História Métrica - Capítulo 10


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Ana, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Monica, Nico, Nina, Pedro, Ramiro, Rey, Sharon, Simón, Yam
Tags Aguslina, Ámbar Benson, Ámbar Smith, Gastina, Jico, Lutteo, Michael Ronda, Michaentina, Pelfi, Ruggarol, Simbar, Simón Álvarez, Velentinazenere, Yamiro
Visualizações 101
Palavras 1.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de dias sem Internet estou de volta 😘

Capítulo 10 - O pesadelo é real Part.1


Ela põe as mãos

na vida que tinha.

Vivendo num estado de ignorância

Feliz e triste.

Mas ninguém sabe o que está por trás

Dos últimos dias antes do dia em que morremos.

— THE AVETT BROTHERS, “DIE DIE DIE”


Chegamos a minha casa algumas horas depois. Não saio do carro imediatamente; respiro fundo algumas vezes, preparando-me para a briga que sei que está prestes a acontecer.

— Ámbar, me liga mais tarde. Quero saber de tudo. Boa sorte — diz Yam.

— Obrigada, ligo sim. — Saio do carro e me aproximo da porta enquanto os dois vão embora. Quando entro, vejo que minha mãe está deitada no sofá. Ela escuta a porta fechar e se levanta num pulo. Fico imaginando que ela vá recomeçar a gritaria, mas ela corre na minha direção e joga os braços ao redor do meu pescoço. Fico parada.

— Ám, me desculpe, de verdade. Devia ter contado pra você. Desculpe mesmo. — Ela está chorando.

Eu me afasto e sento no sofá. As duas mesinhas estão cobertas de lenços de papel. Ela chorou um bocado. Ótimo, é mesmo para ela se sentir mal. É até para ela se sentir péssima.

— Seu pai e eu íamos contar para você antes de ele...

— Papai? Você estava saindo com ele mesmo antes de papai morrer? — Eu me levanto e ando de um lado para o outro. — Mãe! Há quanto tempo isso está acontecendo? — Agora estou gritando. E chorando mais uma vez.

Olho para ela, esperando que se defenda de seu comportamento repulsivo, mas ela apenas fica olhando a mesinha à sua frente.

Ela se inclina para a frente e vira a cabeça para mim.

— Saindo com quem? O que você acha que está acontecendo?

— Não sei com quem! A pessoa que escreveu aquele poema que está no seu criado-mudo! A pessoa com quem você sai quando diz que vai resolver coisas. A pessoa pra quem você diz “eu te amo” no telefone. Não sei quem é e também não me importa.

Ela se levanta e coloca as mãos nos meus ombros.

— Ámbar, não estou saindo com ninguém. Você entendeu tudo errado. Tudo.

Dá para perceber que está sendo sincera, mas ela ainda não respondeu nada.

— E o bilhete? E os extratos bancários? Não estamos falidos, mãe. E você nem vendeu a casa! Você mentiu para nos trazer para cá. E se não foi por causa de um sujeito qualquer, então por quê? Por que estamos aqui?

Ela tira as mãos dos meus ombros e olha para o chão, balançando a cabeça.

— Ah, Ám. Achei que você soubesse. Achei que você tinha descoberto. — Ela se senta no sofá de novo e olha para as mãos.

— Pelo jeito, não — digo. Isso é tão frustrante. Não imagino o que é que o Michigan pode ter de tão importante para ela querer nos tirar de nossas próprias vidas. — Então me conte.

Ela olha para mim e coloca a mão no lugar ao seu lado.

— Sente-se. Por favor, sente-se.

Sento no sofá e fico esperando que ela explique tudo. Ela para por um bom tempo enquanto organiza os pensamentos.

— O bilhete, isso foi só algo que seu pai escreveu. Era uma brincadeira. Ele fez um desenho no meu rosto uma vez e deixou aquele bilhete no meu travesseiro. Eu guardei. Eu amava seu pai, Ám. Sinto tanta falta dele. Nunca faria algo assim com ele. Não existe outra pessoa.

Ela está sendo sincera.

— Então por que nos mudamos para cá, mãe? Por que você fez a gente se mudar?

Ela respira fundo e se vira na minha direção, colocando as mãos em cima das minhas. A expressão em seus olhos faz meu coração ficar apertado. É a mesma expressão de antes, de quando ela veio me dar a notícia sobre meu pai no corredor do colégio. Ela respira fundo mais uma vez e aperta minhas mãos.

— Lake, estou com câncer.

***

Negação. Com certeza, estou na fase da negação. E da raiva. Da barganha? Isso também. Estou nas três. Estou em todas as cinco, talvez. Não consigo respirar.

— Seu pai e eu íamos contar. Mas, depois que ele morreu, vocês ficaram tão arrasados. Não consegui falar com vocês sobre isso. Quando comecei a piorar, quis voltar a morar aqui. Ana implorou para que eu fizesse isso e disse que ajudaria a tomar conta de mim. É com ela que tenho falado ao telefone. Tem um médico em Detroit que é especialista em câncer de pulmão. É para lá que tenho ido.

Câncer de pulmão. A coisa tem um nome específico. Assim fica mais real ainda.

— Estava planejando contar para você e Kel amanhã. Está na hora de vocês dois saberem, para que possam se preparar.

Afasto minhas mãos dela.

— Preparar... para o quê, mãe?

Ela coloca os braços ao meu redor e começa a chorar de novo. Eu a afasto novamente.

— Preparar para o quê, mãe?

Assim como o rechonchudo diretor Bass, ela não consegue me olhar nos olhos. Está com pena de mim.

Não me lembro de sair da casa, nem de atravessar a rua. A única coisa que sei é que é meia-noite e estou batendo na porta de Simón.

Quando ele abre, não faz nenhuma pergunta. Percebe pela expressão no meu rosto que eu só preciso que ele seja Simón. Só um pouquinho. Ele coloca o braço ao redor dos meus ombros e me leva para dentro enquanto fecha a porta.

— Ám, o que foi?

Não consigo responder. Não consigo respirar. Ele coloca os braços ao meu redor no instante em que começo a desmoronar no chão e a chorar. E, assim como fiz no corredor do colégio com minha mãe, ele vem para o chão comigo. Coloca minha cabeça debaixo de seu queixo, alisa meu cabelo e simplesmente deixa que eu chore.

— Conte o que aconteceu — sussurra ele por fim.

Não quero falar. Se eu disser em voz alta, vai se tornar real. É real.

— Ela está morrendo, Simón — digo, entre soluços. — Ela está com câncer.

Ele me aperta mais ainda, me põe no colo e me leva para seu quarto. Então me coloca na cama e puxa as cobertas para cima de mim. A campainha toca. Ele beija minha testa e sai do quarto.

Dá para escutar a voz dela após ele abrir a porta, mas não o que ela está dizendo. Simón está falando baixo, mas consigo entender o que ele diz.

— Deixe ela ficar aqui, Sharon. Ela está precisando de mim agora.

Mais algumas coisas são ditas, mas não consigo distinguir. Depois de um tempo, escuto ele fechar a porta, e ele volta para o quarto. Sobe na cama, coloca os braços ao meu redor e me abraça enquanto choro.


Notas Finais


Que capítulo, ein? Me contem, o que acharam do capitulo? Como acham que a Ámbar vai reagir diante da doença da mãe?


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