História Meta de fim de ano - Capítulo 1


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Kim Mingyu, Lee Seokmin "DK"
Tags Mingyu, Minkwan, Seungkwan, Seventeen
Visualizações 64
Palavras 3.311
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Fluffy, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - One shot


Apesar de ser inverno, aquela tarde se encontrava extremamente agradável. Sentados à mesa do parque onde se encontravam quase todos os dias, os garotos aproveitavam o calor do sol que impedia o vento frio de fazê-los tremer.

—Onde está o Mingyu? —Chan perguntou tomando um gole de seu café. Vernon, como sempre, pareceu não ouvir a pergunta e apenas continuou focado na música que tocava em seus fones de ouvido.

—Ele está vindo. —Seungkwan respondeu com a voz rouca. Chan observou o mais velho, notou que sua respiração estava pesada, seu nariz vermelho e ainda que estivesse com roupas quentes e o rosto de frente com o sol, parecia estar com frio. —O que você está olhando?

—Você está doente?

—Eu não sei. —Seungkwan fechou os olhos e respirou fundo. Apertou seu casaco contra o corpo numa tentativa falha de se esquentar.

—Ah, fala sério! —Ele disse frustrado. —Por que hoje tinha que estar tão frio?

Chan soltou uma risada e de longe viu Mingyu correndo até o ponto de encontro deles. Quando chegou ofegante, sentou-se ao lado de Seungkwan e tirou da mochila um copo térmico.

—Aqui, beba. —Ele disse.

—O que é isso?

—Você soou meio estranho pelo telefone hoje mais cedo e julgando que minha irmã está doente, imaginei que você também estava. —Mingyu explicou. —É chá.

—Ela está bem? —Seungkwan perguntou, tomando cuidado para não derrubar o chá enquanto abria o copo.

—Vai ficar. —Mingyu respondeu. Ele olhou Seungkwan tomar um gole de chá e sorrir ao sentir o líquido quente descer sua garganta. Sentindo-se satisfeito, Mingyu sorriu de volta.

Por muitos minutos, eles continuaram conversando. Compartilhando histórias sobre suas festas de Natal, Mingyu contou que assistiu fogos de artifício com o pai, Vernon disse como era passar o Natal com a família estrangeira de sua mãe, Chan confessou não aguentar mais seus primos pequenos o pedindo para dançar e Seungkwan disse não ter feito nada especial, apenas aproveitou a comida e a companhia da família.

—Ei. —Vernon chamou a atenção dos amigos. —Vocês ainda querem passar a véspera de ano novo juntos?

—Esse era o plano. —Seungkwan respondeu. —Por quê?

—Seungcheol vai dar uma festa e nos convidou.

—O que você acha? —Mingyu perguntou olhando para Seungkwan.

—Deveríamos ir. —Ele respondeu sem olhar para o amigo. —Pode ser divertido.

—Então nós vamos. —Mingyu disse, Chan concordando em seguida. Seungkwan ainda encarava o chá quando sentiu um olhar sobre si, ao virar o rosto, seus olhos encontraram os de Mingyu.

Seungkwan não disse nada, tentando ao máximo controlar as batidas de seu coração. Mingyu baixou a cabeça em alguns centímetros, franziu de leve a sobrancelha e sustentou o olhar. O mais novo sabia que não podia deixar sua expressão o entregar tão facilmente, então também baixou a cabeça e sustentou o olhar, o que fez Mingyu sorrir antes de voltar a conversar com os amigos.

Seungkwan voltou a encarar seu chá. Droga, ele pensou, será que dá pro meu coração bater mais devagar?

***

Seokmin bufou, querendo bater em si mesmo por ter concordado em ir até a casa de Seungkwan. Normalmente, isso significava passar o dia cantando, assistindo algum programa de TV e dando risada, mas quando percebeu que tudo que faria era dar opinião sobre as roupas que Seungkwan experimentava, se arrependeu de ter ido visitar o amigo.

—Por que você está tão preocupado com isso? —Questionou quando Seungkwan saiu do banheiro com o que ele podia ser o centésimo conjunto de roupas.

—Eu só quero parecer bonito.

—Você é bonito. —Seokmin retrucou irritado, depois de analisar o rosto de Seungkwan por um momento, a atitude do amigo começou a fazer sentido. —O que você está planejando?

—O que você quer dizer?

—Vai se confessar para o Mingyu?

—O-o que v-você está falando? —Seungkwan procurou manter uma expressão que indicasse que aquele pensamento era loucura, mas Seokmin o conhecia melhor que isso.

—Você sabe do que eu estou falando.

