História Meu amigo não tão imaginário - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Amém Vianne, Amigo Imaginário, Chimchim, Coly-unnie, É Muito Fluffy, Jikook, Kookmin, Muitas Referências, Trailer, Vianne
Visualizações 2.211
Palavras 9.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


quem é vivo sempre aparece n eh mesmo rrsrsrsrsr

oi gente, não teve capítulo na semana passada pois hoje seria att dupla! na vdd, acabou que o cap 17 e 18 foram juntados no cap de hoje. eu dividi tantos caps que decidi, enfim, juntar dois! eu não quero que a fic fique enorme, sabe?

tecnicamente, ainda é uma att dupla, pois tem dois caps no 17! enfim, perdão por não os avisar e apenas sumir!

boa leitura!

obrigada por betar, vianne<3

PS: NÃO me cobrem capítulos, ok? Podem sim me perguntar quando terá, mas de jeito algum me cobrem como se eu devesse algo a vocês e tivesse uma obrigação, certo? A maioria foi carinhoso sobre isso. Mas teve uns aí que foram grossos comigo e... não façam isso, ok?

Agora sim. Beijinho~

Capítulo 17 - O Helga Natt


Fanfic / Fanfiction Meu amigo não tão imaginário - Capítulo 17 - O Helga Natt

Eu dei graças a Deus por, quando o meu celular despertou seis e quarenta da manhã, quem acordou e se levantou primeiro fui eu, e não Jimin.

Na verdade, acordamos de um jeito… Nossa, estávamos uma completa bagunça!

Ele estava deitado de bruços, com a perna direita abraçando totalmente minha barriga e eu estava praticamente inteiro embaixo dele, como se fosse um travesseiro. Acordei um pouco sufocado, com a cara enfiada no pescoço do outro, que respirava baixinho, agarrado a minha cabeça com os braços, e ao meu corpo, com as pernas.

Foi ótimo eu ter despertado primeiro, porque o meu cabelo ‘tava totalmente revirado e meu rosto fica inchado quando acordo, fico parecendo uma bolacha. De verdade. E, também, eu bebo muita água antes de dormir, então… É comum acordar daquele jeito por estar muito apertado para fazer xixi.

Que bom que eu acordei primeiro e não tive que lidar com o Park ao meu lado em uma situação assim. Mesmo que seja comum…

Foi difícil sair de onde eu estava. Nós estávamos todos enrolados, um no outro, e o cobertor também envolvia nossos corpos por completo. Parecia que eu estava amarrado a ele. Mas, depois de um tempo, consegui sair das garras de Jimin e levantar-me da cama.

Ele nem se mexeu ou pareceu começar a acordar, mesmo quando eu tive de agarrar e afastar com bastante força seus dois braços para desgrudá-lo de mim. As pernas também. Ele tem um sono pesado…

Depois de ir no banheiro, pentear o cabelo — com muito custo, aquilo virou um ninho de passarinho — e escovar os dentes, eu voltei, vendo que Jimin ao menos se mexeu.

Recolhi sua calça jeans e coloquei-a para lavar. Eu tinha uma camisa dele aqui em casa — sim, aquela da festa, a qual ele quase me matou de susto com aquele nariz sangrento — que nunca tive a atitude de entregá-lo por preguiça e birra, mas até que ela serviria para algo, pois agora ele teria o que vestir para ir ao colégio. Sua calça logo estaria seca, já que coloquei-a na secadora.

Coloquei meias nos meus pés e pantufas, pois estava super frio, ainda mais por estar cedo. A casa virou um gelo. Assim, cobri Jimin com mais cobertas de lã e, em seguida, fui até ele e deixei a mão sobre sua testa. A temperatura dele estava normal. Graças a Deus ele melhorou.

Vou te pôr no porão. Maldita, devolve meu dinheiro… Jisoo. — resmungou e eu quase ri. Estava sonhando?

Depois Jimin se virou totalmente para o outro lado e continuou dormindo.

Ainda era sete horas, então decidi deixá-lo dormindo mais um pouco, já que ele deveria ir para o colégio apenas às nove. Primeiro, eu iria até a padaria — que graças ao meu bom Deus, fica bem do lado do condomínio — comprar guloseimas para fazer um café caprichado. Ah qual é, é o garoto que gosto, claro que vou tentar impressioná-lo!

Já trocado, saí de casa e fui em passos lentos para a padaria. Como era cedo e sábado, não tinha muitas pessoas no estabelecimento, o que era muito bom para mim. Eu queria voltar rápido. Cumprimentei algumas pessoas que já me conheciam por eu simplesmente ir ali desde que me mudei para cá — quase oito anos inteiros — e fui pegar o que queria.

Na verdade, acho que Jimin pode estranhar bastante todos aqueles pãezinhos recheados, croissants de geléia doce e biscoitinhos adocicados logo na hora de acordar. Isso porque nossa cultura costuma não comer nada daquilo de manhã. Na verdade, quase ninguém come de manhã, sempre é como um almoço, mas a primeira refeição na minha casa é completamente diferente da das outras famílias coreanas.

Tudo começou quando minha bisavó se casou com um homem inglês que tinha manias e costumes diferentes. E essas manias foram passando, e passando, e passando…. E acabou que a família inteira foi afetada. Nosso café sempre foi um tanto britânico, e isso pode parecer estranho, mas… Sei lá, ‘pra gente, apenas é comum.

Depois de pagar por tudo, voltei imediatamente para casa. Abri a porta do apartamento, deixando as coisas sobre o balcão e chequei se Jimin ainda estava dormindo. Pfft, ele nem havia se mexido, mas vez ou outra roncava, o que era engraçado demais.

A única coisa que fiz antes de me preparar para acordá-lo, fora arrumar a mesa do café na cozinha. Depois voltei para o quarto, me sentando ao lado dele na cama e pondo ambas as mãos em seus ombros. Já era sete e meia, e devíamos sair pelo menos oito e meia para chegarmos a tempo, então… Jimin definitivamente precisava acordar.

— Hyung… Hey. — sacudi-o pelos ombros. — Ei. — murmurei, o remexendo um pouco mais.

Nem um piu.

Balancei-o de verdade dessa vez, para cima e para baixo, e nada dele dar um sinal de vida.

“Ele tem o sono muito pesado de manhã. Sacode ele, hein!”

Taemin estava certo, mas… Só sacudi-lo não estava dando certo.

Então eu, de verdade, o sacudi. Tipo, muito mesmo, parecia que ele era uma britadeira, mas o Park… Nem ‘tchum. Ele nem mostrou uma reação, meu Deus!

Segurei o nariz dele entre o dedo indicador e o médio, dando um aperto, mas ele apenas abriu a boca e começou a roncar alto. Depois apertei suas bochechas, e puxei-as até elas ficarem um pouco vermelhas, logo pondo os dedos nos olhos dele e, em seguida, mexendo em suas sobrancelhas. Eu baguncei elas. Depois puxei suas orelhas. E ajeitei suas sobrancelhas de novo. E espremi suas bochechas, fazendo seu beicinho ficar enorme e parecido com o de um patinho.

Mas ele nem se mexeu.

— Ok… Você não morreu, certo? — como resposta, ele só roncou.

A única reação que tive fora um Park Jimin se virando e ficando totalmente de bruços, agarrando o travesseiro e voltando a dormir como se não tivesse a obrigação de acordar naquele exato momento.

