História Meu Chefe ( Namjin ) - Capítulo 21


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Jhope, Jimin, Kook, Namjin, Taehyung, Yoongi
Visualizações 163
Palavras 3.372
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Tribunal


Observo um Namjoon silencioso adentrar o meu lar e meus olhos instintivamente vão até as flores com as quais ele parece absorto. Droga, se ele tivesse me avisado antes que viria, eu poderia ao menos tê-las colocado na sacada. Assim evitaria esse clima pesado que se formou entre nós, exatamente como na primeira vez em que viu o arranjo.

Eu sei que Jackson foi inconveniente com toda a sua insistência, mas estou feliz por ele finalmente ter entendido o meu lado. Jogar esse presente fora não me parece justo. São bonitas flores, além do mais, eu jamais tive nada com ele.

Namjoon está com uma expressão estranha ao se sentar no sofá. Ele cruza as mãos e apoia os cotovelos sobre os joelhos, ficando curvado para frente. É engraçado como, apesar de encontrar-se aqui em casa comigo, aparenta estar estranhamente longe. Parece que voltamos algumas casas... Cadê o Namjoon carinhoso que me deixou aqui ontem à noite depois de um final de semana inteiro juntos?

— Quer tomar um vinho? — pergunto, na tentativa de distraí-lo desta nuvem negra na qual se encontra, por algum motivo que ainda desconheço, mas espero honestamente descobrir. — É ótimo para esquentar nesse friozinho.

— Conheço métodos melhores! — seu sorriso é tímido e quase a contragosto, no entanto me sinto bem por isso. Ao menos é um pequeno passo. Espero que ele ceda e me conte porque está tão sério.

Ouço a minha própria risada ressoar pelo apartamento. É estranhamente prazeroso tê-lo aqui comigo. Gosto de sua casa, mas aqui me sinto menos vulnerável. Sua mansão imponente é um pouco assustadora quando não se está acostumado com tanto luxo e esse é definitivamente o meu caso.

Meu riso parece ter trazido um brilho a mais em seus olhos azuis. Noto que seus ombros relaxaram e ele se endireita no sofá, recostando a coluna confortavelmente. Ainda assim, não está em seu estado natural. 

— Aceito o vinho — diz por fim e sua entonação é séria.

— Bem, preciso dizer que não é um vinho caro, se é isso que está pensando — dou nos ombros, sentindo as bochechas queimarem.

— Um vinho não precisa ser caro para que seja bom — ele sorri torto e me derrete por dentro.

Não sei o que está se passando, mas estou feliz por ele, aos poucos, caminhar para a luz.

— Eu não sei os critérios de um bom vinho — confesso, cruzando os braços. — No caso, o meu único critério foi que esse era o mais barato do mercado.

Finalmente consigo uma risada deste homem complicado. Minha nossa, já estava começando a ficar tenso com toda essa rigidez dele. Acho que, no fim das contas, deve ter tido um dia cheio. Viajou cedo e voltou no último voo. Não sei se estaria muito diferente disso caso tivesse ido junto. Provavelmente está apenas cansado.

Suas mãos grandes vão até o rosto, esfregando-o algumas vezes. Ouço-o soltar um pesado suspiro, tudo o que quero é eliminar essa barreira que ele criou entre nós dois. Sei que basta que eu esteja no seu colo para essa carranca ir embora. Céus, estou virando um pervertido! A culpa é toda dele!

No momento em que me viro em direção a cozinha, sou pego de surpresa por sua voz, no entanto.

— Quem te deu essas flores? — Seu tom direto faz com que, instantaneamente, um nó se forme em minha garganta.

— Perdão? — indago, girando os calcanhares para ficar de frente para ele novamente.

Namjoon está com o punho fechado em frente à boca e seus olhos estão terrivelmente penetrantes, de forma a me deixarem desconcertado. Por que isso agora?

— Ouviu a minha pergunta — sua voz paira cortante sobre nossas cabeças, criando um silêncio terrível na sala minúscula.

“Oh, alguém está irritado!”

— O meu amigo Yoongi! — ouço-me dizer, antes que possa pensar a respeito. Caramba, por que fui mentir justo agora?

