História Meu (Complicado) Primeiro Amor - Capítulo 13


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Categorias EXO, Got7
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Jackson, JB, Jinyoung, Kim Jong-in (Kai), Lu Han (Luhan), Mark, Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Wu Yifan (Kris Wu), Youngjae
Tags 2jae, Chanbaek, Clichê, Hunhan, Jinyoung!kids, Kaisoo, Long-fic, Markson, Taoris
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Palavras 4.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, pessoal, como vão? Hoje, estou muito feliz. Me sinto bem. Talvez por ter dormido a tarde inteira, kk. Ou por ter, finalmente, encontrado um rumo na vida. Futuramente, independente do que acontecer, comentarei com vocês sobre isso.

Espero que gostem do capítulo de hoje. E muito obrigado pelo carinho de todos.
Desculpem os erros.
Boa leitura! ❤️

Capítulo 13 - Capítulo 12


Jongin encarava o homem, a espera de uma resposta. Porém, antes que ele pudesse dizer algo, a senhora Kim — preocupada com o que pudesse sair de sua boca — interveio com uma desculpa qualquer:

— E-Eu comprei algumas panelas na mão dele! Este senhor vende panelas e panos de prato. Não é? — olhou para ele, o obrigando a concordar.

— Sim. Estou aqui para alertá-la: a primeira parcela é para o mês que vem. — tentou parecer convincente, mas os garotos não engoliram aquela história. O homem, então, encarou o seu pequeno filho, sentindo o coração se partir em milhões de pedaços por não poder abraçá-lo. Ele queria explicar o que aconteceu, queria pedir perdão, mas Jongin ainda não estava pronto, com certeza não entenderia. — Não permita que ela se esqueça. Até mais, crianças.

Ele se despediu, dobrando a esquina, sumindo da vista deles. Jongin encarou a sua mãe, esperando alguma resposta mais convincente desta vez, no entanto, ela apenas forçou um sorriso e iniciou um novo assunto:

— O que aconteceu? Vocês não iriam dormir na casa do Baekhyun?

— O pai dele chegou e não ficou muito feliz em nos ver. — Kyungsoo respondeu, preocupado com a tensão que pairou sobre eles. — Tudo bem se eu dormir aqui hoje, senhora Kim?

— Claro, meu querido! Vamos, entrem. E tire essa carranca do rosto, Jongin. Confie na sua mãe, sim?

                           [•••]

Jongin e Kyungsoo estavam no quarto, ambos com uma pulga atrás da orelha.

— Você acha que ela está mentindo? — Jongin perguntou, inquieto com aquela situação.

— Não acho que a sua mãe mentiria para você, mas que isso foi estranho, foi. Tipo, nós o encontramos mais cedo, quando estávamos no parquinho. Não sei o que pensar, apenas não quero que você se estresse com isso. Tente confiar na sua mãe. — Kyungsoo deu a sua opinião, descansando a cabeça em seu ombro. Jongin suspirou, afagando seu cabelo e deixando um demorado selar no topo da sua cabeça.

— É tão bom ter você por perto. Gostaria de ter te conhecido antes. — disse, fazendo o outro rir.

— Eu também — suspirou. — Sabe, às vezes tenho a impressão de que isso foi algo planejado pelo destino. Me sinto conectado a você desde o dia em que nos conhecemos. — Kyungsoo franziu o cenho. — Meu Deus, isso foi muito brega.

— Não foi! — Jongin sorriu com ternura. — Eu achei fofo — segurou seu rosto gentilmente, selando seus lábios. Kyungsoo aprofundou o beijo, estendendo os braços no pescoço do Kim, enquanto este posicionou as mãos em sua cintura. — É melhor a gente ir dormir. — Jongin sussurrou, com os lábios rentes aos dele.

— Eu concordo. — Kyungsoo lhe deu um selinho, deitou-se de costas para ele e fechou os olhos, forçando-se a dormir. O seu coração estava acelerado, as suas bochechas estavam avermelhadas e ele estava morrendo de vergonha.

