História Meu cachorro é um pervertido 3, Amigos? Jamais! - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Policia
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Palavras 3.000
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Policial, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor



Capítulo 1 - Amigos? Jamais


Fanfic / Fanfiction Meu cachorro é um pervertido 3, Amigos? Jamais! - Capítulo 1 - Amigos? Jamais

Meu cachorro é um pervertido 3: Amigos? Jamais!

 

 Meu nome é Catarina Albuquerque, estou muito, muito feliz com a vida, neste ano de 2099 minha vida oficialmente começou, tenho 20 anos de idade e me formei na policia a em janeiro, há dois meses, e mesmo sendo uma “iniciante” eu já sai em varias missões com meus superiores o capitão Frank, e o Comandante Abraham e adivinhe, eu fui a melhor da turma, e realmente amo minha profissão!

 Mas a vida não é só trabalho, ah não mesmo, tem uma casa de shows no meio da cidade sabe, uma baladinha eletrônica, ela se chama “Jones shows”, um salão de festas que pertence aos irmãos Jones, dois caipiras encrenqueiros e brincalhões que adoram vandalizar caixas de correios e tudo mais, apesar de tudo isso são boas pessoas, enquanto a casa de shows? É oque sustenta a família deles, e foi um ótimo investimento dos mesmos porque é ótima, adoro ir lá quando estou de folga, nada muito pesado toca lá, é realmente relaxante e dançante, porem... Eu não danço, fico apenas lá sentada sozinha, eu e meus pensamentos, uma garota ruiva de olhos castanhos, sem muita maquiagem apenas tomando um drink e esperando que um dia alguém me tire para dançar, eu poderia ter mais atitude eu sei, mas acontece que eu não dou muita prioridade para relacionamentos, pelo menos não agora que estou focada no meu tão estimado trabalho na policia de Stone City.

 Eu já estava no tédio, a banda que tocava naquela noite não me agradava, e a grana que reservei para gastar com drinks já havia acabado, que saco, estava prestes a ir embora mas ai percebo que alguém se aproximava, minha visão demorou um pouco a focar pois a luz dos refletores estavam fortes e eu com sono, quando finalmente focaram eu avistei um moreno magrelo e alto, todo elegante parecia ser rico e bem sucedido, não intendi bem o porque dele estar vindo ate mim, ninguém nunca fez isso será que o momento que eu tanto esperei será agora? Será que eu bebi mais do que realmente costumo? Não era costume meu ficar bêbada, quando ele estava próximo o bastante eu o olhei e ouvi uma voz máscula e meio enrouquecida que me dizia:

 -Me concederia esta dança, linda garota?

 Eu não estava nem um pouco acostumada com aquilo, ninguém nunca havia me chamado para dançar antes em minha vida, e nessa hora veio em minha cabeça que eu não sabia nem se quer dançar, eu então disse lamentando:

 -Mas eu nem sei dançar...

 Ele então me olhou com um sorriso meio amarelado, mas ainda assim simpático, pegou em minha mão suavemente e me disse calmo:

 -Não precisa saber, basta “sentir” e deixar o momento fluir sobre nosso corpo, então ira estar dançando sem mesmo notar que a musica nos consumiu e mais do que a musica, a alegria de estarmos juntos.

 Eu não sei oque passou pela minha cabeça aquele momento, eu não sabia oque dizer e apenas sorri e acenei com a cabeça aceitando seu pedido, pois eu pela primeira vez senti vontade de dançar com alguém.

 Ao pedido dele, a banda começou a tocar a minha musica preferida “Always Somewhere”, sei que é uma musica de 120 anos atrás, mas eu amo muito dela, e dançando aos braços dele eu cantei um pequeno trecho:

-“I call your number the line ain't free I'd like to tell you come to me A night without you seems like a lost dream Love I can't tell you how I feel”

 Ele sorriu e continuamos, passamos um bom tempo juntos apenas jogando papo fora, mas algo eu achei bastante estranho, quando eu disse “me conte um pouco sobre você”, ele simplesmente se levantou e foi embora sem menos olhar para trás, fiquei confusa e me perguntando se foi algo que eu disse de errado, mas nada de errado eu havia dito, eu nem se quer perguntei seu nome.

 Após alguns minutos sentada tentando entender, fui para meu apartamento, moro sozinha, pois meus pais não moram aqui em Stone City, eu me mudei para cá quando completei 18, éramos humildes e não tinha muito espaço para eu e meu irmãozinho de 12 anos, então eu resolvi me mudar e seguir meu rumo, apesar de nunca ter perdido o contato com minha família, sinto que nos afastamos cada vez mas uns dos outros.