Depois eu subi na cama e literalmente sentei nas costas dele, esperando que ele se sentisse esmagado e acordasse, mas só recebi um resmungo como resposta. Apertei seus ombros com força, e fiquei beliscando seu braço, até que ele…

Só roncou de novo.

— JIMIN HYUNG! — gritei alto, pulando em cima da cama e fazendo nós dois saltarmos.

Nada.

Fiquei de pé na cama, e coloquei ambos os pés em cima da bunda alheia, fiquei ali, como se ele fosse o chão, e novamente, esperei que ele reclamasse do peso e acordasse. Mas Jimin nunca tinha uma reação, Jesus! Como que se acorda um ser humano desses?

Depois me deitei em cima dele e comecei a me debater, mas isso só resultou no meu dedinho do pé batendo na cama e doendo como o inferno. Enquanto isso, Jimin dormia como se o que eu fizesse fosse uma massagem, porque, céus, ele parecia tão relaxado e tranquilo.

Levantei e liguei a televisão do quarto, aumentando o volume ‘numa música qualquer, mas o barulho não o acordou. Depois desliguei a televisão, peguei o travesseiro e o dei uma travesseirada nas costelas. Peguei em seu tornozelo e estalei todos os dedos dos seus pés, mas não funcionou.

Então o virei na cama, fazendo-lhe ficar com a barriga para cima. Levantei sua perna no intuito de, uma hora, ele sentir dor, mas… Cacete, ele era flexível! Levantei a perna dele até a cabeceira da cama e seu joelho estava literalmente ao lado do seu rosto, e Jimin mal parecia sentir. Além de que a perna estava completamente esticada! Ele não sente dor, é isso?

Eu até belisquei o mamilo dele por cima da camisa — coisa que Jin fazia comigo e, acredite, eu acordava na hora —, mas ele nem se mexeu. Parecia um cadáver. Um cadáver que roncava...

Foi só então que eu o peguei no colo, como uma criança adormecida e fui até o banheiro. Coloquei a mão na pia, abrindo a torneira e a molhando com a água congelante. Jimin pareceu ficar com frio assim que tirei-o da cama, porque o pé dele estava, atualmente, se esfregando no meu joelho em busca de calor e… Claro, usei isso ao meu favor.

Quando enfiei a mão gelada e molhada por dentro da sua camisa, tocando suas costas, o Park deu um grito de dor e saltou do meu colo ‘num instante. Ficou de pé e se remexeu, tremendo um pouco.

Fitei-o e dei graças aos Deuses por ele estar acordado.

Jimin me encarou, com seus olhos abertos e arregalados. Parecia indignado, mas em seguida, ficou com uma expressão facial confusa.

— Bom dia, hyung. — eu disse.

Ele olhou em volta, com os olhos inchadinhos de sono e os beicinhos mais rechonchudos que o comum.

— Você… O quê? — eu sequei minha mão na toalha de rosto, segurando-lhe pelo pulso e levando-o de volta para o quarto.

— Já são sete e meia… Você tinha de acordar, e olha, Jimin… — ri, vendo-o coçar os olhos, um pouco lento nos passos. — Eu fiz de tudo com você, mas você nem se mexeu.

Ele então, me olhou e pareceu finalmente estar acordado.

— Ah, é… Eu dormi aqui.

Ou não…

Ele estava muito grogue pelo sono, então eu só abri o armário, peguei meias de lã amarelas, uma blusa de pijama do mesmo tecido com mangas longas e puxei minhas outras pantufas sob a cama. Sim, eu tinha dois pares de pantufas, eu as amo, ok?

— Você pode vestir isso, hyung… Para ficar quentinho. — falei. — Eu estou fazendo o café, tá? — eu já iria sair do quarto, quando ele me olhou, com o rosto todo amassado e disse:

— Ah… Aham, sim, bom dia, Jeongguk.

Ele estava realmente grogue.

Eu só saí e deixei-o sozinho, mesmo que fosse tentador ficar para vê-lo naquele estado totalmente aéreo e automático. Devia ser engraçado. Era engraçado quando comigo, afinal.

Como quando minha mãe me acorda cedo no domingo para ir a igreja, e depois de um tempo, eu realmente não me lembro de como me levantei da cama, ou de como fui ao banheiro e nem de quando eu me vesti. Isso tudo por estar praticamente andando por aí enquanto durmo, como um sonâmbulo. Eu tinha muito sono no domingo.

Assim, só depois de um tempo, eu parecia realmente acordar. Era engraçado, e eu gostaria de observá-lo daquele jeito, mas resolvi apenas esquentar o leite para fazer chocolate quente — para ele, porque eu só tomaria café preto mesmo — porque poderíamos nos atrasar se enrolássemos muito.

Estava um pouco silencioso, então, quando a porta do meu quarto se abriu, eu consegui ouvir perfeitamente os passos leves de Jimin pelo apartamento. Ele foi bem rápido.

O leite ferveu e acabei por ir até o fogão, desligando-o e me surpreendendo quando, ao que eu colocava o leite em uma caneca, fui totalmente agarrado por trás, em um abraço caloroso.

Pude sentir um beijo nas costas e em seguida seu rosto se aconchegando ali, enquanto as mãos estavam abraçando minha barriga. Só consegui sorrir e fitar a caneca, tombando um pouco a cabeça.

— Obrigado por me acordar. — ele sussurrou e senti o cheiro de sabonete líquido e pasta de dente do meu banheiro, vindo dele, acabando por me sentir um pouco bobo por isso.

— Você tem certeza de que está acordado? — eu soltei o que estava em minhas mãos na pia, me virando de frente para o Park, sem desfazer o abraço. Ele fez um biquinho, agora, abraçando minhas costas.

— Sim… — oh, ele não estava olhando nos meus olhos.

— Ei, não fique envergonhado. — falei, pois Jimin só ficava quieto daquele jeito quando estava, de fato, muito constrangido. — Tudo bem.

Ele balançou a cabeça e, com uma meia careta, perguntou:

— Eu não acordei de pau duro, acordei?

O quê-

Acho que eu deveria ficar envergonhado, mas só consegui rir muito. Eu ri bastante, cara.

Não, ele não havia acordado daquele jeito, mas a forma como perguntou, como se estivesse com medo da resposta, foi hilária. E talvez ele realmente estivesse.

— Não, hyung. — eu ainda estava rindo um pouco.

Ele me soltou e respirou fundo, como se prendesse a respiração há muito tempo.

— Graças a Deus. Isso seria tão estranhamente constrangedor. — ele disse, dando volta e se sentando na cadeira. Ele estava uma gracinha com o pijama do lado errado, meias e pantufas. Ele é tão bebê.

— Não teria problema, você sabe... — é, bem, não teria, porque eu também sou um rapaz, e a gente vive do mesmo corpo, então… Seria apenas comum, eu acho.

Quando coloquei a caneca com chocolate quente na mesa, ele ergueu ambas as sobrancelhas.

— O que você disse, Jeongguk?

Franzi o cenho.

— Hum? — ele estava sorrindo muito.

O que eu fiz agora? Ele vai me zoar… Posso sentir.

— Não teria problema, é?

Ele começou a rir muito e eu só virei de costas, ficando tímido. Ele estava rindo tanto. Droga, usei as palavras do modo errado. Aish. Aish!

— Você entendeu errado, hyung! — resmunguei, pegando com um pouco de força demais a minha caneca de café. Ele ainda estava rindo, só que agora menos um pouco. Merda.

