História Meu anjo salvador - Capítulo 127


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Anna, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Daniel, Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Mérida, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Swan Quenn
Visualizações 130
Palavras 3.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 127 - Uma promessa


Fanfic / Fanfiction Meu anjo salvador - Capítulo 127 - Uma promessa

POV Emma

- Mãe, a mamãe Regina está brava com meu irmão Henry. Disse Liv preocupada.

- Não amor… abaixei para ficar na sua altura enquanto coloca uma de suas mechas loiras atrás da orelha. - Ela também vai vir falar com você.

- A gente fez alguma coisa errada? Insistiu.

- Não, meu bem. Só é um assunto delicado. Logo, logo você vai saber do que se trata. Enquanto isso, vamos adiantar sua tarefa e tomar um banho.

Terminamos a lição de casa e depois de um banho regado a brincadeiras consegui desviar o foco de atenção da minha pequena para com Henry, quando voltamos para o quarto Regina nos aguardava sentada no colchão ao lado de Henry. O pequeno estampava um sorriso contagiante no rosto e uma ansiedade que o fazia esfregar as mãos na bermuda.

- Tia Emma, Liv, nós temos uma notícia para dar a vocês. Disse empolgado.

- O que é, Henry? Liv se antecipou.

- Mamãe vai ter um bebê, ou melhor, são dois… mais dois irmãos pra gente Liv. A pequena arregalou os lindos olhos azuis e me encarou duvidosa. Logo percebi o que estava acontecendo e tratei de me portar como se a notícia fosse novidade para mim também.

- Meu Deus… pus as mãos na cabeça e fiz a maior cara de surpresa. - Isso é… uau… é a melhor notícia do mundo. Falei contagiada, mas Liv ainda parecia alheia ao que estava acontecendo. Henry correu até ela e lhe abraçou.

- Vamos ter mais dois irmãos, Liv. Parece que depois de ouvir aquelas palavras, Liv pareceu entender o recado.

- Que massa… disse retribuindo o abraço. Depois caminhou até Regina com um olhar comprido.

- Mamãe Regina, eu ainda vou poder te chamar assim? Regina, mais que depressa, a acolheu em seus braços.

- Mais é claro que sim… ai de você se fizer o contrário minha filha. Disse dando um abraço ainda mais apertado.

- Tia Emma, fala alguma coisa. Disse Henry. - Está parecendo uma estátua. Brincou.

- Ei… pegou ele rapidamente e o colocou sobre seus ombros. - Eu só fiquei tão feliz que perdi a fala, mas ainda posso ganhar de você. Caminhei com ele até a cama, jogando-o de leve sobre o colchão.

- Bom, parece que está tudo resolvido. Disse Regina.

- Mamãe Regina… Chamou Liv.

- Oi minha princesa…

- Como eles vão caber tudo aí dentro. Foi inevitável não sorrir.

- Pode ficar tranquila, tem espaço suficiente.

- Quando vou poder conhecê-los? Insistiu.

- Ainda vai demorar um pouco, mais não se preocupe, na hora certa você vai vê-los. Ficamos ali mais um pouco curtindo a companhia uns dos outros. Mais tarde, Regina chamou Liv para ajudá-la a escolher um filme que iríamos assistir mais tarde. Assim que ela saíram, Henry me segurou pelo braço.

- Tia Emma posso falar com a senhora?

- Claro, garoto… sentamos novamente na cama. Henry tinha uma expressão séria no rosto, bem diferente do garoto risonho de antes.

- Eu queria te pedir uma coisa muito importante… Me ajeitei melhor para ouvi-lo.

- Diz aí...

- Sei que sou muito criança para entender algumas coisa, mas sei, também, que é preciso um papai e uma mamãe para fazer um bebê, então, eu acho que minha mãe está me escondendo alguma coisa...

- Henry… As suas palavras calaram as minhas.

- Não precisa se explicar, tia Emma. Eu não quero entender de outra forma que não seja que meus novos irmãos sejam fruto de amor verdadeiro entre a senhora e a mamãe.

- Que bom saber que pensa assim garoto.

- Mas que fique claro que eu sei que meu pai fez isso… Disse com raiva nos olhos.

- Eu não sei o que dizer a você, Henry. Como sabe dessas coisas? O que estão ensinando nesta semana escola? Falei séria.