Cansada do dia e levemente embriagada eu liguei para minha melhor amiga Jessy pelo holograma, que é basicamente como se estivéssemos juntas, essa tecnologia dos anos 2057, que a faz aparecer como uma imagem virtual em 3D dela aqui no meu quarto, não sabe por que, mas namoros virtuais ficaram mais interessantes depois desta invenção genial!

 Jessy e eu, conversamos por horas ate que finalmente resolvi comentar sobre o tal rapaz que me levou as alturas um pouco mais cedo, e quando eu o descrevi ela se espantou, um espanto que eu não intendi o motivo e então eu perguntei confusa sobre o porque de ela ter se assustado daquela maneira, e ela disse:

- Esse cara que você descreveu me parece muito com “Willian wicked” Segue ai uma foto que tenho arquivada desse sujeito!

 Vi ele surpresa e sorri animada por finalmente descobrir o nome do homem que me tirou do serio!, Mas infelizmente meu sorriso desapareceu instantaneamente ao ver a palavra “Procura-se vivo ou morto” embaixo de sua foto, disse eu decepcionada:

- Mas, procurado por quê? Não acredito nisso ele é tão bom!

 Jessy me disse não saber os motivos pelo qual o nome dele é sujo, era um caso abandonado, pois após a morte do “dono da cidade” Mike Stone em 2097 a distribuição de bens entre seus filhos deus alguma polemica por se tratar de muito valor, oque fez a policia largar um pouco esses bandidinhos meia boca.

 Esperei o dia seguinte, vesti minha querida farda e fui para meu trabalho com Willian na cabeça, chegando lá me sentei no escritório e abri a lista de documentação, e assim cacei o nome dele, lá estava “Willian Wicked Darnell” Abri a ficha com receio, e então minhas expectativas desabam totalmente com oque vejo:

Justiça Federal de Stone City

Willian Wicked Darnell

28 anos, nascido em: Bairro do aço, Stone City.

Ficha:

Suja, “Procurado Vivo ou morto”.

Crimes:

Exploração, e abuso de menor.

Trafico de drogas

Assassinato de cinco pessoas, duas delas crianças, quatro e oito anos de idade.

Roubo.

Total da pena: 183 anos “inafiançável”

 

Governo Federal da cidade de Stone City.

 

 Cara, acredite eu chequei duas vezes, não pude acreditar que aquele mesmo homem que foi tão gentil comigo me tirando para dançar possa ter feito tamanhas atrocidades, me passou pela cabeça deixa-lo em pune eu confesso, mas eu nunca iria me perdoar se eu fizesse isso, eu acredito que as pessoas mudam e tal mas, a ficha foi atualizada ontem então não nada que eu possa fazer, e já que a policia em geral não se encarrega de capturar esse cara eu acho que eu mesmo terei de fazer isso, poderia ser demitida se fosse em missão sem ciência de meus superiores então fui ate o capitão Frank pedir para eu ficar com o tal caso, e assim foi feito, eu pedi autorização e ele amigavelmente me disse:

- Esse caso é perda de tempo, mas se quiser mesmo fazer isso vá regularmente e com armamento adequado intendido?

-Sim senhor!

Disse eu animada e me dirigi a sala de equipamentos e lá eu me preparei com um dos melhores arsenais de proteção e ataque, terminei de me arrumar e parti para o bairro do aço para tentar ter a sorte de encontrar esse homem que um dia eu confiei que fosse bom, chegando lá caminhei atenta por entre os becos ate que em um lugar bem feio eu tropecei em algo que me fez cair por terra, era Willian que havia posto a perna para que eu caísse, rapidamente me levantei com minha pistola de energia nas mãos e ele então comentou:

- Uma farda é? Você é da policia então gracinha, achei que fosse diferente!

 Eu fiquei abismada com oque ele falou e disse brava:

-Achou que eu fosse diferente? Eu achei que você fosse diferente, seu assassino pervertido!

 Ele me olhou com cara de deboche, se encostou na parede de braços cruzados e disse sarcasticamente:

- Hora essa, você olha a ficha criminal de todos os caras que te chamam para dançar ou só a minha mesmo, eu fico envergonhado, afinal sou um pouco tímido como deve ter notado, bem... Oque quer aqui, veio me prender?

