História Métrica - Capítulo 13


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Ana, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Monica, Nico, Nina, Pedro, Ramiro, Rey, Sharon, Simón, Yam
Tags Aguslina, Ámbar Benson, Ámbar Smith, Gastina, Jico, Lutteo, Michael Ronda, Michaentina, Pelfi, Ruggarol, Simbar, Simón Álvarez, Velentinazenere, Yamiro
Visualizações 91
Palavras 2.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


😘

Capítulo 13 - Detenção


Dizendo palavras maldosas sem pensar

Os perdedores criam fatos

a partir das coisas de que ouviram falar

E eu fico tentando

defendê-los a ferro e fogo.


— Tenho mais uma piada pra você — diz Nico ao se sentar, na manhã de segunda.

Se eu tiver de escutar mais uma piada sobre o ChuckNorris, vou explodir.

— Hoje não, Nico. Estou com dor de cabeça — respondo.

— Sabe o que ChuckNorris faz com a dor de cabeça?

— Nico, estou falando sério. Cala a boca!

Nico se afasta e vira para o coitado do aluno à direita dele.

Simón não chegou. A turma está esperando há alguns minutos, meio sem saber o que fazer.

Pelo jeito, ele não é de fazer isso.

Gastón se levanta e pega os livros.

— Regra dos cinco minutos — diz. Ele atravessa a porta, mas volta no mesmo instante, com Simón atrás dele.

Simón fecha a porta após entrar, vai até a mesa e coloca uma pilha de papéis em cima  dela. Ele está nervoso, e todos percebem. Entrega uma pequena pilha de papéis para o primeiro aluno de cada fileira, incluindo eu, para passarmos para trás. Olho para baixo e vejo umas dez folhas grampeadas para cada um. Começo a folhear e vejo numa página o poema de Yam sobre o balão rosa. Devem ser poemas escritos pelos alunos. Não reconheço nenhum dos outros.

— Alguns de vocês se apresentaram na competição de slam esse semestre. Dou valor a isso. Sei que exige coragem. — Ele ergue sua cópia com os poemas. — Esses são os poemas de vocês. Alguns foram escritos por alunos de outras turmas minhas, outros por alunos daqui. Quero que vocês os leiam. E depois quero que deem uma nota para cada um. Escrevam um número de zero a dez, sendo dez o melhor. Sejam honestos. Se não gostarem, deem uma pontuação baixa. Estamos tentando encontrar o melhor e o pior. Escrevam a pontuação no canto inferior direito de cada página. Vão em frente. — Ele senta à mesa e fica observando a turma.

Não gosto dessa tarefa. Não parece justa. Estou erguendo a mão. Por que estou erguendo a mão? Ele olha para mim e faz que sim com a cabeça.

— Qual é o objetivo dessa tarefa? — pergunto.

Os olhos dele lentamente percorrem a sala.

— Ámbar, pergunte isso novamente depois que todos terminarem.

Ele está se comportando de uma maneira estranha.

Começo a ler o primeiro poema enquanto Simón pega duas folhinhas em sua mesa e passa por mim. Olho para trás no instante em que ele coloca uma delas na mesa de Yam. Ela a ergue e franze a testa. Ele volta para a frente, soltando a outra folhinha na minha mesa. Eu a ergo e vejo o que é. É um aviso de detenção.

Olho para Yam, e ela só faz dar de ombros. Amasso o aviso, formando uma bolinha, e o arremesso na lixeira perto da porta, do outro lado da sala. Acerto o alvo.

Após uma meia hora, os alunos começam a terminar as pontuações. Simón recebe as folhas de volta à medida que os alunos acabam e soma os totais na calculadora. Ao terminar de computar as últimas pontuações, Simón escreve os totais numa folha de papel, vai até a frente da mesa e senta.

Ele ergue o papel no ar e o balança.

— Todo mundo pronto para saber quais poemas foram péssimos? E quais receberam as pontuações mais altas? — Ele sorri enquanto aguarda uma resposta.

Ninguém diz nada. Exceto Yam.

— Talvez algumas das pessoas que escreveram esses poemas não queiram saber a pontuação deles. Eu mesma não quero.

Simón dá alguns passos na direção de Yam.

— Se não se importa com a pontuação, então por que escreveu o poema?

Yam fica em silêncio por um instante enquanto pensa na pergunta de Simón.

— Tirando o fato de eu não querer fazer sua prova final?

Simón faz que sim com a cabeça.

— Acho que porque eu tinha algo a dizer.

Simón olha para mim.

— Ámbar, faça sua pergunta novamente.

Minha pergunta. Tento lembrar qual foi minha pergunta. Ah é, qual é o objetivo disso?