- Não aprendi isso na escola… Uma vez perguntei minha avó como eu tinha nascido e ela me disse que o papai havia plantado minha sementinha dentro da mamãe. Eu quis saber como, mas ela não me disse que eu aprenderia quando crescesse. Respirei aliviada ao ouvir aquilo. - Minha mãe sofreu muito nas mãos do meu pai e por isso quero pedir que me ajude numa coisa.

- Pode dizer…

- Preciso da sua ajuda para protegê-la. 

- É claro. Nunca mais vou deixar mal algum chegar perto de sua mãe e nem de vocês. Ele colocou a mão no meu ombro e olhou profundamente em meus olhos.

- Eu confio na senhora tia Emma. Daí estendeu a mão na direção da minha. - Podemos fechar um acordo de nunca falarmos disso nem com a mamãe e nem com a Liv? Achei aquele gesto tão nobre da sua parte.

- Com toda certeza. Afirmei apertando sua mão de volta e puxando-o para um abraço. - Você está crescendo rápido demais garoto. Falei acariciando seus cabelos castanhos iguais aos de Regina.

Nós quatro nos amontoamos em pufes enormes que minha noiva fazia questão de manter espalhados na sala quando tivéssemos momentos como aquele. A atração da noite seria A Bela e a Fera, escolha da própria Regina. Enquanto ela se acomodou em meus braços, Henry e Liv se ajeitaram de modo que conseguiram dividir o colo dela.

Depois da conversa que tive com o pequeno Henry, foi difícil me concentrar em alguma coisa, contudo, minha desatenção não passou despercebida por Regina. Por várias vezes vi seu olhar questionador encarar os meus que, certamente, estavam, ainda, meio perdidos. Eu sabia que mais tarde ela iria me questionar e eu com toda certeza não saberia o que dizer; cumprir uma promessa séria feita a uma criança ou conservar a confiança da minha noiva? Eu precisava encontrar uma maneira de equilibrar essa escolha, enquanto isso, resolvi dispersar os pensamentos e me concentrar no momento.

Ao final do filme, rolou um sorvete de banana com avelã… desejo da nossa grávida… felizmente achei um supermercado aberto que tinha o bendito sabor. Apesar de ser quase uma missão atender a um desejo de grávida, confesso que era divertido e me fazia sentir importante. Depois de comermos, seguimos a via sacra de colocar a molecada para dormir e fomos para nosso quarto.

- Pode ir falando, o que estava passando nessa sua cabeça durante o filme. Regina perguntou assim que fechou a porta.

- Credo, não deu tempo nem de tirar o chinelo. Brinquei.

- Nem vem… depois do chinelo, vem a blusa e aí você me enrola e não responde. Sorri diante de sua afirmação.

- Vem, senta aqui. Estendi a mão e a guiei até o sofá do quarto. - Estou diante de um dilema. Ela arregalou os olhos em preocupação.

- O que foi amor?

- Preciso que confie em mim…

- O que houve?

- Eu não posso te falar.

- Como assim? Se alterou.

- Eu prometi alguém que manteria algo em segredo para o seu bem.

- Como esconder algo de mim pode me fazer bem, Emma? Disse se levantando já chateada.

- Regina, não torne as coisas mais difíceis pra mim.

- Difíceis para você? Sorriu sarcástica. - Só pode ser brincadeira. Disse saindo de perto de mim e seguindo para o banheiro. Me levantei e fui até ela. Encostei no batente e passei as mãos pelos cabelos. - Não vai mesmo me contatar? Seu semblante no espelho era de bastante chateação.

- Eu não posso. Fiz uma promessa… e você sabe que não quero quebro minhas promessas. Num rompante, ela fechou a porta na minha cara. - Regina… pára com isso. Abre essa porta. Falei batendo insistentemente. Ela nada respondia. - MAIS QUE DROGA! Gritei de raiva por não saber o que fazer e caminhei até uma das janelas. Demorou, mas ela abriu a porta e caminhou até mim mantendo-se com certa distância.

- Sim. Disse.

- Sim, o que, Regina? Falei enquanto me mantinha de costas para ela.