Boo respirou fundo, se sentindo derrotado. Seokmin, que até o momento estava deitado na cama de Seungkwan, sentou-se, dando espaço para o amigo fazer o mesmo.

—No ano passado, durante a virada, prometi a mim mesmo que neste ano eu confessaria meus sentimentos pra ele. —Seungkwan encarou suas mãos e riu fraco. —Falta um dia para acabar o ano e eu ainda não tive coragem.

—O que está te segurando? —Seokmin perguntou após uma pausa.

—Não sei. —Ele respondeu ainda olhando para as próprias mãos. —Eu só… não quero ser rejeitado.

Seokmin pensou por um momento, apesar de compreender o sentimento do amigo, não conseguia entender como ele podia ser tão desatento sobre os sentimentos de Mingyu.

—Se você quer uma opinião honesta, não acho que você será rejeitado. —Seungkwan levantou o olhar para o mais velho, mas ainda tinha uma expressão triste. —Ele fica todo bobo quando você faz piada, o sorriso fica dez vezes maior quando você está por perto e quando você está distraído, ele te olha como se estivesse tentando memorizar cada detalhe do seu rosto.

—Ele olha? —Seungkwan perguntou, tentando se agarrar ao mínimo de esperança.

—Olha. Com muita frequência. —Seokmin respondeu sorrindo, feliz em ver o brilho voltar ao olhar do mais novo. —Acho que ele também gosta de você romanticamente.

—Você acha?

—Tenho quase certeza.

Boo mordeu seu lábio inferior, esforçando-se em conter seu sorriso. Seokmin se levantou e foi até o guarda-roupa de Seungkwan. De lá, tirou uma calça jeans escura, uma camiseta branca e um casaco azul, também jeans, forrado de lã.

—Aqui, prove isso. —Ele entregou as roupas para o amigo, o puxou para fora da cama e o empurrou para o banheiro. —Assim você fica bem vestido e confortável.

***

Seungcheol foi a primeira pessoa que Mingyu viu quando chegou na festa do mesmo, ele parecia extremamente animado e até poderia dizer já estava um pouco bêbado, mas preferia a ideia de que o amigo estava apenas feliz por passar a noite com tantos amigos. Seguindo a sugestão de Seungcheol de ir até a cozinha pegar uma bebida, cumprimentou Jeonghan e Chan, que estavam discutindo se o mais novo poderia ou não beber algo alcoólico. Soonyoung e Seokmin faziam danças engraçadas com a música, enquanto Joshua, Woozi e Vernon davam risada. Andou até a parte de trás da casa, onde mais gente se reunia em volta de uma fogueira e ele pode ver entre os demais, Jun, Minghao e Wonwoo conversando entre si.

—Vocês viram o Seungkwan? —Perguntou após cumprimentar os amigos. Mingyu já havia andando por quase a casa toda, mas ainda não tinha visto o melhor amigo.

—Acho que ele ainda não chegou. —Jun respondeu.

—Ele vai vir? Achei que estava doente. —Minghao questionou.

—Ele melhorou um pouco. —Mingyu respondeu sem ter muita certeza.

—Ele provavelmente só está um pouco atrasado. —Wonwoo disse ao notar a expressão preocupada que Mingyu tentava esconder.

Mingyu assentiu e ouviu os amigos concordarem. Durante quase uma hora, ele conversou com todos os seus amigos, conheceu pessoas novas, dançou, tirou fotos com Minghao, riu, experimentou os petiscos que Joshua havia preparado e não sabia mais dizer quantos copos de cerveja já havia tomado. Mesmo depois de tudo isso, Seungkwan não havia chegado. Sequer tinha lido as mensagens ou atendido as ligações que o mais velho fez para o amigo.

—Seungkwan! —Mingyu ouviu Seungcheol gritar da entrada da casa. Levantou rápido do sofá e foi em direção da porta, viu Seungkwan sorrir para o amigo e se desculpar por estar atrasado. —Tudo bem, pelo menos você chegou a tempo dos fogos.

Mingyu suspirou aliviado. Sempre gostou da idéia de passar o ano novo com os amigos, mas nada disso fazia sentido se Seungkwan não estava lá com ele. Os cabelos agora morenos de Seungkwan estavam com um pouco mais de volume do que o normal, usava uma calça jeans azul, camiseta branca e…

—Este não foi o casaco que eu te dei? —Foi a primeira coisa que disse quando Boo se aproximou dele.

—Foi? —Seungkwan se perguntou, olhou para o próprio corpo e sentiu as bochechas queimarem ao se lembrar que aquilo era verdade. —Ah, foi.

