História Meu cafajeste favorito. - Capítulo 24


Escrita por: ~ e ~Neko-Solitario

Postado
Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Ibiki Morino, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kabuto, Kakashi Hatake, Karin, Kimimaru, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Morino Idate, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shizune, Tsunade Senju
Tags Kakasaku, Naruto
Visualizações 99
Palavras 4.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Y aí pessoal.

Aqui seu co-autor.

Desculpem a demora extrema para postar.

Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 24 - De volta ao Rio ; Um jantar turbulento.


Fanfic / Fanfiction Meu cafajeste favorito. - Capítulo 24 - De volta ao Rio ; Um jantar turbulento.

  —Chegamos —Kakashi fala enquanto abraça minhas costas, com Arnoldo parando o carro na entrada da mansão.


Fecho meus olhos e expiro devagar sentindo seus braços subindo e descendo. O vôo de volta para o Rio foi tranquilo, na verdade sinto que vou sentir falta desses dias que passamos juntos. 


  —Como será que vai ser a partir de hoje? — pergunto. Ele me olha um momento e desvia seus olhos para o lado parecendo pensar.


 —Não sei — volta seu rosto para mim com um olhar sereno — Só sei que será eu e você. 


Sorrio meio boba com suas palavras e seu jeito calmo de falar. 


 —Você não existe sabia? — falo com um sorriso, ele ergue uma sobrancelha.


 —Como não existo? Estou aqui em sua frente — aperta meu nariz de leve.


 —Seu bobo, você entendeu — saio do carro sorrindo assim que Arnoldo abre a porta.


 —Sakura —Kakashi vem até mim olhando o celular. 


 —O que foi?  


 —Vou para a empresa agora — fala — Mais tarde volto. 


 —Mas a gente mal acabou de chegar, e você nem entrou em casa ainda — falo decepcionada. Isto tem sido frequente, estamos bem e do nada surge algo o fazendo sair me deixando sozinha. 


 —Anko mandou uma mensagem, disse que é necessária minha presença— segura meu rosto com uma das mãos e beija minha testa com o tecido da máscara. 


Parece plausível a justificativa, mas tenho um pé atrás com Kakashi e Anko. Eu me lembro que na última vez que nos vimos ela disse que Kakashi a pertencia...


 —Entendo—beijo sua mão em minha face. 

 —Venho te buscar para jantarmos — fala olhando um dos empregados trazendo seu carro —Quero você bem linda esta noite. 


 —Mas eu não tenho o que vestir —falo lembrando que gastei meu dinheiro comprando as coisas para Ino, achando que ela ia ficar na minha casa —É melhor sairmos outro dia. 


 —Aqui —me entrega um cartão com o nome de uma loja —Pode levar sua amiga também —olha para a janela do meu quarto , onde Ino o fuzila com os olhos. 


 —Desculpa, não posso aceitar —devolvo o cartão, ele me olha confuso. 


 —Mas porque? —pergunta. 


 —Isso não parece certo —desvio meus olhos dos seus e olho para meus pés sentindo vergonha. 


Primeiro dormimos juntos, e agora ele quer me dar dinheiro... Não me sinto confortável assim. 


 —Eu estou lhe dando —diz —Seria errado se você gastasse sem meu consentimento, além do mais isto é um cartão da empresa e a loja me pertence.


Queria ser mais firme em minhas decisões e não voltar atrás, mas o que ele diz parece fazer tanto sentido... 


 —Está bem, vou aceitar. Se não você vai se atrasar tentando me convencer. 


Ele da uma risada rouca devolvendo o cartão. 


 —Agora sei como lidar com você Sakura —rir abrindo a porta do carro e se sentando —Você é vencida pela insistência. 


 —Engraçadinho — ele rir fechando a porta e sai em seguida .


Entro e vou direto para o meu quarto, juntamente com Arnoldo que deixa minha mala do lado da cama, saindo em seguida.