- Você sempre cumpriu suas promessas. Seu tom de voz já era mais calmo e acolhedor. Não mexi sequer um músculo, mantendo minha postura defensiva. De repente senti seus braços firmes e delicados envolverem minha cintura e um beijo molhado tocar meu ombro. - Me desculpa… eu fui uma tola. Mesmo ouvindo suas palavras, ainda estava doendo vê-la reagir daquela forma comigo, por isso, mantive minha posição. Ao notar minha inércia, sentir seu corpo se enrijecer e colar completamente no meu. Foi aí que notei suas curvas bem definidas se encaixarem em meu corpo. - Não faz isso… Eu confio em você e seja lá o que for, prometo deixar tudo a seu julgamento. 

Respirei fundo ao ouvir aquilo e baixei minha guarda girando meu tronco ainda dentro do seu abraço. Quando terminei o movimento ficando de frente para ela, nada poderia ser mais impactante… minha noiva completamente nua, com seus cabelos soltos e esvoaçando, exatamente como eu adorava. Sem que eu conseguisse pensar, minha camiseta já tinha voado longe pelo cômodo e suas ágeis mãos já avançavam para o cós da minha calça desabotoando numa velocidade que me excitou instantaneamente. Tentei ajudá-la, mas ela parecia determinada demais para dar atenção a minha intenção. Com seu famoso olhar felino ela deslizou minha calça até chegar ao chão e… meu Deus… que visão era aquela… que mulher era aquela. Quando se levantou, empurrou meus ombros até meu corpo colidir com a parede. Segurei em sua cintura na esperança daquilo não ser um sonho e, nossa, como ela estava quente, parecia febril, pegando fogo de desejo. Eu adorava quando minha rainha tomava as rédeas da situação e me deixava a mercê de suas vontades. Sem que eu esperasse sua boca quente tocou em cheio meu mamilo intumescido de tesão enquanto suas unhas, nenhum pouco delicadas, rasgavam a pele de meu abdômen. Gemer de prazer foi minha única alternativa. Verdadeiramente eu não sabia a causa de tal motivação, mas, sinceramente, eu não estava nem um pouco interessada em saber, apenas desfrutar daquele domínio.

Depois de sugar e distribuir igualmente suas carícias, deixando meus mamilos sensíveis, sua boca sedenta calou meus gemidos com um beijo doce, porém, igualmente, alucinante. Enquanto destilava seu desejo em meus lábios sua mão serpenteou maliciosamente pela borda da única peça que ainda cobria meu corpo, minha calcinha. Sem pressa alguma, Regina deslizou sua língua sobre a minha no mesmo instante que escorregou sua mão até chegar em minha intimidade, no ponto exato onde me fez enlouquecer.

Como um animal no cio, usei toda minha força para arrancar aquela maldita peça que impedia o corpo da minha morena chocar-se por completo com o meu. O movimento a surpreendeu, fazendo-a cessar suas ações por tempo suficiente para que eu a pegasse no colo e suas pernas se cruzarem em minha cintura e caminhássemos daquela forma até a cama. Sem pensar em cuidados, deixei nossos corpos caírem colidindo com o colchão. Seu calor já havia tomado conta do meu corpo e a sede de desejo precisava ser saciada. Ficando entre suas coxas, suspendi as mesmas de modo que nossas intimidades se aproximasse o suficiente para começarmos um esfregaço frenético numa busca louca pela saciedade. A umidade de ambas facilitava o deslizar e o agitar de nossos clitóris. Os gemidos prazerosos de Regina me enlouqueciam e me inspiraram a aumentar o ritmo até que chegássemos ao tão esperado orgasmo. O esforço fez meu corpo tombar sobre o dela sem forças. Seu coração estava acelerado tal qual sua respiração. Comigo não estava diferente.

- O que deu em você? Perguntei ainda um pouco ofegante. Ela segurou meu rosto colou nossas bocas, mordendo meu lábio inferior ao final do beijo

- Cala a boca e faz amor comigo… quero que acabe com minhas energias porque, com certeza, eu vou acabar com as suas. Disse com seu sorriso safado.

Depois de horas e mais horas alternando entre sexo selvagem e aquele amorzinho romântico, chegado ao esgotamento total. Os lençóis estavam encharcados assim como toda superfície de nossa pele. O cheiro de prazer parecia ser quase palpável.

