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História Meu Babá é um Tubarão! - Capítulo 2


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Notas do Autor


Voltamosss! e aqui estou eu continuando minha promessa de postar dois capítulos novo a cada uma semana!
perdoem os erros e aproveitem a leitura!

Capítulo 2 - Promete de Mindinho?


-Sente-se, Kirishima Eijiro, certo?

O ruivo confirmou, tentando relaxar,estar em um ambiente fechado, com a quantidade de feromonios que o Ômega exalava o deixava desnorteado.


-Não acredito que aquela velha da Inko me mandou um Alfa pra cuidar das minhas crianças. Olha aqui ruivinho, antes de tudo, saiba que essas paredes tem ouvidos e olhos, o que você fizer eu saberei, o que pensar, se respirar, se mexer um músculo eu vou saber, independente de onde eu esteja, eu não confio nessa raça podre.- Inclinou-se sobre o corpo de Ejiro o puxando pela gola e rosnando, ameaçador, é o que qualquer um diria ao presenciar a cena, principalmente pelo fato de ser um Ômega incomum, tão feroz que se quisesse colocaria qualquer Alfa no chão a beijar seus pés.


-Sim senhor! Eu entendo!- Como um Ômega conseguira o impor tão medo assim?


-Ótimo, eu odiaria ter que explicar essa porra de novo. Agora, perguntas, se quiser essa vaga terá que se encaixar em todas, e me provar ser capaz, afinal eu tenho repulsa a Alfas.


....

Considerou um milagre ter saído vivo dali, a blusa agora quase encharcada de suor, pelo tanto de medo e tensão que o corpo sofreu durante aquele questionário.


Bakugou havia o liberado para interagir com Nami e Katsuo, pois naquele momento estaria ocupado e seria uma ótima oportunidade de testar a convivência.


Kirishima não pode deixar de observar o local (Antes estava tão nas nuvens que não havia prestado atenção a detalhe algum) vendo que era um apartamento enorme, cabia 6 vezes o tamanho do que morava, era muito bem mobiliado, tinha uma sala ampla e por sua vez recheada de brinquedos, e no centro um sofá com dois projetos de adultos, que assistiam quietos a algum desenho qualquer que passava.


Sempre se dava bem com crianças, pois em seu âmago nunca deixou de ser uma. Aproximou-se cuidadosamente, sentando no chão e percebendo que captou a atenção das duas crianças, que paralisaram ainda mais por ter a presença de alguém estranho.


-Moço o que você está fazendo aqui humm?- A garota deslizou para fora do sofá, já menos tímida e chegou perto do ruivo, apontando o dedo em sua cara.


- Eu vim brincar com vocês oras! e você o que faz aqui?- Riu com a pose birrenta que se formava


-Como assim o que faço aqui? Eu moro aqui com o Tio Suki e o Katsuo! Aqui é minha casa até eu ir morar no meu Castelo de princesa! Tipo o Castelo da Cinderela!!- Sorriu mostrando a fileirinha de dentes pequenos e infantis.


-Oh sim, quando te vi pela primeira vez já sabia que era uma princesa!


- Ai ai você é um tio bobão né? Eu nem estou com a minha coroa!- Afirmou desconfiada.


- Ah que besta eu sou né? Então que tal você me mostrar sua coroa?


Nami deu pequenos pulinhos animada, rodopiando em ansiedade, puxando o mesmo para que a seguisse.


-Vamos tio! Você tem que ver como eu fico lindaaa! e vai ter que tomar chá comigo e o Katsuo, eu sou uma princesa e vou mandar em você, meu súdito!


- Ah mas eu não quero ir Nami! Quero brincar de lutinhaaaaaa- choramingou o garoto, que pela primeira vez se pronunciou, chegando mais perto e abrindo o berreiro.