Jongin sorriu, deitando-se também. Abraçou o garoto, que se aconchegou em seus braços. Eles logo adormeceram, mas nem por um segundo Jongin se esqueceu do que aconteceu mais cedo.

                            [•••]

Baekhyun acordou assustado, teve um pesadelo desagradável, onde o seu pai o prendia em um quarto escuro, mantendo-o escondido de Chanyeol e do mundo. Procurou pelo namorado, sentindo-se aflito. O encontrou deitado ao seu lado, ficando imensamente aliviado. Baekhyun o abraçou, acabando por acordá-lo também. Chanyeol abriu os olhos, um tanto desnorteado. A sua cabeça latejava, ele detestava aquela sensação. No entanto, assim que se deparou com a expressão tristonha de Baekhyun, ignorou a dor que sentia e quis apenas consolá-lo.

— O que houve, Baek? Ainda está chateado comigo? — Chanyeol foi o mais cuidadoso possível, traçando cada linha tênue do seu rosto.

— Não é isso… — Baekhyun estava receoso de falar sobre isso.

— Você sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe? — deixou um carinhoso selar em sua testa.

— Eu tive um pesadelo — deu-se por vencido, sorrindo docemente para ele. — Mas agora está tudo bem. Os seus beijinhos melhoram tudo! — disse, causando uma sensação reconfortante no mais alto. No entanto, este foi obrigado a estragar o momento.

— Você sabe que tem que voltar, não é? — Baekhyun concordou, murchando novamente. — Não fique chateado, você sabe que é preciso. O seu pai estava irado, tenho medo do que ele seja capaz de fazer, caso descubra que você fugiu de casa para me encontrar. Não quero ficar longe de você, Baek, mas é melhor te ter do outro lado da cidade do que em um colégio militar onde certamente nunca mais te verei.

— Chanyeol… — Baekhyun queria insistir um pouco mais, porém sabia que ele estava certo. — Me deixe ficar só mais um pouquinho, então.

Chanyeol suspirou, uma vez que ele se enroscou em si, igual a um bebê coala. Ele ficava feliz por saber que o garoto gostava da sua companhia, aquela simples demonstração de carinho era o que ele precisava para eliminar alguns pensamentos negativos que estavam rodeando a sua mente novamente. Entretanto, por mais que quisesse mantê-lo ao seu lado, sabia que não seria possível, não por agora, pelo menos. Chanyeol não concordava com a postura que o senhor Byun teve naquela casa, até porque ele nem mesmo optou por uma conversa civilizada, mas iria respeitar a sua decisão, pelo bem de Baekhyun.

— Baek, olhe para mim. — Chanyeol foi gentil, mas ele negou, escondendo a cabeça na curvatura do seu pescoço. — Pare de pirraçar, você sabe que eu estou certo — disse, assustando-se, uma vez que ele se levantou. — O que está fazendo?

— Estou pirraçando, não está vendo? — foi um tanto ríspido. — Estou indo para a casa. — pegou o tênis, pronto para calça-lo, no entanto, Chanyeol foi mais rápido e o tirou de sua mão, ajoelhando-se em sua frente, ficando entre as suas pernas.

— Por que você sempre tem que complicar tudo, em? — Chanyeol sussurrou, esfregando o nariz no dele, em um beijo de esquimó. — Você não sabe o que está fazendo, amor. Entenda: isso não é um adeus, nós não estamos terminando nem nada, mas precisamos ficar afastados por um tempo. Sabe, até as coisas se acalmarem.

Baekhyun compreendia perfeitamente, mas era difícil aceitar. A ideia não lhe agradava nem um pouco, mas Chanyeol nunca fez nada que não fosse para o bem deles.

— Eu prometo dar o meu melhor, mas deixe-me ficar com você. Prometo ir embora amanhã cedo, os meus pais não estarão em casa, terei tempo para voltar sem ser descoberto. Por favor, Yeol. — Baekhyun uniu as mãos como se estivesse orando, implorando de maneira adorável, de acordo com Chanyeol. Este se rendeu, pegando-o no colo.