— Qual é o objetivo dessa tarefa? — faço a pergunta devagar.

Simón ergue o papel que contém as pontuações somadas e o rasga bem no meio. Ele joga o braço para trás, pega a pilha de poemas que todos pontuaram e joga no lixo. Depois, vai até o quadro e começa a escrever algo. Ao terminar, dá um passo para o lado.

“A pontuação não é o objetivo; o objetivo é a poesia.”

— Allan Wolf.

Todos ficam quietos, assimilando as palavras rabiscadas no quadro. Simón deixa o momento de silêncio prosseguir, antes de falar.

— O que as outras pessoas pensam de suas palavras não deve importar. Quando você está no palco, você compartilha um pedaço de sua alma. Não dá para pontuar isso.

O sinal toca. Em qualquer outro dia, os alunos estariam saindo da sala em disparada. Mas ninguém se mexeu; estamos apenas fitando o que está escrito no quadro.

— Amanhã estejam preparados para aprender por que é importante que vocês escrevam poesia — diz ele.

Houve um momento, em meio a toda a distração na minha cabeça, em que esqueci que ele era Simón. Em que prestei atenção como se ele fosse meu professor.

Gastón é o primeiro a se levantar, e logo os outros alunos fazem o mesmo. Simón está de frente para a mesa, de costas para mim, e Yam se aproxima dele com o aviso de detenção na mão. Eu já tinha esquecido que ele tinha nos colocado em detenção. Ela me dá uma piscadela ao passar do meu lado e para ao chegar à mesa dele.

— Sr. Álvarez? — Está falando de uma maneira respeitosa, mas dramática. — É da minha compreensão que a detenção se inicia após a última aula, às três e meia, aproximadamente. É de meu desejo, assim como tenho certeza de que também é do desejo de Ámbar, ser pontual, para que possamos cumprir nossas penas justamente merecidas com a diligência devida. Pode ter a gentileza de compartilhar conosco o local em que a pena deverá ser cumprida?

Simón não olha para ela enquanto atravessa a porta.

— Aqui. Só vocês duas. Às três e meia.

E simplesmente desaparece. Puf.

Yam cai na gargalhada.

— O que foi que você fez com ele?

Eu me levanto e vou até a porta com ela.

— Ah, não fui só eu, Yam. Fomos nós duas. — Ela vira para mim com os olhos arregalados.

— Meu Deus, ele sabe que eu sei? O que ele vai dizer sobre disso?

Dou de ombros.

— Acho que às três e meia a gente vai descobrir.

***

— Detenção? Durex colocou você em detenção? — Ramiro ri.

— Caramba, ele está mesmo precisando pegar alguém — diz Nico.

O comentário de Nico faz Yam rir e cuspir o leite. Lanço um olhar para ela do tipo nem-pense-nisso.

— Não acredito que ele colocou você em detenção — diz Ramiro. — Mas você não tem certeza de que o motivo é esse, né? Matar aula? Quero dizer, ele mencionou isso na competição semana passada, mas não parecia estar com tanta raiva assim.

Eu sei o motivo da detenção. Simón quer se certificar de que pode confiar em Yam, mas não vou dizer isso para Ramiro.

— Ele disse que foi por não entregarmos o dever do dia em que matamos aula.

Ramiro se vira para Yam.

— Mas você fez esse dever, eu lembro — afirma ele. Yam olha para mim e depois para Ramiro.

— Devo ter perdido — diz ela, dando de ombros.

***

Yam e eu nos encontramos na frente da sala de Simón perto das três e meia.

— Sabe, quanto mais eu penso nisso, mais eu acho um saco — diz Yam. — Por que ele não podia simplesmente me ligar, se queria falar sobre o que eu sei? Eu tinha planos para hoje.

— Talvez a gente não precise ficar tanto tempo — digo.

— Odeio detenção. É entediante. Prefiro deitar no chão de Simón com você do que ficar sentada na detenção — diz ela.

— Talvez a gente pudesse tentar se divertir.

Ela se vira para abrir a porta, mas hesita, então se vira e olha para mim.

— Sabe, você tem razão. Vamos, sim, nos divertir. Tenho certeza de que a detenção dura uma hora. Sabe quantas piadas do ChuckNorris podemos contar em uma hora?

Sorrio para ela.

— Não tantas quanto o próprio ChuckNorris contaria.

Ela abre a porta para começarmos a detenção.

— Boa tarde, Sr. Álvarez — diz Yam, entrando apressada.

— Sentem-se — diz ele, apagando o objetivo da poesia do quadro.

— Sr. Álvarez, o senhor sabia que até os assentos se levantam quando o Chuck Norris entra numa sala? — diz ela.

