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História Meu chefe é um monstro - Capítulo 43


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Notas do Autor


Hello, people!

Tudo bem com vocês? Desculpem-me pelo dia de atraso. Ontem eu acabei me enrolando aqui e não consegui corrigir o capítulo para postar. Hoje acordei com algumas ideias e mudei substancialmente muita coisa, por isso o capítulo saiu com 24 horas de atraso hehehehe.
Ah, gente! Um dia de atraso é um grande passo para quem atrasava um ano kkkkkk

Um aviso chato: Eu estava atualizando uma semana aqui, outra semana a Amor em Cifras. Vou atrasar as duas um pouquinho porque quero dar um gás na A Escolha. Vocês não precisam ficar ansiosos aqui e podem se divertir dando uma olhadinha na minha original.
Vai lá gente, dá essa moralzinha para essa autora que está fazendo o melhor para vencer a ansiedade e trazer capítulos toda semana para vocês ❤

Sem mais, boa leitura!

Capítulo 43 - O início do fim


- Ah, que merda! – Escutei a voz adocicada praguejar alguns outros xingamentos. 

Satori estava de pé quando voltei a enxergar aos poucos. Minha cabeça doía terrivelmente com o zunido alto que ressoava dentro dela. A explosão parecia ter afetado muito pouco a mãe de meu amado, que apenas estava preocupada em ajeitar seu charmoso quimono. Eu estava coberta com alguns pedaços de grama e poeira. Muita poeira. Olhei para Kagome do lado e me assustei.

- Kagome, você está bem? – Metade da bochecha da minha amiga estava manchada por sangue. Sangue e sujeira. Ela passou a mão no próprio rosto, devagar.

- Sim, estou. Foi só um corte no supercílio. – Suspirei, aliviada. Não parecia nada sério mesmo, embora sangrasse bastante. Kagome rasgou um pedaço da manga e pressionou o tecido contra o ferimento. – O que está acontecendo, Satori-Sama?

Voltei minha atenção a Youkai. Ela estava ainda mais séria e parecia farejar o local. Devia ter muitos aromas ali, já que os gritos começavam a aumentar. Parecia que eu estava em meio a uma multidão nervosa, ouvindo gritos e urros, embora não eu pudesse ver nada além do muro quebrado do castelo. Alguns youkais chegaram à parte externa da propriedade e nos olharam curiosos, mas ao ver Satori, continuaram seu caminho e passaram para o lado de fora do muro.

- Começou. – A bela youkai respondeu, trincando os dentes. – Começou antes que Naraku tivesse ordenado. Isso quer dizer que... – Ela olhou para mim, e por alguns segundos eu vi medo nos olhos dela. Eu não entendia por que ela teria qualquer sentimento de medo, sendo uma youkai pura e forte como era. Ela sobreviveria fácil em qualquer combate. – Lembre-se do que prometeu, menina! Eu estava quase tirando vocês daqui! Eu ia cumprir com meu lado do acordo!

Tremi. Se Satori estava daquele jeito, era porque finalmente meu amor tinha chegado. Ele estava ali para me salvar, algo que eu nunca deveria ter duvidado nem por um instante. No entanto, eu sabia quantos youkais estavam naquela propriedade, eu sabia do poder ofensivo de Naraku. Era melhor que Sesshoumaru tivesse me deixado ali para apodrecer, sem se arriscar. Eu estava em um misto de saudade e de medo.

- Você precisa me levar até ele, Satori. Eu preciso tirar ele daqui! – Quase implorei. Satori olhou para mim como se eu fosse idiota por ter levado tanto tempo para reagir.

- O que está acontecendo? Que acordo? – Kagome perguntou, confusa e se levantando devagar.

- Preciso tirar vocês duas daqui. – Satori disse, sem responder Kagome. Minha amiga não pareceu se ofender, talvez estivesse mais do que acostumada com youkais sérios e irritadiços. – Logo isso aqui vai estar um pandemônio e eu não vou conseguir manter vocês duas seguras. Vamos, sacerdotisa. – Olhou feio para Kagome. – Não vou tolerar sua lentidão agora. Esforce-se e me acompanhe.