— Eu entendi perfeitamente. — eu apenas me sentei, um pouco bicudo e vi-o sorrindo muito para mim. Qual é, ele queria que eu explodisse ali, na mesa do café?

— Então, é… — procurando cessar de vez aquele maldito assunto, eu disse: — Aqui em casa nós costumamos comer isso no café… Você gosta de geléia doce de banana com canela, não é?

Ele se animou.

— O quê? Claro! — ele disse e só peguei a sacola de papel com os croissants. — Você não é desse país e nunca me contou? — viu? Claro que ele estranhou os costumes.

— Bem, eu sou, mas meu bisavô não era e… Minha família acabou pegando umas manias. — eu coloquei a caneca de chocolate em sua frente. — Eu fiz chocolate quente para você.

Foi estranho como depois de estar todo animado, ele ficou com uma expressão amuada e quase surpresa no rosto. Olhou a caneca, depois olhou a mesa e, enfim, disse:

— O-obrigado. — o sussurro foi baixo, e seus ombros ficaram um pouco caídos.

Fiz algo de errado?

— Desculpa, você não sente fome? Ou preferia café? — perguntei, mas ele negou com a cabeça, com um sorrisinho surgindo em seus lábios.

— Não é isso, é que… — voltou a me olhar. — Obrigado, eu… — levou a destra até sua nuca, coçando um pouco. — Eu só não estou acostumado com… Essas coisas. — depois soltou a caneca, suspirando afoito. — Vou comer bem. — disse baixinho e eu só conseguir dar um pequeno sorriso.

Eu sempre estava querendo conhecê-lo um pouco mais. Ele parecia ter tantos sentimentos intensos guardados que… Eu queria entendê-los um por um.

E lidar com todos com muito carinho.

Diria que foi estranho como ele veio primeiramente até mim constrangido, depois não teve pena de me caçoar, e em seguida, ficou sentido com algo que eu ainda não sabia o que era. Eu só tinha feito e comprado coisas pensando em agradá-lo… Isso o deixou balançado?

Depois eu só tentei distraí-lo com uns assuntos de casa e até que funcionou.

Quando nós acabamos de comer, já eram quase oito e quinze. Eu tirei a mesa enquanto contava para ele um pouco sobre Yein, Yoongi — o assunto sobre minha irmã e primo vieram do nada — e ele começou a falar sobre sua amizade com as pessoas do clube de dança. Eu ri muito quando ele disse que eles, uma vez, quando viajaram juntos para a Califórnia, quase explodiram a cozinha do alojamento. Taemin e Jimin haviam inventado de fritar frango, mas esqueceram o fogo ligado e só simplesmente foram dormir no andar de cima. Por Deus, como eles conseguiriam?

Ele já havia ido para a Argentina e para os Estados Unidos por conta das competições de dança e no ano que vem, poderia ir para a França. Achei aquilo incrível e fiquei muito feliz, pois ele parecia muito orgulhoso e alegre de suas conquistas, e ficava tão lindo quando empolgado. Sério! Eu amei vê-lo sorrindo o suficiente para seus olhos simplesmente desapareceram.

Foi engraçado quando entramos no banheiro ao mesmo tempo para escovar os dentes e, lado a lado, o fizemos. Eu estava escovando com a minha escova de dente, e ele com o dedinho, mas então eu fui até o armário da minha mãe e peguei uma escova nova e ainda lacrada para ele usar. E nós escovamos os dentes um do lado do outro, rindo vez ou outra.

Depois ele tomou um banho quente, e eu peguei suas roupas na secadora. Vesti-me de maneira decente, e voltei para a sala, dizendo que ele poderia se trocar no quarto porque eu não estaria lá. E ele me caçoou de novo, dizendo: "Pode ficar no quarto, não tem problema, você sabe".

Aish, acho que Jimin hyung vai, de verdade, me perseguir com essas brincadeirinhas por conta do que falei mais cedo. Droga.

Fiquei na sala, jogando joguinhos em meu celular a espera dele e quando pronto, o Park saiu do quarto, já calçado e com os cabelos úmidos. Ele estava muito gato com aquela jaqueta jeans.

— Estou pronto. — ele sorri e se aproxima do sofá. — Tenho cheiro de Jeongguk.

Realmente…

Seu cabelo exalava o cheiro dos produtos de cabelo do meu banheiro, e sua pele estava cheirando ao sabonete líquido do box. Ele estava muito cheiroso, modéstia a parte.

— Podemos ir? — perguntei.

— Sim.

[…]

Quase tomei um susto quando abri a porta do meu apartamento e encontrei Taehyung.

Ele estava jogado no sofá, comendo torta e todo agasalhado, com suas pantufas — acho que a família inteira ama pantufas — de tigre combinando com o seu pijama de inverno de leãozinhos.

— Você está aqui, então. — eu entrei, fechando a porta atrás de mim e tirando os sapatos.

Foi bem momentâneo levar o Park até o colégio. Chegamos rápido pois os pontos de ônibus estavam praticamente vazios e por isso a viagem se tornou curta e rápida. Nós ficamos dividindo fones o caminho inteiro e é claro que estávamos escutando A-ha.

Nós descemos juntos em frente ao colégio e demos um abraço duradouro. Na verdade, Jimin me abraçou com bastante força dessa vez. Ele estava na calçada e eu na rua, consequentemente, nossa altura se tornou a mesma.

Ele havia ficado um bom tempo quieto, só olhando diretamente para o meu rosto, como se concentrasse-se. Eu quase oscilei com aqueles olhinhos me fitando tão de perto. Jimin me fez um carinho apaixonante, que foi quando acarinhou minha bochecha com o dorso de sua mão, um toque tão carinhoso. Enquanto isso, seu olhar afetuoso me atingia. Eu nunca senti tantas coisas diferentes como naquele momento.

Depois só ajeitou meu cabelo, fechou minha jaqueta e afagou meus ombros. Enrolou um pouquinho para entrar para o colégio, mas eu nunca reclamaria disso.

Em seguida, subi na calçada e ele me abraçou mais uma vez. E ficou dando beijinhos no meu peito, se aconchegando ali e eu realmente não quis deixá-lo ir depois daquilo.

Foi aí que ele se afastou e disse que iria entrar, com os passos um pouco hesitantes. Eu fiquei onde estava, porque esperaria-o entrar para ir embora. Jimin andava na direção da entrada, mas permanecia voltando o olhar para mim enquanto isso, meio vacilante.

Eu não queria ficar longe dele. E ele também parecia não querer ficar longe de mim.

Não sei, acho que… Tinha algo de diferente no olhar dele. Desde ontem à noite, quando eu disse que ele não estava sozinho. Porque ele realmente não estava.

Enquanto eu estivesse aqui, ele não estaria só. Nunca.

— Você havia saído? Pensei que estava no seu quarto, dormindo. Nem fui lá por causa disso. — deu outra garfada na sobremesa, levando até sua boca.

— Fui levar Jimin hyung na escola. — disse, me jogando ao lado dele.

Ele me fitou, erguendo uma das sobrancelhas.

— Jimin?

Eu ainda não contei a Taehyung sobre tudo…

— Sabe, primo. — olhei-o de soslaio. — Lembra daquele dia do buquê?

— Como me esquecer? — ele riu um pouco.

— Lembra que… Jimin hyung estava lá no portão?

Ele balançou a cabeça.

— É, eu acho que sim. — ele estava bem relaxado.