-Ei ei, Katsuo né? vem cá com o tio, que tal, primeiro a gente brincar de princesa com a sua irmã, e depois eu prometo deixar você brincar de lutinha comigo- Disse terno, tentando estabelecer um acordo ali, se Katsuo chorasse no primeiro momento em que Kirishima pisou ali, Katsuki o castraria e o jogava pela janela. - O que acha?


O menino com os olhos avermelhados secou as lágrimas que ameaçavam cair e assentiu, estendendo o mindinho para Eijiro.


-Promete de Mindinho?


-Prometo.


E entrelaçou seu dedo no dele.


.....

Alfa.


Aquele cheiro irritantemente forte o tinha tirado dos trilhos, ser um empresário e redator chefe de um jornal o obrigara a trabalhar com muitos Alfas prepotentes e mesquinhos, e apesar de toda a luta que sofreu pra conquistar a posição que tinha, ainda havia engraçadinhos que ousavam subjulga-lo pelo seu segundo genêro. 


Mas nenhum deles havia despertado a sua necessidade ômega, que gritava em seu interior para que o libertasse, aquele ruivo idiota tinha um aroma tão dominante, forte, e seu lobo não havia o recusado como qualquer outro.


Era só a falta de um contato carnal, tentou se convencer, desde que a irmã morreu pelas mãos de um Alfa, tudo havia virado de cabeça para baixo, pelo trauma, tinha dificuldade ao se relacionar com qualquer um deles, e cuidar de seus sobrinhos com tantas responsabilidades o tiravam anos de vida, mas nada que um abraço sincero de carinho ou as irritantes brincadeiras de Princesa (Mania de Nami) ou as lutinhas de Katsuo, pudesse recuperar seu vigor.


Odiava ter que precisar de ajuda, e principalmente o fato de sua tia ter lhe enviado um Alfa, logo um Alfa?


Pressionou as têmporas, enquanto analisava inúmeros documentos acima da mesa de madeira, precisava corrigir alguns artigos, conversar com seus pesquisadores e elaborar uma coluna para o próximo jornal a ser publicado, Katsuki nunca reclamara, afinal ele se considerava o único na altura de realizar todos aqueles trabalhos.


Nami ficaria extremamente sensível e irritada se demorasse muito naquilo, e além disso, uma pausa não o mataria.


Levantou-se desamassando o terno e andando em direção ao quarto compartilhado dos dois irmãos, escutando as risadas extasiadas das crianças.


-Vamos tio, você é o meu cavalinho! tem que me levar logo pra torre pra' eu poder matar o Dragão e salvar o Príncipe! - Gritou pulando em cima das costas de Kirishima, que choramingava de dor.


-Isso tio, eu preciso lutar com a princesa, ela nunca vai vencer esse dragão aqui!- Rosnou, tentando ser ameaçador.


Quando pisou mais a frente viu todos os olhares desfocarem-se da brincadeira e olharem para si.


-Tio Suki! Tio Suki! Eu, o tio, e o Katsuo estamos brincando de Princesa e Dragão!!- Ela balançou as mãozinhas ajeitando a coroa e o puxando pelo braço para entrar na brincadeira- O Katsuo é o Dragão, eu vou matar ele é salvar meu Príncipe, ah, e o tio é meu pocotó, você vai brincar com a gente?-  O fitou apelando para o lado emocional, com um olhar de cachorrinho que caiu do caminhão de mudança.


-Tá bom!!! Como eu sou a princesa eu falo quem vai ser o que! Agora eu vou ser a princesa na torre e o senhor tem que vir de cavalo me salvar!


Ela estava insinuando que ele teria que montar em Kirishima? Era equilibrado o bastante para aguentar a áurea animadinha do ruivo, mas não na frente de seus pequenos e inocentes sobrinhos.


Olhou para Eijiro, que estava tenso, parado como uma pedra o olhando de volta, como se fosse ter um infarto se ele se aproximasse.


Seria um vexame.


Notas Finais


Achou algo interessante? quer me dizer algo? Comente! Ficarei feliz em responder♡


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