- Não é melhor nos tirar logo da propriedade? – Perguntei, mas me arrependi imediatamente. Se Satori pensara que eu era idiota, agora tinha certeza. – Não? – Olhei para Kagome, buscando alguma ajuda, mas ela nada respondeu.

- Vocês certamente não sentem o cheiro de sangue, mas com certeza estão escutando o barulho de luta. Não sei a quantidade de youkais que Sesshoumaru e Inuyasha conseguiram juntar, mas Naraku tem um número expressivo. Muito expressivo! Vou escondê-las até ter certeza de que meu filho fora sensato, - voltou a me dedicar um olhar cheio de escrutínio, algo que eu achava inapropriado para o momento -, o que eu duvido, já que você está envolvida.

- Você não acha que Sesshoumaru seria irresponsável, acha? – Falei baixo, não para contradizê-la, mas por pura preocupação. – Ele sempre foi muito cuidadoso e cauteloso com tudo que fazia.

- Sim, ele era assim. Até você chegar. – Satori disse com um pouco de ressentimento.

- Eu tenho de concordar. – Kagome disse. – Não que seja ruim a mudança dele, mas ela é inegável.

- Fico feliz que concordamos. – Não havia no rosto de Satori sinal algum de felicidade. - Agora podemos ir?

Nem tivemos a oportunidade de responder. Estávamos correndo de novo, mas para a minha crescente agonia, de volta para o castelo. Os gritos que agora estavam mais altos foram ficando atrás de nós, embora o castelo também estivesse em movimentação intensa. Os corredores agora estavam cheios de youkais de força menor e fomos obrigadas a usar os corredores principais. Por estarmos com Satori, ninguém questionava para onde íamos e o que estávamos fazendo. Eu estava segurando a mão de Kagome firmemente e agora ela estava mais séria do que antes. Devia estar igualmente preocupada, ainda mais com o fato de que Inuyasha era inegavelmente mais estourado e menos calculista que Sesshoumaru.

Tivemos de passar por um grande salão, que eu logo reconheci. Era o salão onde houvera o baile youkai, ao lado do salão em que todos aqueles humanos foram friamente assassinados pelos youkais morcegos. Senti minhas pernas falharem por um instante, mas Satori não permitiu que eu diminuísse o passo e me puxou pela mão.

O salão estava lotado e, embora estivesse acontecendo uma luta do lado de fora, os youkais ali presentes observavam um youkai discursar. Ele era jovem, bonito e certamente esbanjava carisma – falava como um líder nato. Minha mente estivera cheia demais para reparar nos youkais na noite da festa, mas se eu não estava muito enganada, aquele youkai usara uma máscara de lobo e estivera ao lado de Satori, que só agora eu entendia ser dona dos olhos amarelados que me foram tão familiares.

- ... se o dia chegou antes, é porque nossa grandeza Youkai deve brilhar mais cedo e mais forte que a alvorada! O sol invejará nossa conquista, nossa força! – Apesar de ter uma destreza natural, Satori estava tendo dificuldades para abrir nosso caminho em meio àquela multidão de youkais. Nos esbarrávamos neles, mas nem assim aqueles monstros se desligavam do líder, degraus acima. – Camaradas, nossa movimentação se revestirá de grande importância na história mundial! Nossa revolução demonstrará o fim de todas as ilusões da superioridade humana! Não se enganem, meus companheiros, a revolução não vem sem sangue. O sangue purifica nossa causa, nos deixa mais fortes! – O youkai fechou o punho e o ergueu, fazendo suas palavras soarem ainda mais amedrontadoras. Aquilo me causava um arrepio ruim, uma vontade quase que incontrolável de vomitar. – Os humanos puderam maltratar; puderam também assassinar milhares de youkais, mas não mais! A vitória é nossa! – Gritos incentivadores soaram por todo o salão. Senti Kagome apertar minha mão, em clara discordância com aquele discurso. Não deveríamos estar ali naquele momento, de jeito nenhum - A vitória da revolução Youkai mundial está assegurada! Avante, camaradas!!