Ambos deitaram-se novamente, aconchegando-se nos braços um do outro. Porém, Chanyeol não iria conseguir dormir, pelo menos, não até que levasse Baekhyun para a casa. Tinha medo de adormecer e acordar depois das duas da tarde, acabando por piorar as coisas ainda mais.

— Teimoso. — murmurou, trazendo-o para mais perto.

— Eu sou assim, Chanyeol. Acostume-se.


Dois dias depois.

Youngjae resmungou, uma vez que o som incômodo do despertador soou por todo o quarto. Levantou-se estressado, quase jogando o objeto na parede. Naquele momento, novamente se questionou sobre o porquê de ainda ter aquele despertador, quando já tinha terminado os estudos e nem mesmo trabalhava. Espreguiçou-se, olhando pela janela, percebendo que o sol brilhava lá fora. Youngjae decidiu tomar um banho, e enquanto a água morna caía sobre o seu corpo, uma divertida lembrança tomou conta de seus pensamentos.

Ele e Jaebum não se encontraram mais depois daquela noite agitada, contudo, o garoto não deixou os seus pensamentos nem por um segundo. Sabia que não deveria levar isso tão a sério, mas não era muito reconfortante ficar pensando em um garoto que conheceu há poucos dias.

Finalizou o banho, enrolou uma toalha na cintura, terminando de fazer as suas higienes matinais. Youngjae vestiu uma roupa confortável, saindo do quarto logo em seguida. Ao chegar no andar de baixo, deparou-se com o costumeiro silêncio de todas as manhãs. Caminhou até a cozinha, não encontrando ninguém. Youngjae estava acostumado a tomar café sozinho, mas algumas empregadas, sempre que podiam, faziam companhia para ele. No entanto, naquela manhã, a casa parecia abandonada.

Youngjae deu de ombros, fingindo não se importar por estar sozinho. Pegou uma das frutas que estavam sobre a bancada, indo para a sala logo em seguida. Ligou a televisão, colocou em um canal onde só passava desenhos, rindo ora ou outra dos personagens. De repente um barulho chamou a sua atenção, deixando-o assustado. Uma das janelas da sala tinha sido aberta e ele se levantou para ver o que estava acontecendo. Youngjae se sentiu como se estivesse em um filme de terror, onde a qualquer momento alguém apareceria com uma faca na mão. Os seus próprios pensamentos deixaram-no amedrontado, o que o fez desistir e correr para o quarto. Ele nunca foi alguém corajoso, e por pouco não teve um infarto, uma vez que encontrou Jaebum em seu quarto.

— Puta que pariu, garoto… Quer me matar?! — por incrível que pareça, estava apenas assustado, e não preocupado com o fato do garoto ter entrado em sua casa. Este, por sua vez, faltou de aula e aproveitou para fazer uma visita ao seu novo amigo, só que de uma maneira muito inusitada.

— Calma, foi só um sustinho. — JB estava claramente tirando sarro da situação, sentindo-se íntimo o suficiente para caminhar pelo quarto e mexer nas coisas de Youngjae, que estava pasmo até agora. No entanto, na medida em que as coisas se acalmaram, ele viu-se feliz por rever Jaebum.

— Você é um idiota. O que está fazendo aqui? — questionou, observando-o mexer na sua coleção de mangás, sorrindo docemente por vê-lo tão interessado no que fazia.

— Você tem muitos... Pode me emprestar alguns? Eu prometo ser cuidadoso. — Jaebum piscou repetidas vezes, tentando ser fofo e convincente.

— Você não deveria estar na escola? — Youngjae ignorou seu pedido, indo até a prateleira onde ficavam os livros e os mangás.

— Sim. Mas resolvi ficar e te fazer companhia. Viu só? Sou um ótimo amigo, não sou? Que tal me emprestar o que eu pedi? — continuou usando um tom manhoso, fazendo o outro rir com o seu fracasso.

— Você jamais conseguirá me comprar desse jeito, mas, se serve de consolo, eu vou te emprestar. Porém, também quero algo em troca.