Rio e vou atrás de Yam. Em vez de nos sentarmos na frente, ela continua andando até chegar ao fundo da sala, onde junta duas carteiras. Sentamos o mais longe possível do professor.

Simón não ri. Ele nem sorri. Senta-se na cadeira e nos fulmina com o olhar enquanto damos risadinhas; como duas colegiais.

— Escutem — diz ele. Ele se levanta e vem em nossa direção, depois se apoia na janela e cruza os braços sobre o peito. Ele encara o chão como se estivesse pensando numa maneira delicada de abordar o assunto.

— Yam, preciso saber o que você está pensando. Sei que esteve na minha casa. Sei que você sabe que Ámbar dormiu lá. Sei que ela contou sobre o nosso encontro. Só quero saber o que planeja fazer a respeito, se está planejando fazer algo a respeito.

— Simón — digo. — Ela não vai dizer nada. Não há nada para ser dito.

Ele não olha para mim. Continua olhando para Yam, esperando a resposta dela. Imagino que a minha não foi o suficiente. Não sei se é o nervosismo ou o fato de os últimos três dias terem sido os mais bizarros da minha vida, mas caio na gargalhada. Yam lança um olhar interrogativo para mim, mas não consegue se conter. Ela também começa a rir.

Simón joga as mãos no ar, exasperado.

— O que foi? O que diabos é tão engraçado?

— Nada — digo. — É que é estranho, só isso. Você nos colocou em detenção, Simón. — Inspiro enquanto tento controlar o riso. — Não podia simplesmente ter, tipo, passado lá em casa hoje, algo assim? Conversar com a gente lá? Pra que nos colocar em detenção?

Ele espera que paremos de rir antes de continuar. Quando finalmente ficamos em silêncio, endireita a postura e se aproxima de nós.

— É a primeira chance que tive de conversar com vocês duas. Não dormi nada a noite inteira. Não sabia nem se ainda teria um emprego hoje de manhã. — Ele olha para Yam. — Se alguma coisa escapar... se alguém descobrir que uma aluna dormiu na minha cama comigo, eu seria demitido. Seria expulso da universidade.

Yam enrijece a postura e se vira para mim, sorrindo.

— Você dormiu na cama dele com ele? Está deixando de contar coisas muito importantes. Isso você não contou — diz ela, rindo.

Simón balança a cabeça, vai até a frente da sala e se joga na cadeira. Ele apoia os cotovelos na mesa e afunda o rosto entre as mãos. Está na cara que a detenção não está correndo como ele planejou.

— Você dormiu na cama dele? — sussurra Yam, baixinho para que Simón não a ouça.

— Não aconteceu nada — digo. — É como você disse, ele é um mala.

Yam ri de novo, fazendo com que eu perca minha compostura.

— Estão achando graça? — diz Simón de sua mesa. — Isso é piada para vocês?

Vejo pelos olhos dele que estamos gostando da detenção mais do que devíamos. Yam, contudo, fica na mesma.

— Você sabia que Chuck Norris não tem um lado engraçado? Uma vez o lado engraçado dele tentou fazer ele rir, daí ele foi lá e o arrancou do corpo — diz ela.

Simón encosta a cabeça na mesa, desistindo. Yam e eu olhamos uma para a outra e nossas risadas param, pois respeitamos o fato de ele estar tentando ter uma conversa séria conosco.

Yam suspira e se endireita na carteira.

— Sr. Álvarez? — diz ela. — Não vou dizer nada. Juro. E, de qualquer maneira, isso não é  nada de mais. — Ele olha para ela.

— É sim algo de mais, Yam. É o que estou tentando explicar para vocês duas. Se não tratarem isso como algo importante, vão terminar se descuidando. Algo pode escapar. Tenho muitas coisas em jogo.

Nós duas suspiramos. Agora não há nenhuma energia na sala. É como se um buraco negro tivesse sugado toda a diversão. Yam também percebe isso e tenta remediar a situação.

— Sabia que ChuckNorris gosta de carne mal...

Yam não termina a frase, pois Will chega a seu limite. Ele bate com o punho na mesa e se levanta. Yam e eu não estamos mais rindo a esta altura. Com os olhos arregalados, viro para ela e balanço a cabeça, indicando que estava na hora de ChuckNorris sumir.

— Isso aqui não é piada — diz ele. — É algo muito importante. — Ele estica o braço, tira algo da gaveta e vem para perto de nós, no fundo da sala. Espalma uma foto em cima da fenda entre nossas carteiras e a vira. É uma foto de Caulder.

Ele coloca o dedo na foto e diz:

— Esse garoto. Esse garoto é muito importante. — Então dá um passo para trás, pega uma carteira, vira em nossa direção e senta.

