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História Meu Amigo (NÃO) Imaginário - (Saiko Boneco) - (2 Temporada) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Quem será em?? 😳

Capítulo 2 - Um Novo Amiguinho


Pov. Ycaro

São Paulo, 11:02 AM - Sábado

Pátio da escola

Terminado de colar o último pôster que me deram, vou até uma das mesas do refeitório onde estava o professor responsável pela organização e devolvo a fita e a escada que foram dadas.

Ouvindo um mini discurso de como fui de grande ajuda, e de como aquilo era muito importante e blá blá blá, me despeço dele, educadamente é claro! E saio do refeitório, ficar andando pra lá e pra cá nesses corredores me deu fome!

E como sou esperto pra comida, sei um dos truques pra economizar comprando besteiras por aqui. Aqui mesmo no refeitório já tem máquinas de venda dessas coisa, mas como são várias e ficam obviamente mais aparentes, os preços são incrivelmente caros! Porém, saindo daqui e dando uma volta pra trás do pátio, tem uma área antiga que tá bem feia, usada normalmente até pro povo que cabula e gosta de fumar umas coisas... Suspeitas.

Mas, quem sou eu pra fazer alguma coisa né? Desde que não venham buscar briga comigo, podem passar a tarde inteira alí, mais voltando para o assunto de comida! É bem nessa área que tem 2 máquinas de vendas bem antigas, que por algum motivo sempre são abastecidas mesmo estando teoricamente "jogadas", meu palpite é que são os próprios alunos e professores que reabastecem ela.

Nelas tudo fica quase pela metade do preço, e é claro, serve como uma boa fuga pra bolar uma aula e bater uma boquinha, já que nunca vi nenhum inspetor ao menos passar por aqui, já devem saber que aqui nem sempre anda um povo legal...

Ignorando tudo isso, já pego umas moedas que tinha deixado no bolso e fico de frente pra máquina de doces. Sempre gostei mais de salgados, mais como as únicas duas máquinas são uma de refrigerante e uma de doce, melhor comer isso do que nada.

Escolhendo uma pequena barrinha de chocolate por 2 reais, a máquina faz alguns barulhos de processamento e logo derruba a barra na gaveta. Quem sabe um docinho não seja o que eu precise pra dar uma alegrada no dia! Tentando achar as pontas certas da embalagem pra abrir o doce direito, começo a ouvir uns barulhos de algo mexendo na grama.

Olhando em volta não vejo ninguém, mas ainda continuava ouvindo algo como se estivesse se remexendo. Resolvendo ignorar o barulho, começo a ouvir um barulhinho bem baixinho, como se fosse um metal batendo. Agora incuncado com o que era isso, descido abrir a barra mais tarde, e guardo ela no bolso junto com as outras moedas.

Seguindo o barulhinho metálico, vejo que tinha uma caixa de papelão bem no canto de uma parede mais afastada de onde eu estava, chegando perto, mais ainda alguns passos distantes da caixa, começo a pensar nas possibilidades daquilo alí não ser na verdade uma macumba das brabas, quem sabe?!

O povo que passa por aqui já não é muito pacífico, quem sabe o que eles fazem nas horas vagas. Ainda olhando a caixa por um tempo, começo a escutar uma espécie de, miado???

Pera, macumba não mia!!

Chegando agora definitivamente perto, abro os dois lados da caixa e vejo alí um gatinho! Ele era branco e contia várias manchas laranja por todo corpo, estava deitado em cima de uma almofada roxa bem grande, e do seu lado tinha uma folha dobrada, e uma coleira com um nome gravado pendurado em um circulo pintado de dourado.

Vendo que o gato ainda era relativamente pequeno, ele começa a miar quando me ve, assim parando de brincar com a coleira, que era a fonte de todo esse barulhinho.

Pegando a folha enquanto fazia carinho em sua barriguinha que estava para cima, começo a lê-la:

" Olá, não estou mais em condições pra cuidar desse gatinho, e por não ter lugar para o deixar, espero que alguém de bom coração pegue-o e o leve em segurança.

