História Meu Completo Idiota - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Amizades, Amor, Brigas, Ciumes, Companheirismos, Drama, Gustavo Santos, Ilusões, Romance
Visualizações 170
Palavras 2.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Dois capítulos de uma só vez. Querendo recompensar minha demora. Beijos e até o próximo capítulo.

Capítulo 6 - Capítulo Seis


Capítulo Seis

Quando Diovanni parou o carro na frente da minha casa, eu me despedir apressadamente dele e corri para dentro. Com as lágrimas ainda presa, a dor na cabeça latejando, eu abri a porta de entrada e me deparei com meus pais na sala de estar, me olhando seriamente. Eu abaixei minha cabeça, fechei a porta atrás de mim e caminhei lentamente até eles, parando um pouco longe, o bastante para poder ser julgada pelo meus próprios pais.

Respirei fundo e encarei o rosto sutil do meu pai, antes de olhar para minha mãe e perceber seu total nervosismo.

– Posso saber aonde você estava até esse horário? Porque se você não teve a decência de avisar seus próprios pais aonde iria, deve estar fazendo alguma coisa errada.

– Mãe, eu só... – deixei os ombros caírem e voltei a fechar meus olhos. O cansaço já tinha tomado conta de mim naquele momento.

— Vamos, Violetta, me explique aonde estava até agora? Não me diga que estava com aquele insolente do Johnson, porque se você dizer que sim, Violetta, não sei o que sou capaz de fazer.

— Mãe... eu só... — encarei minha mãe e toda raiva que estava dentro de mim simplesmente tomaram vida e saíram para fora: — Por que vocês sempre tem que me manter trancada nessa casa? Por que sempre não posso fazer o que EU quero? Sempre tenho que seguir a regra de “não falar com meninos”, “não sair à noite”, “deve somente se dedicar aos estudos”, “não pode fazer isso”, “não pode fazer aquilo”. Eu estou cansada de regras, estou cansada de todos vocês ficarem achando que não sou capaz de alguma coisa, quer mesmo saber? Que se foda tudo. Minha vida já está uma merda mesmo. — Gritei irritada, meus pais me olharam assustados e minha mãe pareceu não ter gostado nenhum pouco das minhas palavras.

— Grita mais uma vez comigo, Violetta, e...

— Pare com isso, Amélia. Vamos, Violetta, nos fale aonde você estava e sobe para seu quarto. – Meu pai falou autoritário, com sua voz grossa ecoando na sala de estar. Minha mãe o olhou totalmente furiosa por ele ter tirado sua autoridade. Eu fiquei em silêncio, tentando ter um raciocínio rápido para poder inventar qualquer desculpa.

— Eu? Bem, estava na casa da Bárbara...

— Quem é essa? Achei que você não tinha amigas. – Minha mãe me olhou desconfiada, com os olhos semicerrados. Meu pai parecia acreditar, pois o mesmo me olhou com um certo brilho nos olhos.

— Conheci ela a pouco tempo, e ela me chamou para estudar, só isso, não há com que se preocupar.

Andei rapidamente para perto das escadas, afim de fugir dessa conversar totalmente sem cabimento. E quando eu cheguei perto do primeiro degrau, ouvi meu pai chamar meu nome. Me virei para trás sem saber o que ele queria, ou se tinha mais alguma pergunta do tipo: “tinha algum menino lá?”

— Sim? – olhei para ele e engoli em seco, com medo do que poderia sair da sua boca.

— Quero que nos avise quando for sair para qualquer lugar com sua nova amiga, e que chegue cedo em casa quando isto acontecer. Não quero mais preocupações, nos poupe disso, minha filha.

Assenti com a cabeça, olhei tão rapidamente para minha mãe, com medo do que ela poderia estar pensando naquele momento. E estava com a mesma carranca emburecida. Dei as costas para meus pais e subi as escadas correndo, mais um pouco eu tinha voado degrau a cima. Abri apressadamente a porta do meu quarto, joguei a mochila em qualquer canto e tranquei a porta. Comecei a tirar minha roupa, e corri para meu banheiro.

Eu ainda não acreditava que a cada dia que passa eu não sabia o que era felicidade. Na verdade, acho que eu nunca soube. Queria amigas; para poder desabafar minhas decepções, para poder contar a qualquer momento. Para contar fofocas, para poder fazer coisas de adolescente.

Mas a cada dia vejo que isso pode ser impossível, ninguém me quer ao lado. A não ser como uma segunda opção. Porque hoje pude tirar minhas próprias dúvidas sobre isso. Aquela tal de Bárbara só fez aquele show todo porque queria Diovanni perto. Tudo bem, aliás, não há com que eu me preocupar! Ela é só mais um dos passatempos do meu amigo, e não passará disso. Rezando pelo momento que ela vai sumir de nossas vidas assim como as outras.