—Seungkwan!! —Eles nem precisaram olhar para saber que era Seokmin quem se aproximava gritando. —Você chegou! Achei que não viria por estar nervoso demais e com medo de…

Seungkwan o interrompeu colocando sua mão na boca do amigo, impedindo que ele continuasse a falar. Mingyu riu apesar de ter ficado curioso sobre qual motivo Seungkwan teria para ficar nervoso.

—Ah, você está muito bêbado. —Boo deu um soco fraco no peito de Seokmin e uma expressão que indicava que era melhor o mais velho ficar calado. —Vamos, vou pegar um copo de água pra você.

Os dois foram até a cozinha e enquanto bebia um copo de água, Seokmin se aproximou de Seungkwan e o como uma criança, ficou repetindo: “Você vai fazer?” , apenas se calando quando Seungkwan respondeu:

—Vou. Agora pare de falar sobre isso.

Seokmin levou o copo de água e gritou comemorando. Seungkwan riu e sentiu as bochechas rosarem. Após conversarem por mais um tempo, ouviram alguém anunciar que faltavam apenas dois minuto para a meia noite.

Assim como os outros de dentro da casa, os dois se direcionaram para os fundos. O que deveriam ser minutos, pareciam segundos. E enquanto as pessoas contavam os últimos dez segundos do ano, Seungkwan sentia que tudo se passava em milissegundos.

Dez! Seungkwan gritou com os amigos.

Nove! Você consegue, ele pensou.

Oito! Não, eu não consigo.

Sete! Seungkwan olhou para frente e viu um Seokmin bêbado levantando os polegares para o mais novo.

Seis! Está bem, talvez eu consiga.

Cinco! É, eu consigo!!

Quatro! Ele fechou os olhos.

Três! Respirou fundo.

Dois! Abriu os olhos e virou-se em direção ao Mingyu, com a intenção de fazer o que ele não teve coragem de fazer durante o ano todo.

Um!

Todos gritavam, riam, bebiam champanhe, admiravam os fogos de artifício, jogavam-se na piscina ignorando o frio e abraçavam os amigos. Todavia, Seungkwan não conseguia se mexer.

Mingyu estava beijando outra pessoa.

***

De longe, Seokmin viu o amigo juntar toda coragem possível para finalmente confessar-se para o garoto que o mesmo gostava e a perder quase que no mesmo instante. Seungkwan observou Mingyu beijar outro garoto, na qual Seokmin conhecia como “o primo distante que só aparece em festas do Seungcheol” e ao desviar o olhar, os olhos marejados de Seungkwan encontraram os de Seokmin e ele parecia prestes a desmoronar.

Mesmo estando um pouco alterado pelo álcool, Seokmin foi atrás do amigo que rapidamente começou a se dirigir para fora da casa onde deveriam estar festejando.

—Seungkwan! —Chamou diversas vezes, mas ele não pareceu ouvir. Apenas quando os dois estavam na rua que Seungkwan finalmente parou de andar e deixou que o amigo o alcançasse.

—Volta pra lá, Seokmin.

—Não, você quem precisa voltar e… —Seungkwan o interrompeu.

—E o que, Seokmin? —Os olhos de Seungkwan ainda seguravam as lágrimas, mas era claro que elas estavam ali. —Ser um idiota medroso de novo?

—O que? Não!

—Seokmin, eu só quero ficar sozinho. —O mais velho não respondeu. —Por favor.

Ainda com receio, Seokmin lentamente assentiu e voltou para dentro da casa, deixando o amigo sozinho como queria. Apesar das lágrimas que silenciosamente deixam seus olhos, Seungkwan observou a rua enquanto andava. Todas as casas pareciam estar prestes à explodir de tanta animação enquanto a rua se mantinha calada, escura e fria. Quando finalmente chegou em casa, foi exatamente como ele se sentiu. Calado, escuro e frio.

A claridade do sol entrando pela janela fez com que Seungkwan acordasse, não que tenha conseguido dormir direito. Sequer tentou fingir que a noite anterior havia sido um sonho. Ainda usava a mesma roupa e seus olhos inchados provavam que mais uma vez, Seungkwan tinha perdido a chance de se confessar.

Talvez devesse desistir disso de uma vez por todas.

Notou a luz do seu celular ligar, o que no modo silencioso indicava que haviam mensagens chegando. Havia uma mensagem de Seokmin, perguntando se Seungkwan tinha conseguido chegar em casa e ele respondeu que sim.

Apesar de que não foi isso que fez lágrimas voltarem aos seus olhos.