Ele ainda é novo, e só tem 1 mês de vida, mas já o treinei e ele agora só atende pelo nome "Greg". Deixei sua coleira, pode usar se quiser, ou então pode jogar fora, não posso escolher por você.

Por favor cuide dele! Ele e manso e dócil. "

Ycaro: Hhmf, que idiota. Porque pegar algo que sabe que vai ter que abandonar? - pensei olhando o frente e verso da carta - Greg hm? - disse sentindo suas mordidinhas ainda fracas pelos dentes ainda pequenos.

Pegando o pequeno com cuidado, começo a avaliar seu estado, estava até bem limpinho, mais seu cheiro era um pouco estranho, me lembrava por algum motivo pimenta, ou coisas apimentadas no geral, deve ter ficado com esse cheiro por causa do papelão.

Ele estava até que com a barriguinha normal, não parecia estar doente, mas parecia estar com fome, já que não parava de passar a língua várias vezes ao redor da boca.

Colocando ele agora na grama, vejo ele se espreguiçando, e sentando de novo, como se estivesse me esperando fazer algo.

Infelizmente por conta das próprias leis do dormitório, animais são restritamente proibidos, por conta de barulho e alergia de possíveis alunos. Porém, ele parece tão quetinho, não quero deixar ele aqui...

Ycaro: Mas como vou te colocar lá no meu quarto... - disse fazendo carinho em sua cabeça.

Olhando para os lados, não vejo ninguém, e sabendo que ainda falta um tempinho pra chegar os maloqueiros, boto meu plano em ação.

Primeiro, guardo a carta e fecho a caixa, depois, pego o gatinho que já estava até deitado na grama, e o coloco entre minha regata e meu suéter, como o suéter era largo, e o gato ainda era filhote, não estava um volume tão grande alí na roupa. Por fim, pego a caixa de papelão e colo perto da barriga, assim, posso fazer um suporte com os braços para o gato não cair, e ainda levo alguns dos seus pertences pro quarto.

Saindo de trás do pátio, ando como se estivesse tudo normal, sentia que o gatinho se mexia as vezes conforme andava mais rápido, mais tive que continuar a me apressar, quanto antes chegarmos no quarto melhor!

Já subindo as escadas, sou parado por um dos alunos do grupo de boas vindas, que começou a me perguntar das imagens que estava editando. Tentando ao máximo não prolongar a conversa, mas também não deixar óbvio meu desconforto com o gato que tava começando a cravar suas unhas afiadas na minha barriga, sinto um choque ao sentir algo felpudo passar pela minha mão, A CALDA DELE TA PRA FORA DO SUÉTER!!

Abaixando um pouco a caixa dando a desculpa que meus braços estavam ficando cansados pelo peso que tinha alí, acabo a conversa e me despeço dele, assim terminando de subir as escadas e entrar no quarto.

Deixando a caixa ao lado da porta, puxo um pouco o suéter pra frente e o gato logo pula pra fora das roupas, se remexendo e começando a lamber alguns pelos das patinhas que haviam ficado bagunçados.

Ycaro: Essa foi por pouco em! Povo chato, fica catando a gente pra conversa toda hora! - disse começando a tirar a almofada e sua colerinha da caixa.

Miando de volta, vejo seu olhar fixado na almofada e na coleira.

Ycaro: Calma, não vou jogar isso fora não - disse me levantando e colocando a almofada no chão, ao lado da minha cama - Prontinho! Agora você pod- GREG NÃO! - disse para o gato que já estava esparramado em cima da minha cama - Pode ir saindo dai mocinho! - disse o empurrando pra fora, sendo recebido por uma cara emburrada e um miado baixo arrastado - Aqui você só sobe depois do banho, tu ta fedorento! - falei enquanto ele ia em passos lentos até a almofada, sentando e me olhando fixamente.

Me levantando da cama, coloco a coleira em cima da cômoda e abro uma das gavetas onde guardava minhas toalhas e coisas de banho, de onde tiro uma toalha já velhinha e meu pote de shampoo, ainda bem que hoje estava até um dia quente.

Ycaro: Vem aqui vem - disse pegando ele com cuidado e o levando até o banheiro.

