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História Mestre Kazekage - Gaamatsu - Capítulo 19


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Notas do Autor


resumo desse cap:

drama - quebra de tempo - drama - quebra de tempo - drama - quebra de tempo...




enfim, boa leitura ❤

Capítulo 19 - "Amor" além do sangue


Fanfic / Fanfiction Mestre Kazekage - Gaamatsu - Capítulo 19 - "Amor" além do sangue

*um ano depois*

*matsuri*

Existem algumas pessoas que tem o azar de estar entre a pequena porcentagem de algo que não é preciso muita sorte para dar certo. E, creio que pela primeira vez, eu simplesmente não fui capaz de cumprir as ordens de meu Kazekage.

Um mês após nossa lua de mel e de Gaara parar de brincar com a possibilidade de eu estar grávida, eu comecei a levar essa questão um pouco mais a sério. Não que eu queria ter um filho agora e incomodava Gaara todas as noites, mas sim porque, depois daquele tempo, eu realmente achei que poderia estar grávida ou que já estaria tendo algum sintoma.

Fiz um teste pouco antes do Natal no intuito de, caso já estivesse grávida, dar isso de presente para Gaara, mas meu teste deu negativo. Por um tempo eu aceitei que podia ser muito cedo para uma gravidez, mas tudo ficou mais estranho nos meses que se seguiram.

Depois de eu dizer a Gaara que meus testes eram sempre negativos, mesmo sem muito tempo para isso, começamos a tentar mais vezes. Eram apenas tentativas óbvias de se ter um filho, e isso pareceu o suficiente por um tempo.

Gaara me pediu para praticar o que eu havia dito em nossa lua de mel, isso é, ser paciente, e pensar nisso com cuidado. Foi o que fizemos. Vez ou outra tínhamos nossas relações, e nos apoiamos mutuamente na espera.

...

Então passou um ano.

- Você é infértil, senhora Kazekage. - Foram as palavras que saíram da boca do médico. - Eu sinto muito.

Gaara estava ao meu lado, e com toda sua disciplina mental, ele pegou o papel do diagnóstico e me levantou da cadeira enquanto eu não emetia expressões e incontáveis lágrimas escorriam de meus olhos.

Saímos da sala e Gaara me levou até o lado de fora. Paramos na lateral do hospital, e ele me abraçou fortemente. Eu não sabia se ele estava me consolando ou consolando a si próprio. Talvez os dois, mas apenas o abracei de volta, sem forças.

- Eu sinto muito. - Gaara sussurrou com a voz falhando.

Eu não conseguia dizer nada, apenas apertei as roupas dele com riava. Não fazia sentido ele dizer aquelas palavras. Era eu quem devia me desculpar com ele. Nós nos reconpomos e andamos lentamente até em casa.

Nossa grande casa que me deu uma certa tontura quando adentrei. Pensei que o tamanho da sala havia me enjoado, mas eu estava tendo uma crise nervosa. Durante todo o trajeto do hospital até em casa, eu só havia chorado sem emitir emoções, mas agora estava arfando, com o rosto branco e minhas pernas ficavam cada vez mais fracas. Como se nem existissem.

Senti Gaara me segurar pelos braços antes que meus joelhos despencassem no chão. Eu segurei meu próprio peito que, a cada segundo, parecia que iria rasgar ou sumir dentro de mim em meio ao aperto. As lágrimas que caiam sem parar já não aliviavam a dor, mas eram apenas um reflexo.

Quando voltei a ver o que estava a minha volta, Gaara estava atrás de mim, e nós dois ajoelajdos no chão. Ele não tinha forças assim como eu, então apenas nos permitirmos ficar no chão de nossa sala escura esperando que, de algum modo, aquilo parasse.

Depois de alguns minutos que não contei, passei as mãos pelo rosto e olhei para Gaara. Ele estava inconsolável sentado ao meu lado no chão.

- Já está tarde... - As palavras saíram secas e falhadas. - Vamos dormir.

Ele assentiu. Nos levantamos juntos e fomos para o quadro sem dizer uma palavra. Foi assim durante toda aquela interminável noite em que apenas fingiamos dormir. Uma das madrugadas mais longas de minha vida.

*gaara* 

As semanas se tornaram remotas, e aos poucos, se tornaram meses. Eu tentava tocar o mínimo possível no assunto com Matsuri, e também deixava ela quase sempre sozinha, assim como ela queria. Minha esposa passava os dias na varanda de nossa casa, apenas olhando o horizonte, comendo pouco, dormindo pouco, lendo qualquer coisa.