[...]

Acordei no outro dia com Maria batendo na porta do meu quarto e me trazendo uma bandeja com um café da manhã. Estranhei sua atitude, geralmente eu tomava café na mesa junto dos meus pais e Maria só fazia esse agrado quando... Tudo que eu não preciso nesse momento é mais uma das viagens dos meus pais e ter que ficar aguentando a irmã da minha mãe.

— Não me diga que tia Camila está vindo ai? – me sentei na cama e olhei para Maria, implorando que ela não diga que sim.

— Mudanças de planos, minha querida – ela colocou a bandeja no meu colo e foi até as cortinas para abrir e a claridade entrar no quarto. – Seus pais me disseram que a Sra. Camila não poderá vim porque está doente.

— Uma notícia boa. Ninguém aguentar aquela mulher insuportável.

— Mas... você terá outra babá temporária. – Arregalei meus olhos, e até engasguei com o pedaço da bolacha na boa.

— Não, Maria, por que eles simplesmente não pode deixar você no comando? Você é da família e me conhece tão bem, mais que saco!

Levantei totalmente frustrada, a procura do meu celular. Eu não ficaria com nenhuma das irmãs da minha mãe ou até mesmo ter que aguentar a vovó – mãe do meu pai.

— Mais cadê a porra do meu celular – gritei irritada, ainda vasculhando minhas coisas.

— Não irá adianta nada você ligar para reclamar. Seus pais brigaram ontem e hoje pela manhã. Sua mãe não gostou nada da atitude do seu pai. E acho que se você ligar vai piorar ainda mais as coisas.

— Achei – gritei assim que avistei meu celular na escrivaninha junto do notebook. Olhei para Maria e a mesma negava com a cabeça, mas acabou sorrindo, quando mostrei o número do meu pai na discagem do meu celular. – Pai! – falei com a voz manhosa, assim que ele atendeu a chamada.

— Não posso falar, Violetta.

— Por favor, pai. Será rápido.

— Diga! – Olhei para Maria, que negou mais uma vez com a cabeça.

— Não quero ninguém aqui nessa casa enquanto você e mamãe decidem fazer viagens incansáveis. Se tem uma pessoa que pode tomar conta de tudo e não acabar em desastres esse alguém é a Maria. Ela é da família, pai, e saberá cuidar muito bem de mim e da casa.

— Não vamos falar disso agora, Violetta. Maira é confiável, mais não o bastante em relação a você. Sei que ela caíra nos seus caprichos e deixará você fazer o que quiser.

Rolei meus olhos e bufei. Será que meus pais pensam que sou alguma criança que sempre precisa de ajuda?!

— Violetta, não vamos mesmo ter essa conversa, preciso desligar, sua mãe já deixou tudo pronto e você ficara com uma pessoa da confiança dela.

Ele desligou na minha cara, sem esperar eu tentar protestar mais um pouco. Olhei para Maria e corri para seus braços, a mesma me abraçou apertado. Mais que merda! Por que eu não posso fazer nada que eu quero? Às vezes penso que meus pais precisa de terapia em como tratar sua filha adolescente.

— Vamos se arrumar, tomar um belo banho, sua carona logo irá vim te buscar.

— Eles vão me mandar para um convento? – perguntei, deixando escapar um som de nojo. – Achei que essa tal babá iria vim para cá.

— Não, meu amor. Agora vá tomar seu banho e terminar de comer o café da manhã.

Ela saiu do meu quarto e eu entrei no banheiro e entrando de baixo do chuveiro, sentindo a água morna cair no meu corpo me fazendo esquecer os problemas que rodam minha cabeça.

Vesti lentamente a roupa que Maria deixou separada em cima da cama para mim. Era uma calça jeans clara, com pequenos rasgados nas perna, uma blusa de manga longa, meio soltinha, e uma adidas preto e branco nos pés. Ajeitei meus cabelos, deixando solto mesmo – sem uma mínima vontade de secar.

Desci as escadas com minha mochila preta nas costas. Eu ainda custava para acreditar que minha mãe estava mesmo fazendo isso comigo. São apenas uma semana para eles voltarem e o que custa me deixar ficar aqui com Maria? Sem ir para escola. Sem precisar mais ver ninguém. Uma semana inteira fazendo coisas sem razão. Como chamar Diovanni para assistir algum filme comigo na grande sala de filme aqui em casa, que mais parece um cinema particular.