Eu ficava cada vez mais nervosa com seu sarcasmo perturbador e disse que se ele não se entregasse as coisas seriam por mal daqui para frente, eu então engatilhei minha pistola de energia e quando mirei nele para tentar rende-lo eu me deparei com ele fugindo, eu estava com ele na mira poderia ter matado se quisesse mas eu ainda queria satisfações, e corri atrás do malandro que entrava por entre os becos enquanto atirava algumas vezes em minha direção com uma arma que sacou de sua longa bota  para tentar se afastar de mim, mas foi um fracasso tentar me despistar pois eu sou muito bem treinada para esse tipo de situação, corremos entre muitos becos e eu notei que as casas possuíam um padrão de localização formando assim um padrão entre os becos oque queria dizer que a cada quatro becos, um não possuía saída, e assim eu fiz de tudo para o fazer entrar em um desses becos, e após algumas tentativas consegui tirar todas as opções dele o fazendo entrar, e ao perceber que estava encurralado ele tenta escalar por uma janela mas eu disparei contra ela o fazendo cair em minha frente, desta vez ele não iria sair em pune, queria ele vivo apesar de ter permissão para elimina-lo, e esse foi meu erro, deveria ter o abatido quando tive oportunidade e foi ai que eu me dei um pouco mal, com o calor do momento havia me esquecido da arma dele, e não vi quando ele disparou contra minha perna esquerda, foi um tiro de raspão mas ainda assim o suficiente para me fazer cair e desmaiar com a dor, minha perna queimava e sentia a energia fluindo pela minha pele na região, o ladrão se levantou e caminhou ate mim dizendo orgulhoso:

- Não foi dessa vez querida, qual seu nome?

Ele pega meu crachá e vê meu nome “Catarina Albuquerque”, não sei oque ele estava pensando, mas achou interessante roubar meu distintivo, meu cinto, minha carteira e todo meu armamento, ele apenas pegou e foi embora dizendo:

-Pode voltar e tentar de novo, mais sorte na próxima vez, vai precisar!

Eu fiquei lá por um tempo, um cachorro desgraçado fez xixi em minhas botas, aquele não era meu dia, não mesmo!

 Consegui caminhar ate o carro mancando muito, quase me arrastando, e consegui chegar ao “hospital publico Freddy Martins”, Meu ferimento era profundo, mas nada comprometedor para minha perna passei mais ou menos quatro meses ate me recuperar totalmente e voltar à ativa, e no mês de julho eu já estava fardada novamente, e disposta a procurar o tal Willian novamente, mas desta vez tive de chorar muito, mas muito para que meus superiores me permitissem ir:

-Não seria muito responsável de minha parte te deixar ir, mas já que quer se matar va logo, já esta me enchendo há quatro dias!

Disse meu comandante Abraham já cansado de tanto ouvir pedidos e mais pedidos, e assim eu me armei novamente, entrei em meu carrão elétrico... Não era bem meu era da agencia, mas amava como se fosse meu, em fim... Eu parti em direção ao bairro do aço que é chamado assim porque em 1973 havia uma enorme produção de aço lá perto do local, essa fabrica foi desativada em 2000, pois estava com muitos problemas com vazamento de gás,  mas em 2017 misteriosamente ela explodiu, parece que valeu a pena ler todos aqueles livros de historia da cidade na escola.

Cheguei ao meu destino, e desta vez eu estaria atenta a cada movimento dele, não poderia vacilar, porque depois de tanto chorar para meu superior meu emprego estava em jogo, e também a minha vida, pois o tiro que willian errou daquela vez pode se repetir e se ele acertar eu perco essa aposta e é game over para mim.

Caminho atenta, por entre os becos sujos, apesar de aquele bairro ter deixado de ser uma favela a muito tempo, eles não perderam o habito de não limpar o ambiente onde vivem., Continuo caminhando e avisto alguns ratos correndo, aquele ambiente estava cada vez mais sombrio, mas eu não tinha medo algum estava tranquila, já entrei em ambientes muito piores que aquele por exemplo, o quarto do meu irmão...

 Prossigo pelos becos e percebo a presença dele me seguindo e olho para trás o avistando, ele estava diferente, muito diferente, não parecia o cara que havia me dado um tiro, ele desta vez estava mais calmo e aceitando mais o fato de eu estar lá.

-Veio terminar nosso joguinho?

Disse ele com um charuto na boca, eu pensei e ao ver ele manso daquele modo notei que poderia ter finalmente um dialogo, e descobrir quem realmente era Willian.  então perguntei a ele:

-Porque matou tanta gente, vi sua ficha atualizada e o numero aumentou de cinco para doze, me diga por quê?