Terminado o discurso incentivador, os youkais começaram a caminhar em direção oposta à nossa. Satori nos puxou para um canto, esperando a multidão ali sair, ou seríamos atropeladas. O som dos passos deles estava sincronizado e fazia meu coração bater doloroso com aquelas passadas. Lutei contra a vontade de me abraçar, de ceder ao medo.

Não demorou muito para o salão estar vazio. Vazio, exceto por nós e pelo orador entusiasmado. Ele veio até nós, com um sorriso orgulhoso decorando o rosto. Fingi não ficar tão horrorizada quando ele deu um rápido beijo em Satori. Kagome não foi tão discreta, parecendo ter acabado de chupar um limão.

- Está levando as prisioneiras para um lugar seguro, minha senhora? – Perguntou com tranquilidade, parecendo esquecer das palavras há pouco proferidas.

- Sim, Juan. – Satori fechou a cara. – Apesar de serem prisioneiras humanas e inúteis, eu ainda prezo por minha privacidade. Controle seus instintos.

Apesar da bronca, o outro youkai riu gostosamente.

- Desculpe-me, minha doce senhora. Eu realmente me empolguei, mas queira entender que o momento exige meu entusiasmo.

- Entendo perfeitamente, meu querido. – Falou fria. Realmente Sesshoumaru tinha a quem puxar.

- Não vou atrapalhar você em seus compromissos, bela Satori. Devo me apressar e ir avisar Naraku. Depois devo liderar esses amigáveis youkais. Junte-se a mim quando for para a batalha. Eu não suportaria lutar me preocupando com seu bem-estar.

- É muito galante de sua parte, Juan. – Satori curvou os lábios em um elegante sorriso e ofereceu a mão para o moreno beijar, o que fez sem demora. – Em breve, lutaremos juntos. Deixe alguns inimigos para mim.

- É claro, minha senhora. – Só então que ele se dignou a olhar para mim e para Kagome, mas não se demorou muito. Virou-se e rapidamente saiu, ávido para se juntar a batalha.

Satori ficou um tempo sem se movimentar, pensativa. Talvez estivesse pensando para qual direção deveria nos levar, já que agora Juan sabia que ela estava conosco. Juan parecia ser importante, um dos braços direitos de Naraku. Esse pequeno tempo serviu bem para que a gente pudesse respirar um pouco, mas Kagome quebrou o silêncio.

- Aquele é Inu Taisho? – Perguntou, olhando horrorizada para a ossada gigantesca ali no salão.

Aquilo fez Satori voltar a si.

- Isso não importa. Vamos continuar. – Ela se virou para caminhar, mas Kagome estava assombrada demais. Isso me fez ficar ainda mais curiosa sobre aqueles ossos.

- Quem é Inu Taisho? – Perguntei.

Escutei Satori respirar fundo. Acho que Kagome percebeu a deixa para que ela respondesse. A youkai olhava agora firmemente para a ossada, como se tivesse algum carinho ou consideração por aquele antigo ser.

- Inu Taisho foi um grande youkai no passado. Ninguém ousava enfrentá-lo de frente. Todos aqueles que tentavam usavam manobras sórdidas para tentar feri-lo e assim conseguir um pouco de sua honra. - Deu alguns passos para se aproximar dele, respeitosa. - Não preciso dizer que falhavam sempre, não é?

- Se falharam, por que ele está morto? – Perguntei, ainda não entendendo como os youkais podiam ser estranhos a ponto de colocar um cadáver no meio de um salão.

- Porque ele se apaixonou por uma humana. – Voltou a olhar para mim e para Kagome. Minha amiga abaixou o rosto em respeito. – Ele abaixou a guarda para proteger uma humana e sua cria. Ele havia acabado de vencer um forte inimigo e estava ferido. Para salvar a humana, ele deu sua vida.

