História Metrô - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Pskawa
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Palavras 824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Self Inserction
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E olha eu de novo com mais um capitulo dessa saga, espero que gostem.
Bjs e até logo!

Capítulo 8 - E a mão vai aonde?


Fanfic / Fanfiction Metrô - Capítulo 8 - E a mão vai aonde?

Horário de rush é horário de rush, como eu já disse, e é claro que o fluxo das pessoas indo ou vindo do trabalho nos mesmos horários iria me render mais lembranças.

Talvez essa seja uma das mais embaraçosas que tenho, afinal eu consegui ir de um grau de rosa para vermelho em menos de três segundos.

Mas vamos ao princípio de tudo, eu não lembro quando foi, quantos anos eu tinha, mas acredito que foi nesse dia em que desmontei a teoria da Lei de Newton e dois corpos ocuparam o mesmo lugar, até porque não existe outra explicação para o que ocorreu.

Bom, tudo começou num dia normal, eu havia sido empurrada para dentro do vagão e estava tudo bem, tinha alguns espaços ao meu redor (talvez uns bons dez centímetros de todos os lados), até que chegamos na estação Brás.

Eu acreditava que deveria caber mais umas cinco pessoas ali, mas não, umas vinte pessoas forçaram a entrada e entraram com sucesso no vagão, e é claro que eu fui arremessada até a próxima porta e só não atravessei a mesma porque barrei numa muralha de músculos.

E eis que a vergonha começa... um, dois, três, vermelho vermelhaço...

Eu estava com um dos braços na frente do corpo segurando minha bolsa à frente das minhas pernas, enquanto a outra, no reflexo eu levantei na frente do meu rosto e espalmei bem no meio do peito do rapaz e por sorte eu não carimbei meu batom vermelho na camiseta branca do mesmo.

Acho que só o fato de já ter parado no meio das pernas e de cara no peito de um estranho já era vergonha suficiente, mas é porque eu ainda não tinha olhado para cima.

Senhoras e senhores, eu dei de cara com um sorriso Colgate maravilhoso e um tsunami se alojou nos países baixos (entendedores entenderam) e bochechas vermelhinhas de vergonha apareceram nas faces matreiras do garoto quando observei para onde ele mirava os orbes castanhos.

Sim, era para o decote que revelava os meus peitos.

Na hora eu só fechei a minha mão que estava espalmada no peito forte (ai ai) e coloquei em cima do meu colo, tentando tampar um pouco do decote da minha camisa.

Eu não sabia se eu ria, se eu chorava, se olhava na cara do rapaz, porque de uma coisa era certa: eu não tinha como me mexer dali.

Acho que eu ria mesmo, e era de nervoso assim como o jovem na minha frente. O pior era não saber onde colocar a minha mão e muito menos para onde eu olhava até que o metrô deu um tranco, e apesar do aperto me empurraram mais e eu acabei me segurando na cintura do moço à minha frente com a mão desocupada enquanto dava de queixo no peito forte.

Eu consegui ficar mais vermelha ainda, assim como o bonitinho. Ainda bem que ele tinha voz e era educado e falou que eu podia segurar nele, mas: Onde é que eu ia colocar a mão minha gente para segurar????? Bom, eu continuei do jeito que eu estava, quem visse ia ter certeza que tínhamos algo, mas não era intencional, nem tinha malícia ali, a gente ria de vergonha e se encarava rindo mais ainda e vermelhos.

Eu tentava virar o rosto para o lado, mas daí ia me render de encostar o rosto no peitoral dele e escutar o seu coração, coisa que eu já estava escutando num ritmo meio descompassado, mas eu não sabia se era reflexo do meu.

Com um braço ele segurava na barra de metal acima da sua cabeça e mostrava o braço forte e a outra segurava a mochila no meio das nossas pernas e vez ou outra se ajeitava para segurar a mochila e de quebrar roçava os seus dedos na minha mão, conseguindo me deixar mais nervosa ainda quando ele enlaçou um dedo no meu.

Eu tenho certeza que eu estava muito, mas muito vermelha e eu só fazia rir. Esse sufoco todo pareceu uma eternidade, mas foram apenas três estações, e a hora que a galera saiu na Sé nos desgrudamos e senti uma abstinência daquele calor e contato. O meu parceiro de aventura ficou com os olhos tristes e pensativos, me davam quase a certeza de que ele pensava se ficava ou se partia para seguir o seu fluxo, e acabou partindo.

Mas ou ainda o vi ficar olhando parado da plataforma, e enquanto as portas se fechavam ele sorria e piscava para mim.

Imagina se eu fiquei vermelha nessa hora?

É gente, aquele era um homão da porra causador de tsunami... oh lá em casa!

Mas a vida no metrô é assim, um dia a gente topa com Brad, no outro é com o Garfield, e se sentir que algo é diferente aproveite, você nunca vai saber quando encontrará com o amor da sua vida, ou com o seu alemão adorador de carnes...



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