História Meu Caminho para a Luz - Capítulo 41


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Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Aries, Cana Alberona, Charlie, Droy, Elfman Strauss, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandine, Gray Fullbuster, Happy, Igneel, Jellal Fernandes, Jet, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Leon, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Metallicana, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Mystogan, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Wendy Marvell, Zeref
Tags Ação, Erza, Gajeel, Gale, Gray, Gruvia, Jellal, Jerza, Juvia, Lamira, Laxus, Levy, Lucy, Mira, Mirajane, Miraxus, Nalu, Natsu, Romance
Visualizações 75
Palavras 3.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hellowww pessoas!!
Quem é vivo sempre volta! Depois de meeeesees sem postar nads por conta da bagunça que estava a minha vida, a falta de inspiração e o fato de eu ter perdido o capítulo 3 vezes e ter sido obrigada a reescrever tudo de novo, finalmente estamos aqui!
Boa leitura! ♡

Capítulo 41 - Preparem-se para o casamento


Capítulo 41. Preparem-se para o casamento
O avião pousou no aeroporto causando grande espanto nos operadores e grande confusão nos vôos. Os controladores gritavam xingamentos pelos fones de modo que Hibiki os desligou enquanto manobrava pela pista tentando ao máximo não esbarrar em nada. Do seu assento Natsu observava tudo com um comichão cada vez mais constante nas mãos. Seu coração batia fortemente contra as costelas, se era de medo ou de ansiedade, ele não sabia.
Assim que o avião aterrissou sem acidentes na pista, o rosado pegou o celular e discou o número de Levy rezando para que ela atendesse logo. No quinto toque ele já sentia o aperto no peito aumentar cada vez mais, quando a voz dela finalmente preencheu a linha. 
- Natsu! Você está... - Ele não a deixou continuar.
- Levy, finalmente! Por que demorou tanto?!  - ele podia ouvir a risada dela, mas o que tinha de engraçado ele não conseguia identificar. - Escuta, eu preciso de um favor.
- Não precisa continuar, eu já sei o que vai pedir. - ela respondeu e, mesmo através da ligação, ele pôde imaginar que ela estava sorrindo. Era mais que óbvio o que ele iria fazer a seguir. - Não se preocupe, vou avisar a todos.
- Você é a melhor. - Ele respondeu agradecido. - Só não deixe o Gajeel saber que eu disse isso.
- Não vou. - ela riu. - Fica me devendo uma. - e com isso ela desligou.
- Natsu-kun, vamos levá-lo até o casamento, Man!. - o piloto Ichiya se aproximou fazendo um gesto para que Natsu o acompanhasse. 
Já fora do avião, estacionada na borda da pista, um carro os aguardava. Através do vidro era possível ver que três pessoas dividiam o espaço dianteiro do veículo. Como aquilo estava funcionando Natsu não sabia dizer, então tratou de ficar calado e não  abusar da sorte que tinha.
- Capitão, estamos prontos. - Hibiki falou da direção. 
- Estamos prontos. - Os outros dois repetiram. 
- Para onde, meu jovem? - Natsu deu o endereço do local que ia se encontrar com os amigos nas proximidades da casa de Lucy. O carro partiu e o percusso foi seguido em silêncio. Silêncio esse que Natsu usou para pensar desesperadamente em um plano que pudesse usar para todo aquela operação poder vir a funcionar. Porém, sua mente o traia, estava completamente em branco. Como podia pedir aos amigos que o acompanhasse se não tinha nenhum plano decente?
O tempo passou mais rápido do que ele esperara e logo eles chegaram ao local. Natsu pulou do carro para a calçada onde os amigos já o esperavam. Voltou-se para agradecer novamente ao capitão, mas o veículo já se afastava pela estrada.
- Boa sorte, meu rapaz! Que você consiga salvar seu amor a tempo. - gritou o Capitão.
