História Métrica - Capítulo 11


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Ana, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Monica, Nico, Nina, Pedro, Ramiro, Rey, Sharon, Simón, Yam
Tags Aguslina, Ámbar Benson, Ámbar Smith, Gastina, Jico, Lutteo, Michael Ronda, Michaentina, Pelfi, Ruggarol, Simbar, Simón Álvarez, Velentinazenere, Yamiro
Visualizações 92
Palavras 1.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


😘

Capítulo 11 - O pesadelo é real Part.2


Quem se importa com o amanhã?

O que é o amanhã

além de mais outro dia?

— THE AVETT BROTHERS, “SWEPT AWAY”


A janela está na parede errada do quarto. Que horas são? Estico o braço até o outro lado da cama para pegar o telefone no criado-mudo. Meu telefone não está lá. Nem o criado-mudo. Sento na cama e esfrego os olhos. Este não é o meu quarto. Quando começo a me lembrar das coisas, deito de novo e me cubro até a cabeça, desejando que tudo desapareça.

— Ámbar.

Acordo de novo. O sol não está tão forte mas ainda não é o meu quarto. Cubro a cabeça mais ainda.

— Ám, acorde.

Alguém está puxando as cobertas da minha cabeça. Gemo e seguro nelas com mais força ainda. Tento desejar mais uma vez que tudo desapareça, mas minha bexiga está latejando. Tiro as cobertas de cima do corpo e vejo que Simón está sentado à beira da cama.

— Você não é mesmo de acordar cedo — diz ele.

— Banheiro. Onde é o banheiro?

Ele aponta para o outro lado do corredor. Pulo da cama, na esperança de conseguir aguentar até lá. Corro para o vaso e sento, mas quase caio dentro dele. O assento está levantado.

— Garotos — murmuro, enquanto abaixo o assento.

Quando saio do banheiro, vejo que Simón está sentado ao balcão da cozinha. Ele sorri e empurra uma xícara de café para o lugar vazio ao lado dele. Eu me sento e pego o café.

— Que horas são? — digo.

— Uma e meia.

— Ah. Bem, sua cama é bem confortável.

Ele sorri e empurra meu ombro de leve.

— Pelo jeito, é — diz ele.

Tomamos o café em silêncio. Num silêncio confortável.

Simón leva minha caneca vazia para a pia e a enxágua, antes de colocar na lava-louças.

— Vou levar Kel e Caulder para uma matinê — diz ele. Ele liga a lava-louças e enxuga a mão num pano. — Vamos sair daqui a alguns minutos. Depois, devo levá-los para jantar, então só devemos voltar lá pelas seis horas. Assim, você e sua mãe vão ter tempo de conversar.

Não gosto da maneira como ele solta essa última frase no meio da conversa; como se eu fosse suscetível à sua manipulação.

— E se eu não quiser conversar? E se eu quiser ir para a matinê?

Ele coloca os cotovelos no balcão e se inclina na minha direção.

— Você não precisa ver um filme. Precisa é conversar com sua mãe. Vamos. — Ele pega as chaves e o casaco e começa a ir em direção à porta.

Eu me recosto na cadeira e cruzo os braços.

— Acabei de acordar. A cafeína nem fez efeito ainda. Posso ficar aqui um pouquinho?
Estou mentindo. Quero só que ele vá embora, assim poderei voltar para sua confortável cama.

— Tá certo. — Ele vem na minha direção e me dá um beijo na testa. — Mas não o dia inteiro. Precisa conversar com ela.

Ele veste o casaco e sai, fechando a porta. Vou até a janela e vejo Kel e Caulder entrando no carro e indo embora. Olho para minha casa do outro lado da rua. Minha casa que não é um lar. Sei que minha mãe está lá dentro, a apenas alguns metros de distância. Não faço ideia do que diria para ela, se fosse lá agora. Decido não ir neste instante. Não gosto do fato de estar com tanta raiva. Sei que não é culpa dela, mas não sei mais a quem culpar.

Meu olhar para no duende com o chapéu vermelho quebrado, na entrada da casa. Ele está olhando direto para mim e sorrindo. É como se soubesse. Ele sabe que estou aqui do outro lado, com medo demais para ir até lá. Está me provocando. Quando estou prestes a fechar a cortina, reconhecendo sua vitória, Yam chega de carro na minha casa.

Abro a porta da casa de Simón e, quando ela sai do carro, aceno.

— Yam, estou aqui!

Ela olha para mim, olha de novo para minha casa, depois para mim de novo com uma expressão confusa no rosto

Então, atravessa a rua.

Ótimo. Por que fiz isso? Como é que vou explicar?

Dou um passo para o lado e seguro a porta enquanto ela entra, olhando a sala de estar com curiosidade.

— Você está bem? Liguei mil vezes! — diz ela. Ela se joga no sofá, coloca o pé na mesinha e começa a tirar as botas. — De quem é essa casa?

Não preciso responder nada. O retrato de família pendurado na parede responde por
mim.