Sinto que essa foi uma decisão burra. Ok, realmente burra. Contudo, ele está diferente. Quero dizer, normalmente é sempre educado, carinhoso e até mesmo brincalhão, no seu jeito sério. A única vez em que o vi diferente foi o dia em que o peguei chorando na sua academia particular e mesmo esse dia era mais agradável do que agora.

A intensidade com a qual me fita faz com que eu perca a força das pernas. Por um momento, fico desconfortável com a sua presença. Foi uma boa ideia tê-lo convidado para vir aqui essa noite?

Tão logo minhas palavras o alcançam, noto uma de suas sobrancelhas arquearem brevemente. Intrigado. Ele parece intrigado com a resposta. “Parabéns, Jin”, penso, sentindo que, de alguma forma, isso vai longe.

— Seu amigo te deu flores? — O tom é o mesmo que o vejo usar com os seus clientes. Ótimo, estamos retrocedendo um pouco mais a cada segundo.

— Eu fiquei uma semana fora — cruzo os braços, escorando-me contra a parede. Um calor incômodo começou a subir pelas pernas. — Acho que ele quis ser gentil.

— Certo — ele murmura e noto que aparenta estar decepcionado com a resposta. Sua mão direita vai até a nuca, coçando-a. Seus olhos vagam para muito longe do apartamento.

— Engraçada a escolha dele... — sua voz é pouco mais alta que um sussurro. — Orquídeas são flores ligadas à sexualidade e fertilidade. As vermelhas, sobretudo. Além do mais, costumam não ser tão baratas... Um acadêmico presenteando seu amigo com flores por uma semana fora... Ele deve gostar mesmo de você!

“Merda, merda, merda!” Ele sabe que estou mentindo, sei que sabe. A acusação está gritante na forma como disse essas palavras e também no modo como me encara. O que vou fazer? Santo Deus, isso não pode estar acontecendo.

Sinto as orelhas queimarem ao mesmo tempo em que o desespero me toma. Estou com vontade de chorar, muita vontade. Acho que dessa vez não vou conseguir segurar o choro por muito tempo.

Namjoon cruza as mãos sobre os lábios, assentindo com a cabeça enquanto estuda as minhas reações. Encontro-me completamente exposto e envergonhado. Sei que tenho que contar a verdade para ele, mas é humilhante admitir que estava mentindo na cara dura. Inferno, acho que vou chorar a qualquer momento!

— Eu vou perguntar só mais uma vez e realmente espero que seja honesto. — Sua voz é firme e diferente do usual. Caramba, é esse o tom que ele usa no tribunal? — Quem te deu essas flores, Jin?

O tom frio com o qual pronuncia o apelido é o suficiente para me derreter em lágrimas. Eu sabia que uma hora ou outra ele viria a descobrir que sou um chorão , contudo não deixa de ser péssimo que eu chore nos momentos em que mais preciso me manter sério. Isso só piora tudo para mim. Tenho certeza de que vai ser mais difícil explicar as coisas agora.

— Foi o Jackson — confesso, sem conseguir encará-lo.

Ele acena com a cabeça mais uma vez, um sorriso incrédulo tomando os bonitos lábios. Raiva toma suas feições que tanto adoro. “Muito bem, Jin! Você estragou tudo!”

— Claro que foi — ele respira fundo, e percebo que está divertido com a situação. — O que mais ganhou dele?

— Uma pulseira de prata — murmuro, contra a vontade.

A tensão entre nós poderia facilmente ser cortada com uma faca. Meus olhos estão fixos nos meus pés descalços. Eles realmente parecem mais interessantes do que enfrentar a fúria por trás daquela imensidão escuras que são as íris de Namjoon.

Quero explicar o meu lado. Sei que não fiz certo em mentir. No entanto, a única razão para não me importar em contar foi por achar que podia lidar com isso. Parecia insignificante. Além do mais, tirando o fato de eu ter mentido, estou com a consciência limpa.

— Vamos lá, não vai se defender? — Sua voz me busca da profundeza dos meus pensamentos. — Tem algum motivo além de estar me fazendo de idiota?