Jaebum o olhou confuso, perguntando-se o que poderia ser de seu agrado.

— Certo. Vamos até a minha casa, então. — JB foi até ele e segurou sua mão sem pensar duas vezes, deixando-o desconcertado.

Ambos tiveram uma sensação estranha, que fez com Jaebum percebesse o que tinha feito e se afastasse rapidamente. O seu coração deu uma leve disparada, o que o deixou realmente sem jeito. Youngjae não ficou muito diferente, mas fez o possível para não demonstrar.

— P-Podemos ir na sua casa depois. Que tal você ficar e tomar café comigo? Em seguida, se você quiser, jogamos videogame! — Youngjae ficou eufórico com aquela ideia, sendo presenteado com o doce sorriso de Jaebum. Este estava feliz com aquele convite, era a primeira vez que experimentava algo como aquilo.

— Claro, eu adoraria! Podemos fazer muitas outras coisas também. — para não deixar a sua reputação morrer, Jaebum lhe ofereceu um sorriso sugestivo, cheio de más intenções. Youngjae franziu o cenho, sentindo uma vergonha alheia sem tamanho.

— Nada disso, rapazinho. E acho bom você se comportar. — soou ameaçador, mas o outro não o levou a sério. Pelo contrário. Jaebum apenas enxergou um rapaz marrento e bonito pagando de durão. Bom, isso o agradou.

— Vou tentar, Youngnae.

                            [•••]

Mark estava muito nervoso, ainda mais por saber que hoje iniciaria a sua semana de teste na empresa. Ele precisou faltar de aula, mas iria conversar com Jackson e entrar em um consenso sobre o horária adequado para ele vir trabalhar, que não afetasse a sua vida escolar. Na última vez que se viram, Jackson prometeu que diria a verdade para os seus pais, a respeito da mentira deslavada que inventou sobre estarem juntos. Mark ainda não sabia do desfecho da história, mas esta seria a primeira coisa que perguntaria para ele quando o visse.

Respirou fundo e ajeitou a gola da camisa, antes de adentrar o saguão. Mark se sentiu desconfortável, uma vez que teve a atenção da maioria dos funcionários em sua direção. Eles encaravam o rapaz, curiosos para saberem o porquê de ele estar ali novamente. Mark tentou ignorá-los e apressou os passos, saindo-se bem em seu percurso, mas tendo a sua autoconfiança abalada, assim que se deparou com Mony, a secretária. O rapaz engoliu em seco, da última vez, no jantar, ela foi bastante cordial, e ele torcia para que continuasse assim.

— Com licença, estou aqui para ver o senhor Wang. H-Hoje começa a minha semana de teste. — Mark não conseguiu encará-la diretamente, mas, para a surpresa de todos, Mony não foi grossa ou fez alguma piadinha, apenas sorriu.

— Sim, estou ciente. E você chegou na hora certa, já é um bom começo. Ser pontual é essencial — disse, deixando o rapaz sem reação. — Venha, eu vou acompanhá-lo.

— C-Certo, obrigado.

Mark ficou imensamente aliviado e agradecido por ela não tê-lo tratado tão friamente, igual havia feito na primeira vez que se conheceram. Eles entraram no elevador, ambos em silêncio. Não dirigiram palavras um ao outro, e apesar disso, o silêncio não foi tão incômodo. Mony deixou o garoto no vigésimo andar e voltou para a recepção. Mark, uma vez que estava em frente a porta do escritório, respirou fundo e fechou os olhos, sentindo um friozinho na barriga. Se perguntou se deveria entrar de uma vez, mas optou por bater na porta antes. Jackson o pediu para entrar, sorrindo ao se deparar com aquele jovem tão bonito.

— Mark! — Jackson foi cumprimentá-lo e quis muito abraçá-lo, mas então lembrou-se de que não eram íntimos àquele ponto e se conteve. — Fico feliz que tenha vindo. Já tomou café?