- Essa humana era a mãe de Inuyasha. – Kagome falou com a voz baixa e calma. – Inu Taisho morreu na noite em que Inuyasha nasceu.

Levei um baque, olhando com respeito pela primeira vez para aqueles grandes ossos. Aquele era o pai de Inuyasha e Sesshoumaru. Um imponente youkai diminuído à uma decoração macabra de um castelo de malvados. Sesshoumaru iria odiar ao saber que Naraku violara o descanso de seu pai para colocá-lo ali. Talvez seus olhos dourados brilhassem na mesma intensidade que os olhos de Satori brilhavam agora. Percebi que, embora Inu Taisho tivera outro amor, ela não. Ainda restavam no rosto da forte youkai um amor que não fora correspondido.

- Tive raiva quando soube por Sesshoumaru que eles haviam brigado e logo depois o pai morrera. Sesshoumaru tentou colocar um pouco de sensatez na cabeça de Toga, mas ele simplesmente não o ouviu. Morreu por uma reles humana.

- Eu lamento, senhora. – Falei, mas tão inesperado quanto saber que aquele era o pai de Sesshoumaru, foi o tapa que eu levei no rosto. Kagome rapidamente se colocou na minha frente, protetiva, mas Satori não pareceu se arrepender.

- Satori-sama, por que isso?! – Kagome perguntou irritada, já que eu estava embasbacada demais para dizer algo. Eu não sei o que doía mais; meu rosto ou meu frágil orgulho.

- Essa humana idiota! – Esbravejou. - Sinceramente, que diferença você acha que tem de Izayoi? Acha que tem propriedade para dizer que lamenta por algo? Meu filho está lá fora lutando contra uma horda de youkais porque acha que você vale a pena, assim como Toga achava que Izayoi valia. Pelo menos ela estava grávida! O que dizer de você? Por sua culpa meu filho vai partir desse mundo sem deixar nada para trás!

- Do que está falando, Satori? Eu tenho fé que Inuyasha e Sesshoumaru vão conseguir vencer Naraku dessa vez. – Kagome falou firmemente. Eu não entendia como ela poderia ser tão firme. Naquele momento eu olhava para os meus pés, tremendo de medo de que Satori estivesse certa.

- Eu tive muito ódio de Toga quando ele morreu tão pateticamente e por isso eu fui procurá-lo no submundo. – Os olhos dela ainda faiscavam. Aquela era uma dor que ela ainda não havia superado. Seu amado a deixou por outra; morrera por outra. – Eu não encontrei aquele maldito. Toga sabe se esconder quando quer. No entanto, encontrei uma maldita bruxa que me deu uma previsão. Eu tentei não me importar com aquelas palavras, mas meu coração ainda é de uma mãe. Eu avisei Sesshoumaru, mas ele é tão cético e cego quanto o pai.

- Avisou do que? – Perguntei, não aguentando a ansiedade. Aquela conversa não estava tomando um rumo desejado. Satori ouvira alguma previsão sobre o filho que não a agradou. No entanto, ela não teve tempo de me responder já que mais uma vez outra explosão perto de nós fez a estrutura do castelo tremer.

- É a Tessaiga. – Kagome disse, apertando mais os braços em minha volta. – Eles estão nos procurando, Satori-sama. É melhor deixar que nos achem. Podemos tentar fugir.

- Já é tarde. Não há como mudar as cores as quais o destino vai costurar suas tramas. – Satori falou quase que para si mesma.

Mais uma explosão, e dessa vez poeira caia do teto. Se Inuyasha continuasse a usar a Tessaiga, logo a construção estaria toda no chão. Satori revirou os olhos.

- Por tudo que é mais sagrado, esse garoto não sabe usar a Tessaiga!! Vamos logo encontrá-los antes que vocês acabem soterradas aqui!