Ela não foi ao médico de novo nenhuma vez. As vezes conversávamos, mas ela sempre estava distante, e seus olhos refletiam sua mente cheia e turbulenta. As vezes a via mandar telegramas, que com certeza eram para Temari.

E nada estava diferente num fim de dia de quinta que cheguei em casa com comida para tentar animar ela um pouco.

- Posso entrar? - Fui a varanda.

Ela sorriu tranquilamente e estendeu a mão, me chamando para sentar ao seu lado. Coloquei a sacola na pequena mesa redonda entre nós dois, e reparei na paisagem. Um por do sol laranja vivo com o céu quase lilás com a deixa do sol.

- Nunca duvido de suas promessas. - Ela falou em voz baixa.

Não respondi nada, apenas continuei olhando o horizonte. Depois voltei meus olhos para o rosto de Matsuri um pouco molhado por lágrimas. Peguei sua mão.

- Sei que não quer tocar no assunto, mas quero que pelo menos ouça o que penso. - Apertei mais sua mão e ela enfim me olhou. - Vamos adotar um filho.

Sua expressão foi de dúvida e surpresa na pequena pausa que se deu.

- Você aceitaria um filho que não é do seu puro sangue? - Ela perguntou sem voz chorando muito.

Sua pergunta me deixou espantado. Por que ela perguntaria algo tão absurdo? Fiz uma cara de dúvida esperando que ela me explicasse a situação.

- Acha que eu não pensei nisso? - Ela chorava terrivelmente. - Foi a primeira coisa que quis pedir a você desde que recebemos a notícia, mas eu estava tão... tão chateada e com tanta culpa...

- Culpa pelo que, Matsuri? - A interrompi segurando seu rosto.

- Por não ser boa o suficiente. - Ela respondeu fechando os olhos e acomodando o rosto em minhas mãos. - Não fui sincera com você dessa vez. Eu sinto muito.

Em um segundo nós dois estávamos calmos. Eu com Matsuri em minhas mãos. Passei os dedos por suas bochechas marcadas por lágrimas secas, e dei um beijo calmo nela.

- Nunca é tarde para ser sincera. Temos uma vida inteira ainda. Me diga tudo que está na sua mente, e eu vou fazer de tudo para ajudar. - Encostei nossas testas. - É uma promessa.

Ela suspirou longa e pesadamente. Senti sua expressão de alívio. Seus olhos não eram mais chorosos como de uma criança, mas calmos e cansados como de uma adulta que está lidando muito bem com os inúmeros problemas.

Nos endireitamos nas cadeiras.

- Sabe por que eu fico aqui todos os dias? - Ela perguntou. Neguei com a cabeça. - Porque minha mente estava uma confusão. Me senti tão impotente e triste, mas não queria passar essa energia horrível pra você. Entende isso?

- Na verdade não. Ter um filho é muito emocionante para um homem também, mas para uma mulhere com certeza é uma emoção muito maior, então não quero que se sinta mal por ter ficado tão triste. - Falei. - Também não fui totalmente sincero, me desculpe.

Ela assentiu e ficamos em silêncio mais um tempo. Os últimos raios do dia já se perdiam entre as mil estrelas que apareciam no céu negro do deserto. Sem dizer nada, Matsuri pegou minha mão e me conduziu para dentro, pois o vento frio já fazia nossos corpos se arrepiarem.

Subimos juntos até o quarto. Matsuri parou no meio do quarto de costas para mim e tirou a blusa que usava me surpreendendo. Depois virou para mim de novo e se aproximou de meu rosto tocando minhas mãos.

- Faz tempo que não relaxamos juntos. - Ela me olhou gentilmente.

Levou as mãos até a borda de minha camiseta e deixei que ela fosse retirada, selando meus lábios nos de minha mulher com vontade e paixão. Sorrimos entre a troca de beijos e a peguei pelas coxas me esgueirando pelo quarto até chegar a porta do banheiro, sem separar nosso beijo.

Despimos um ao outro mergulhando na água quente de nosso chuveiro, apenas sentindo um ao outro. Virei ela de costas para mim e deslizei minhas mãos por seu corpo ao mesmo tempo que passava os lábios por seu pescoço.

Depois do banho quente e relaxante, Matsuri estava sonolenta e parecia cansada. Ela escovava os dentes sem muita energia enrolada em uma toalha. Fui para o quarto primeiro pegando uma roupa para ela e esperei deitado na cama olhando o teto.

Observei ela se vestir e abri os braços quando ela veio se deitar. Eu odiava mais que tudo não ter Matsuri em meus braços, então nunca perdia a chance de faze-lo. De manter ela o mais protegida que podia, mas sempre em meus braços.