12 ligações perdidas de Mingyu. E inúmeras mensagens que questionavam onde ele estava, porque tinha ido pra casa, se tinha algo errado e que estava indo em sua casa de manhã para ver se estava tudo bem. Droga.

Por não querer que Mingyu desconfiasse de alguma coisa, mesmo sem muita energia, trocou de roupas e lavou o rosto, algo que deveria ajudar apenas deixou mais claro o quão vermelho estavam seus olhos.

—Seungkwan! —Ele ouviu a voz de sua mãe gritar. —Mingyu está aqui!

Nem uma palavra do Mingyu estava dizendo empolgado entrava pelos ouvidos de Seungkwan e ele percebeu. Sua postura estava baixa, os olhos de Seungkwan não encontravam os seus e quando dizia alguma coisa, era preciso repetir de tão baixo que ele falava.

—Aconteceu alguma coisa? —Seungkwan pareceu acordar.

—O que?

—Você está estranho. Aconteceu alguma coisa ontem a noite?

—Não. Não aconteceu nada. —Era verdade. Dizer isso em voz alta fez o coração dele quebrar mais um pouquinho.

—Claro que aconteceu, sei que tem alguma coisa errada!

—Mingyu, nada aconteceu.

—Então por quê está com essa cara horrível? —Mingyu insistiu.

—Minha cara é assim. —Mingyu abrir a boca para discutir mas Seungkwan interrompeu. —Eu estou de ressaca, só isso.

Mingyu fez bico, sabia que aquilo era uma mentira. Era possível notar por coisas simples: Seungkwan não ficou sequer vinte minutos na festa, pelo o que viu bebeu apenas um copo de cerveja e mesmo que tivesse ficado bêbado com isso, não seria o suficiente para uma ressaca.

—Tudo bem. —Ele decidiu não discutir sobre isso no momento. —Você quer ir ao cinema hoje? Os ingressos estão em promoção e…

—Eu quero dormir. —Seungkwan o interrompeu, Mingyu teve que prestar atenção para que o amigo não precisasse repetir o que estava dizendo. —Não estou a fim de sair.

—Ah...certo. —Mingyu se sentiu mal, todas as vezes que Seungkwan ficava triste ou no mínimo desanimado, sabia o motivo e exatamente como ajudá-lo. Agora sequer conseguia fazer isso. —Vou pra casa, me liga se precisar de alguma coisa?

Seungkwan assentiu e Mingyu foi embora.

Eu preciso de você, ele pensou. Mas não ligou para Mingyu por isso.

***

—Ah! —Mingyu gritou, o que fez Vernon tirar os olhos da televisão. —Qual o problema dele?

—Qual é o seu problema? —Vernon perguntou rindo.

—Ah! —Ele gritou mais uma vez. Vernon continuou encarando o amigo, esperando ele se explicar. —Tem alguma coisa errada com o Seungkwan já faz uma semana e eu não consigo descobrir o que é.

Vernon assentiu, era verdade. Desde a festa de ano novo ele parecia desanimado para fazer qualquer coisa. Mesmo quando Seungkwan sugeria algo, como ir ao karaokê, em algum momento ele se perdia e não parecia querer fazer nada, parecia infeliz.

—Já tentou falar com ele?

—Já. Milhares de vezes.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, tentando imaginar o que poderia ter acontecido.

—Seokmin não falou nada?

—O que?

—Eu sou muito próximo do Seungkwan mas ele se abre mais com Seokmin do que comigo. —Vernon explicou. —Se aconteceu alguma coisa, ele deve saber.

—Eu… —Mingyu disse se levantando do sofá e procurando seu casaco —Sou muito idiota! Como não pensei em falar com ele antes?

—Por que você é um idiota. —Vernon respondeu antes de levar um tapa do amigo. Mingyu entrou em seu carro e antes de o ligar, fez uma ligação para Seokmin.

—Alô?

—Seokmin, é o Mingyu. —Seokmin começou sua fala mas foi interrompido pelo amigo. —Vou ser direto. Você sabe o que aconteceu com o Seungkwan?

Ao invés de responder, Seokmin respirou fundo e o fez outra pergunta.

—O que você sente por ele?

—O que?

—Mingyu. —Mais um longo suspiro. —O que você sente pelo Seungkwan?

—E-eu… —Mingyu não conseguia responder. Sabia que sentia algo pelo amigo, algo que às vezes o faria querer que eles não fossem apenas amigos. Mesmo assim, os sentimentos eram confusos demais para serem ditos em voz alta.

—Você beijou um cara na festa do Seungcheol e o Seungkwan foi embora, acho que você sabe o que aconteceu. —Seokmin disse esclarecendo e ao mesmo tempo trazendo confusão para o coração de Mingyu.