Cocei um pouco a nuca e voltei o olhar para a televisão. Estava passando um filme da Disney.

— Nós… Nos… — quando ele olhou para mim, travei um pouco. — Nós nos beijamos naquele dia. — fiquei ainda mais travado em como ele pareceu surpreso, arregalando um pouco seus olhos. — E… Desde então, a gente se beija.

— Você e Jimin?!

— É, e a gente se gosta também. — tinha tanta coisa a mais para contar...

Ele colocou o pratinho na mesinha de centro e, sentando-se de frente para mim, juntou as mãos.

— Me conta tudo. Agora!

Não sei quanto tempo se passou depois daquilo. Eu nunca dei tantos detalhes sobre acontecimentos como, hoje, dei ao Tae. Eu falei de tudo! O que Jimin disse antes e depois de me beijar pela primeira vez, sobre ele sempre fala que eu sou inseguro, e como eu nunca deixaria-o sozinho.

Eu não tinha falado sobre o Park ter algo bizarro em sua infância e nem em como ele parecia um pouco solitários às vezes, porque… Eram coisas que Jimin contou para mim. E coisas que eu, sozinho, percebi nele.

Então, eu não iria espalhá-las por aí. Mesmo que apenas para Taehyung, que é uma pessoa muito, realmente muito confiável.

Não sei… Não me parecia certo contar. Então não contei, mudando um pouquinho ou apenas pulando aquelas partes nos acontecimentos.

Depois de falar sobre o jantar e que ele dormiu aqui ontem, Tae enfim perguntou:

— Eu ‘tava pensando aqui no que você me disse e… Posso te falar uma coisa? — agora nós estávamos na cozinha, e acabei por esquentar a comida de ontem para almoçarmos, e enquanto isso, Tae estava sentado na cadeira da mesa.

— Pode. — parei, fitando-o. — Não, espera… Pensando sobre o quê? Que parte? — perguntei.

— A parte de que ele te chamou de idiota e disse que era para você o beijar… E sobre ontem.  — ele estava com a mão sob o queixo, sinal de que estava pensativo.

— Que parte de ontem?

— A parte em que ele ficou emburrado quando você falou que ele estava com febre e quebrou aquele climão, sem beijá-lo depois.

— Eu não quebrei o clima-

Ah…

Eu acho que realmente posso ter quebrado o clima.

— Refletiu? — perguntou.

Sim…

— Olha, mas… O que eu poderia fazer? Ele estava com febre, ué! — eu disse, e era verdade, poxa. A saúde do hyung vem em primeiro lugar.

— Tá, mas… — continuava pensativo. — Pelo que você me contou, eu acho que Jimin realmente gosta de você e lida muito bem contigo.

— Sim.

— Mas… Sei lá, eu fico pensando, será que ele não se sente meio… — mexeu os ombros. — Sei lá, meio que querendo um pouco mais de você?

— Como assim?

— Por que você não o toca um pouco mais? — tocar? — Ah não. Já sei, você poderia tocar o Park livremente, mas prefere ficar pensando em coisas como “invadir o espaço pessoal” e se ele não está doente. E também se está fazendo o certo, e se está respeitando-o. Eu ‘tô certo?

Filho da mãe…

— Tá zoando quem eu sou, Taehyung? — franzi o cenho, colocando o prato de macarrão na sua frente com um pouco de brutalidade.

— Eu só estou te dando uma ideia. Sei lá, não fique hesitante sempre. — deu brevemente de ombros e começamos a comer.

— O que está tentando me dizer? — bebi um pouco do suco.

— Para você ter um pouco de atitude. — ele deu uma garfada gorda no macarrão. — Você é muito bundão, Jeongguk.

— Eu não vou mudar meu jeito de ser ou fazer coisas porque você acha certo. — ele revirou os olhos. — Sério.

Ele deu de ombros outra vez. Taehyung parecia estar meio foda-se para tudo hoje. Já era uma da tarde e ele ainda estava de pijamas e pantufas.

— Só estou dizendo. — diz, por fim, comendo mais.

Ficamos comendo em silêncio por um tempo e foi quando eu me lembrei de algo.

Em seguida, perguntei:

— Seus pais já voltaram?

Ele deu de ombros, de novo.

— Não. Eu não acho que eles irão voltar tão cedo. — suspirou. — Sabe o que a vó me disse ontem? Ela disse que até dezembro eu e meus irmãos iremos nos mudar para a casa dela.

— O quê?

— É. — ele empurrou um pouco seu prato, já havia acabado de comer. — Ela disse que depois que eu me formar… Iremos guardar as coisas e, tchau, condomínio. Vou para o centro.

Ah, não…

— Poxa, hyung…

Simplesmente não consigo imaginar minha vida sem Taehyung por aqui. Tá, eu sei, nós iremos continuar nos vendo, isso é óbvio, mas… Minha casa não seria mais a mesma com a sua aparição repentina de sempre. Não, é sério…

Aquilo era terrível.

— Da maneira que ela disse… — riu sem ânimo. — Sei lá. Eu acho que não tenho mais escolha. — tombou o rosto para o lado, o semblante indecifrável. — Também acho que meus pais não irão mais voltar.

O clima ficou um pouco pesado depois disso e o pior era vê-lo ali, sentado, como se aquilo não lhe afetasse ou fosse algo de grande importância. Eu conheço meu primo.

Não era para ele estar quieto daquele jeito.

Kim Taehyung deveria estar berrando de tanto chorar. Não que ele devesse sofrer, mas Tae simplesmente é assim. É tão estranho vê-lo tão… Indiferente.

— O que você acha? Sobre isso tudo. — perguntei, engolindo o suco.

Deu de ombros, outra vez.

— Não é como se eu estivesse surpreso.

Suspirei baixinho e foi quando ouvi batidas na porta. Levantei-me da mesa para ir atender, mas quando estava na porta da cozinha eu parei. Virei-me para a mesa, e só via a nuca do meu primo. Foi quando voltei um pouco, dando passos leves na direção alheia.

— Eu sinto muito. — murmurei. Ele não se virou. — Não importa o que aconteça… Estou com você. — eu falei, um pouco hesitante porque realmente não costumava dizer coisas como aquela para Tae, embora ele já soubesse daquilo. — Nunca o deixarei sozinho. — ele sabia que eu não o deixaria, e também sabia que eu o amava. Era o tipo de coisa que não precisava se dizer para saber. Você só sabe.

Abracei-o como um irmão, e ele fungou um pouquinho.

— Obrigado. — ele murmurou quase rouco.

Fui atender quem estava na porta e era Yoongi, andando preguiçoso e se jogando no sofá da minha casa.

— Tem comida? — foi o que ele perguntou, enquanto eu fechava a porta da frente.

— Tem macarrão, estamos almoçando agora. — disse, e ele fez uma careta. — Que cara é essa?

— Era para você dizer que ainda iria fazer algo para eu me levantar depois. — ri um pouco, o puxando pelo pulso.

— Você não existe, Yoongi hyung.

Foi bom Yoongi vir comer com a gente, porque isso distraiu mais Taehyung e ele começou a rir muito. Ele parecia tão desanimado em certos segundos que eu me assustava, acabando por só querer o abraçá-lo. Tae é meu irmão, vê-lo daquele jeito me deixava arrasado.

Mas de certa forma, eu sentia que ele iria melhorar e superar tudo. E ficou evidente que sim quando Hoseok hyung ligou para ele e os dois decidiram ir no cinema. Ele se animou em dois segundos.