Mas não, eles querem que eu fique na casa de algum estranho porque meus próprios pais não confiam em mim. Isso é realmente um absurdo!

— Qualquer coisa é só me ligar que mando Sebastian te buscar, depois me resolvo com seus pais.

Maria me levou até a porta, com minha mochila nas costas, paramos na frente de casa e eu passei meus olhos por todo aquele condomínio que mais parecia uma prisão ajeitada. Me virei para Maria, e olhando para os lados a procura de Sebastian.

— Cadê Sebastian? – perguntei, ainda olhando para os lados e vendo se ele já estava vindo com o carro.

— Bem... Por conta dos últimos acontecimentos, sua mãe me avisou que outro motorista viria te buscar. – Maria falou meio sem jeito. E eu tive ainda mais raiva, quem minha mãe pensa que é para ficar controlando tanto assim a minha vida? Tá ela é minha mãe, mais por que tudo isso? Que saco!

— Ela está passando dos limites, mais que saco! Eu odeio minha vida.

Passei as mãos pelos cabelos, ainda mais frustrada com as notícias dessa manhã. O que me falta agora? Um raio cair na minha cabeça?

Eu estava voltando para dentro, quando uma buzina me fez virar e ver quem irá me levar para o inferno. O carro era todo preto, com os vidros fumes, então ficou bem difícil identificar quem estava lá dentro. Olhei para Maria e a mesma me deu um sorriso de lado, ela deu um beijo na minha bochecha, antes de eu entrar no banco de trás do carro. O homem que estava dentro balançou a cabeça na minha direção, como um leve aceno. Sei que ele não tem nada a ver, mais ignorar as pessoas hoje me parece melhor do que ficar gastando meu tempo com sorrisos falsos.

Coloquei meus fones de ouvido, e me ajeitei no banco, olhando para tela do celular, esperando qualquer mensagem, tipo como da minha mãe me dizendo que não irá ser tão possesiva com a filha mais nova.

[...]

O homem parou o carro na frente de um grande condomínio, e eu podia jurar que conheço esse lugar. Isso me parecia tão familiar. Ele entrou no condomínio quando liberam nossa passagem. E caramba, eu conhecia esse lugar, era o mesmo condomínio aonde Gustavo morava.

Mas que merda, porque o destino sempre tem que me pregar peças. Abaixei o vidro do carro, e eu olhava tudo com muita atenção, eu poderia morrer nesse instante que eu não me preocuparia se iria ou não para o céu. Minha vida já não está boa mesmo, que ir para o inferno me parece mais vantajoso do que ficar no meio dessa sociedade.

— Moço? – chamei o homem que conduzia o carro. Ele virou rapidamente seu rosto na minha direção, mais logo voltou a presta atenção na rua. – Você pode me dizer se estamos indo para a mansão dos Thompson? – perguntei meio apreensiva, com medo da sua resposta.

— Você logo saberá! — Ele disse apenas isso. E o silêncio voltou a reinar naquele carro. Eu subi o vidro do carro e me afundei ainda mais no banco, e coloquei os fones.

Minhas mãos gelaram quando o motorista parou o carro. Meu coração foi a mil, quando vi Sra. Thompson, na porta. Eu desci do carro, com a mochila nas costas. Ela abriu um grande sorriso quando eu caminhei até ela, a mesma me recebeu com um grande abraço.

Ela tinha cheiro de rosas, um cheiro que acalmou meu coração. E por tantas vezes eu a chamava de sogrinha – nos pensamentos – e sempre esperava ser recebida com um abraço tão apertado como esse.

— Que bom que você veio logo pela manhã. Estou maravilhada que sua mãe confiou a mim ficar essa semana com você.

Sei que ela não tinha a intensão, mas novamente, me fez sentir uma boneca que todo mundo gosta e quer levar para casa.

— Obrigada, por me receber na sua casa. — Falei no mesmo tom de gentileza, mas por dentro se roendo, e xingando tia Camila por estar doente.

— Vem, vamos entrar, quero te mostrar que quarto vai ficar.

Ela praticamente me puxou escada a cima. Nós duas paramos de frente a uma porta bege, ela foi na frente e abriu a mesma. E quando eu tive a visão do quarto até me assustei – não que eu não tivesse acostumada com luxo e conforto – mas o quarto era realmente grande e bem decorado. Com uma cor viva nas paredes e nas cortinas, até mesmo nas roupas de cama. Um pouco luxuoso para um quarto de hóspedes.

— Você pode se acomodar como quiser. Irei mandar fazer alguma coisa para você comer, querida. Te espero lá em baixo!

Ela saiu e fecho a porta. Sem nem ao menos dar tempo de eu responder alguma coisa, como um obrigada.



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