- Boa sorte! - repetiram os outros três se distanciando cada vez mais.
- Amigos estranhos esses seus. - comentou Gray.
- É, mas eles voltaram um avião por mim. - respondeu sob olhares de surpresa. - Agora, vamos. Temos um casamento para arruinar.
***
Lucy observou-se no enorme espelho dourado afixado em uma das paredes do quarto de vestir. O vestido branco lhe servia perfeitamente, as delicadas alças caiam nos ombros descendo para o busto destacado por um lindo colar de cristais.  O tecido fino que assentava perfeitamente nas curvas da cintura e descia em camadas que se tornavam mais curtas do lado direito terminando em uma leve cauda. Luvas de renda delicadas cobriam as mãos. O cabelo estava trançado pela metade deixando o final pender em delicados cachos. O véu estava preso às tranças por um belo pente de diamantes. Com a leve maquiagem que usava, destacando os lábios vermelhos e as bochechas rosadas e deixando os olhos brilhantes e misteriosos, ela estava linda. E se sentia a mais feia das criaturas. 
Era um sentimento contraditório, afinal era dia do seu casamento e ela devia estar radiante. Era o que todos diziam. Porém, seu coração estava pesado de tristeza.
- Hime-sama, você está linda como a sua mãe. 
Ela assentiu e as mulheres que a ajudaram a se vestir se retiraram. Lucy voltou a se olhar no espelho se perguntando se sua mãe também se sentira assim no dia do seu casamento. " Espero que não esteja tão decepcionada comigo pelo que me tornei, mãe..." Ela suspirou e deu as costas ao espelho no exato momento em que alguém batia na porta e adentrava o quarto.
- Está na hora.
***
- Então, qual é o plano? - Levy perguntou e todos os rostos se viraram para Natsu que sentiu o nervosismo aflorar. Não podia admitir que não conseguira pensar em nada desde que saíra do avião. 
- Nós vamos lá e improvisamos o resto. Todo mundo sabe que o melhor plano é não ter nenhum plano! - tentou falar com uma certeza que, no momento, ele certamente não possuía. Gray riu abertamente.
- Então, resumindo, você não pensou em nada. - ele não respondeu. Também não estava confiante de que isso funcionaria. Não. Ia funcionar. Tinha que funcionar. 
- Vai dar tudo certo. - assegurou.
- Detesto quando as pessoas dizem isso. - Levy comentou. - Parece que sempre dá azar.
- Isso nós vamos ver. - Natsu olhou para os amigos tentando passar a confiança que sentia por eles. - Vamos logo. 
***
Lucy desceu a escada sentindo que cada degrau a levava para mais e mais longe de si. Seu pai a esperava ao final dos degraus,  ao vê-la ela percebeu em seus olhos alguma emoção profunda.
- Você está linda. - a voz, por um mísero instante, pareceu se suavizar. Mas logo voltou ao tom frio e pouco receptivo de sempre. - Vamos logo, os convidados estão esperando.
Ela assentiu passando o braço sob o dele e se concentrando em não tropeçar nos saltos desconfortáveis. Ao se aproximar do jardim pôde sentir o cheiro fresco das flores, as favoritas da mãe: lírios do campo, margaridas e rosas brancas. Sob seus pés o tapete vermelho era macio mesmo através dos sapatos incômodos e cada passo que dava podia ver melhor a enorme tenda branca montada ao fim do caminho. Os cabelos loiros de Sting ficaram visíveis e ele sorriu como se houvesse ganhado. Sua mente se esvaziou de quaisquer outros pensamentos e a marcha nupcial marcava o ritmo de seus passos para cada vez mais longe de Natsu. "Eu sinto muito... " Um passo. "Sinto tanto..." Mais um passo. "Nunca quis que acabasse assim... Natsu..." Um último passo e seu pai entregava sua mão a Sting. Ela o olhou brevemente sentindo a tristeza se contorcer em seu interior. O padre pigarreou e ambos se viraram para a frente. 
