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História Metal Black: A Guerra das Máquinas - Capítulo 1


Escrita por: Mestre_Bruno

Notas do Autor


Eu tive essa ideia outra vez. Dessa vez não escapa.
Ainda vou postar mais capítulos de EBDV, nao se preocupem
Só vou deixar essa ideia bem aqui.
Aproveitem.

Capítulo 1 - Prólogo: A Garota e o robô


Fanfic / Fanfiction Metal Black: A Guerra das Máquinas - Capítulo 1 - Prólogo: A Garota e o robô

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Alemanha, região central

Em algum lugar no interior da Alemanha, flores desabrochavam e pássaros cantavam. Uma cabana se encontrava no topo de uma colina. Mesmo que pareça um lugar belo, tudo está cinza e feio. 

No campo de flores, tropas se ouviram marchando. Um pequeno numero de soldados estava a marchar pelo local, 2 tanques blindados os acompanhando pelas laterais. Eles marchavam cautelosos. Sabiam que o inimigo estava perto. 

De repente o comandante sinaliza pra os soldados pararem. Os tanques se posicionam atrás deles. Tem algo errado.


—Ali. Do outro lado do vale.—O Comandante indicou um ponto depois da colina, perto das árvores.—Tem um proto-tanque. 


—Um o que?—Um dos soldados indagou.


—Proto-tanque. Já vi um desses antes.—Um dos veteranos respondeu, Armando o rifle.—São como os nossos blindados ali. A diferença é que flutuam e têm tiros bem mais potentes.


—Onde tem proto-tanque, tem sombrio. Fiquem atentos. Vamos nos posicionar e…


O soldado não pôde terminar a frase pois sua cabeça fora atravessada por uma bala. Começou então um tiroteio. Das árvores, figuras atiravam contra os soldados, que se jogavam no chão ou atrás de pedras pra tentar desviar dos projéteis. Os tanques então começaram a atirar, destruindo muitas árvores no processo. 

De repente um tiro azul saiu das árvores e acertou um dos blindados, o explodindo. Em seguida se viu algo aterrorizante: Um tanque pintado de preto, flutuando 3 metros acima do chão, um canhão pontudo como uma flecha mirando nos soldados. 


—PROTO-TANQUE!!!!


O Segundo blindado atirou no proto-tanque, mas sua bala de canhão ricocheteou na couraça reforçada do mesmo. Os soldados tentaram atirar no mesmo com suas armas, mas nada penetrava a couraça daquele monstro. De repente outro tiroteio começou, dessa vez vindo de outra direção além do tanque. 

Nos lados do tanque, marchando calmamente, estavam figuras vestindo armaduras negras, portando rifles, atirando contra os soldados. Mesmo que estivessem sendo baleados, boa parte dos tiros ricocheteava ou atravessavam. Se um caia, eles não paravam. Esse era o exército de máquinas do Império das Máquinas. 

O proto-tanque atirou de novo, acertando o blindado que sobrava. A explosão do blindado foi o suficiente para as tropas perceberem que tinham que fugir dali. Mas os soldados estavam cercados. Não havia escapatória. 

—MERDA!—Um soldado berrou, erguendo as mãos.—A Gente se rende.

Os soldados largaram as armas. As figuras sombrias os encaravam, em silêncio. Uma delas andou até os soldados, uma luz vermelha em seu peito.

—Seu pedido de rendição foi negado.—Uma voz robótica saiu da armadura. Ele armou o Rifle.—A Ordem primária é a execução.

As armaduras sacaram as armas, mirando nos soldados. O que gritou rendição fechou os olhos, tremendo de medo e se contendo pra não chorar. Ele sabia que ia morrer naquele momento. E estava tentando aceitar aquilo. 

Um tiro se ouve e a cabeça do ser de armadura é atravessada por um tiro. O buraco revela que debaixo da armadura não tem vida, só fios e cabos. Todos aqueles seres são robôs. 

Os soldados robôs automaticamente começam a atirar contra a colina, tentando achar o sniper. O Proto-tanque se prepara para avançar quando algo rola pra debaixo dele. Uma bolinha. A bolinha então se abre e um raio atinge a parte de baixo do Proto-tanque, O fazendo cair no chão em cheio. Os soldados humanos então percebem que estão sendo salvos por alguém. Ou mais de um alguém.

Do nada, saindo das árvores, uma saraivada de tiros atinge os robôs em cheio, os fuzilando por completo. Os que não foram atingidos então começam a atirar nas árvores.

—Idiotas...—Uma voz se ouviu atrás dos robôs. Logo eles foram partidos ao meio por uma lâmina. Uma faca.—Só sabem obedecer ordens.

A fumaça que se levantava logo reduziu, revelando uma silhueta. Um dos robôs restantes, bem danificado, mirou seu rifle na cabeça da mesma.

—CUIDADO!

BANG! 

Silêncio. Todos olham pra silhueta. Ela não se move. Mas o robô cai, um buraco na cabeça. O sniper. 

Os soldados olham pra silhueta, que agora sai da névoa. As expressões de alívio mudam para uma de medo e ódio num piscar de olhos. Diante deles estava um robô. Ele usava um chapéu de frio com uma estrela vermelha como estampa, além de um uniforme de assalto militar por cima de uma roupa encasacada. Ele tinha quase 2 metros de altura, sua face metálica tendo 2 grandes luzes vermelhas como olhos. O robô encarou os soldados, falando:

—Vão pra casa.