Eu tirei uma soneca consideravelmente longa depois de almoçar, completamente esparramado no sofá com Yoongi hyung. Quando acordei, Tae já havia saído e Yoongi roncava alto.

Cocei os olhos, vendo que já estava escurecendo.

Hum… Estou esquecendo algo?

Levantei, espreguiçando os braços e coçando a nuca, andando por aí um pouco desnorteado. Precisava tomar banho e comer, porque mal acordei e já acordei faminto. Não tenho fundo mesmo.

Tomei um copo de leite e fitei o relógio.

Cinco e vinte da tarde…

Hum.

Ai. Puta. Merda.

18h! Porra, 18h é o horário da apresentação!

Só sei que, na hora, larguei o copo e fui correndo para o quarto. Eu caí no meio da caminho e bati com o queixo no chão. Ardeu ‘pra caralho, mas eu não tinha tempo de sentir dor. Eu estava atrasado, muito atrasado!

O banho que tomei foi corrido, eu nunca esfreguei meu corpo com tanta força e rapidez para ficar limpo e cheiroso ‘numa quantidade de tempo tão pequena. Enquanto revirava o armário em busca de uma roupa decente, meu cabelo molhado pingava por aí e meu corpo tremia por estar completamente pelado ‘num frio do cacete.

Coloquei uma blusa social branca frouxa e qualquer calça do mesmo estilo que combinasse, calçando os sapatos de forma desajeitada e só então esfregando meus cabelos na toalha. Olhei de soslaio para o relógio e notei que era cinco e meia. Meu Deus, já?!

Apenas penteei o cabelo distraidamente e saí correndo pela porta da frente, recolhendo um casaco qualquer, minha carteira e celular antes de sair.

Corri pelo estacionamento que nem um maluco e quase chorei de felicidade quando vi o carro de Hoseok. Com certeza seria mais rápido ir com ele!

Abri a porta de trás e, apressado, entrei.

Meu Deus, Hoseok e Taehyung estavam dando um amasso nada decente no banco da frente e, se eu estivesse no meu estado normal, ficaria envergonhado por interrompê-los. Mas como eu só estava afoito e desesperado, saí entrando, tendo seus olhares arregalados e confusos sobre mim, parando com aquela lambeção de bocas imediatamente.

— Jeong-

— Me leva ‘pro colégio. Agora, agora, acelera! — eu gritei, cortando sabe-se lá o que o Hobi iria falar, vendo-o me fitar, olhar Tae e depois só colocar o cinto e pisar no acelerador, queimando pneu.

Nós paramos em um farol vermelho bem à esquina do colégio e decidi que iria andando dali em diante. Eu saí do carro e murmurei um “Tchau” atrapalhado antes de só sair correndo, sem os dar explicações. Taehyung gritou meu nome algumas vezes, mas depois de virar a esquina, deixei de ouvi-lo.

Depois de correr um pouco, eu estava finalmente em frente ao colégio.

Suspirei tranquilo ao que vi Jimin, sentado no banco em frente a entrada e apenas parei um pouco. Se ele estava ali, ainda não tinha começado. Pus as mãos nos joelhos e ofeguei cansado, apenas respirando um pouco. Nunca corri tanto na minha vida.

Levantei o olhar e notei que o Park mal havia me notado. Era estranho a entrada da escola estar vazia, só conosco ali, uma vez que teria uma apresentação logo. Cheguei cinco minutos adiantado.

Andei até ele, ainda ofegante e só então notando que ele falava no telefone. Jimin parecia um pouco tenso e irritado, porém, quando me aproximei o bastante, ele arregalou um pouco os olhos e fitou minha camisa. Depois meu rosto. Dei um meio sorriso e este apenas avisou para sei lá quem que iria desligar.

— Atrasei muito? — eu perguntei, ainda respirando cansado.

Ele guardou o celular e negou com a cabeça, com um sorriso pequeno.

— Hã… Não? Acho que não. — ele parecia um pouco distraído, mordendo o lábio. — Tudo bem, o ensaio ainda não começou. — disse, ainda fitando minha camisa.

Ensaio…?

— Desculpa, você disse… Ensaio?

Ele finalmente voltou a olhar para o meu rosto.

— Sim, huh… — logo voltou a olhar para a minha camiseta. — O ensaio geral é às 18h. E a apresentação, às 20h.

Puta que pariu…

— Ah…

Que patético.

Sentei-me no banco, um pouco chocado. Ele estava em cima da mesinha de xadrez e parecia um pouco confuso com minha reação. A entrada do nosso colégio era semelhante a uma praça, tinha árvores, banquinhos, mesinhas de xadrez...

Senti dedos grossos tentando ajeitar meu cabelo molhado e ri um pouco relaxado, erguendo o olhar para o mais velho que estava maior do que eu naquela ocasião. Sorri um pouco, mas ele ainda não olhava para mim, e sim para a minha camisa.

Na verdade, ele parecia focado demais ali e isso me deixou um pouco curioso. Desci o olhar para a minha camiseta e gritei na mesma hora.

Eu só tinha abotoado três botões.

Eu gritei mesmo. Depois me virei para o lado oposto e comecei a fechar um por um, transpirando um pouco e o coração exageradamente acelerado me fazia ficar totalmente vermelho.

Não sei o que acontecia comigo sempre que eu mostrava mais pele que o necessário, mas era difícil. Quando eu era pequeno, o problema para mim era olhar nos olhos das pessoas, me deixava perturbado e muito, mas muito tímido. E de certa forma, agora, era o mesmo, mas não era o contato visual que me causava aquele nervosismo...

Era… Mostrar-me demais.

Ficou um silêncio constrangedor depois disso, e nem seus dedos mais afagavam meu cabelo. Meus ombros subiam e desciam e eu tentava me acalmar um pouco. Só queria me virar e mudar de assunto, mas acho que minha reação foi tão exagerada que o clima ficou estranho.

Até que ele suspirou risonho e colocou a mão na minha cabeça, fazendo um carinho engraçado. Tipo quando sua mãe bota a mão na sua cabeça, sabe? Eu apenas ofeguei um pouco e fitei meus sapatos.

— Jeongguk… — ele disse de repente e fiquei em silêncio. — Já sei o que aconteceu.  — suas mãos pousaram nos meus ombros e depois abraçaram meu pescoço, por trás. — Se arrumou ‘num pique porque achou que a apresentação era às 18h, não é?

— A-aham. — riu soprado perto do meu ouvido. A essa altura, seu queixo já estava apoiando na curvatura do meu pescoço e ele estava praticamente abraçando meu corpo por trás.

— Sobre sua blusa… — trouxe o assunto mais uma vez. — Se te conforta saber, eu não vi nada. — disse, mas podia sentir o tom brincalhão em sua voz.

— Sei. Você viu até demais. — sua cabeça tombou para o lado e praticamente grudou nossas bochechas.

— Eu já olhei muitas vezes antes, então, não se preocupa.

— Isso deveria me confortar?! — quando e onde ele viu? Jimin apenas balançou a cabeça.

— Seu jeitinho me encanta, Jeongguk. — riu de novo na minha orelha e acabei por me arrepiar um pouco.  — Tão bonitinho…

Voltou a ficar silencioso, e só acariciava minha barriga de forma infantil e confortável. Eu ainda estava um pouco cabisbaixo.

Poxa, eu…

— Sinto muito… — comecei. — É que eu-

Negou com a cabeça, os cabelos loiros deslizaram suavemente em minha bochecha.