Estávamos saindo do salão quando um grupo de youkais nos interceptou. Eram cinco, um deles uma mulher, mas todos estavam sujos de sangue e de restos de reboco. Estavam afobados e de olhos arregalados para Satori.

- Minha senhora, você precisa tirar essas humanas daqui. – O maior disse, dando um passo a frende do grupo. – Inuyasha está avançando e Juan não quer que ele chegue perto da sacerdotisa. Ele nos enviou para ajudá-la a escoltar as garotas para um lugar seguro.

Outra explosão e os cinco youkais olharam para trás. Foi o movimento oportuno para que Satori matasse quatro em um rápido movimento de seu chicote. Eu tinha visto uma arma semelhante àquela matar rapidamente alguns humanos, mas dessa vez eu não virei o rosto e nem me senti enojada. Será se eu já estava perdendo minha sensibilidade humana? Naraku tirara muita coisa de mim, e não era o momento para eu lamentar. A garota youkai foi a única sobrevivente e nos olhou assustada.

- Satori-sama... – Caiu de joelhos, tremendo.

- Diga-me, criança, há muitos youkais inimigos lá fora? – Perguntou, inabalada pelo o que havia acabado de fazer.

- Eu... Eu ach... Eu... – Ela tremia e mal conseguia se expressar.

- Fale logo, garota! – A mão de Satori adquiriu uma luminosidade esverdeada. A garota fechou os olhos e falou em um fôlego só:

- Acredito que eles têm um número três vezes menor que o nosso! – A youkai mal terminou a frase e caiu morta no chão. Eu me senti como ela. Três vezes menor? Sesshoumaru realmente fora irresponsável.

Ou talvez, ele não tivera escolha. Talvez não houvesse mais youkais para lutar do lado certo.

- Coisas que uma mãe faz pela sua cria. – Balançou a mão teatralmente, como se tivesse um sangue invisível ali e ela o limpasse. – Vamos encontrar Sesshoumaru e Inuyasha e dar o fora daqui.

- Isso ai! – Kagome falou, empolgada. Claramente a mãe de Sesshoumaru tinha mudado de lado, embora a gente ainda não soubesse o porquê. Satori com certeza sabia do posicionamento do filho e ainda assim estava ali. Duvido que fosse para nos salvar ou para mudar de lado no momento oportuno; que certamente não era aquele, já que estávamos em um número muito menor.

Não corremos nem cem metros quando ouvimos os gritos insistentes de Inuyasha.

- Kagomeeee!! Kagomeeeee!!!

Sorri pela minha amiga, que parecia ter ganhado mais energia ao escutar o amado. Agora corria a nossa frente. Os gritos dele foram como uma luz no fim de um túnel escuro e assustador. Embora estivéssemos em meio a uma batalha, nós estávamos mais leves por estarmos mais perto deles.

- Inuyasha! Estou aqui! Inuyasha! – Kagome respondeu, sorrindo e com lágrimas nos olhos.

Assim que viramos o corredor, Inuyasha nos encontrou. Ele segurava uma grande e grossa espada, de coloração vermelho-sangue. Em um rápido instante, a espada diminuiu de tamanho e se tornou uma espada feia e velha. Inuyasha a guardou na bainha e tomou Kagome em seus braços.

- Perdoe-me, amor. Perdoe-me por ter demorado tanto! – Ele dizia, abraçado firmemente a Kagome, como se fosse possível ela escapar dele ali.

- Eu sabia que você ia vir, Inuyasha. Eu nunca duvidei, meu cachorrinho manhoso. – Kagome se afastou um pouco para afagar o rosto de Inuyasha, enquanto ele passava os dedos na sobrancelha ferida da amada.

- Senti o cheiro do seu sangue. Eu fiquei tão preocupado...

- É claro que ela se feriu. – Satori falou com ironia, matando alguns youkais que vinham pela nossa retaguarda. Foi só então que eu notei que não estávamos em um lugar seguro. – Você balança a herança de seu pai como uma criança descuidada.