— Não sei se estamos acompanhando, Simón — digo. Olho para Yam, e ela balança a cabeça, concordando. — O que Caulder tem a ver com o que Yam sabe?

Ele respira fundo, inclinando-se para a frente e ergue a foto de novo. Pela expressão em seus olhos, percebo que se lembrou de algo desagradável. Ele encara a foto por um tempo, coloca-a de volta na carteira, e se encosta, cruzando os braços. Ele continua olhando para a foto, evitando nossos olhos.

— Ele estava com eles... quando aconteceu. Caulder viu os dois morrerem.

Inspiro fundo. Yam e eu ficamos em silêncio, em respeito a Simón, e esperamos ele continuar. Estou começando a me sentir bem pequena.

— Disseram que foi um milagre ele ter sobrevivido. O carro foi perda total. Quando a primeira pessoa chegou ao local do acidente, Caulder ainda estava preso pelo cinto ao que restava do banco traseiro. Estava gritando, chamando minha mãe, tentando fazer com que ela se virasse para ele. Teve de ficar lá parado e sozinho por cinco minutos, assistindo a morte deles.

Simón limpa a garganta. Yam coloca o braço debaixo da mesa, segura minha mão e a aperta. Nenhuma de nós diz uma palavra.

— Fiquei no hospital com ele por seis dias enquanto se recuperava. Nunca saí do lado dele; nem para ir ao funeral. Quando meus avós vieram buscá-lo para levá-lo para a casa deles, ele chorou. Não queria ir. Queria ficar comigo. Implorou para que eu o levasse para o campus comigo. Eu não tinha um emprego. Não tinha seguro. Tinha 19 anos. Não sabia nem o básico sobre como cuidar de um garoto... Então deixei que o levassem.

Simón se levanta e vai até a janela. Não diz nada por um tempo; fica apenas observando o estacionamento à medida que ele lentamente se esvazia. Sua mão vai até o rosto, e parece que ele está limpando os olhos. Se Yam.  não estivesse aqui agora, eu o abraçaria.

Depois de um tempo, ele se vira mais uma vez na nossa direção.

— Caulder ficou com ódio de mim. Ficou com tanta raiva que passou dias sem me ligar. Estava no meio de um jogo de futebol americano quando comecei a questionar a escolha que tinha feito. Estava olhando a bola nas minhas mãos, passando os dedos pelo couro, pelas letras da marca impressas na lateral. Aquele esferoide alongado que não pesava nem meio quilo. Estava escolhendo a ridícula bola de couro nas minhas mãos em vez da minha própria carne e sangue. Estava colocando eu mesmo, minha namorada, minha bolsa de estudos, estava colocando tudo isso, na frente desse garotinho que era a coisa que eu mais amava na vida. Soltei a bola e saí do campo. Cheguei na casa dos meus avós às duas da manhã e tirei Caulder da cama. Levei-o para casa naquela noite. Eles imploraram para que eu não fizesse isso. Disseram que seria muito difícil para mim e que eu não seria capaz de dar o que ele precisava. Eu sabia que eles estavam errados. Sabia que tudo de que Caulder precisava... era de mim.

Lentamente, ele volta para a carteira à nossa frente e põe as mãos no encosto dela. Olha para nós duas, que estamos com lágrimas escorrendo.

— Passei os dois últimos anos da minha vida tentando convencer a mim mesmo de que tomei a decisão certa para o bem dele. E quanto ao meu emprego? À minha carreira? À vida que estou tentando construir para esse garotinho? Eu levo isso muito a sério. É, sim, algo importante. É muito importante mesmo para mim.

Ele coloca a carteira no lugar com bastante calma, volta para a frente da sala, pega suas coisas e vai embora.

Yam se levanta, vai até a mesa de Simón e pega uma caixa de lenços. Ela traz a caixa e senta novamente. Puxo um lenço, e nós duas enxugamos os olhos.

— Nossa, Ámbar. Como é que você consegue? — diz ela. Ela assoa o nariz e puxa outro lenço.

— Como eu consigo o quê? — Dou uma fungada, enquanto continuo enxugando as lágrimas.

— Como consegue não se apaixonar por ele?

As lágrimas começam a escorrer com a mesma rapidez com que pararam. Pego mais um lenço.

— Eu não não me apaixono por ele. Eu  não me apaixono por ele mesmo!

Ela ri e aperta minha mão. Nós duas passamos a próxima hora sozinhas, sentadas por vontade própria na nossa detenção bastante merecida.


Notas Finais


Alguém mais com o coração quebrado aí? Alguém aí se voluntária a dar um abraço no nosso professor? E quanto a Yam e Ámbar, alguém mais está amando essa amizade? Me contem o que acharam do capitulo ❤


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