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História Meu adorável (e desprezível) Dragneel-kun - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Sobre a misteriosa loira.


Fanfic / Fanfiction Meu adorável (e desprezível) Dragneel-kun - Capítulo 8 - Sobre a misteriosa loira.

O evento de recrutamento ocorreu bem. Depois das três da tarde, o fluxo de pessoas começou a diminuir gradativamente, às cinco e meia é quase inexistente. Assim como a dor na minha testa.

— Você gosta de ficar quieta, né?

Digo isso me virando para a loira sentada ao meu lado. Ela não trocou nem uma palavra comigo durante todo o dia. O máximo que eu ouvi foi “Hm” depois que ela tropeçou e quase caiu no chão.

— Eu também sou assim, gosto de ser quieto. Me dá uma calma, sabe?

Ela me olha nos olhos prestando atenção no que eu tô falando. Esses olhos são lindos, devo dizer.

— Mas... Eu me forço a ser assim.

Ela me fitava sem qualquer tipo de hesitação. Aah... Eu tô ficando um pouco envergonhado. Não me olhe assim, loira.

— Enfim, do que eu estou falando? Esqueça isso. Tô apenas brincando.

Sorrio e volto a chupar o canudo do suco em minha mão.

Ela vê que eu havia parado de falar e volta a olhar pro suco dela, fixamente, apertando calmamente a embalagem do suco. Essa garota é estranha, passou a tarde inteira comigo e não disse uma palavra, olha fixamente nos meus olhos quando eu falo com ela e agora ela aperta o suco de uma maneira que... Parecia que aquilo era precioso.

Quem é você exatamente, loira? O que faz aqui?

Pelas roupas dela, ela não parece estudar aqui. Deve ter vindo com algum parente, creio eu. Irresponsabilidade da pessoa que a trouxe deixar alguém como ela solta por aí, se outra pessoa tivesse encontrado ela... Acho que ela estaria em perigo.

Eh.

Você diz como se fosse a pessoa mais bondosa desse mundo, né, Dragneel?

Ei. Eu extravasei mais cedo com Mirajane, ok? Acho que vou ter um pouco de paz antes de eu ter uma crise ou ter que voltar a agir daquele jeito. E eu estou me esforçando, seus otários. HM!

Mas agora temos que voltar a discutir sobre essa loira de olhos achocolatados.

Pego no queixo dela sem pensar e levanto o rosto dela. Suas sombrancelhas são finas, o nariz dela se encaixa perfeitamente com todo seu rosto, a pele dela é macia e limpa como o céu. Os lábios dela...

O que eu tô fazendo?

Ela me encarava com aqueles curiosos olhos novamente.

Eu voltei pra realidade e percebi o que eu tava fazendo. Você ficou maluco, Natsu? O que pensa que tá fazendo?

— Foi mal. E-Eu pensei ter visto alguma coisa no seu rosto.

Desvio o olhar e solto o queixo dela. Ótimo. Devo ter assustado a garota. Tu é retardado, Dragneel. Sinceramente... Um retardado.

Não tive coragem de olhar pra ela novamente, então não sabia se ela tinha acreditado em mim ou não. Olho pra cima tentando esquecer do que acabei de fazer. O céu tá ficandk laranja. O tempo passou rápido hoje.

— Tá ficando tarde e daqui a pouco o sinal vai tocar para irmos embora. Você tem alguma carona?

Pergunto na esperança de uma resposta dela. Depois de ser praticamente ignorado por todo o dia, eu ainda tinha que perguntar pra ela como ela iria embora, afinal... Ela veio de algum jeito e deve voltar de algum jeito. Mas uma resposta dela já é outra coisa. Aaah...

— Sim.

Hm?

Olho pro meu lado. Ela disse algo?

— Pode repetir?

— Sim.

Wow. Ela realmente falou algo. Isso é um progresso, um grande progresso.

— Então eu não deveria ficar tão preocupado com isso, hehe.

Jogo a embalagem do suco no lixo perto do lugar onde estávamos sentados. Creio que deveria ter perguntado pra ela se queria que eu jogasse o dela também, mas... Eu tô com um pouco de vergonha depois do que eu fiz.

Alguém me mate ou eu vou morrer de vergonha.

Suspiro voltando ao banco que estava antes. A garota loira fitava o chão dessa vez. Isso é um pouco triste... Deveria puxar algum papo com ela agora, mas eu ainda não sei o nome dela...

Ah.

É isso.

Eu não sei o nome dela.

— Ei.

— ...

E outra vez aqueles olhos estão me olhando. Isso virou algum tipo de hábito? É estranho falar com ela sendo alvo desse olhar fumegante que ela tem...

— Qual é o seu n-

Bmmmmm.

Alguma coisa vibra no bolso dela. O olhar queima-roupa da loira não está mais em mim.