Tampando o ralo da pia, penduro a toalha e coloco o shampoo ao lado, enquanto esperava a água encher um pouco a pia branca, fazendo carinho no bixinho até ficar uma água rasa, vejo que ele olhava a água da torneira com um certo medo.

Ycaro: Eu sei, aqui não é lugar pra ficar dando banho em gato, mais vai ter que ser aqui mesmo. Não tenho como te levar até os banheiros daqui do prédio - disse enquanto olhava sua carinha confusa.

Vendo que a água já estava boa, coloco o gato na água gelada, de começo ele acabou se assustando e se esticando todo pra tentar sair, mais catei ele de jeito e segurei ele alí até o banho acabar.

Ycaro: Calma calma, é so água meu fi - disse segurando e molhando ele para poder passar o shampoo.

Sendo respondido por um miado sofrego do pequenino, respondo:

Ycaro: Calma, já ta quase acabando - falei já abrindo a tampa so shampoo, despejando uma quantia razoável para o tamanho dele.

Vendo que ele estava começando a relaxar um pouco, começo a soltar o aperto aos poucos, e em um piscar de olhar já tinhamos acabado.

Ycaro: Prontinho! - disse o enrolando na toalha.

O levando pra cama, sento e coloco ele ainda dentro da toalha no meu colo, onde começo a secar ele devagar e com cuidado, e quando vi que já tinha pelo menos tirado todo o excesso de água, o deixei sair da toalha, e o vi correr pra o meu edredom, aonde começou a se espalhar e logo depois se lamber.

Ycaro: Ei! Sem bagunça em! Limpei as coisa de cama esses dias atrás - falei pro gato que ao menos estava prestando atenção, de tão concentrado que estava em se lamber.

Bem, ainda tinha que pegar algo pra ele comer né? Ração obviamente aqui não vende! E ir pra cidade e voltar vai demorar muito, sem falar que ainda não sei o tanto de bagunça que ele faz sozinho, então melhor pensar em algo que tenha aqui mesmo.

Tentando pensar em algo que não possa o fazer mal, lembro que leite era uma das opções! Então pegando minha carteira, saio do quarto e corro em direção ao refeitório, terei que gastar comprando aquelas mizeras caixinhas de leite.

Chegando na máquina, pego umas 3 caixinhas de leite, elas não vinham muito leite em cada, e como ele parecia com bastante fome, já vou levar isso tudo mesmo.

Voltando pro quarto, vejo que ele já estava deitado em cima da comoda, olhando atentamente pra porta.

Ycaro: Voltei! Fui compra uma coisa pra tu come - falei enquanto pegava um prato fundo que tinha no quarto e começo a colocar o conteúdo da caixinha alí nele, coloquei uma caixinha e meia, acho que isso vai dar!

Começando a miar e se enroscar na minha perna, falo:

Ycaro: Calma homi, to colocando já - falei terminando de por as medidas - Aqui - falei colocando o prato no chão.

Andando rapidamente pra perto, ele cheira primeiro o prato, depois o leite, e assim começa a comer. Indo me sentar na cama, pego o notebook que guardo na escrivaninha ao lado da cama e começo a ligar, e antes mesmo de colocar a senha na tela inicial, começo a ouvir miados contínuos e o barulho do prato raspando no chão.

O gato tava batendo a patinha nele pra ele levantar e cair, fazendo o barulho me chamar a atenção.

Ycaro: Mais já?! Misericórdia viu - disse pegando o prato e terminando de colocar o resto das caixinhas - Se continuar assim até eu vou ficar sem condições de te cuidar! - falei colocando o prato de volta no chão.

Depois de um tempo, quando já estava na cama mexendo novamente nas fotos que tinha que editar, sinto algo passar pela minhas pernas, era Greg, que agora com uma barriga quase maior que ele, bocejava e se espreguiçava para poder ficar deitado do lado da minha perna.

É, parece que arranjei um novo amigo.





Contínua... .


Notas Finais


Por essa vcs não esperavam kskdkdk

Agradeçam a vcs mesmo, pois sem uma leitora ter me dado a ideia, talvez ele nunca teria aparecido na fic!!


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