Porém, antes que este pudesse dizer quaisquer palavras, estouros soaram pelo céu assustando os presentes. Lucy virou-se, surpresa, enquanto olhava para cima e via os brilhantes fogos de artifício multicoloridos cortarem o céu. Por toda parte os convidados soltavam exclamações admiradas.
- Mas o que significa isso? - o pai falou irritado. - Os fogos só deviam ser liberados após a cerimônia! 
Lucy sabia que não devia, mas seu coração a traiu e palpitou forte, as batidas cada vez mais esperançosas.
- Você! - o pai apontou para um dos seguranças que vigiavam o local. - Descubra o que está acontecendo, agora. - o homem de terno preto assentiu e, fazendo um sinal, outros dois o seguiram. - Agora de volta a cerimônia. 
Mesmo contra a vontade, os convidados abaixaram os rostos e os olhares se pousaram novamente sobre Lucy. Eles se viraram para o padre mais uma vez, porém, agora havia uma diferença, ela sentia uma ponta de esperança aquecer o seu peito. Sabia que aqueles fogos eram uma mensagem dirigida a ela: " Estamos chegando." dizia. Ela ia confiar e, enquanto não acontecia, daria o máximo de si para atrasar a cerimônia. 
***
- Pra uma casa rica até que esses caras eram bem fraquinhos. - falou Gray pousando a cadeira que usara de arma no chão. 
- Mas agora vem a melhor parte. - Gajeel sorriu maliciosamente enquanto jogava dois rolos de fita adesiva no ar e os pegava de volta. - Hora de amarrar. 
- Silêncio vocês dois, eu preciso escutar. - os amigos rolaram os olhos para Jellal que se encontrava abaixando nos arbustos espiando a cerimônia ao lado de Natsu. - Não se esqueça, você tem que aparecer quando o padre falar: "Se existe alguém que tem algo contra esse casamento, fale agora ou cale-se para sempre."
- Mas pra que isso? - o rosado resmungou aborrecido. Mesmo a distância da tenda ele podia ver os cabelos loiros de Lucy brilhando sob o véu. Ela estava logo ali, ao seu alcance, não entendia por que precisava esperar.
- Apenas faça. 
- Aqui, vistam isso. - Gajeel jogou os uniformes dos seguranças, que agora se encontravam bem presos, para os outros dois. - A baixinha já deve estar terminando de invadir o sistema que comanda a mansão. 
Eles trocaram de roupa e logo a porta eletrônica se abriu, mostrando que Levy obtivera sucesso em sua missão. Gajeel e Gray se entrolharam, pegaram os galões que haviam achado na parte de trás da garagem e entraram na mansão. Jellal ia segui-los, porém um pressentimento de que algo logo daria errado o assaltou. Ele tornou a olhar para o rosado que parecia concentrado na cerimônia. 
- Natsu...
- Não se preocupe comigo. - ele ensaiou um sorriso. - Vai logo.
Ainda com um sentimento incômodo, ele assentiu e seguiu os outros dois porta adentro.
Escondido sob as moitas, Natsu se encontrava inquieto. Sabia que seu plano de não ter planos era bom, mas, mesmo assim, ele não aguentava estar tão perto assim de Lucy e não fazer nada.
Mordendo o lábio em conflito, olhou para a porta pela qual os amigos haviam desaparecido e se decidiu. Ficando de bruços no chão, ele se arrastou pelas sombras para conseguir uma posição melhor. 
***
- Porcaria, Jellal! - praguejou Gajeel pulando na hora exata em uma fina linha vermelha se materializou em seu caminho. - Por que não avisou que isso estava aqui?
- Talvez porque não estava aí antes. - ele respondeu aborrecido também pulando sobre o sensor de movimento. - É isso que eu ganho por ser "o melhor guia do mundo". - reclamou repetindo as palavras que amigos haviam usado para convencê-lo a ir junto. 
