

- Todoroki, saia da frente.

- Não! – gritou.

- Todoroki-kun, se você não têm nada a esconder é só abrir a porta. – Midoriya sorriu para ele, o esverdeado tentando demonstrar apoio.

“Meu doce Izuku, se você entrar lá vai descobrir que sou um pervertido.”

- Vocês deveriam respeitar a privacidade dos outros. – olhou em pânico para o professor – É meu dormitório, lá só vão encontrar coisas normais.

O professor suspirou, por que sempre são os seus alunos que causam esse tipo de confusão? Os enxerga como filhos e não podia deixar de pensar que eles eram assim por culpa dele.

- Agindo assim parece que você têm cadáveres escondidos sob a cama.

- Não tenho nada disso. – o adolescente forçou um sorriso no rosto – Podem ir embora, não têm nada o que ver por aqui.

Colocou a mão esquerda na maçaneta, sem que o mais velho percebesse estava lentamente a esquentando. Bakugou e Kirishima reviraram os olhos.

- Abra logo a porta, porra! – Katsuki gritou com raiva.

- É, Todoroki-kun, prometemos não te julgar. – Ashido tentou parecer convincente.

- Agora eu os deixo com essa questão: se uma pessoa transar com um zumbi pode ser considerado necrofilia?

Todos se assustaram com a pergunta, Uraraka foi a primeira a gaguejar:

- A-Acho que sim... Mas é um morto-vivo, então...

Quando Aizawa tentou tocar o ombro de seu aluno foi surpreendido quando o bicolor mordeu seu braço e rosnou como um cachorro, o moreno tentou puxar o braço, porém Todoroki continuou mordendo seu suéter preto.

- PARE COM ISSO, TODOROKI! NOS DEIXE ENTRAR! – o educador gritou assustado.

Quando finalmente o meio-ruivo soltou sua roupa ele começou a gritar:

- AQUÍ SALE TUS PARACHOQUES! NO DESCOBRIRÁ MI FETISH. VOLVER AL ÚTERO DE TUS MADRES!

Gritou em outra língua deixando todos em choque, Tokoyami e Shinsou que estavam calados até o momento se entreolharam, Hitoshi assentiu para o garoto com características de corvo.

- Ok, gente... – Tokoyami chamou a atenção de todos para si – Acho que isso se trata de um caso de possessão por demônio.

Olhos heterocromáticos se arregalaram ao ouvir a frase, ele nem sabia o que tinha dito ou em que idioma tinha falado, depois perguntaria à sua mãe sobre suas origens.

- Ele falou sobre um tal Diabinho... – Denki sussurrou com medo.

- Chega dessa palhaçada. – o professor ativou sua individualidade para que Todoroki não pudesse lhe atacar, usou o cachecol para segurar o adolescente.

- ME SOLTA! ALGUÉM CHAMA UM HERÓI! – gritou desesperado, Bakugou rindo do garoto – CHAMA A POLÍCIA!

O adulto do grupo soltou um silvo de dor ao tocar na maçaneta, estava quente como o inferno, lançou um olhar irônico ao seu aluno.

- Vamos descobrir o que tem aí dentro. – Izuku já estava irritado com toda a confusão, foi o primeiro a abrir a porta.

- Não, não, não... – o bicolor sentiu suas bochechas arderem de vergonha, suas lágrimas evaporando ao chegarem em suas bochechas.

Os estudantes marcharam para dentro do quarto, Momo olhando com nojo para todas as embalagens de comida jogadas no chão, fora isso e a grande quantidade de camisinhas – lacradas - dentro de um vaso transparente que tinha um cacto crescendo lindamente, não tinha nada de estranho no local.

- Todoroki, qual o seu problema? – Denki franziu o cenho – Não têm nada de errado aqui.

O bicolor os olhou confuso, entrou arrastado por seu professor, o cachecol do homem ainda fortemente amarrado ao seu redor.

- Não?

Pensou que talvez seus Izuku's tivessem se escondido no guarda-roupas, porém sua teoria foi refutada no momento em que o abriram. Piscou os olhos, então onde estavam seus fetiches? Ficou um pouco triste ao saber que provavelmente a duração da individualidade tinha acabado.

- Vamos embora. – Aizawa suspirou aliviado ao não ver nenhum cadáver, olhou para o bicolor – Depois teremos uma conversa séria sobre isso.

- Certo...

Izuku se aproximou do menino quando os deixaram sozinhos no quarto, o esverdeado tinha um tímido sorriso no rosto.

- Qualquer coisa lembre-se que sempre pode falar comigo, Todoroki-kun.

- Eu sei, Izu... Midoriya. – se corrigiu no último momento.

Fechou a porta e se viu sozinho, respirou fundo antes de começar a pegar as embalagens que estavam no chão, ele precisava de um grande saco de lixo.

- Eu te ajudo a limpar, Shouto-sama.

- Ah! – soltou as embalagens e se virou para encarar o rosado.

- Izu 1? – olhou para a janela e quase teve um infarto ao ver os outros Izuku’s entrando pela mesma – Estamos no segundo andar.

- Tudo bem. – o Diabinho deu de ombros – Nos escondemos no quarto do Kaminari.

- Co-como?!

- Melhor você não saber. – o azulado sorriu.

Todoroki revirou os olhos antes de correr para abraçá-los.



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