—Finalmente você chegou — Ino fala enquanto sento na cama e tiro meus saltos.


—Você podia ter descido, suas pernas não iam cair por causa disso — término de tirar os sapatos e vou até a frente do espelho para tirar meus brincos.


—Ah não —revira os olhos ficando atrás de mim — não quero contato com aquele covarde.


—Não começa Ino — viro-me para ela ,que no momento parece criança com um típico bico de raiva.


—Ele não presta. —fala.


A deixo falando em pé e me jogo na cama, sentindo meu corpo no limite da exaustão.


—Você está prestando atenção testa? — puxa um de meus pés me fazendo resmungar.


—Me deixa Ino —peço — Estou muito cansada e ainda é de manhã.


Sinto a cama mexer e abro meus olhos vendo Ino deitada ao meu lado. 


Ela está chateada com tudo que vem acontecendo comigo, em parte eu não posso reclamar porque no lugar dela agiria da mesma maneira, se soubesse que ela namora um cara que a tratou mal...mas Kakashi mudou, ele não tem mais aquela arrogância comigo. E depois dele ter me apresentado coisas tão pessoais de sua vida, de ter aberto para mim seus medos e traumas , como fez noite passada...eu agora tenho mais certeza que antes, de que ele nunca vai me machucar ou fazer mal.


—Ino? —chamo.


—O que é? 


—Kakashi disse que vai me levar pra jantar a noite —falo e ela revira os olhos.


—E eu com isso?


—É que ele me deu um cartão, disse para levar você nas compras comigo.


—Oi? Como assim te deu um cartão e disse para me levar junto? — percebo sarcasmo em sua voz.


—Anda sua orgulhosa —cutuco seu ombro com o dedo.


—Não é ser orgulhosa, é uma surpresa o play boyzinho arrogante e covarde sendo legal —dou um tapa em sua cabeça.


—Ele não é arrogante ...bem, ele era mas mudou.


—Se você diz.


—Vai ou não? —pergunto me pondo de pé.


—Está bem, eu vou —levanta —So espera eu tomar um banho e trocar de roupa.



Espero Ino terminar e pegamos um ônibus em direção ao centro da cidade. Podíamos ter pedido ao Arnoldo para nos acompanhar, mas Kakashi ja me deu o cartão e não quero parecer tão folgada, além do mais Ino e eu sabemos andar muito bem por aqui.


—Você falou pra ele da pichação no muro da casa? —pergunta me olhando enquanto caminhamos.


—Falei —respondo baixo.


—O que ele disse? —ela para de andar esperando minha resposta , e um homem acaba se esbarrando nela.


—Não olha por onde anda não? —o homem pergunta irritado.


—Vai a merda seu idiota! —Ino retruca

.

—Ino para — a puxo para meu lado. 


— Continua o que você ia dizer sobre a pichação —pede enquanto andamos. 


—Ele achou um pouco estranho, disse que deve ter sido coisa de vândalos.


Não sou de mentir, ainda mais para Ino...mas o que Kakashi me disse é muito pessoal, além disso a Ino fala muito e se eu falar a real razão da pichação ela vai falar em algum momento pra ele...não quero que Kakashi se irrite ou fique magoado comigo .


—É deve ser, mas que é estranho alguém pichar "assassino " no muro de uma única casa sem mais nem menos, isso é... 

—Verdade...


—Quer cachorro quente? —pergunta. 


—Não, obrigado. 


Vamos na direção do carrinho de cachorro quente. Meu telefone toca, me afasto para atender vendo que é o número de Kakashi. 


—Alô .


—Não te dei a senha, não perca nem dê ela a ninguém —fala. 


—Claro, não darei. 


Ele me da a senha e anoto num caderninho que levo dentro de minha bolsa. 


—Quem é? —Ino pergunta de boca de cheia. 


—Kakashi. 