- Vamos acabar sendo pegos e a culpa vai ser de vocês. - Gray resmungou enquanto olhava cuidadosamente o corredor que iam entrar. Aparentemente o movimento no interior da casa não era tão rigoroso quanto eles haviam suposto. "Parece que foi um golpe de sorte." Pensou.
Eles atravessaram o corredor, parando ao alcançarem uma bela escadaria de madeira que era o único caminho até o terraço. Mas, antes que pudessem subir os degraus, vozes irritadas soaram no corredor.
- Eles foram por ali! Depressa.
- Corram! - Grey gritou. "Eu e minha boca grande! Tinha que falar em sorte justo agora..." Os três dispararam pelos degraus.
- Feche a porta! Vamos, depressa. - Gajeel pegou um cabo metálico ali perto que servia de haste para a bandeira contendo o emblema dos Heartfilia e o passou pelas maçanetas da porta que se abria para o terraço. Ele pressionou as costas contra a porta, firmando os pés no chão à espera das batidas que logo viriam.
Enquanto isso os outros dois correram para as mesas ali espalhadas,  provavelmente com o intuito de se fazer um café ou um lanche agradável, e as empilharam. Gray abriu um dos galões que haviam achado e derrramou o líquido pela madeira tentando manter um traçado contínuo. Enquanto isso, Jellal aproveitou para espiar a cerimônia pela borda da sacada e a visão o deixou paralisado. 
- Mas o que ele pensa que está fazendo? - o tom de voz alertou os outros dois que largaram o que estavam fazendo para olhar.- Ele vai estragar tudo assim!
De fato, Natsu se encontrava de pé na tenda principal onde até poucos minutos ocorria a cerimônia. Um braço escondia Lucy atrás de si de forma protetora enquanto encarava o pai da garota e Sting que, de algum jeito, parecia estar caído no chão. Mas eles mal tiveram tempo de especular sobre o que viram pois batidas pesadas soaram contra a porta. Gray e Gajeel correram para segurá-la deixando com Jellal o restante da tarefa. Ele abriu o outro galão e correu pelo terraço para espalhar o líquido por toda parte. Quando este ficou vazio, jogou o recipiente de lado e puxou um dos tecidos que enfeitavam os guarda-sois afixados onde antes estavam as mesas. Parando na borda fez um sinal para os amigos que largaram a porta e correram para se juntar a ele. O azulado jogou o pano por um dos cabos mais baixos que passavam por ali e Gajeel segurou a outra ponta enquanto Gray subia segurando firme nas costas de Gajeel. Jellal tirou um isqueiro e o acendeu e, no exato momento que as portas foram arrombadas, ele o largou no líquido que havia espalhado. Logo em seguida, os três pularam.
***
Em seu esconderijo, atrás dos enormes vasos, Natsu se encontrava ansioso. Recitava mentalmente as palavras de Jellal como a única forma de se manter no lugar enquanto assistia o desenrolar da cerimônia. Em determinado momento, Sting segurou as mãos de Lucy e as beijou dando um sorriso de superioridade logo em seguida. Esse foi o estopim para que Natsu esquecesse de todo o não-plano e simplesmente abandonasse o esconderijo com o punho erguido, acertando um soco no rosto de Sting e o derrubando para longe de Lucy. 
O momento passou e ele percebeu o que havia feito e o que deveria ter feito. "Ah, agora já era." 
- Eu protesto! - Natsu gritou. - O único casamento que devia estar acontecendo aqui seria o meu e da Lucy.
Uma exclamação admirada subiu dos presentes. O rosado agarrou a mão de Lucy e sorriu, agora tudo ia ficar bem. Ela mal podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo, ele havia vindo mesmo. Por ela. Seus olhos marejaram, mas antes que pudesse falar algo, uma voz irritada subiu da multidão.