— Ah — diz ela. Mas é tudo que diz. — E então? O que aconteceu? Ela disse quem é ele? Você o conhece?

Vou até o sofá, passo por cima das pernas dela e sento ao seu lado.

— Yam? Está pronta para escutar a história da coisa mais idiota que já fiz?

Ela ergue as sobrancelhas e espera que eu desembuche.

— Eu estava errada. Ela não está saindo com ninguém. Ela está doente. Está com câncer.

Yam coloca as botas ao seu lado e põe os pés de volta na mesinha enquanto se recosta no sofá. As meias são diferentes uma da outra.

— Caramba, que surreal — diz ela.

— É, mas é real para mim.

Ela fica lá sentada por um instante, mexendo nas unhas pintadas de preto. Dá para perceber que não sabe o que dizer. Em vez disso, ela simplesmente se inclina e me abraça antes de se levantar com um pulo.

— E aí, o que o Sr. Álvarez tem para beber por aqui? — Ela vai até a cozinha, abre a geladeira e pega um refrigerante. Alcança dois copos, enche de gelo e traz de volta para a sala de estar, onde serve o refrigerante. — Não encontrei vinho. Que mala — diz. Ela me entrega o copo e coloca as pernas no sofá. — Então, qual é o prognóstico dela?

Dou de ombros.

— Não sei. Mas não parece nada bom. Fui embora logo depois que ela me contou, ontem à noite. Não consegui encará-la depois disso. — Viro a cabeça em direção à janela e olho para nossa casa novamente. Sei que é inevitável. Sei que vou ter de encará-la; só queria mais um dia de normalidade.

— Ámbar, você precisa falar com ela.

Reviro os olhos.

— Caramba, você parece o Simón falando.

Ela dá um gole no refrigerante e coloca o copo de volta na mesa.

— Falando em Simón.

E lá vamos nós.

— Ámbar, estou tentando ao máximo ficar na minha. Estou mesmo. Mas você está na casa dele! E está com as mesmas roupas que usou ontem para sair comigo. Se não tentar pelo menos negar que tem alguma coisa acontecendo entre vocês, então vou ter de imaginar que você está admitindo que seja verdade.

Suspiro. Ela tem razão. Do seu ponto de vista, parece que está acontecendo mais do que está. Não tenho escolha a não ser contar a verdade, ou ela vai ficar pensando mal dele.

— Tudo bem. Mas, Yam, você precisa...

— Juro. Nem para o Ramiro.

— Tá bom. Bem, eu o conheci no dia em que nos mudamos para cá. Tinha um clima entre a gente. Ele me convidou para sair, e nós saímos. Nos divertimos bastante. Nos beijamos. Provavelmente deve ter sido a melhor noite da minha vida. Aliás, foi mesmo a melhor noite da minha vida.

Agora ela está sorrindo. Hesito antes de continuar. Ela percebe pela minha linguagem corporal que o final não é feliz, e o sorriso desaparece.

— Não sabíamos. Só fui saber que ele era professor no meu primeiro dia de aula. Ele não sabia que eu estava no colégio.
Ela se levanta.

— O corredor! Foi isso que aconteceu no corredor.

Faço que sim com a cabeça.

— Minha nossa. Então, ele acabou tudo? Faço que sim novamente. Ela se deixa cair no sofá mais uma vez.

— Merda. Que saco.

Faço que sim com a cabeça de novo.

— Mas você está aqui. Passou a noite aqui — diz ela, sorrindo. — Ele não conseguiu se segurar, não é?

Balanço a cabeça.

— Não foi nada disso. Eu estava chateada, e ele me deixou ficar. Não aconteceu nada. Ele está apenas sendo meu amigo.

Ela dá de ombros e faz um bico, deixando na cara que queria que não tivéssemos resistido.

— Só mais uma pergunta. Seu poema. Foi sobre ele, não foi?

Faço que sim com a cabeça.

— Legal — diz ela, rindo. Fica em silêncio novamente, mas não por muito tempo. — Só mais uma pergunta. Juro. De verdade.

Olho para ela, mostrando que não me incomodo.

— Ele beija bem?

Sorrio. Não consigo deixar de sorrir.

— Meu Deus, ele é tãão gostoso!

— Eu sei! — Ela junta as mãos e se joga no sofá.

Nossas risadas diminuem à medida que a realidade do momento volta à tona. Viro e olho pela janela mais uma vez, fitando nossa casa do outro lado da rua enquanto ela leva os copos para a pia. Ao voltar para a sala, segura minha mão e me puxa pra longe do sofá.

— Vamos, a gente vai falar com sua mãe

A gente? Não reclamo. Yam tem um certo jeitinho; é impossível reclamar de algo que ela diz.


Notas Finais


Voltamos 😚
Parece que essa história toda serviu pra aproximar não só o otp como a Ámbar da Yam. Ela finalmente dividiu com alguém esse "segredo", será que isso de alguma forma comprometerá ela e o Simón?


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