—Não! —ela praticamente grita —Nós não vamos devolver o cartão, ele te deu para fazer compras. 


—Cala a boca! —grito. 


—É a Ino? —ele pergunta. 


—Sim. 


—Aproveita e compra uma cola bem forte para colar a boca de sua amiga. Isso fará um bem a humanidade. 


Dou risada, Ino é louca e sempre fala o que pensa. 


—Do que você está rindo? —Ino se irrita —O que ele falou? 


Faço sinal pra ela calar a boca. Ela volta a comer seu cachorro quente. 


—Porque você só tem ela de amiga? —ele não me deixa responder —compre o que quiserem, vá ao salão de beleza também. Só não pinte o seu cabelo. 


O que tem meu cabelo? 


—Está bem, até a noite. 


—Boas compras —desliga o telefone. 


—Do que você estava rindo? —Ino pergunta irritada —O que ele disse? 


—Disse para eu comprar uma cola para a sua boca. 


—Agora eu vou pegar pelo menos umas cinco bolsas —fala com raiva. 


—Como assim? 


—Você realmente achou que só você aproveitaria do cartão dele? 


—Ele me deu o cartão para comprar apenas uma roupa, para sairmos hoje a noite. 


—Ele me deve uma indenização. 


—Indenização? —rio com suas palavras. 


—Sim! Por dizer pra colar minha boca, vou chamar os direitos humanos. 


—Direitos humanos? —rio que nem louca —Para Ino. 


—Mas agora é sério, vou comprar umas coisas para mim também, se reclamar comprarei a loja inteira. 


—Creio que isso não será possível, além do mais você tem dinheiro.


—Fala sério, ele é rico e isso não fará nem cócegas no bolso dele.


Nisto ela tem razão. 


—Ele não te ligou apenas pra isso, para dizer no que vai gastar.


—Foi para da a senha. 


—Poderíamos fazer muitas coisas com isso —Ino fala pensativa. 


—Não, senhora Ino! Vamos comprar apenas a roupa para mim sair hoje a noite. 


—Você é chata de mais. Um pouco de diversão em sua vida por favor. 


—Vamos nessa loja —falo. 


Entramos na loja que tem o nome do cartão, uma mulher vem nos atender. 


—Boa tarde, sou Hinata. O que gostariam de ver? —a funcionária pergunta com as bochechas ruborizadas.


—A loja toda —Ino responde. 


—Por aqui por favor —Hinata nos indica o caminho. 


—É só uma roupa para usar hoje a noite, e não para usar em casa ou outro lugar —falo baixo o suficiente para só Ino escutar.


—Ah por favor. Você vai comprar roupas e ponto final.


Vamos a cada canto da loja, Ino pega quase tudo que ver.


—Não precisa de tudo isso —falo.


—Anda vai logo experimentar —me empurra para dentro de um provador com as roupas.


Coloco um vestido, é muito colado ao corpo, nem sei como se chama esse modelo. Foi difícil mas entrou.


—Eu não vestirei isso — digo, olhando-me no espelho.


—Você está linda —Ino me faz dar muitas e muitas voltas frente ao espelho —Encaixou perfeitamente em todas as suas curvas.


—Pareço uma piranha —puxo o vestido para baixo —Minha bunda está quase de fora.


—Não exagera Sakura. Você tem 23 anos e se veste parecendo uma senhora, na verdade tem senhoras que se vestem melhores que você.


—Não exagera Ino.


—Queria está exagerando, mas é verdade. Olhe para suas roupas, você so tem umas saias ou vestidos que acho razoáveis, até desconfio se foi você quem comprou ou outra pessoa. 


—A maioria foi Kakashi quem me deu —admito. 


—Viu só? Você precisa ser mais provocante, ser mais mulher e não uma velha acabada. 


—Não precisa humilhar —ela rir olhando minha cara no reflexo do espelho. 


—Ele deve pensar como eu, por isso lhe deu as roupas e agora o cartão. 