Nossa. Isso foi mais dolorido que um tapa! Esse é um lado dele que eu não queria conhecer. Ainda mais nessas circunstâncias.

— Não estou fazendo ninguém de idiota! — suspiro, finalmente criando coragem para encontrar o seu olhar. — Jackson está atrás de mim desde que fomos para Busan . Ele realmente não sabe levar um não. Não quis comentar nada com você, porque achei que podia lidar com isso sozinho — passo as mãos pelos cabelos, tirando-os do rosto, ao que as lágrimas começam a cessar.

Sua expressão ao menos está mais suave do que segundos atrás. Ele demonstra estar considerando o que estou lhe contando. Isso é alguma coisa. Aproveito o momento e decido seguir em frente. Errei feio em omitir essas informações, assim como em mentir sobre a sua pergunta. O que posso fazer de melhor no momento é contar a verdade e torcer para que ele trabalhe com isso da melhor forma que puder.

— O dia... Aquele dia em que fiquei na piscina ele apareceu no hotel e começou suas investidas — digo, sentindo um peso além da conta nos ombros. — Depois mandou esses presentes e até mesmo veio aqui. Eu fiquei assustado no começo, principalmente por Jackson saber o meu endereço, por isso achei que era melhor conversar com ele de uma vez por todas e esclarecer que não queria nada. Eu até mesmo tentei devolver a pulseira, mas ele deixou aqui depois de me beij...

Ao perceber o que estou dizendo, tento encerrar a frase, mas já é tarde. Os olhos de Namjoon estão em chamas. “Minha mãe, eu preciso calar a boca. Só estou piorando tudo”.

Ele levanta de uma vez e noto que suas bochechas estão vermelhas como um pimentão. Mais uma vez, seu punho fechado vai em frente à boca e suas sobrancelhas estão unidas.

— O quê?

— Ele me beijou, lá no hall de entrada, Namjoon — digo por fim, entregando os pontos. Já era. Eu consegui foder com tudo.

Namjoon sustenta o olhar por mais tempo do que eu gostaria. Pai amado, ele sabe ser intimidante mesmo sem dizer palavra alguma. É realmente assustador. Jamais conseguiria imaginar esse lado dele. Quero dizer, é tão sério e rígido que faz com que eu me sinta pior do que mereço.

Sei que não devia ter começado mentindo, em primeiro lugar. Realmente sei disso e ainda não entendo porque fiz. É só que estava com medo de estragar as coisas entre nós dois. O que temos vivido é além do que idealizei um dia. Eu não imaginava ser possível que uma pessoa pudesse mexer dessa forma comigo, em tantos aspectos. Ele consegue, no entanto. O que Namjoon provoca em mim é uma explosão de sentimentos e sensações turbulentas demais, mas completamente viciantes.

O meu único medo era arruinar isso. Ele é muito mais do que esperei que fosse. Quero dizer, vai além do rosto bonito e corpo escultural. É uma pessoa incrível por quem estou perdidamente apaixonado. Na verdade, não só apaixonado. Eu o amo. Amo de um jeito descompassado e a última coisa que precisava neste momento era quebrar o ritmo entre nós dois.

Desde o começo das investidas de Jackson , senti que ele traria dor de cabeça. Porém, jamais imaginei que fosse tão baixo. Afinal de contas, que tipo de pessoa faz isso? O que ele estava pensando ao contar essas coisas para Namjoon? De repente, um medo me toma de supetão. O que ele andou dizendo? Sinto que não somente a verdade.

Quanto mais reflito, menos consigo entender. Jackson é um homem poderoso, bonito, maduro... Ao menos era o que eu esperava que fosse. Esse comportamento não condiz com um homem de sua idade. Eu não posso acreditar que ele fez isso puramente por vingança, ou seja lá o que quer que passou em sua cabeça.

Meu estômago revira em náuseas ao refletir sobre suas aproximações. Se no começo me pareceu galanteador, agora tudo o que me parece é um perseguidor ridículo, incapaz de aceitar um não. Argh, se arrependimento matasse! Eu jamais deveria ter dado alguma brecha sequer. Entretanto, como eu poderia imaginar isso, de toda forma?