- Sabia que, segundo especialistas, o clitóris tem o dobro de terminações nervosas dos que encontrados na glande do pênis. Regina quebrou o silêncio gostoso que havia naquele momento. - Além disso um orgasmo clitóris dura 12 segundos a mais do que os dos homens.

- Como é? Levantei minha cabeça para olhar seu rosto e perguntei estranhando seu argumento. Ela sorriu tímida.

- Ando lendo bastante coisa desde que comecei a namorar você…

- Lendo bastante coisa? Que tipo de coisa?

- Ah, Emma… Disse virando-se de costas para mim.

- O que? Ergui parte do meu corpo, sobrepondo por sobre o dela. Vi uma timidez atípica em seu olhar.

- Você sabe…

- Eu não! Era me encarou com um sorriso desdenhoso. - Linda, está me deixando confusa. Fiz alguma coisa errada?

- Não! Mais que rapidamente ela se virou, deixando seu corpo sob o meu. - Você foi maravilhosa. Você sempre é. Disse acariciando minha face.

- Então diz, por favor. Ela desviou novamente o olhar.

- Eu tenho medo de não atender suas expectativas…

- Expectativa? Do que está faltando, Regina.

- No sexo, Emma! Disse de uma só vez me deixando perplexa. Movi meu corpo, sentando sobre seu quadril.

- Você só pode estar curtindo uma com a minha cara, né? Sua expressão séria respondeu em silêncio minha coleção. - Você está insegura no fato de me satisfazer sexualmente? Ela ao balançou a cabeça em conformidade. Segurei firme em seus punhos e os ergui acima da cabeça deixando nossos olhares bem próximo. - Nunca mais repita isso, Regina Mills. Falei séria. - Você é absolutamente perfeita em tudo que faz comigo. Não apenas aqui na cama, mas na nossa vida toda. 

- Você jura?

- Com total certeza. Você não precisa se preocupar com isso, amor. Cheguei bem próximo do seu ouvido e sussurrei. - Você não me leva ao céu, você traz o céu até mim. Senti sua pele se arrepiar na mesma hora. Depositei em seu pescoço um beijo molhado. - Me faz gozar tão forte e gostoso que sinto minhas pernas adormecerem. Ao ouvir isso ela gemeu e moveu seu quadril em direção ao meu. - Tudo que você faz me enlouquece. Não tenho vontade de parar nem por um momento.

- Emma… gemeu.

- Você nasceu com o dom de fazer com que eu me sinta mais mulher do que já sou. Minha palavras já estavam deixando do jeito que esperava. - Seus toques, seus beijos, sua língua, seus dedos… tudo, absolutamente tudo me dá prazer. Olha como você me deixa. Peguei sua mão e guiei até minha intimidade para que ela notasse o quanto eu estava excitada.

- Ahhhhh… foi a única coisa que saiu da sua boca antes de ser fechada com a minha.

- Você me fode gostoso demais majestade. Dito isso, iniciamos mais uma maratona de sexo prazeroso e sem pressa de acabar.

Atendendo a um pedido generoso da minha rainha, vesti nosso brinquedinho e assim que cheguei perto, ela me agarrou, sentando-me com as costas apoiadas na cabeceira e logo se posicionou, encaixando-o em sua entrada e sentando até engoli-lo por completo e… nossa, por mais que eu já tenha visto aquela cena inúmeras vezes, eu jamais cansaria de assistir e me deliciar ao ver Regina cavalgando em meu colo e gemendo enquanto me apertava dentro de si, arrancando de mim gemidos ainda maiores. Depois de mais alguns orgasmo, enfim, nossa energia se esgotou.

- Posso saber o que mais a minha noiva anda lendo sobre o que dizem os especialistas? Perguntei enquanto Regina repousava sua cabeça sobre meu peito.

- Claro que não. Disse ela em tom de brincadeira. - Vai estudar você…

- Ah, qual é?! Você me parece bastante informada… fiz cócegas em sua cintura.

- Pára… disse gargalhando.

- Só quando começar a falar…

- Isso é algum tipo de método que o FBI te ensinou para arrancar informações de suas testemunhas?! Sorria sem parar.

- Não mesmo. Essa fraqueza é só sua.