Ela tira um celular rosa do bolso. Rosa? Você não parece tão feminina. Não que isso seja uma ofensa, longe de mim.

Ela liga a tela do celular. Eu estava bem focado no que tinha acontecido agora. Não era estranho um adolescente ter celular, era estranho essa adolescente ter celular. E ainda receber uma mensagem.

Ela se levanta encarando o celular.

— Tenho que ir.

Depois de dizer isso ela sai correndo para a entrada da escola.

Ué? O que acabou de acontecer?

— Ei! Espera aí! Eu-

PÁ.

Meu pé ficou preso em algo e eu cai de cara na terra. Meu dia não tá sendo muito positivo pro meu corpo. Mas isso não é hora pra se preocupar com isso.

Levanto meu rosto. A loira saiu correndo sem pelo menos dizer o nome, isso é imperdoável depois de eu ter cuidado daquela garota a tarde inteira.

Olho para os lados em busca dela apenas pra cair de cara no chão de novo.

Ela foi embora. Sumiu de repente, do mesmo jeito que apareceu. Aquela garota estranha que trocou exatamente quatro palavras comigo durante os últimos minutos desapareceu.

Ah...

Meu dia foi uma merda.

.

.

.

.

.

Sujo, suado e puto. Era como eu estava nesse exato momento. Eu consegui tirar a terra da minha cara, mas minha camisa não teve a mesma sorte, assim como a minha calça. As duas vão ter um bom tempo na máquina de lavar hoje.

— Cara, que bosta de dia.

Depois que consegui desprender o meu pé, eu tentei procurar pela loira, mas em vão. Ela já tinha ido embora. Enfim, acho que não devo ver ela nunca mais mesmo, é melhor deixar isso pra lá mesmo.

— Tsuna-chan está reclamando do seu dia? Que peninha.

Oh, céus.

— Boa tarde, Mavis-chan.

Ela pula nas minhas costas. Eu não ligo mais pra isso, ela já fez isso tantas vezes... Que eu desisti de tentar tirar ela.

Continuo andando pra casa.

— Você sumiu hoje.

— Eu tentei procurar por vocês.

— Mesmo? Que pena, perdeu a chance de conhecer a linda irmã gêmea do seu melhor amigo.

Tsc. É verdade. Aquele maldito nunca me disse que tinha uma irmã. Ainda quero esfregar a cara dele no asfalto.

— Vou conhecer ela depois das férias, não se preocupe.

— Você pode até fingir, mas eu sei que está curioso, Na-ti-çu.

Suspiro.

— Eu realmente não tô muito interessado por isso.

Ela me olha e começa a cutucar ninha bochecha.

— Eeeeeeh... Sorte a sua. Pelo menos não teve que aturar um Sting louco de preocupação.

Sting preocupado?

— O que você quer dizer com isso?

— Aaah? Então está curioso agora?

Ela dá um sorrisinho maroto.

— Apenas fale, Mavis.

— Chato. A irmã do Sting saiu correndo depois que ele brigou com ela e então sumiu.

— Ela sumiu?

— É. Por toda a tarde. Ele encontrou ela uns minutinhos atrás, deu um sermão dela e então foram embora.

— Hmmm... As pessoas deviam tomar cuidado nesses eventos. É fácil se perder.

— Você tem razão, Tsu-chan.

Agora é só Tsu?

— Conseguiu entrar em um clube?

— Ah, sim. Sou a caloura Mavis do clube de Kendo.

— Ooh, então provavelmente você verá muito a Erza.

— Hm? O que a Erza-sama tem haver com isso?

As vezes a inteligência negativa de Mavis me impressiona. Ela não consegue ligar algumas coisas óbvias.

— Mavis, quais são os títulos nacionais de Erza?

— Os de Kendo, ora! Porque logo você tá me perguntando... Isso...?

E ela acabou de perceber.

— Exatamente.

— EU VOU SER A KOUHAI DA SUA IRMÃ? AAAAAAAAAAAAAH!

Esses gritos seus são insuportáveis, faz um favor pra mim e CALE A BOCA, SUA ANÃ!

— Você é uma cabeça de vento, Mavis.

— EI! Só um pouco... Um pouquinho...

— Me surpreende você ter passado no exame com esse mesmo cérebro avoado.

— PORQUE VOCÊ TÁ ME MENOSPREZANDO, SEU MALDITO! NATSU CHATO! CHATO! CHATO!

E ela batia na minha cabeça com aquelas mãozinhas. Sinceramente? Eu não sinto nenhuma dor desses tapinhas depois de tudo que meu corpo passou hoje.

— Ok, ok. Foi mal, Mavis-chan.

— Seu chato...

— Só um pouco.

— HM!

Ela deita a cabeça no meu ombro. Ela realmente tá me fazendo carregar ela? Maldita chibi folgada.

— Você entrou em um clube também?

— Ah... Em parte sim.

Ela me olha confusa.

— Em parte?

— É...



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