— Não. Precisa. Se. Explicar. Jeongguk. — disse pausadamente, dando ênfase em cada palavra. Abaixei o olhar e suspirei. — Tudo bem. Sei que nem tudo é explicável. — murmurou baixo.

— Sim…

Finalmente levantei e virei o olhar para ele. Nos fitamos nos olhos por um tempo.

— Vamos… Entrar? — perguntou. Confirmei e a gente se levantou e entrou no colégio.

Tudo estava muito organizado e bonito. Eu via diversas pessoas vestidas de formas artísticas indo e vindo, o diretor andava por lá e alguns professores também. Jimin me levou para assistir o ensaio, e foi muito difícil olhar para as garotas e não para ele. Ele sorria de um jeito muito bonito.

Mas sim, eu prestei atenção nas meninas também e naquela música Sueca que parecia uma ópera. E a dança era bonita, emocionante e tinha uma história por detrás dos passos, fiquei encantado quando entendi e Jimin, percebeu isso, sorrindo muito para mim em seguida.

Depois, outras pessoas foram se apresentar e Taemin apareceu, cochichando algo para o Park. Depois, Jimin se virou e saiu bufando.

O hyung estava um pouco irritado porque os figurinos das meninas ainda não estavam prontos e aquilo era um absurdo. Os únicos trajes que não chegaram foram os da sua apresentação, e ele já estava ficando meio paranóico com isso.

Não, Jimin não estaria no palco, mas ele foi coreógrafo, portanto a apresentação é dele sim. Muitas pessoas importantes viriam assistir hoje, e… Isso apenas piorava a situação.

Sem os figurinos, Jimin estava quase surtando.

No momento, estamos sentados — Taemin permanecia com a gente — no pátio em total silêncio porque, depois do Lee comentar que Jimin deveria relaxar, este último disse que a única coisa que queria era silêncio e algo doce. E foi o que Taemin fez. Ficou em silêncio, e trouxe bebida doce.

A gente estava em total silêncio enquanto Jimin olhava para sua própria garrafinha de achocolatado, sugando com força o líquido pelo canudinho e batendo o pé impaciente. Vez ou outra eu e Taemin trocávamos olhares e, bem, nem eu nem ele sabíamos o que deveríamos fazer para acalmar Jimin. Pior, já são sete da noite. Daqui a uma hora começa tudo.

Depois de dois minutos, Jimin se levantou de supetão e tirou sua jaqueta. Eu não entendi nada, mas quando o Park saiu andando para o lado oposto, Taemin logo se alertou. Quando ele levantou e começou a ir atrás de Jimin, os segui, mesmo que confuso.

— Jimin-ah! Não vai dançar, né? Você já se arrumou! — Taemin seguia o Park, que andava emburrado e batendo seus pés no chão com força. Suas mãos estavam fechadas e nunca vi Jimin tão bravo.

Jimin não respondeu e entrou com tudo na sala de dança vazia. Acendeu as luzes e depois se abaixou na altura do som, querendo ligá-lo. Eu queria acalmá-lo, mas não fazia ideia do que fazer.

— Jiminnie… — Taemin murmurou, se aproximando um pouco dele.

Entramos na sala e Jimin voltou o olhar para o mais velho entre nós três.

Ele não disse nada. Só encarou Taemin, e logo voltou o olhar para o som.

Acho que o Lee diria mais alguma coisa, mas uma menina entrou na sala muito afobada e chamou nossa atenção. Digo, a minha e a do Taemin, porque Jimin estava super focado no som, tentando o ligar.

— Taemin, me ajuda a levar umas caixas ‘pro pátio! Por favor. — a menina pediu, e Taemin apenas ficou parado onde estava.

Então, ele me olhou. E logo disse:

— Fica com ele. Tá? Não deixa ele dançar... Ele costuma dançar para extravasar a raiva, mas ele não deve ficar suado! Apenas o acalme. Ok? — murmurou antes de apenas sair com a menina, fechar a porta da sala de dança e me deixar sozinho com Jimin. Que estava uma fera. 

Na verdade, desde que ficou mal humorado, ele não dirigiu sequer um olhar para mim. Nem falou comigo. Ele estava me ignorando completamente. Talvez não quisesse descontar sua raiva em mim, eu não sei…

A sala ficou silenciosa e vi Jimin se remexer onde estava e começar a resmungar um pouco, fuçando no som. Acho que ele não sabia ligar, ou… Apenas estivesse se distraindo.

Aproximei-me um pouco e arregalei os olhos surpreso quando notei um corte vermelho na curvatura de seu pescoço. Se cortou? Ali? Eu nem havia notado antes. Também estava um pouco roxo, mas parecia ter sido coberto por maquiagem. Só sei que havia sido hoje, pois ontem e hoje de manhã, não vi nada daquilo.

— Jimin hyung… O que aconteceu com seu pescoço? — perguntei, me abaixando atrás dele e sentando sobre meus calcanhares. Ele não se virou para mim, mas respondeu:

— Yuji… Jogou um secador de cabelo em mim. — eu já iria perguntar o porquê, mas ele logo continuou: — Na verdade, era para eu ter pegado, mas estava distraído e me virei. Então acertou meu ombro direito. Estava quente, então queimou um pouco.

Então não era um corte, e sim uma queimadura…

— Oh. Dói muito, hyung? — eu estava bem atrás dele, então levei meu dedo até seu ombro e toquei levemente.

Jimin confirmou com a cabeça, um pouco acanhado.

— Dói se tocar com força. — suspirou e olhei seu rosto por sobre o ombro alheio, vendo seus beicinhos fartos em um bico emburrado.

Eu me aproximei o bastante para suas costas tocarem meu peito e coloquei minha mão sobre a sua, que estava inquieta, fuçando no som. Eu queria que ele se acalmasse, mas não sabia como o fazer. Só que… Primeiro, ele deveria parar de mexer naquele aparelho, ou acabaria o quebrando. Sério…

Ao que senti o cheiro do cabelo dele, inconscientemente fechei meus olhos pelo aroma tão suave e bom. Jimin era muito cheiroso mesmo. Por isso, me aproximei mais e aspirei, quase virando os olhos de tão gostoso que era e encaixando o rosto na curvatura de seu pescoço, tocando-lhe a pele com meu nariz.

Eu não sei como Jimin está sempre assim, ele tem um perfume tão doce. É o único doce que me agrada, e ainda agrada desse jeito, quase desproporcionalmente. Não sei como ele fez isso comigo, honestamente.

Ele tinha um machucado e um mal humor, então coloquei minhas mãos no chão e cheirei mais uma vez seu pescoço antes de dar um beijinho leve no machucado.

Ele encolheu o pescoço e acabei por o fitar, sem me afastar ou retirar o rosto dali.

— Ah, perdão. Machucou? — perguntei. Afinal, havia beijado a marca roxa.

— Não… — respondeu, em um sussurro quase mudo.

Dei mais um selinho no local e voltei a fungar um pouco, me sentindo quase dependente daquele cheiro. Eu dei muitos beijinhos na sua pele, e gostava muito da sensação. Não eram selos molhados ou intensos, eram só beijinhos leves e doces, porque eu de repente virei uma mãezona na minha cabeça e queria muito curar Jimin e o que lhe machucava. Mesmo que não fosse possível...

Senti os fios loiros no meu rosto e foi porque ele tombou a cabeça para o meu lado. Aproveitei a proximidade para o dar um beijo lento na bochecha.