- Que palhaçada é essa? - o pai avançou vários passos e se aproximou da tenda. Natsu se colocou a sua frente passando um braço protetoramente a sua volta. - O que vocês acham que estão fazendo?
- Não é óbvio? - ele o enfrentou - Estou levando a Lucy para longe das suas mãos doentias. - assistiu com apreciação o rosto dele passar de branco à vermelho a medida que falava. - A partir de agora você vai ficar bem longe dela e de nós, ameaças não vão mais surtir efeito.
- Ah, é? - ele fez um gesto e estralou os dedos e logo um linha do de seguranças uniformizados apareceram como se convocados por mágica. - Quero ver você tentar. - o olhar de arrogância voltou ao seu rosto. - Não faça promessas que não possa cumprir, garotinho. 
Antes que Natsu pudesse responder, sentiu algo o puxar pela gola e logo seu rosto encontrava o punho erguido de Sting. O rosado deu alguns passos para trás, atordoado pelo golpe surpresa, mas logo se voltou para o loiro que limpava o sangue que escorria do nariz e o chamava para cima com a mão livre. 
- Pode vir encarar, seu rosado de merda! Não aguentou saber que foi abandonado, não é? Que ela preferiu a mim! - gritou Sting, o rosto contorcido pela raiva. Natsu sentia o sangue correr mais rápido pelas veias, incitando-o a pular em cima dele e o socar com vontade.
- Até parece que ela escolheria um cara qualquer com gel no cabelo por vontade própria. Era tudo pela chantagem, ela não ficaria com você nem em mil anos! 
Sting agarrou a frente de sua blusa e os dois rolaram pelo chão da tenda trocando golpes e xingamentos. Lucy observava a cena se perguntando se deveria ajudá-lo, mas, antes que pudesse atirar o sapato em Sting, seu pai a agarrou pelo braço e começou a arrasta-la para o meio do mar de seguranças. Ela lutou e resistiu, puxando o braço das garras do pai que seu voltou para encara-la, a fúria visível em seus olhos.
- Ousa me enfrentar? Não se lembra do que acontece se o fizer? 
- Eu não vou mais te obedecer! - Ela gritou, liberando toda a raiva e o ódio que guardara durante os anos. - Não vê que está tudo desmoronando? Até quando vai insistir nessa história ridícula de casamento? Você está falido! E não vai recuperar tudo com um só estralar de dedos. Por isso, eu vou sim, vou desobedecer agora e daqui em diante! Você não tem mais um pingo de influência ou dinheiro pra fazer valer todas as suas promessa. É o fim.
Teria falado mais, porém, nesse exato momento, pôde ouvir um urro vitorioso acompanhando de um rugido típico de fogo. Chamas saltaram do terraço onde um desenho ardia como se houvesse sido desenhado por elas. Lucy sorriu ao ver o símbolo da Fairy Tail se erguer e queimar no lugar que tanto odiava. Aquela visão lhe enchia de uma coragem que há muito esquecera que possuía. Voltou-se para o pai, que encarava o ocorrido incrédulo, e se pegou rindo. Adorava a sensação que ele deveria estar sentindo ao ver que tudo o que prezava mergulhar profundamente pela borda de um penhasco. Os gritos dos convidados foram o próximo som que se juntou ao rugido das chamas e ela assistiu satisfeita enquanto o caos e o pânico se instalava no local, tentando ser contido inutilmente pelos seguranças.
- Está vendo, querido pai? - a voz se ergueu querendo que tudo aquilo o atingisse. - É isso que acontece quando se mexe com a Fairy Tail!
Ele a olhou, a raiva queimando nos olhos tanto quanto as chamas que decoravam a mansão, e gritou pelos seguranças. Aqueles que estavam mais próximos convergiram para o chamado e tentaram agarrá-la. Lucy arrancou um dos sapatos e o lançou com maestria, o salto acertando os óculos escuros de um deles e o rachando; a sua esquerda, um punho surgiu da confusão e mandou outro segurança cambaleando para trás. 