- Tá bom. Tá bom… eu me rendo. Eu falo… Disse quase sem fôlego. Ela se ajeitou em meu corpo novamente antes de começar a falar. - Li um artigo que dizia que, entre as mulheres heterossexuais, foi observado um percentual de 63% em relação a satisfação sexual. Já em relações como a nossa, esse nível foi de 75%. Explicou.

- Aquela velha história do egocêntrico masculino de achar que sua ejaculação já é suficiente para promover o prazer nas mulheres.

- Pois é, isso explica a necessidade de fingir orgasmo. Disse.

- Posso te fazer uma pergunta?

- Sim, já. Inúmeras vezes. Ela se antecipou em responder. - É difícil você ter certas conversas quando o outro lado não está disposto a te escutar.

- E pensar que isso acontece tanto por aí.

- Para a terapeuta sexual Matty Silver, a questão é simples. “Mulheres lésbicas sabem onde o clitóris está e sabem o que fazem com ele para ter um orgasmo. Elas não precisam mostrar o que fazer para a sua parceira, o que quer dizer que a sua satisfação sexual é maior”.

- Isso é uma verdadeira inquestionável. Afirmei sorrindo.

- Segunda ela, há muitos homens que acreditam que eles podem dar orgasmos às suas parceiras apenas com a penetração, mas isso só acontece com 20% de todas as mulheres. Frequentemente elas precisam de estimulação do clítoris ou sexo oral, para que isso ocorra. Isso quando a pessoa sabe o que fazer, quando não tem interesse em se preocupar, fica mais difícil ainda.

- Quando se ama seu objetivo de desejo, é automática o prazer dela se tornar tão ou mais importante quanto o seu. Regina me lançou um de seus lindos sorrisos.

- Como descobriu seu interesse era por mulheres? Sua pergunta me pegou de surpresa.

- Bem...é… ah, não sei dizer. No começo foi estranho ver que minhas amigas tinham interesses divergentes dos meus. Elas viviam suspirando pelos jogadores de futebol. Já eu, invejava aquilo. Desejava ser, também, o motivo daquele interesse. Eu olhava os meninos como iguais, não me despertava interesse.

- E como lidou com isso?

- Meus pais e eu sempre fomos muito amigos. Num dia, quando eu tinha uns 12 anos, senti meu coração bater mais forte por uma colega.

- E aí? Sua curiosidade era até engraçada.

- Tentei explicar o que estava sentindo para a minha mãe, mas ela já parecia saber de tudo. Me explicou como pode que eu estava apaixonada. Na hora eu disse que não poderia ser, pois ela era uma garota. Daí dona Mary me disse algo que nunca mais esqueci. 

- E o que foi?

- Que o preconceito nos separa e nos destrói, mas o amor nos torna iguais e que amar alguém do mesmo sexo era tão puro quanto qualquer tipo de amor.

- Que lindo…

- Eu ainda insiste que aquilo não poderia acontecer e meio que me revoltei, pois o preconceito já havia sido plantado em mim sem ao menos eu notar.

- E como Mary e seu pai lidou com isso?

- Com uma sabedoria admirável. Deixaram o tempo me mostrar por si só quem eu era e o que meu coração estava disposto a aceitar. O tempo passou e eu guardei tudo aquilo o mais profundo possível dentro de mim, mas aí conheci a Elsa e tudo aquilo que eu havia enterrado nasceu de novo no meu coração, porém de uma forma que eu não podia mais controlar.

- Você se apaixonou por ela. Concluiu.

- Tanto que não tive mais controle sobre mim. Entrei em pânico e corri para os braços da minha mãe. Ela apenas sorriu com doçura e me disse; você pode ser feliz se aceitar dar ouvidos ao que eu te disse anos atrás. Bom, enfim, ela não precisou falar mais nada e eu escolhi ser eu mesma.

- Você foi muito corajosa. Disse ao me abraçar.

- É, mais essa coragem teve um preço muito alto…

- Emma, não faz isso. Seu pai só fez o que qualquer pai que ama a filha faria se visse a mesma passar pelo que você passou.

- Eu sei, Regina. Eu, também, farei qualquer coisa para defender nossos filhos. Falei pondo a mão em sua barriga. Regina pôs sua mão sobre a minha e sorriu.

- Eu não tenho dúvida disso. Falou antes de selar nossos lábios em mais um beijo apaixonado.



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