O ombro esquerdo dele estava totalmente exposto e livre, então eu ergui a face e beijei-o ali. Não tinha machucado naquele ombro, então eu beijei com um pouco mais de lentidão e movi meus olhos até seu rosto. A expressão facial dele estava bem mais calma que antes, e acabei por sorrir um pouco por concluir que eu estava, de certa forma, lhe acalmado.

Por sorrir, meus dentes tocaram sua pele e me surpreendi quando senti-o se arrepiar. Foi fofo como os dedos de sua mão se apertaram um pouco e os pelinhos eriçaram, os poros arrepiaram. Concluí que ele gostou, então eu tentei fazer de novo, só que com os lábios.

Na verdade, eu beijei seu pescoço como se estivesse beijando sua boca, só que com mais suavidade. Eu deixei um selo úmido sobre uma pintinha e cravei meus dentes ali de leve, sentindo sua mão erguer-se do lugar e acariciar minha cabeça, para em seguida os seus dedos agarrarem minha nuca.

— Jeongguk… — chamou um pouco baixo e eu suguei sua pele com os lábios, dando um beijo estalado e até que úmido. Ele arfou e foi quando notei e o que estava fazendo.

Surpreendi-me um pouco, afinal, eu estava lhe beijando o pescoço, ali, assim, sem hesitar.

Eu sei lá. Quero ter atitude, e quero que ele fique um pouco menos estressado. Então eu o fiz.

Além de que é bom fazer isso… É bom demais.

— Hum? — resmunguei, ainda dando beijinhos molhados por sua pele, vez ou outra roçando meus dentes.

Ele acariciou minha cabeça e se sentou com o bumbum no chão — antes estava agachado, como eu —, esticando as pernas. Acabei por me sentar também, atrás dele.

— Beija com força… — ditou e observei seus olhos se fecharem. — Pode me marcar.

Céus.

Eu o fiz, sem hesitar, mordendo um pouco o pescoço antes de dar um beijo molhado, deixando sua pele úmida. Fechei os olhos quando ele ofegou e pude ouvir sua voz em um tom dengoso, num ruído baixo e agradável de se ouvir. Meu rosto começou a arder muito e minhas orelhas também. Eu não estava acostumado com isso, mas de repente, estava ali, o fazendo e isso me deixou envergonhado.

Eu realmente não sabia se estava o beijando da maneira certa, mas ele parecia gostar muito, então só continuei. E quando eu chupei com força e sua pele estalou de encontro com meus lábios, Jimin gemeu um pouco e me arrepiei. Ficou vermelho.

Eu marquei o hyung.

Afastei-me um pouco de seu pescoço e pus as mãos nos seus ombros, dando um afago carinhoso e vendo suas pernas se juntarem um pouco. Cheirei seu cabelo loiro, ouvindo seu suspiro por um selo breve que deixei no meio de sua nuca. O Park pegou em meu pulso, acariciando minha mão e abaixando a cabeça, a nuca de cabelos loiros estava totalmente exposta para mim. Eu beijei-a.

Beijei, suguei e mordi sua nuca e nunca ouvi a voz do Jimin naquele tom, mesmo que baixinho. Eu sabia que ele era sensível ali, e isso me deixou um pouco mais animado que deveria. Eu tive coragem de repente, e me aproveitei disso, usando-a e abusando um pouco das minhas vontades... Estava ficando quente demais.

De repente ele se virou para mim e ergui o olhar para ele. Seu lábio inferior estava marcadinho e me perguntei se ele estava o mordendo há momentos atrás. Isso claro, antes dele agarrar meu ombro e se aproximar. Porque depois disso, eu não pensei em mais nada.

Ofeguei enquanto os dedos alisavam meus ombros, pescoço e nuca, perdendo-se em meu cabelo, o qual fez questão de puxar um pouco. Levei as mãos até suas costas e, quando se aproximou, automaticamente deslizaram-se e caíram em sua cintura.

Sua boca subiu até minha orelha e nunca pensei que poderia ser tão bom ali. Minha mão que estava em seu quadril tremeu um pouco. Ele não fez nada, a única coisa que acarinhava minha orelha era sua respiração quente, mas ainda era maravilhosamente bom.

— Como você pode ser assim? — questionou-me.

Mordisquei o lábio inferior, porque foi tão gostoso quando puxou meu lóbulo com os dentes e roçou os beiços ali por puro acidente. Sua boca envolveu o lóbulo da minha orelha e chupou de um jeito tão intenso, que ao largar, se fez um ruído molhado e acabei por ofegar baixinho.

Jimin deu um beijo atrás da minha orelha quando apertei sua cintura, fazendo o mesmo com minha nuca, quase se debruçando sobre mim.

— A-assim como? — perguntei, um pouco desnorteado.

Meu estômago ficou frio e meu coração parecia estar sendo apertado por dedos gordinhos, e era tão estranho como o sentimento era deleitoso. Era um rebuliço diferente, um sentimento elétrico, mas não como qualquer um que eu já tivesse sentido com ou por causa dele…

Tá bom, olha… Não sou tão lerdo assim. Eu sei exatamente o que é que estou sentindo. E é tão bom.

Eu tinha um fraco na orelha e mal sabia disso. Peguei em seu pescoço e o afastei, o beiço dele estava tão vermelho e inchado que eu fiquei hipnotizado, alisando a tez com o polegar e sentindo-o suspirar.

— Você é fofo.— murmurou, olhando em meus olhos enquanto eu ainda mexia na sua boca. — Mas de repente… Você fica sexy e excitante. Isso não é justo.

Seu pé não parava quieto, suas sobrancelhas estavam juntas e seus olhos fechados. Ele me beijou forte nesse momento e eu nunca me senti tão quente como naquele momento.

Ele disse que eu sou excitante.

Eu travei um pouco enquanto o beijava porque fiquei, de repente, com muita vergonha. Minha mão ficou um pouco mole e meu rosto ardendo, e Jimin quando percebeu isso, não deixou o nosso beijo perder o ritmo. Ele me puxou com força e continuou roçando sua língua na minha, sua mão direita tocou a minha e deu um aperto, me fazendo ter um toque firme no seu quadril.

E teve uma hora que eu só deixei de pensar e o retribuí.

Eu sentia meus pulmões pedirem por ar e meu coração acelerar, mas não conseguia parar. O máximo que fazíamos era nos afastar minimamente, virar o rosto e suspirar antes de voltar ao beijo, cada vez mais intenso do habitual, sem desgrudar os lábios totalmente ou as mãos um do outro.

Eu queria beijá-lo, mas não estava suportando ficar daquele jeito. Eu estava começando a ficar muito excitado, e eu sei que é patético, mas eu tenho certeza de que… Não.

Eu ainda não estou preparado para uma coisa dessas.

Eu juro que se ele notasse, eu iria morrer. Sério. Eu ia cair morto.

Vergonha mata, não?

Mas não, não parei de beijá-lo e até me aproximei, querendo mais. Às vezes, ele separava-se e começava a me dar beijinhos breves e estalados pelo rosto e já perdi a conta das vezes que ele fincou os dentes no meu queixo. E nesses momentos, eu sempre fechava os olhos e ofegava um pouco, querendo sentir mais.

Meu rosto estava quente e sua boca úmida, isso me dava uns arrepios quase loucos. Eu poderia ter certeza de que começaria a flutuar se ele continuasse.