Sei que devia ter contado para o Namjoon. Em compensação, sei disso apenas agora que o estrago já foi feito. Tudo o que consegui pensar antes era que não queria criar um clima estranho entre os dois, por minha causa. Não desde que Jackson significava tanto para ele. Eu bem sei que a JYP é um conglomerado e tanto, também sei o que isso representa para a carreira de Namjoon, a qual ele vem construindo com tanto empenho e dedicação.

Então o que mais eu podia fazer? Não é culpa minha que Jackson seja incisivo e tente impor sua vontade a todo custo. Sei que isso que ele fez foi uma forma de me punir e me mostrar que não vai sair perdendo. Espero que ele esteja bem com isso, porque neste momento eu o odeio com todas as forças.

Agora, a única coisa que me corrói de culpa é ter mentido. Ainda que tenha contornado a situação, não é como se tivesse feito isso por conta própria. Fui forçado a dizer a verdade ao me ver sem saída. Sinto que Namjoon sabe que eu teria sustentado a mentira caso ele não tivesse insistido. Isso me machuca. Estou com raiva de mim mesmo por ter me colocado sozinho nessa. Caramba, logo agora, depois de termos o melhor final de semana que eu já experimentei em anos. Por que as coisas têm de ser tão complicadas? Por que eu tive que estragar tudo?

O silêncio no apartamento é desesperador. Acho que poderíamos ouvir uma agulha caindo no chão facilmente. Isso me irrita de diversas formas imagináveis. Essa noite estava longe de ser assim nos meus planos. Poderíamos estar aquecidos do vinho, aninhados um no outro neste momento.

Não era para ser essa expressão desapontada nos seus traços perfeitos, mas sim o sorriso safado que tanto adoro. Droga, não me conformo que isso esteja mesmo acontecendo.

— Eu nunca quis isso... — sussurro, com desânimo. — Não mesmo.

— Não é o que me lembro. Você parecia animado com a perspectiva de sair com ele, em Busan— observo-o encolher os ombros, colocando as mãos nos bolsos em seguida.

Está tão bonito, mesmo agora com as bochechas vermelhas de raiva. Adoro quando ele afrouxa a gravata e sobe as mangas da camisa. É uma combinação perfeita de sério e despojado. E céus, como é sexy. Estou triste por não poder tê-lo para mim da forma como gostaria que houvesse sido essa noite.

— Eu sei! — grasno. — Sei que as evidências estão contra mim. Mas não tenho motivos para mentir, Namjoon! Eu só não queria que as coisas ficassem confusas. Sei o quanto ele é um cliente importante para você.

— Beijou outro cara na merda do hall de entrada — ele parece estar dizendo mais para si do que para mim, ainda que quase aos berros. — Eram presentes que você queria? Eu poderia te dar muito mais, se esse era o problema!

Suas palavras vêm como bofetadas contra mim. Uau. Isso foi realmente cruel. Arfo em surpresa, encarando-o perplexo.

— Namjoon... — murmuro, mas ele me interrompe.

— Você conseguiu me foder, Jin! Sabe o quanto estou envolvido nessa merda toda? — Suas mãos grandes gesticulam, indicando nós dois. — Não, você não sabe. Você é só um menino mimado. Eu me sinto idiota por ter achado que era diferente.

Namjoon beira o descontrole, andando de um lado para o outro, em passos curtos e impacientes. Sei que está se segurando, entretanto, para não demonstrar como realmente está por dentro. Deve estar muito pior do que aparenta. Conheço o seu orgulho no que diz respeito aos sentimentos.

— Isso é ridículo! — protesto, sentindo raiva incandescer pelo corpo todo. Calma aí, eu até entendo que ele esteja chateado. Mas isso que está acusando não tem nada a ver comigo. Eu não sou essa pessoa e sei que ele sabe disso. — Eu não me importo com o seu dinheiro! Quando quero alguma coisa eu trabalho para conseguir!