- O que queria que eu fizesse? Tinha uma barreira imensa e grossa em volta dessa espelunca velha! – Inuyasha se defendeu, irritado. – Não dá para simplesmente entrar delicadamente.

- Inuyasha! – Gritei. Alguns youkais estavam vindo pelo lado dele e aquela discussão não fazia sentido agora. Ele rapidamente tirou a espada e matou os fracos youkais.

- Preste atenção, moleque! – Satori ralhou. – Onde está Sesshoumaru?

- Ahm... – As orelhinhas balançaram de leve e ele deu um sorriso amarelo. – Eu não sei.

- Você saiu correndo quando sentiu meu cheiro, né?

Kagome afagou o cabelo do amado e sorriu, embora aquilo tivesse sido uma imensa irresponsabilidade. Acho que Kagome não se importava. O que bastava era é que eles estavam juntos, o que era explicito no sorriso e no olhar que os dois agora trocavam. Eu sinceramente não a julgaria. Eu faria o mesmo quando visse Sesshoumaru. Meu coração doía de ansiedade por esse momento.

- Por favor, vamos encontrar Sesshoumaru. – Quase implorei.

- Vamos. – Satori reforçou. – Preste atenção, hanyou!

Ela se aproximou em uma velocidade sobre-humana e deu um pescotapa em Inuyasha. Só então ele tirou os olhos de Kagome e ajudou Satori a abrir caminho entre os youkais. Poucos eram os que ofereciam mais resistência e estes pareciam ficar atordoados quando viam Satori e Inuyasha. A princípio, pensei que fosse o choque de ver uma traidora ou a espada mítica de Inuyasha, mas só então eu percebi que era feito de Kagome. Ela ainda estava fraca para atacar com mais força, então ela apenas ajudava. Kagome nunca havia me ensinado a ser ofensiva, e eu não sabia bem o que fazer; temia usar meu poder espiritual e atrapalhar Inuyasha e Satori, por isso eu peguei uma espada de um youkai caído e fiz o melhor que pude para não tornar um estorvo para os três. Eu cuidava de minha retaguarda e de Kagome.

Finalmente saímos da construção, o que me deu um certo alívio, já que o velho castelo não aceitara bem os ataques de Inuyasha. Eu ficava imaginando se alguma ONG apareceria no dia posterior exigindo respostas pela destruição de uma construção histórica. Meu alívio não durou muito, já que era do lado de fora que a verdadeira luta estava acontecendo. Senti todas as esperanças serem tiradas de meu ser. Eu já havia visto muitas batalhas em filmes e amava uma em particular – a do abismo de Helm, de Senhor dos Anéis. A batalha que durara uma noite inteira havia sido emocionante nas telas, mas eu não aguentaria nem uma hora daquilo que eu via. Gritos e sangue estavam em grande quantidade ali. Youkais voadores brigavam nos céus, espadas ressoavam agudas ali. Dei um passo vacilante para trás e me encostei em Satori.

- Você não queria procurar por Sesshoumaru, menina? Achou que veria algo diferente disso? Seja corajosa! Lute por você e por ele!

E então Satori me deu um empurrão que de certa forma foi motivacional. Sesshoumaru e todos os outros estavam dando o seu melhor. Kagome, que há pouco estava fraca em uma cama, encontrara uma força sobrenatural para lutar. Apertei o cabo da espada e tentei dar o meu melhor.

Eu só não sabia que meu melhor não seria suficiente e em um momento da batalha, fui içada por um youkai voador.


Notas Finais


Pobre Rin. Vai precisar de um ano em um spa para superar o estresse que teve ai, mas tá acabando! Segurem na minha mão e vamos juntos!

Ultima coisinha: Eu atrasei um cadinho o capítulo porque estava ajudando meu marido em um projeto dele. Eu ficaria feliz se vocês fossem lá dar uma olhadinha. Meu maridão é um baterista foda bagaraí!
https://www.youtube.com/watch?v=gDAC1dD4WHg

Valeu, gente!! Até logo! =**


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