Naquele momento, ele desceu a boca até meu pescoço e beijou, me fazendo quase cair no chão quando chupou com força e pude sentir uma leve ardência, acompanhada de um arrepio intenso.

— J-Jimin… Hyung… — meu coração voltou a bater rápido, porque ele estava mexendo na minha camisa e logo fiquei com medo. Apenas aquela peça me cobria e ajudava-me a disfarçar um pouco.

Ele não respondeu ao chamado, mas mordeu minha clavícula e depois, eu me alertei pois ele estava olhando totalmente para baixo. Então, eu fui rápido e puxei-o pela nuca, fazendo-o me beijar de novo. Quando ele fechou os olhos, eu empurrei minha camisa ainda mais, escondendo inteiramente aquilo.

Ele estava bagunçando meu cabelo todo com aquelas mãos sapecas, que ficavam me acariciando e puxando. Minha mão na sua nuca também estava o puxando, e vez ou outra pegando no seu cabelo.

Uma barulhada e gritaria começou do lado de fora e, foi quando a gente se afastou um pouco — para respirar e logo voltar — que a porta da sala foi brutalmente aberta.

Foi aí que notei que eu estava quase deitado e, Jimin apoiado nos joelhos e mãos, quase em cima de mim. Nós não estávamos sentados?

— Jimin! Os figurinos chegaram!

O Park na minha frente ficou um tempo parado, sem entender o que o menino disse. Ele estava perdido e eu também, apenas quando o rapaz chegou perto e pegou seu braço, que me lembrei. A confusão dos figurinos… Foi por isso que começamos aquele amasso frenético, afinal.

Jimin ajeitou um pouco o cabelo e eu, de verdade, não consegui olhá-lo nos olhos. Olhei para minhas mãos e ainda respirava afoito, um pouco cansado em sem ar. Deus, eu estava com tanto calor.

— Jeonggukie, encontre Taemin, ele fica com você até eu voltar! — Jimin disse alto e acho que lembrou-se do lance dos figurinos, pois parecia agitado de repente. — Ei. — ele se jogou na minha frente e segurou meu rosto entre suas mãos. — Tenho que ir, meu bem. — ele me chamou de meu bem… De novo. Socorro. — Te encontro depois. — deu-me um selinho rápido antes de se levantar e sair andando com o outro garoto, que estava agitado, mas também nos observando mais que o necessário.

Eu quase morri quando o rapaz desceu o olhar pelo meu corpo e fez o mesmo com o Park. O quê? Ele viu algo?

Eu fiquei mais um tempo sozinho na sala quando eles saíram. Peguei meu celular, e comecei a ver videos engraçados de filhotinhos.

Foi só depois disso que eu estava “calmo” o bastante para sair dali.

[…]

A apresentação, em si, foi perfeita.

Eu tinha ido no banheiro lavar o rosto e me ajeitar um pouco — descobri que o hyung abriu dois botões da minha camisa sem que eu notasse —, quando Taemin entrou, dizendo que me procurava. A gente conversou bastante enquanto ia para o local da apresentação. Eu notei que Jimin sumiu totalmente, mas logo Taemin me disse que ele estava ajudando as meninas.

As garotas foram muito bem e fiquei a apresentação inteira ao lado do Lee. Deu para conhecê-lo muito e, de verdade, já não estava com muito ranço ou ciúme bobo dele com Jimin. Ele era divertido e dizia coisas estranhamente inteligentes, além de me elogiar e elogiar o jeito que cuido de seu melhor amigo. Sei lá, ele me parecia confiável.  

Quando as apresentações acabaram, fiquei muito desnorteado. A ópera Sueca ficou gravada na minha mente junto de Jimin e suas expressões, partes, traços… Voz. Eu assisti a apresentação pensando nele e foi realmente intenso, um sentimento arrebatador. Quando terminou, Taemin teve de me chamar muitas vezes para eu sair daquele transe quase que surreal.

Era como se eu estivesse sonhando. De verdade...

— O que acontece agora? — perguntei a Taemin, ao meu lado.

— Como tudo acabou, apresentarão os envolvidos. — dissera, sorrindo um pouco. — Jimin vai estar no palco.

Remexi-me no banco.

— Dançando? — perguntei, um pouco animado com a ideia.

Afinal, nunca o vi dançando.

Taemin negou e depois iria dizer algo, mas começou a receber um monte de mensagens. Ele me disse que ajudou a maioria das bailarinas e que deveria ir ao palco também. Então, apenas saiu.

Eu fiquei sentado, olhando o palco e esperando um pouco. Foi quando começaram a chamar o nome de algumas pessoas.

Coreógrafos. Ajudantes. Professores. Dançarinos.

A cada vez que um ia lá na frente e curvava-se diante da platéia, algumas pessoas se levantavam e gritavam muito. Acho que eram os familiares. Foi assim. Sempre ia, um em um e a família ia a loucura, fazendo a pessoa no palco ficar com vergonha e agradecida. Tudo parecia muito animado. Sorri um pouco e fiquei observando, alegre, até que veio a vez de Jimin.  

Eu sorri muito e fiquei gamado nele e seu jeitinho. Eu cobri os lábios, envergonhado pois pude notar perfeitamente o chupão no pescoço dele. Fui eu, afinal.

Quando ele se pôs na frente, eu de imediato me levantei e comecei a bater palmas, aguardando qualquer pessoa se levantar e fazer o mesmo. E muitos o fizeram, pois ele era o presidente do clube de dança! Coreógrafo. Ele era demais.

Muitas pessoas se levantaram e bateram palmas. Mas…

Foram apenas palmas.

Não tinha ninguém escandaloso, como aquelas mães de antes. Eu fiquei olhando em volta, vendo as pessoas sorridentes e lhe aplaudindo. Mas poxa, por que não gritavam e eram escandalosos?

Aquilo foi agoniante para mim.

Não que estivesse sendo deprimente ou silencioso demais. Estava bem barulhento. Mas…

Ele merecia gritos.

Eu, de repente, coloquei ambos os dedos na boca e assobiei muito alto. Era aquele assobio de tiozão mesmo de doer os ouvidos. Jimin e praticamente metade das pessoas que estavam no palco olharam para mim. E minha cara ardeu de vergonha e constrangimento.

Mas depois, eu continuei. Na verdade, eu comecei a gritar muito.

Eu berrei muitas coisas, disse que ele era demais, o mais talentoso, que Jimin era incrível, e o último grito que dei fora de eu ditando que era o fã número um dele.

Jesus. Eu gritei muito.

Taemin começou a gritar do palco também e isso me deixou menos encabulado, pois já não estava mais sozinho naquela. Jimin que estava lá em cima, riu constrangido e corado, cobrindo seu sorriso com as mãos antes de se curvar e agradecer.

Quando se ergueu, ele olhou diretamente em meus olhos. E pude ter certeza de que seus lábios, claramente, ditaram:

Obrigado, Jeongguk.


Notas Finais


a tal de ópera (q nao eh uma opera) sueca: https://www.youtube.com/watch?v=VccYMDTSgYY (Nils Bech "O Helga Natt")

pra quem não sabe, homens acordam de pau duro quase toda manhã kkkkk e não, não eh pq estao excitados. pesquisem sobre isso aí, eu não tô afim de explicar o motivo nao, foi mal desculp

beijos, até o próximo~

+ se quiserem:

playlist da fic: https://open.spotify.com/user/nickuchanx/playlist/389snLNVQweLDQVpI9cEDQ

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