*narração*

As barreiras foram quebradas, e a vida do casal Kazekage tomava cor novamente. Depois daquela noite, eles aceitaram que toda aquela tristeza e insegurança fora necessária para eles darem o próximo passo. E eles estavam dando tudo de si para que o próximo passo fosse dado.

Depois da grande Quarta Guerra Ninja, e de mais inúmeras complicações no mundo ninja, principalmente na Aldeia da Areia, a construção de um orfanato nem precisava ser discutida. Gaara sabia a dificuldade de ser órfão, e tinham crianças na Aldeia que ficaram órfãs ainda muito mais novas do que Gaara, então, em um ato de empatia e muita sensatez política, o Kazekage construiu um orfanato assim que foi possível depois da Guerra.

Em uma tarde ensolarada, para variar, Matsuri foi até a cúpula.

- Kankuro, será que o Kazekage tem um tempo? - Ela perguntou fingindo formalidade.

- Pra você? Com certeza. - Kankuro sorriu sarcástico e saiu da sala.

Gaara estava sorrindo para Matsuri quando ela voltou seu rosto para ele, e haviam muitos papéis na mesa. Ela sentou no colo dele.

- Parece feliz hoje. - Gaara comentou.

- E estou. - Ela respondeu convencida. - Já marquei um dia para irmos ao orfanato, e organizei nossos documentos. Só falta os próprios documentos de adoção que vamos acertar quando formos fazer a visita.

- Que tipo de criança vamos adotar? - Gaara perguntou de repente, pensativo.

- Uma boa pergunta. - Matsuri falou e pensou um segundo. - Por mim, sinceramente, todas as crianças são maravilhosas.

Gaara assentiu e continuou com um ar pensativo. Ele suspirou.

- O que você escolher eu apoio. - Ele sorriu enfim.

Matsuri marcou a visita deles para a segunda semana de Fevereiro. Eles chegaram no local e foram recebidos por uma senhora e uma moça mais jovem, ambas de cabelos negros e olhos azuis.

- Sejam bem vindos. - A moça se apresentou. - Meu nome é Naomi Saito, e eu vou acompanha-los hoje.

A família Saito da Aldeia da Areia fora designada a cuidar do orfanato, e Naomi e sua mãe, Saori, eram as atuais responsáveis. Naomi conduziu o casal até uma sala onde haviam crianças que pareciam ter de 1 a 12 anos. Elas liam, brincavam, comiam, alguns dormiam, e todos voltaram os olhos curiosos para Naomi e o casal com ela.

- Pessoal, esses são o Kazekge e a esposa dele, Matsuri, que vocês já conhecem. Eles vão observar vocês durante o dia, então sejam bonzinhos e só façam o que sempre fazem. - Naomi falou gentil e se retirou.

Matsuri e Gaara se sentaram em uma mesa no canto e observaram todos. Algumas crianças sorriam timidamente para ela, mas quand o olhavam para Gaara, pareciam assustadas, o que deixou o ruivo incomodado e inseguro. Foi assim durante todo aquele dia. Matsuri conseguia interagir mais com as crianças, mas nenhuma parecia confortável junto de Gaara, até que, quase no fim do dia, finalmente algo deu certo.

Um garotinho de uns 2 anos com cabelos pretos, olhso verdes e pele muito clara se aproximou de Gaara. Apenas de Gaara. O garotinho tinha dois lápis de cor e uma folha. Ele ofereceu um lápis a Gaara, e o mesmo olhou hesitante para Matsuri. Ela fez que sim com um sorriso querendo sair e Gaara voltou os olhos para o garotinho.

"Shinki"

Era o que dizia a pequena pulseira que ele usava, assim como as outras crianças, para ficar mais fácil de identifica-las. Gaara então pegou o lápis devagar, e se surpreendeu quando Shinki tentou subir em seu colo. Vendo a dificuldade do pequeno, Gaara o pegou pelas axilas, meio desajeitado, e o colocou em sua perna esquerda.

Shinki se debruçou sobre a mesa e começou a desenhar na folha em branco. Matsuri prestou mais atenção e viu que ele parecia desenhar um corpo de palito torto bem no meio da folha. Gaara também olhava com atenção, quase sem piscar.

Ele então sentiu o garotinho pegar o lápis vermelho que estava em seu mão, e no topo da cabeça do boneco de palito desgrenhado, fez várias linhas vermelhas. Depois Shinki olhou para Gaara com seu rosto inocente e sério e, num ato inesperado, tocou o cabelo de Gaara com os dedinhos gordos e custos que quase não alcançavam a cabeça do Kazekage.