— Você já contou para os seus pais? — Mark rebateu, encarando-o com seriedade, não se deixando levar por aquele sorriso encantador. Por mais que tenha achado adorável o fato de ele ter ficado feliz com a sua presença, não permitiria que ele se esquecesse. Jackson, por outro lado, apenas alargou o sorriso. Já esperava que ele tocasse no assunto.

— Não, ainda não — respondeu, justificando-se: — Não tive tempo de marcar um encontro com eles, mas farei isso o mais breve possível. Não se preocupe, isso não se estenderá.

Mark ficou desconfiado, no entanto, viu que ele estava sendo sincero.

— Eu acredito em você. E que isso seja resolvido de uma vez por todas — disse, tirando a expressão séria do rosto, sorrindo finalmente. — Bom dia, senhor Wang. E, sim. Eu já tomei café. Vim preparado.

Mark estava bem-humorado novamente, o que deixou o outro aliviado. Jackson decidiu não tocar mais no assunto, determinado a resolver aquilo com seus pais.

— Hum, isso é bom. No entanto, não venha preparado na próxima vez. Desse modo posso te convidar para tomar café comigo — sorriu de modo sedutor, deixando o rapaz desconcertado. — Venha, temos que esclarecer alguns pontos — o rapaz se aproximou timidamente, sentando-se ao seu lado. — Preciso te ensinar algumas coisas sobre o trabalho. Bom, por ora, você será apenas o garoto que trás o meu café e organiza o meu escritório, entre outras coisas, como combinamos. Está bem?

— Estou de acordo, senhor Wang. — Mark respondeu formalmente, o que fez o mais velho rir.

— Ótimo. Será temporário, é uma promessa. Tenho que achar algo que não interfira nos seus estudos. — Jackson comentou, de fato preocupado.

— Sim, é exatamente sobre isso que eu quero conversar. Não posso perder aula.

— Claro, estou totalmente de acordo. E peço desculpas por isso.

Mark sorriu para ele, como se dissesse que estava tudo bem. Os dois continuaram a conversar, até que em um determinado momento os seus olhares se cruzaram, deixando-os presos um ao outro. Jackson suspirou enquanto o encarava, dividindo o olhar entre seus olhos e seus lábios, fazendo com que Mark se sentisse completamente sem jeito.

— Hã… — o rapaz desviou o olhar, contendo-se para não sorrir — Há algo que queira, senhor Wang?

— Eu quero muitas coisas, Tuan — Jackson mordeu o lábio inferior, também desviando o olhar. — Mas, no momento… quero apenas um café.

                           [•••]

Sehun bocejou pela terceira vez ao escutar as palavras da professora de Biologia. Não por estar entediado, mas sim por não ter dormido muito bem na noite passada. Ele gostaria de dizer que não ficou acordado até tarde por causa de seu vizinho, mas certamente estaria mentindo. Luhan, durante os dois dias que se passaram, simplesmente desapareceu. Sehun só o viu à noite, um pouco antes de ele sumir novamente.

Jongin estava sentado na fileira ao lado, preocupado com o Oh. Sehun estava inquieto e distraído, e isto desde cedo. Tinha uma noção do porquê de ele estar assim, mas deixaria para questioná-lo depois da aula. No entanto, uma vez que Sehun se levantou e pediu para sair da sala, Jongin ficou realmente alarmado, mas a professora não permitiu que fosse atrás dele. Isso o deixou frustrado, afinal, o seu melhor amigo estava mal, sentia mais do que uma necessidade de estar perto dele.

Sehun, por outro lado, correu para o banheiro, jogou uma água no rosto e respirou fundo, tentando se recompor. Sentia-se tolo e angustiado, Luhan não merecia tanta atenção, e se o propósito disso tudo era repetir os mesmos erros do passado, por que raios ele fez questão de ser tão gentil e atencioso nos últimos dias? Sehun só queria parar de pensar a respeito.