—Ele também mandou eu ir no salão.

 

—Com certeza deve está cansado desse seu cabelo solto, ou esse coque que você usa. 


—É normal usar coque —defendo-me. 


—Vai mandar tirar as pontas duplas, e fazer umas luzes também. 


—Kakashi disse para não pintar meu cabelo. 


—Pois agora vai pintar! Ele não manda em você. 


—Tecnicamente, se tirarmos a parte do namoro ...ele manda sim, ainda é meu chefe. 


—Chata! —bate em minha cabeça —vamos terminar logo. 


Termino de provar as roupas, e espero por Ino. Ela parece uma criança num parque de diversões. 


—Pronto! Agora vamos olhar as bolsas e os saltos —Ino comemora depois que provo tudo. Ela compra umas coisas para ela também. 


—Por aqui —Hinata nos leva até o local das bolsas. 


—Não precisamos disso, já temos tudo —sussurro para Ino. 


—Será que dá pra parar de agir como pobre? 


—Da última vez que verifiquei éramos pobres, mudou? 


—Dá uma olhada em sua volta. Você acha que estaríamos sendo bem tratadas nesta loja se elas soubessem que somos pobres? 


—Não —respondo. 


—Estamos elegantes com nossas roupas, mesmo que você pareça uma velha, aja como uma rica e elegante socialite. 


—Aceitam uma taça de Champanhe? —Hinata oferece. 


—Sim, por favor —Ino responde com um sorriso. 


Hinata vai buscar. 


—Nós não bebemos —falo. 


—Toda pessoa rica bebe champanhe . Nós apenas seguramos a taça. 


—Você é a pessoa mais idiota que conheço. 


—E você é uma péssima socialite. 


Hinata chega com as taças. 


—Obrigada —falamos em uníssono. 


—O senhor Hatake ligou e pediu para que eu desse um recado para vocês —começa a falar —Ele disse para vocês comprarem qualquer coisa da loja, e pra não se preocuparem com o valor gasto. E mandou um recado para Ino. 


—O que ele disse? —pergunta irritada pronta pra briga. 


—Você também pode comprar o que quiser, sem se preocupar. 


Ino me olha com um sorriso. 


—Então, vamos comprar. 


Kakashi... Você irá a falência. 



[....]


—Eu quero essa, aquela, aquela outra ali de cima...O que acha dessa? —Ino pergunta com uma bolsa na mão. 


—Acho que já está bom de bolsas, já tem suficientes. 


—Vou levar essa daqui também, e mais esta —ela não me ouve —Quero ver aquela ali também. 


—Chega Ino! 


—Mas eu... 


—Nós não precisamos disso tudo. 


—Deixa eu levar pelo menos essas —segura como se fosse um bem precioso —Por favor! 


—Não. 


—Você é chata —devolve as bolsas —Vamos ver os sapatos. 


Ino pega cinco pares de sapatos, eu pego somente dois. 


—Precisamos do seu vestido ainda —me leva até a parte dos vestidos—Você não comprou nenhum. 


—Ainda me pergunto porque estamos segurando essas taças .


—Já expliquei, pessoas ricas sempre estão com uma taça na mão ,mesmo que não tome um gole —devolve as taças —Como vai ser seu vestido? 


—Simples e preto. 


—Que sem graça e cafona, vai para um velório ou jantar com seu namorado? —diz com desgosto. 


—Eu gosto assim. 


—Pois as coisas mudaram, a partir de agora eu irei escolher —começa a procurar um vestido certo —Você vai vestir tudo que eu pegar. 


—Está bem, pode escolher —me dou por vencida. 


Ino escolhe um vestido mais ousado que o outro. Digo não para todos.


—Aqui —Hinata me entrega um vestido, preto sem alcinhas.—Este é muito lindo.


—Ficará perfeito em você —Ino sussurra ao meu lado.