Involuntariamente, Gaara abaixou um pouco a cabeça e deixou que o menino passasse a mão por seu cabelo, enquanto Matsuri olhava maravilhada a cena. Shinki parecia muito confortável com Gaara, como se já o conhecesse. Naomi, que assistia tudo por trás da porta meio aberta, adentrou na sala sorrindo assim como Matsuri que já chorava um pouco.

- O horário de visitas já vai acabar. Tomaram alguma decisão? - Ela perguntou.

Gaara e Shinki se encaravam sem cortar o contato visual nem por um segundo. Matsuri tocou o braço de Gaara, o tirando do transe, e quando ele viu o sorriso dela, sorriu também. Os dois, só com o olhar, se decidiram.

- Decidimos sim. - Gaara falou firme e feliz.

Naomi parecia muito feliz e aliviada com a escolha deles. Foi-lhes contado que não se sabia nada sobre os pais de Shinki, ele apenas apareceu a porta do orfanato com 7 meses e permaneceu lá até o presente momento.

- Não se sabe nada mesmo? - Matsuri perguntou.

- Receio que não, por isso é tão importante para nós que ele ache uma família. - Naomi falou.

- Ele está seguro conosco. - Gaara falou com Shinki em seu colo. - Vamos cuidar dele.

- Certo. Ah, e o mais importante. - Naomi pegou algo na gaveta. - Assinem, e Shinki será de vocês.

O documento estava a frente deles. Matsuri pegou a caneta primeiro e assinou, depois Gaara, que parou para olhar o menino mais uma vez, assinou também.

- Meus parabéns. - Naomi sorriu para os dois.

- Obrigada por nos receber. - Matsuri se levantou.

- Já estamos indo. Até mais. - Gaara se despediu também.

Shinki estava adormecido no colo de seu novo pai, e quando os três saíram do edifício, Matsuri abraçou Gaara com força.

- Ele é o escolhido. - Ela falou olhando feliz para o filho.

Gaara tinha a expressão serena enquanto olhava Shinki dormir em seu colo.

- Vamos levar nosso filho para casa. - Gaara falou sorrindo e os dois começaram a andar.

Já era noite quando adentraram a casa, e Shinki ainda dormia profundamente. Durante os meses antes da adoção, Matsuri fez questão de preparar um quarto para quem quer que viesse com eles. Colocou ele na cama, e os dois mais novos pais ficaram ajoelhados olhando o menino que dormia.

- Ele parece com você. - Matsuri comentou acariciando o rosto dele.

- Ts, como se fosse possível. - Gaara murmurou envergonhado.

- Talvez seja, lembra do que a Naomi disse? Ele manipula a areia de ferro. - Matsuri falou um pouco mais séria. - Acho que vamos demorar a descobrir, mas sinto que o Shinki não é um completo estranho para o clã Kazekage.

Eles também foram informados que Shinki tinha poderes de magnetismo e que as vezes saiam do controle, e isso tornava Gaara um pai mais qualificado ainda.

- Vou ensinar a ele tudo que deve saber, independente de ser do clã ou não. - Ele disse sério, porém carinhoso. - Agora vem, vamos deixa-lo dormir.

E se foram para descansar também.

...

O primeiro dia como pais acabara de amanhecer, e foi de um jeito bem inesperado. Shinki chorava ao lado da cama dos pais.

- O que foi, Shinki? - Matsuri pegou ele no colo preocupada, mas ele só queria usar o banheiro.

Depois de ajuda-lo no banheiro, levou Shinki até o quarto para trocar as roupas, e assim que estavam trocadas, os dois foram para a cozinha.

- O que será que você gosta de comer, hein? - Matsuri perguntou a ela mesma olhando para Shinki.

Eles três ainda precisariam de um tempo para se conhecerem. Nesse momento, Gaara entrou na cozinha e deu um beijo em Shinki.

- Ele ganha beijo antes de mim? - Matsuri resmungou.

- Shinki tem que se acostumar conosco como seus pais. - Gaara sentou na mesa junto com o filho e pegou a mãozinha dele.

Matsuri decidiu dar leite para ele e logo os três estavam juntos na mesa. Depois do desjejum, Gaara se arrumou para ir até a cúpula.

- Pode enviar isso à Temari? - Ela entregou uma carta a Gaara antes dele sair. - Acho que vou precisar da ajuda dela já que ela já tem um filho.

Shikadai, o filho de Temari e Shikamaru, havia nascido a 5 meses, mas ninguém em Suna ainda tinha conhecido ele, então essa também seria uma boa oportunidade de ver o sobrinho.