- Natsu! - Ela gritou, feliz. - Onde está o Sting? 
- Não durou nem para o gasto! - ele gritou de volta, rindo. - E agora a cavalaria resolve chegar. 
Lucy virou-se para olhar o lugar que ele encarava e pôde ver três formas amontoadas que se aproximavam suspensas em um dos cabos agarrados a um tecido. Porém, o tecido não possuía resistência suficiente e acabou por se rasgar antes que eles tivessem a chance de tocar o chão. Os três caíram no gramado, um amontoado de pernas e braços, xingando em altas vozes.
- É uma bela cavalaria. - Lucy comentou, tentando manter uma voz neutra. 
- Era a única disponível. - Natsu parecia tristemente arrependido de sua escolha.
Os seguranças tornaram a se reagrupar e tentaram imobilizá-los mais uma vez. Porém, Gajeel e Jellal já haviam se recuperado e avançavam para se juntar à briga. Enquanto isso, Gray correu até a mesa e agarrou o que podia jogando docinhos e até mesmo a cobertura do bolo nos seguranças, resmungando sobre o desperdício que era tudo aquilo. Na confusão de corpos e gritos, Lucy perdeu o pai de vista, enquanto ouvia um novo som lacinante que se uniu à cacofonia que era os demais, avisando-a que era hora de ir.
- Polícia! - gritou na esperança dos outros compreenderem. E então viu de relance o pai, ajoelhado na grama com glacê e recheio manchando o terno. Seu interior queimou com satisfação e, naquele momento, ela se sentiu leve, mais leve do que tinha sido em toda a vida.
- Lucy! - Natsu surgiu a sua frente, olhando assustado para o portão principal que dava acesso ao terraço pele qual era possível entrever a entrada dos policiais no local. - Temos que ir agora! - Ela assentiu, arrancando o outro sapato do pé e correndo com os amigos para a saída dos fundos segurando a saia para evitar tropeçar. Lançou um último olhar à mansão que crescera e quase pode ver, na fumaça que subia, a figura da mãe dizendo-lhe para seguir em frente e ser feliz. Segurou as lágrimas, engoliu o nó que se formava na garganta e partiu, esperando nunca mais voltar. 
Eles percorreram diversos becos e vielas tentando fugir para o mais longe possível da confusão que haviam deixado para trás. Quando se asseguraram de estar a uma distância suficiente, Lucy se voltou para Natsu erguendo uma sobrancelha e sorrindo:
- Aquele cara de gel no cabelo é? - brincou.
- Não consegui pensar em nada melhor na hora. - ele respondeu também sorrindo. Agora, longe de toda a confusão, não havia motivos para não sorrir. Natsu segurou sua mão, entrelaçando seus dedos passando o outro braço pela cintura da garota que apenas se aconchegou em seu peito, no calor reconfortante que tanto sentira falta. - Agora me diga, Luce, - ela sorriu ao ouvir seu nome sendo pronunciado daquela maneira deliciosamente arrastada que somente ele conseguia - ainda tem certeza que quer esperar até a próxima vida para ficar comigo? 
Com o braço livre, Lucy envolveu a nuca do rapaz, carinhosamente, sentido os fios róseos e sedosos deslizarem por seus dedos.
- Não quero esperar mais nem um segundo. 
Risadas de felicidade borbulharam em seu peito quando Natsu se inclinou para pressionar seus lábios contra os dela. E, naquele momento, tudo parecia estar em seu devido lugar. 


Notas Finais


Estamos entrando na reta final! Mais uns 5 ou 6 capítulos e será o fim.
Muito obrigada por ler e pra quem ainda lembra dessa história!
Espero que tenham gostado, tenho alguns projetos futuros muito interessantes vindo aí!
Beijinhos ♡3♡


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