Entro no provador e começo a me vestir. Realmente ficou bom, não ficou muito colado nem deixou meus quadris enormes.


—Você está linda —Ino me olha de cima a baixo —Vamos levar esse.


[....]


—Não acredito que gastamos tudo isso. Vamos devolver —falo devolvendo algumas roupas. 


—Pare de agir como pobre! O dono disso aqui nos mandou gastar. 


—Mas Ino... 


—É ...desculpa me intrometer —Hinata fala com uma voz baixa —Mas o senhor Hatake disse que vocês poderiam gastar o quanto quisessem. 


—Vamos levar tudo —Ino fala ao meu lado 


—Ótima escolha —Hinata sorrir. 


Depois de embalarmos as compras, encontramos Arnoldo nos esperando do lado de fora. 


—O patrão disse para levar voces duas ao salão —ele nos informa. 


—Não é preciso Arnoldo, pode ir pra casa. 


—É preciso sim —Ino fala sentando no banco de trás —Anda entra logo. 


—Está bem, está bem. 



[...]


—O patrão disse pra trazer vocês duas a esse salão —abre a porta do carro, saímos em seguida. 


—Meu Deus —Ino fica de boca aberta —Olha só esse lugar. 


—Uau! Este deve ser o salão mais caro da cidade —falo entrando no local. 


Somos recebidas por uma recepcionista .


—Olá boa tarde, vocês devem ser Ino e Sakura. 


—Sim, somos —Ino confirma. 


—O senhor Hatake pediu para lhes apresentar tudo que nosso salão oferece —ela nos leva até a parte do spa. 


Recebemos massagem, tratamento de pele, unhas. Tudo que gente rica faz. 


—Vamos nos depilar —Ino diz 


—Para quê? 


—Quer virar a mulher do King Kong? O último filme foi a muito tempo, mas se quiser da continuidade fica a vontade. 


—Você é a pior pessoa da face da Terra. 


—Eu sei testa —ela bate em meu braço —Eu sei. 


Depois da depilação fomos cuidar dos cabelos. 


—Ela está cheia de pontas duplas, eu quero que corte —Ino da todas as dicas —Dê uma retocada nessa raiz, o corte você decide. 


—Pensei em deixar um pouco abaixo do ombro —o cabeleireiro diz —O cabelo dela está muito quebrado. 


—Também vejo isso. Faça o que quiser pra deixar minha amiga mais bonita do que ja é. 


—Eu queria pintar o cabelo dela para um castanho avermelhado, mas o senhor Hatake não permitiu. 


—O quê? —pergunto —Ele é dono daqui também? 


—Ele é o Dono praticamente de tudo que envolve a marca "Salles" —depois dele dizer o nome observei o cartão em minha mão, tem esse nome. 


Durante todo o tempo que estávamos cuidando dos nossos cabelos, alguma funcionária trazia uma bebida. Bryam o cabeleireiro disse que Kakashi pediu para sermos tratadas muito bem. 


—O que deu no seu namorado? —Ino pergunta. 


—Fala baixo —peço olhando se alguém está prestando atenção —Alguém pode ouvir 


—Tá tá —diz impaciente —Mas fala, o que deu nele pra mimar nós duas deste jeito. Você é namorada dele eu entendo, mas eu deixei claro que detesto ele. 


—Nem eu sei o porque de tudo isso, achei que eu ia somente comprar um vestido, e não tudo isso. 


—Seja o que for que tenha dado nele, espero que fique assim um bom tempo —ela rir me olhando .


—Sua idiota. 


Bryam chega concluindo o processo em meus cabelos. Amei como meu cabelo ficou, apesar de eu quase ter chorado ao ver as mechas no chão. Tenho que confessar que agora ele tem volume, coisa que antes não tinha estava muito quebrado. 



[....]


Arnoldo nos leva para casa quase a noite. 