Respirou fundo novamente e resolveu voltar para a sala de aula, sentindo-se um pouco melhor. Entretanto, ao cortar caminho pela quadra, escutou algumas vozes e reconheceu uma delas. Cuidadosamente, Sehun escondeu-se perto das arquibancadas, ficando surpreso ao ver o que acontecia lá dentro. Kris e seus amigos estavam claramente aborrecendo alguém.

— Então, foi aqui que você se escondeu? — Sehun não se conteve e caminhou até eles. Luhan arregalou os olhos, aquele era um péssimo momento para ele estar ali.

— Sehun, saia daqui — foi de encontro a ele, sentindo os demais lhe olharem confusos.

— Eu não vou sair, você me deve uma explicação — disse somente para que ele escutasse, mas Kris também ouviu.

— Sehun, por favor, dê o fora daqui! — Luhan tentou convencê-lo, mas ele só sairia dali depois de ter a resposta que procurava. De repente escutaram a risada de Kris, que tirou suas próprias conclusões sobre aquela situação.

— Luhan, Luhan. Confesso que estou bastante surpreso — disse normalmente, agindo de modo suspeito. O Xiao sentiu o sangue gelar, preocupado com o que poderia sair de sua boca. — Ontem mesmo você estava se engraçando com outra pessoa. Como me explica isso, em? — Kris estava apenas zoando o amigo, mas o Oh não interpretou da mesma maneira.

— O que você está dizendo? — Luhan fechou a cara, estava tão preocupado que nem mesmo conseguiu levar na brincadeira. — Sehun, não dê ouvidos à ele — encarou o garoto, este que se encontrava um tanto cabisbaixo agora. Sehun não queria, mas acabou dando importância demais para o que escutou.

— Me deixe em paz, Luhan... Não volte a se aproximar de mim! — disse, audível o bastante para que ele escutasse. Logo em seguida saiu correndo, não permitindo que ele se explicasse.

Luhan ficou imóvel enquanto o via se afastar. Foi quando escutou a voz de Kris e não pensou duas vezes antes de ir para cima dele, dando-lhe um empurrão.

— Qual é o seu problema? — questionou, não estava irritado, e sim, chateado. — Eu nunca te fiz nada, cara. Por quê estragou isso?

— Eu não pensei que ele fosse levar a sério. — Kris se defendeu, sentindo algo diferente, algo que nunca experimentou antes.

— Você nunca pensa! NÓS não pensamos! — Luhan estava cansado, não aguentava mais se esconder. — Acabou, cara. Chega, eu não quero mais fazer parte disso. Eu não sou assim. E você também não é... 'Tô fora do grupo, pessoal. Avisem o JB.

Luhan achou aquela decisão uma das mais difíceis de sua vida, mas, ainda ainda assim, o fez. Encarou os amigos uma última vez, como se agradecesse por tudo que tinham feito por ele, saindo dali logo em seguida. Kris, por outro lado, sentiu um grande nó na garganta, quase como se não pudesse respirar. Ele queria se desculpar, podia sentir isso em seu coração, mas não conseguiu sair do lugar. Precisava ver Zitao, ele certamente saberia o que fazer. Foi por isso que não pensou duas vezes antes de pular o muro do colégio e correr rumo a casa do Huang.

                            [•••]

Zitao encontrava-se entediado. Tentou fazer um bolo, mas não deu muito certo. No entanto, não desistiu. Não sabia explicar, mas Kris tinha se mostrado uma agradável companhia nos últimos dias e ele queria agradá-lo de alguma forma.

Após a terceira tentativa, a massa ficou satisfatória, e ele se contentou com isso. Colocou o bolo para assar, assustando-se ao escutar a campainha. Tao ficou confuso, não estava esperando alguém e tinha medo de quem pudesse ser. Ainda assim, foi abrir a porta, encontrando um homem elegante, o qual ele sabia perfeitamente quem era.

— Posso ajudar? — foi educado, ficando perplexo ao vê-lo entrar em sua casa sem ser convidado. — O que pensa que está fazendo?!

— Você é o tutor do meu filho? — perguntou, analisando o local com desdém. 

— Sim — respondeu com firmeza, não permitindo que fosse intimidado por aquele homem.