Na noite daquele mesmo dia, Temari já havia mandado uma mensagem dizendo que estaria em Suna naquele fim de semana.

Quando era sexta a noite, Temari chegou a casa dos Kazekage com Shikadai em seu colo.

- Cara, esse moleque é o Shikamaru versão miniatura. Não faz nada, mas consegue incomodar muito. - A loira disse cansada.

- Tá falando do seu filho e do seu marido, sabia? - Gaara perguntou.

- Toma pra você, eu quero conhecer meu sobrinho. - Temari deixou Shikadai no colo de Gaara e foi até a sala junto de Matsuri.

Shinki estava sentado no sofá com um brinquedo na mão ao lado da mãe, e Temari se abaixou na frente dele.

- Oi, Shinki. - Ela sorria largamente. - Eu sou a Temari, sua tia.

- Ele não entende o que você diz. - Gaara olhava confuso para ela.

- É claro que entende, ele tem 2 anos, não 2 meses. - Temari retrucou. - Ele já disse alguma coisa?

- Ainda não, mas estamos tentando. - Matsuri o pegou no colo. - Na verdade, estamos bem pedidos esses primeiros dias, mas pelo menos ele está feliz.

- Relaxa, eu vim aqui exatamente pra isso. Logo Shinki vai se acostumar com todos e se tornar um membro incrível do clã Kazekage. - Temari sorria para o sobrinho.

Ela planejou ficar uma semana em Suna para ajudar Matsuri e Gaara com Shinki. Todos os dias, ela traduziria as linguagens corporais e ruídos que Shinki fazia quando queria alguma coisa, e até deixava ele com Gaara na cúpula. Eles também foram descobrindo as coisas que ele gostava, e isso tornou mais fácil acalma-lo e interagir com ele.

Aos poucos, Shinki também ia se abrindo mais com os pais e ficando mais próximo deles. Ele já tentava balbuciar coisas como "mamãe" e "papai", se sentia confortável na casa, já que ele morava ali e era assim que devia ser, e se divertia com Kankuro que também se voluntariou a ajudar, mas as vezes as brincadeiras não eram tão boas assim. 

No sábado em que Temari iria embora, todos decidiram passar o dia no quintal da casa, e Kankuro, é claro, não ficaria de fora.

- Ei, Matsuri, o que você acha? - Kankuro saiu do banheiro com Shinki no colo.

O pequeno estava com pinturas vermelhas no rosto. Matsuri olhou pasma para seu filho sem saber o que dizer.

- Nem pensar. - Gaara brotou do além pegando Shinki no colo.

- Ah, qual é, maninho, se ele usar isso no rosto, vai ficar tão estiloso quanto o tio. - Kankuro falou convencido.

Os dois ouviram Matsuri deixar uma risada escapar.

- Viu? A Matsuri gostou. - Kankuro apontou.

- Na verdade eu tava rindo de você. - Ela foi para o lado de Gaara. - Relaxa, Kazekage, seu filho não vai virar um delinquente por causa de uma maquiagem, mas ele é muito novo ainda, Kankuro, então, por enquanto, vamos deixar o rosto dele limpo. 

Eles já se sentiam uma família de verdade. Ver os dois primos juntos brincando no chão, e estarem todos reunidos ali, tudo isso se tornou mais real do que nunca.

Ao fim do dia, era hora de dizer adeus.

- Me mandem notícias desse fofinho, quero saber tudo dele. - Temari esmagava Shinki em seu colo.

- Vai matar ele, Temari. - Kankuro falou irritado.

- Seu grosso, eu não sou um ogro. - Ela devolveu Shinki e pegou Shikadai de volta. - Muito bem, Shikadai, é melhor voltarmos, ou o seu pai vai enlouquecer sem a gente.

- Obrigada mesmo pela ajuda, Temari. Não saberia o que fazer sem você. - Matsuri a abraçou.

- Eu não ganho abraço? - Kankuro perguntou com os braços abertos.

Gaara estava prestes a exculaxar o irmão, mas não o fez quando viu Shinki correr até o tio e abraçar suas pernas.

- Ahá! Eu ensinei algo útil a ele. - Kankuro falou presunçoso.

- Já ganhou seu abraço, agora pode ir embora. - Gaara debochou com a mão no ombro dele.

Depois de mais abraçados, discussões e beijos, todos partiram.

- Agora somos só nós três. - Gaara falou com Shinki nos braços.

Matsuri sorriu e eles voltaram a casa. Enfim mais próximos como família. Não exatamente pelo sangue, mas pelo amor.


Notas Finais


Obrigada por ler ❤


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