—Nossa você está linda —Ino fala impressionada —Com uma maquiagem você estará perfeita. Com algumas jóias estaria completo o visual. 


—Não tenho dinheiro para isso —me olho no espelho feliz com o que vejo. 


—Seu namorado tem —percebo que ela tenta disfarçar o que acabou de dizer. 


—Viu só? —me sento na cama —É isso que vão pensar de mim sempre, que sou uma aproveitadora por está com alguém como Kakashi. 


—Desculpa Sakura —sinto arrependimento em sua voz —Não foi isso que eu quis dizer... Saiu sem querer... 


Ino sabe minha opinião sobre quem se aproveita das pessoas. Eu não sou assim. 


—Eu sei disso —nos abraçamos separando em seguida —Isso me faz pensar que ele e eu nunca daremos certo —falo .


—Olha você sabe minha opinião. —diz com a mão em meu ombro. 


—Sei sim, você acha que estou cometendo o maior dos erros me envolvendo com ele. Acha que o certo seria terminar o que temos e esquecê-lo. 


—Posso perguntar? —me olha nos olhos. 


—Claro, pode dizer .


—O que você sente por ele? 


—Não sei dizer ao certo —penso um pouco —Eu me preocupo com seu bem está, estou sempre me preocupando se ele está bem, sinto falta quando ele demora a chegar —falo com um sorriso bobo —Me sinto feliz quando estou com ele, me sinto bem conversando com ele. E quando suas mãos me tocam sinto como se estivesse saindo do chão .


—Uau! Você está realmente apaixonada —ela rir. 


—Não ria porca —empurro seu ombro. 


—Quer minha opinião? —ela não espera eu responder —Você está feliz pelo que vejo, ele te faz feliz mesmo com tudo que fez. Então não de importância ao que as pessoas vão pensar de tudo isso, porquê no final a única coisa que deve importar é a sua própria felicidade. 


—Você ensaiou isso não foi? —rio. 


—Um pouco, na verdade eu sempre me imaginei dizendo isto para alguém.


—Você é muito idiota porquinha —rimos por um tempo. 


—Admito que tenho raiva dele, pela forma como se comportou com você, por ter usado de chantagem a situação de seus pais no hospital —fica de pé e vai a janela olhando para fora —Mas admito também que ele as vezes me parece um cara legal, só é um pouco arrogante e convencido. 


—Este é o jeito dele —falo olhando as horas na tela do celular —Mas ele mudou bastante comparado a como ele era quando nos vimos a primeira vez. 


—Então continua com ele —vira para mim ficando de costas para janela —Mas se em algum momento ele transparecer um pouco daquele comportamento com você ,não pense duas vezes e sai dele. 


Concordo com a cabeça guardando o celular em minha bolsa. 


—Ele chegou —ela avisa vindo até mim. 


—Será que eu desço agora? Nossa estou muito nervosa, até parece que esse é nosso primeiro encontro —rio da situação. 


—Vou descer com você. 


Antes mesmo de abrir a porta alguém bate chamando. Ino abre para ver quem é.


 —Não! Você não vai entrar agora —me aproximo por trás para ver quem é —Espere lá em baixo.


 —Deixe-o entrar Ino —falo vendo que é Kakashi.


 —Este é o meu quarto —argumenta.


 —Esqueceu de um detalhe —Kakashi fala com as mãos nos bolsos —Esta é minha casa.


Vish o bixo vai pegar, é melhor acabar logo com isso.


 —Mas eu durmo aqui, por tanto vai se afastando pra longe —usa a mão o empurrando para trás.


 —Se você trabalhasse para mim, já teria sido demitida —Kakashi diz num tom ameaçador.


 —Se eu trabalhasse pra você, colocaria veneno em seu café —Ino retruca o encarando.


 —OK já chega —empurro Ino da frente da porta passando .


 —Vamos —Kakashi fala abraçando minha cintura.


 —Não vai nem elogiar? —Ino provoca —Além de arrogante ainda é mal educado.