—N-não, ele não gosta de mim desse jeito. —Riu fraco no fim de sua frase.

—Você sabe que ele gosta. —Seokmin ficou em silêncio por alguns segundos. —Olha, ele perdeu tempo demais tentando tomar coragem pra se declarar para você. Tenta não cometer o mesmo erro.

Tudo que Mingyu ouviu em seguida foi o som do celular indicando que a chamada havia sido desligada, o som do motor do carro ligado e as batidas de seu coração, tão forte que seu peito doía.

Seungkwan estava confortavelmente sentado em sua cama, tentando ao máximo pensar aquelas no programa de televisão que estava passando quando a porta de seu quarto se abriu.

—Posso entrar? —A voz de Mingyu surgiu da porta entreaberta. Seungkwan sentiu frio no peito pela incontável vez naquela semana, evitou o amigo o máximo que podia, mas sabia que alguma hora teria de voltar a encontrá-lo. E assim, agir normalmente.

—Você já entrou na minha casa, claro que pode entrar no quarto. —Ele soou descontraído e tranquilo. Mas não o suficiente para Mingyu acreditar que ele se sentia assim.

Na cama estreita, os dois sentados olhavam para a televisão. Um a se distrair e outro tomando coragem.

—Na festa do Seungcheol… —Seungkwan ouviu a voz baixa de Mingyu dizer, antes do olhar do mesmo se virar para ele. —Por que você foi embora?

—Não estava me sentindo bem. —Boo rapidamente respondeu com a desculpa que já havia usado sobre o assunto, ainda olhando para a televisão.

—Seungkwan, não mente pra mim. —A voz de Mingyu era suave porém urgente. Seungkwan lentamente girou a cabeça em direção ao homem ao seu lado, mas não teve forças para o olhar nos olhos. —Foi por eu ter beijado aquele cara?

Os olhos de Seungkwan arderam e ele sabia que aquilo significava que lágrimas estavam prestes a cair. Ele não respondeu, apenas continuou olhando em todas as direções menos a dos olhos de Mingyu.

—Você gosta de mim? —Lentamente, Boo engoliu seco e fez com que seus olhos marejados encontrarem os nervosos de Mingyu.

—Sim, gosto.

Entre o silêncio que os acolheu, Mingyu olhos para os lábios de Seungkwan e decidiu que naquele momento não deveria pensar, seguir a vontade de seu coração era a melhor decisão que poderia tomar. Sendo assim, moveu sua cabeça até que seu nariz tocou o de Boo e apenas chegou mais perto ainda quando o mais novo fechou seus olhos.

Os lábios de Mingyu roçaram nos de Seungkwan e então de forma calma, cheia de cuidado, eles finalmente se beijaram. Sem pensar muito, eles trocaram um segundo beijo, este um pouco mais demorado. E o terceiro, mais intenso.

—Que bom. —Mingyu sussurrou com seu rosto ainda próximo ao de Seungkwan que manteve os olhos fechados. —Por que eu também gosto de você.

Seungkwan abriu os olhos e sorriu.

—Deus, como eu senti falta desse sorriso. —O comentário fez as bochechas de Seungkwan ficarem levemente rosas. Mingyu pegou uma das mãos do mais novo e a entrelaçou com a sua.

—Você tem certeza disso? —Seungkwan questionou. —Tem certeza que gosta de mim?

—Eu ainda quero entender melhor o que sinto por você. —Boo assentiu. —Mas quero fazer isso estando ao seu lado. Sabe, como namorado. Ou ficante. Ou qualquer coisa você queira ser.

—Entendi. —Ele respondeu rindo fraco. Os dois continuaram sorrindo, um observando o olhar do outro, nem mais uma palavra com necessidade de ser dita naquele momento.

Seus rostos mais uma vez se aproximaram e seus lábios se tocaram, sentindo assim, tudo aquilo que demoraram tempo demais para a si mesmo permitir.


Notas Finais


Honestamente nunca sei o que escrever nas notas do começo mas rECORDE DE LIKES!!! mentira isso seria um total de 2 likes mas enfim...
Por conta de muitas coisas plus bloqueio criativo eu levei mais de 4 meses pra escrever só 3k de palavra. top. Também percebi todas minhas manias de escrita e prometo tentar trabalhar essas cosias em futuros trabalhos!!!
Espero que a fic tenha sido tão boa quanto a sinopse sugeria, queria que tivesse ficado muito maior que isso mas mesmo assim espero que a leitura esteja agradável <3
Guerreirx se tu leu até aqui por favor comenta o que achou!! significa muito e me motiva a escrever mais <3


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