Uma de suas mãos vai até os cabelos, embrenhando-se neles nervosamente. Namjoon está possesso. Vejo isso nos seus olhos e na forma como tranca o maxilar. Ouço-o soltar um suspiro pesado e a vontade de chorar me pega de vez.

Que droga! Olha só para todo esse desastre... Como viemos parar aqui gritando um com o outro?

— Seria bem mais fácil de acreditar se você não tivesse acabado de mentir para mim — sua voz é carregada de ironia e isso machuca mais do que um punhado de palavras grosseiras. — Se não tinha realmente nada para esconder, por que não falou a verdade quando perguntei da primeira vez?

“Eu não sei”, penso tristemente. Talvez tenha ficado com medo, ou talvez só tenha sido estúpido mesmo. Acho que a segunda opção é cabível. Normalmente eu não sou assim, costumo ser sempre tão corajoso, sempre tão destemido. Como pude cavar a minha própria cova?

Minha falta de resposta é terrivelmente sufocante. É quase como se confirmasse todas as suas acusações. Vejo-o tatear os bolsos, em busca das chaves do carro, enquanto caminha com passos decididos em direção à porta.

A visão corta o ar dos meus pulmões de uma só vez. Céus, ele está indo embora! Assim, desse jeito? Não tem mais volta? Isso não está acontecendo! Droga, desejei esse homem por tanto tempo e agora estou o assistindo partir.

— O que você está fazendo? — pergunto, com mais desespero na voz do que gostaria.

Namjoon gira os calcanhares, sua expressão é devastadora. Neste momento, a única coisa que tenho certeza é que ele me odeia. Tanto quanto odeio Jackson por ter causado isso.

— Eu já passei da idade de brincadeiras. Se você queria se divertir, devia saber que estava com o homem errado.

— Não faz isso, por favor! — Em passos hesitantes, caminho em sua direção. — Você tem que acreditar em mim, porque estou sendo sincero!

Estico os braços em direção ao seu rosto, segurando-o carinhosamente entre as minhas mãos. Ao que avanço com os lábios, no entanto, ele vira o rosto, e suas mãos vão de encontro aos meus pulsos, segurando-os com força e os afastando.

— Não complique as coisas, Seokjin.

Caralho! Ele me chamou pelo nome! Tirando o dia da entrevista, ele jamais me chamou de nada além de Jim. Parece bobo, mas machucou intensamente. Todo o avanço que tivemos foi por água abaixo. Namjoon está de novo no seu casulo e desta vez estou mais do que longe de conseguir penetrá-lo.

— Agora, se você puder abrir a porta, por favor. Foi um dia longo, preciso estar em casa.

— Oh meu Deus, Namjoon! Preciso de uma chance para me redimir. Você está sendo injusto!

Finalmente pareço ter batido no seu ponto fraco. Seus olhos faíscam enquanto ele avança em minha direção, empurrando o seu corpo contra o meu e levando-nos até a parede. Por um momento sinto uma nesga de esperança assim que sua boca chega tão próxima da minha que quase a toca. O seu perfume inebriante penetra as minhas narinas, provocando cambalhotas no estômago.

Tão logo começa a falar, seus lábios roçam delicadamente nos meus e seu hálito morno ricocheteia contra a minha pele sensível, arrepiando-me.

— Se você soubesse o que faz comigo... O quanto me tira do controle e o tanto que adoro isso... — Namjoon fisga os seus lábios, como que me desafiando a tentar beijá-lo novamente. — Se você apenas sonhasse com um terço do que carrego aqui dentro, não teria sido tão burro.

Ele solta os meus pulsos e se apoia na parede com um braço. Sua proximidade ainda é terrivelmente convidativa. Antes que eu possa responder, de toda forma, ele continua.

— Eu faria tudo por você, Jin. Agora não mais, no entanto.

Suas palavras são sérias e sem emoção alguma. Meu coração para assim que o vejo se virar e caminhar novamente em direção à saída. Dessa vez, ele não espera para que eu abra.

Com o mundo de cabeça para baixo, vejo-o sair, deixando para trás apenas o clique da porta e o meu coração despedaçado.



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