 —Não liga pra ela —puxo Kakashi pelo braço para andarmos logo.


 —Cuide bem da minha amiga! —Ino grita —Ou a história do veneno se cumprirá!


Desço com Kakashi até o carro.

 —Não leve a sério o que Ino falou —tento defendê-la —Ela não faria mal nem para uma mosca —minto.Ino pode fazer mal a qualquer um que ameace.


—Você deveria ter comprado a cola. Sua amiga fala de mais.


—Ela é legal.


—Talvez —ele sorrir —Você está muito linda —sorrir com uma das mãos em meu rosto.


—Obrigada —sorrio levando minha mão até a sua em meu rosto.


[....]


Permanecemos calados até o restaurante, Kakashi ficou o tempo inteiro olhando alguma coisa em seu celular.


Ele está tão lindo de smoking, não consigo tirar o sorriso bobo dos lábios ao lembrar que somos namorados.


Chegamos ao restaurante, é diferente de tudo que já vi. Parece uma enorme mansão que foi transformada em restaurante.


Arnoldo estaciona o carro. Seguimos para uma mesa próxima da janela, um pouco afastada das outras mesas que se encontram no centro do salão.


—É lindo esse lugar —falo assim que sentamos.


—Verdade, tinha tempo que não vinha aqui —começa a olhar um pouco para fora do restaurante, parecendo procurar algo.


—Está tudo bem? —pergunto.


—Segura pra mim? —me entrega seu celular —Preciso falar com um amigo que acaba de chegar .


—Está bem — guardo o celular na bolsa, e tento ver quem é o tal amigo. Para minha surpresa é o mesmo que encontramos em Recife. Esse cara virou chiclete foi? Todo lugar que vamos ele está, ainda não esqueci do almoço em que confundi aquele homem que estava com ele com o Sasuke. Mas ele era tão parecido, idêntico na verdade.


O celular de Kakashi começa a vibrar em meu colo. Pego olhando de quem é a ligação. Vejo o nome de Anko.


Me sobe uma raiva por dentro, e como num flash suas palavras surgem em minha mente, ela dizendo que Kakashi era dela.


—Alô —atendo.


—O que faz com o celular de Kakashi? Quem é você?


—Sou Sakura, lembra de mim? —começo a debochar —Sou a namorada dele.


—Você? —ela começa a rir de uma forma assustadora, bizarra na verdade —Querida o máximo que você vai chegar a ser de Kakashi , será somente mais uma putinha —continua as risadas.


—Diz isto porquê você ja foi uma das putinhas dele não é? —falo sorrindo —Coitada, você foi descartada como um trapo velho Anko?


—Putinha —sinto raiva seu tom de voz —Vadia, cadela —ela continua as ofensas, e mesmo eu morrendo de raiva e tremendo de ódio continuo rindo de suas palavras.


—OK, pra você eu posso ser puta,vadia cachorra e o que mais você quiser —paro de rir —Mas é comigo que ele está, é comigo que ele dorme todas as noites, é minha boca que ele beija todos os dias. E quanto a você Anko...Não passa apenas de uma secretária —desligo o telefone sem nem esperar ela falar algo. Minhas mãos estao suadas e minha garganta seca, estou tremendo de nervoso pelo que acabou de acontecer. Mas não me arrependo de uma só palavra que eu disse, ela mereceu por ter me tratado mal aquela vez. Vadia!


O celular vibra com uma nova mensagem. Abro para ler. 


~~Mensagem-Anko


"Escreva o que estou dizendo sua vira lata, aproveita o quanto pode esse seu contos de fada. Porque vou fazer você pagar por isso, você irá se arrepender de ter se metido comigo. Posso ser a secretária, mas esse não foi um trabalho qual escolhi, e não trabalho nele por necessidade. Sabe porque querida? Eu não preciso de dinheiro ou salário, eu sou rica. Trabalho para Kakashi a pedido da mãe dele, ela me instruiu a ajudá-lo por sermos amigas. Só quero te avisar uma coisa, tire dessa sua cabecinha a possibilidade de algo mais sério com Kakashi. Você é pobre, e pobre só serve para a diversão dos homens".