—O que...?—Um dos soldados indagou, confuso.

—Vocês não são nossos inimigos. Vão. Pra. Casa. 

—O que te dá o direito de mandar na gente?!—Outro soldado berrou, parecendo com raiva.—Criamos vocês para nos obedecer! Se você nos salvou, deve ser um robô aliado aos humanos. Então trate de recolher nossas armas e...

O homem não pôde terminar a frase pois algo o segurou acima do chão. Era outro robô, esse tendo um robusto corpo humanoide. A cabeça era redonda, 4 luzes como olhos e levemente afundada no corpo. Ele segurava com uma das mãos o soldado e com a outra uma super metralhadora.

—Vê se não abusa da sorte, pedaço de carne!—O Robô robusto exclamou pro soldado, as luzes voltadas pra o rosto do mesmo.—A gente salvou sua vida mas pode tirar ela também. Então aproveita que estamos sendo bonzinhos e some!

—Heavy. Solte-o.

O robô robusto soltou o soldado no chão. Logo os outros soldados começaram a sair de lá, andando até a floresta. O robô com chapéu de neve olhou então para a colina, guardando uma faca na cintura. 

—Você tá vendo algo, Comrad?—Heavy perguntou ao robô aliado, que olhava para a casa.—Desde que chegamos aqui, você tem olhado pra lá. Lá não tem nada. Lemos os sensores de calor e nada.

—Eu sinto que devemos olhar lá.—Comrad, O robô de chapéu respondeu. Ele estralou os dedos.—Bomber. Vamos embora.

De baixo do Proto-tanque saiu um robô usando um uniforme semelhante ao de Comrad, exceto que o mesmo não possuía ombreiras. Esse robô tinha uma cabeça pequena e 2 luzes vermelhas como olhos, além de uma boca sorridente cheia de dentes afiados de aço. Ele usava um capacete pequeno na cabeça, alem de que nas costas ele tinha um lança-granadas. Rapidamente ele correu até os outros 2 robôs, que iam até a colina. 

A cabana no topo da colina era de tijolos, as paredes antes brancas agora desbotadas e sujas. Comrad sentiu um sensor apitar.

—Detecto altos níveis de álcool e de nicotina lá dentro.—Comrad falou, sacando um rifle das costas.—Hawkeye, na escuta?

Na mata, mirando um rifle de longa distância, havia um quarto robô. Esse robô tinha 4 olhos, como Heavy, mas ele usava uma capa com capuz, com penas de Falcão nos ombros. Ele ajustou a mira da arma.

—Alto e claro.—Hawkeye, O robô, respondeu.

—Fique preparado. Eu vou entrar primeiro.

Comrad abriu a porta. A casa estava escura e revirada. Ele entrou, analisando tudo. Não parecia que tinham humanos ali. 

De repente, um sinal de calor. Uma sala, com a porta entreaberta. Comrad se aproximou dela, prestes a abrir a mesma, quando ouviu o som de uma espingarda sendo engatilhada. 

—Não abra essa porta.—Uma voz falou. Comrad olhou de relance pra trás. Um homem, uma mulher e uma criança.—Aquela criança tem que morrer. O pai dela... Estava onde toda Essa Merda aconteceu. 

Comrad pôs a mão na maçaneta. O homem tremeu, mantendo a arma na cabeça do robô. 

—O-oi! Sua máquina idiota! Não ouse abrir essa porta!

Comrad apertou a maçaneta e tudo aconteceu muito rápido. O mesmo arrancou a porta com dobradiças e tudo, a atirando em cima do homem com uma velocidade e força tão grandes que o mesmo foi esmagado. A mulher gritou e abraçou o menino, chorando de medo. 

Comrad olhou para a sala. Estava com pilhas de fezes e manchas de urina. Uma tigela de comida de cachorro se encontrava num canto. No centro da sala, no entanto, havia uma pequena menina de cabelos escuros, muito magra, encolhida. Seu olhar era morto, mesmo numa idade tão pequena. Mas Comrad sabia que ela estava viva. 

Heavy, Hawkeye e Bomber entraram na casa. Hawkeye armou o Rifle. 

—Eu calculei as chances de sobrevivência de todos, Comrad.—Hawkeye falou.—Essa garotinha, em comparação a mulher e o menino, tem mais chance de morrer. Quer que eu acabe com o sofrimento dela?

Comrad olhou para a menina. Por alguma razão, por algum motivo que nem sua placa mãe conseguia computar, ele sabia que não podia a deixar ali. Nem deixar ela morrer. 

Comrad saca uma pistola. A menina treme.

—Eu fiz um cálculo novo.—Comrad falou, mirando na mulher e no menino.—E meus resultados... 

São um pouco melhores que os seus.

BANG!

BANG!

10 ANOS DEPOIS 

RIO DE JANEIRO 

Numa rua do Rio de Janeiro, onde drones armados patrulhavam dia e noite, havia uma parede eletrônica onde apareciam notícias, anúncios e programas comuns. Na edição do jornal, no entanto, apareceu uma foto. Uma adolescente de cabelos negros junto de um robô de chapéu de inverno.

Os 2 procurados líderes de um grupo conhecido como METAL BLACK. Gerda e Comrad. A menina e o robô. 

Quem os capturar receberá uma gorda recompensa. É pegar ou largar. 

CONTINUA...


Notas Finais


Até a próxima pessoal


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