— Pois bem. Quero que se afaste dele — disse, olhando para ele com seriedade. Tao riu, incrédulo com aquele pedido.

— Lamento, senhor, mas a sua filha quem pediu para que eu o trouxesse para cá. Somente ela pode-

— O MEU filho é responsabilidade minha. Eu sou o pai dele, a minha filha não tem que ficar se intrometendo. Aquela ali é outra ingrata. — fez uma expressão de desgosto, demonstrando que não estava satisfeito com os filhos. — Yifan ainda é de menor, e eu posso te colocar em apuros por causa disso. A aproximação de vocês está causando rumores desagradáveis, que influenciam nos meus negócios. É incômodo. 

Zitao entreabriu a boca diversas vezes, pensando em mil coisas para dizer, mas não sendo capaz de formular nem mesmo uma frase.

— O senhor… não pode fazer isso — foi tudo o que conseguiu dizer, tentando soar confiante, mesmo sabendo que não teria outro jeito.

— É claro que eu posso — riu. — Faça o que eu digo e nada irá acontecer com você.

— Mas, e quanto ao Kris? — Zitao não pensou duas vezes antes de questionar sobre o garoto, o que fez o outro ter certeza de que alguns dos rumores que ouviu tinham, sim, fundamentos.

— Ele não é problema seu. E este assunto se encerra aqui. Espero ter sido claro, Huang Zitao. O resto é com você. — deu um tapinha em seu ombro, transbordando superioridade.

Uma vez que se encontrou sozinho, Tao fechou a porta com brutalidade, causando um estrondo pavoroso. O que deveria fazer? Até mesmo desistiu do bolo, não deixando que ele terminasse de assar. Deitou-se no sofá e ponderou sobre o que aconteceu, mas em nenhum momento cogitou a ideia de mandar o garoto embora. No entanto, antes mesmo que pudesse entrar em um acordo consigo mesmo, adormeceu.

                            [•••]

Kyungsoo estava radiante, a aula acabou e ele finalmente poderia encontrar-se com Jongin. No entanto, por mais que estivesse eufórico, não conseguia ignorar o garoto ao seu lado. Baekhyun não andava muito sorridente ultimamente. Depois de seu último encontro com Chanyeol, não teve notícias sobre o rapaz, apenas mensagens de bom dia, boa tarde e boa noite, algo costumeiro entre os dois. Também contou para os amigos sobre a sua "fuga" de dois dias atrás, recebendo diversos sermões.

— Baek, o que está acontecendo? Por quê está tão distraído, em? — Kyungsoo questionou, sendo ignorado. — É sério isso? — não recebeu resposta alguma. — Vou ter que apelar e fazer cosquinhas? — fez menção de fazê-lo, arrancando um sorriso de Baekhyun, finalmente.

— Não é nada, Soo. Só estou preocupado com o Chanyeol — suspirou, murchando novamente, como uma flor.

— Ei, vai ficar tudo bem. Confie nele, certo? — tocou em seu ombro gentilmente, tentando confortá-lo. Baekhyun sentiu-se um pouco melhor, Kyungsoo era bom em passar confiança.

— Está bem, eu vou tentar — respondeu, um pouco mais tranquilo.

Os dois apressaram os passos, ficando surpresos com a visita inesperada de Hani, uma vez que a avistaram do outro lado da rua.

— O que ela está fazendo aqui? — Kyungsoo indagou, pensando que ela pudesse estar perdida.

— Verdade. O colégio do Jongin fica a duas quadras daqui. Será que ela se confundiu?

— Não sei, mas acho que ela está perdida. Vamos até lá.

Baekhyun concordou e os dois foram em direção à ela. No entanto, no meio do caminho, viram uma cena que chamou a atenção deles. Baekhyun ficou confuso, assim que viu o carro de seu pai estacionar perto da garoto. O homem saiu do veículo, cumprimentou Hani gentilmente, agindo como se fossem pai e filha.

— Espere, o que o meu pai também está fazendo aqui?



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