Eu não vou chorar... Eu não vou chorar. Apago a mensagem com os olhos cheios de lágrimas, e guardo em minha bolsa vendo Kakashi entrando no restaurante. 


—Não consigo parar de chorar... Droga! Eu odeio que as pessoas e humilhem, que falem que não sou nada. 


Vou para o banheiro e abaixo a tampa do vaso me sentando e fechando a porta. Fico um tempo tentando conter as lágrimas, até alguém bater na porta assustando-me. 


—Está ocupado —respondo e começo a enxugar meu rosto. 


—Sou eu, Kakashi. 


Enxugo meu rosto mais rápido e olho-me no espelho. Meus olhos estão um pouco vermelhos. 


Abro a porta e Kakashi me observa. 


—Você estava chorando? —pergunta. 


—Não. É que está um pouco frio e minha sinusite atacou. 


—Quem era no telefone? 


Ele viu eu falando com alguém em seu celular... Falo a verdade? 


—Anko —respondo —Ela não disse o que queria. 


—Entendo —seu tom é desconfiado —Vem, vamos jantar. 


Voltamos para a mesa e Kakashi pede seu telefone de volta. 


—Pede algo pra mim? —falo olhando o cardápio —Não sei o que quer dizer esses nomes. 


Kakashi pede algo para nós dois. Nosso jantar logo chega. 


—O que significa isso Sakura? —ele pergunta num tom furioso mostrando uma outra mensagem de Anko. 


~~Mensagem -Anko


"Nem tente seduzir Kakashi. Você é apenas um miserável ratinho no meio dos leões".


Termino de ler colocando o celular sobre a mesa, sem saber o que dizer. 


—Foi por causa dela que você estava chorando? —pergunta sério —O que ela disse antes dessa mensagem? 


—Não tem importância, deixa isso pra lá —sinto meus olhos lacrimejarem outra vez lembrando do que li. 


—Fala logo, quero saber. 


—Não... 


Ele fica me encarando de braços cruzados por um tempo, uma energia ruim fica entre nós dois e decido falar. 


—Ela disse para mim não me iludir com você, pra descartar qualquer possibilidade de algo sério entre nós dois, disse que sou apenas mais uma de suas putinhas. 


Continuamos em silêncio, exceto pelo barulho das outras mesas e dos garçons andando de um lado para o outro. 


—Vamos para casa —ele fala chamando o garçom para encerrar a conta. 


—Está com raiva? —pergunto. 


—O que você acha? 


—Que sou eu quem deveria está com raiva —desvio o rosto chorando —Não foi você o ofendido hoje. 


Depois de pagarmos a conta seguimos para casa. No carro preferi ficar um pouco mais distante de Kakashi. Ele aparenta está irritado e exausto também. Este jantar foi um verdadeiro fracasso. 


Chegamos em casa um pouco tarde, Ino já foi dormir e as luzes estão apagadas. 


—Sakura —Kakashi chama me vendo ir para as escadas —Espere. 


—O que você quer? —pergunto parada no lugar. Ele se aproxima colocando uma de suas mãos em minha cintura, e a outra em meu rosto. 


—Desculpa —me olha nos olhos. 


—Não precisa se desculpar —falo —É melhor esquecermos isso. 


—Não —beija minha testa acariciando meu rosto —Não vou admitir que ninguém trate você mal, amanhã vou por um ponto final em tudo isto. 


—Como assim? —pergunto estranhando .


—Só posso dizer que Anko não vai mais te destratar como hoje —me dá um selinho de máscara —Vamos dormir, está tarde. 






Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o breve. ✌


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