 Ele me olhou pensativo e me disse que o motivo pelo qual tanto mata é o bel prazer, me disse que quando tinha apenas dezesseis anos, pessoas foram totalmente injustas com ele, um grupo de psiquiatras o tirara de seu lar e o levaram após tentativa de assassinato, disseram que ele era louco, os exames disseram, mas ele dizia que exames erram e era totalmente lucido, ele implorou para sair e como os diagnósticos apontavam-no como perigoso para a sociedade ele criou um plano para tentar fugir e pra isso usou duas crianças com problemas psicológicos que dividiam a mesma sala, ele os fez surtar pondo pressão psicológica em ambos, disse coisas que ele não comentou oque era, mas as crianças surtaram tanto que tiveram convulsões e os médicos tiveram que vir busca-los, eram três médicos para conseguirem segurar os pobrezinhos que se debatiam em desespero. Quando os médicos abriram as portas ele roubou um bisturi de operação do bolso de um deles e o usou para cortar a garganta de um dos médicos, willian ria com a situação, os outros dois médicos tentaram o agarrar mas o mesmo tirou a vida dos dois quase do mesmo jeito.

Sujo de sangue ele levou as crianças com ele para garantir que nenhum medico iria o atrapalhar, caso o fizessem ele os usaria de refém, então escondido ele sai do centro psiquiátrico pela porta dos fundos junto as duas crianças com êxito, e então fala para elas:

-Vocês foram de grande ajuda criancinhas, mas agora... São inúteis!

 Ele tira a vida dos dois sem o menor remorso, disse-me também que o motivo inicial de não se arrepender é que a morte o traz prazer.

-Você é doente!

Disse eu o acusando, e como resposta ele começou a tirar suas roupas e eu dei um passo para traz com a intensão de evitar qualquer perversão da parte dele, mas ele parou de se despir ao tirar sua camisa revelando seu peito cheio de tatuagens, haviam tatuagens em cada pedacinho de seu lado esquerdo do peito, mas do lado direito havia uma lista com 12 nomes, claramente de suas vitimas, enquanto eu olhava ele sacou uma pequena faca, eu entrei em posição de ataque, mas ele não estava com intenção de me atingir, pelo menos não naquele momento, eu respirei fundo de alivio ao notar que ele não tentaria fazer nada de mais. Com a faca ele riscou em seu peito uma linha, como se faltasse um nome na lista, e então me disse:

-Viu isso? Achou que fossem tatuagens, mas são apenas cicatrizes que fiz em mim, e esse nome que falta em minha lista é o seu, e pode apostar que um dia eu irei preencher ele, mas não agora... Não hoje, mas sim um dia que me der vontade pode demorar pouco, pode demorar muito... Depende do meu humor, gostei de você, não me é beneficio tirar sua vida nesse momento.

Eu fiquei totalmente impressionada e com um pouco de medo, ele era realmente um psicopata perigoso, e iria continuar matando e matando, mas por algum motivo eu não senti a necessidade de abatelo, mas quem sabe um dia, ele soube me ouvir e disse que gostou de mim, quem sabe eu não poderia mudar ele, sabe muda-lo para melhor, o fazer abandonar essa vida doentia e se tratar, então sorrindo estendi minha mão e  disse:

- Amigos?

Ele olhou nos meus olhos, se virou se saiu andando como fez na casa de shows, e então parou, e sem olhar para traz disse:

-Amigos? Jamais!

Depois de ele dizer isso eu não o vi mais, fiquei pensativa e durante 6 meses eu olhei a ficha dele todos os dias, e ela não atualizava, ele finalmente parou de roubar e matar, estaria ele morto? Estaria vivendo honestamente daqui para frente?

Olhando a ficha novamente no escritório vejo meu comandante Abraham se aproximar e dizer:

-Esse sistema de fichas criminais esta inativo a 5 meses garota, oque tanto olha ai?

-INATIVO?!

Eu disse surpresa e Abraham responde sorridente:

-Sim, tenta naquele ali embaixo, aquele ali é o certo!

Abro o sistema novo que me foi indicado e então procuro a ficha de William e a ficha estava igual e então eu disse muito feliz:

-YEEES! Ele finalmente parou de cometer atrocidades!

Meu comandante pediu licença e se aproximou de meu computador apertando a tecla “F5” e então eu disse batendo a cabeça propositalmente na mesa em que estava:

-50 assassinatos? Merda!

-Fim 


Notas Finais


Essa foi possivelmente a parte final desta historia, mas fiquem atentos!


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