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História Meu Demônio da Guarda - Capítulo 18


Escrita por: e Ana_sad_


Capítulo 18 - O Dia de Sua Morte...


Fanfic / Fanfiction Meu Demônio da Guarda - Capítulo 18 - O Dia de Sua Morte...

Annica

Entrei dentro do laboratório de Biologia onde tínhamos essa aula duas vezes na semana. Procurei por ele nas bancadas da frente já que o mesmo era minha dupla, mas não o encontrei, observei no restante na sala e ele não estava no ambiente então me sentei em uma bancada no fundo, já que só possuía o fundo com dois lugares livres.

Coloquei minhas coisas na mesa -todos estavam conversando e rindo já que o professor ainda não tinha chegado, e eu estava tão concentrada pensando nele que eu pude ouvi quando o mesmo riu de longe, ele passou pela porta com um sorriso aberto de orelha a orelha e gargalhando, enquanto conversava com os meninos. Ele fitou com os olhos a sala e ao me encontrar no fundo não cessou o sorriso estampado em seu rosto.

Ele veio em minha direção mantendo a conversa com os meninos, que sentaram atrás de nós e ele ao meu lado.

- Pessoal, essa é a Annica, a garota que eu falei pra vocês.

Eles me cumprimentam com um aperto de mãos e um sorriso bobo no rosto.

- É um prazer convencê-la. Disse um garoto robusto de olhos castanhos, cor de mel e cabelos de mesma cor com luzes loiras. Mais tarde eu sou que seu nome era Gabriel.

- Ouvimos falar bastante de você. Disse o outro que era um pouco mais magro que o anterior, mas não perdia a fisionomia forte, tinha cabelos negros e pele escura. Seu nome era Lucas.

- Eu só espero que tenham ouvido coisas boas ao meu respeito. Eu disse sorrindo simpática e em seguida me virando para frente.

Tirei minha caixinha de dentro da bolsa e coloquei em sua frente. Ele me olhou sem graça e respirou fundo antes de abrir. O professor já havia chegado e o mesmo já tinha começado a copiar o assunto no quadro, então eu continuei copiando o que estava na lousa, afinal eu não sabia como ele reagiria aquilo, e eu não queria ficar o encarando.

- Onde você conseguiu isso?? Perguntou baixinho.

- Quando eu estava na sua casa pude percebe que o seu pai possuía um igual, no quadro da parede. Quando eu fui no shopping ontem entrei em uma joalheria, e achei muito parecido. - Eu sei que eu não sei nada sobre a relação de vocês, mas me parece que vocês eram muito próximos.

- É extremamente igual ao dele. Disse com a voz meio fanha.

- Sei que o medalhão não tem um significado emocional porque não era dele, mas eu quero que use. Eu disse virando meu rosto para o lado que ele estava sentado.

O mesmo passava os dedos pelo medalhão enquanto o admirava.

- Eu irei usar... todos os dias. Muito obrigado. Disse enquanto soltava um sorriso sem mostrar seus dentes, e em seguida virou seu rosto que veio de encontro ao meu, o mesmo depositou um beijo em meus lábios e se afastou abrindo o caderno.

Se nele estivesse aflorado algum sentimento, tenho certeza de que não era bom só pela expressão de seu rosto. Por um momento me perguntei se tinha feito a escolha certa.

Ao sairmos da sala ele foi direto para os dormitórios. Mas porque se tinhamos aula de geografia em seguida??? Sem contar que Joyce era bem pontual.

Fui em sua direção sem me preocupar com câmaras ou supervisores, até porque eu não estava fazendo nada demais.

- Igor ??. Eu disse enquanto batia devagar na porta. Ele abriu a mesma e voltou para dentro do quarto, deixando a porta aberta.

- O que você está fazendo? Vai acabar se atrasando pra próxima aula. Eu disse sem entrar no quarto.

- Não terá a próxima aula. Disse ele guardando a caixa com o medalhão que eu havia dado, e em seguida se sentando na cama.

Fui em sua direção e o abracei por trás com força, com tanta força que eu senti sua respiração alterada.

- Pode conversar comigo se quiser. Eu disse colocando meu rosto em cima de seu ombro.

- Porque me trouxe o medalhão???

- Eu só queria agradecer e ao mesmo tempo te presentear. Eu disse quando o mesmo se levantou da cama me deixando sentada nela.

- Por que está agindo dessa forma?? Não gostou?? Então porque não diz?? Quer saber não tem problema, na verdade é muito simples, eu pego e troco por outra coisa.

Eu disse indo em direção à gaveta que ele havia guardado a caixinha, peguei a mesma e fui em direção à saída.

- Não quero que leve o medalhão embora. Disse ele com uma voz firme e segurando pelo meu pulso.

- Então o que você quer??? Diz pra mim não levar o medalhão embora, mas você não aparentar querer ficar com ele....

- ANNICA MEU PAI MORREU....DÁ PIOR FORMA QUE EXISTE. Disse ele alterando sua voz.

- O problema não é o medalhão, e sim oque ele faz eu me lembrar...



Igor



Ela retirou a expressão de raiva do rosto.

- Pensei que ele estivesse apenas longe.

- Não. Mataram ele, mas antes disso o torturaram e me fizeram ver e ouvir os gritos de dor e desespero do meu pai, aos 7 anos de idade.

- Me desculpa... Eu não queria....

- Você queria saber não era? Agora você vai saber. Eu disse fechando a porta.

- Igor eu....

- Meu pai procurava por um homem, o Líder da Aptidão Dívida, é assim que eles se auto-denominam. O líder deles possuí uma entidade secreta, que foram deseguinados para fazerem experiências em humanos. Mas, a política do estado em relação ao cidadão era muito forte, então pra não levantar suspeitas ele começou a fazer tráfico humano nos países onde essa política era fraca. E o Brasil foi um deles.

Sequestraram minha mãe quando ela estava grávida de mim, por conta disso eu nasci no cativeiro. Meu pai traía minha mãe, foi a onde a mulher com ele saia engravidou de Iasmin no mesmo ano em que minha mãe engravidou de mim.

Meu pai não tinha pistas sobre o sumiço dela, e procurar e nunca encontar nada o deixou louco e sem esperanças. Minha mãe criou amizades fortes dentro do cativeiro, inclusive com funcionários que não apoiavam as decisões de seu chefe.

Foi a onde os próprios funcionários deram um golpe no líder o destronado provisoriamente. Esse foi exatamente o dia em que o plano dos presos deu início. Eles extraviaram os caminhões que chegavam para pegar os corpos mortos das pessoas que não resistiam aos experimentos, e transportaram as crianças e os jovens que estavam lá.

Eles tinham uma lista com o nome e o lugar de onde cada pessoa foi sequestrada. Dessa maneira foi mais fácil para os mais novos retornarem as suas casas. Depois que eu voltei ao Brasil com 3 anos, o meu pai teve esperança denovo, e se baseando no caminho que eu cheguei até aqui, ele acreditava que conseguiria chegar até ela.

Mas depois que as crianças fugiram foi mais difícil ter acesso a qualquer informação que envolvesse a Aptidão Divina. Eles se fragmentaram em grupos. Apollo é apenas um subordinado, no entando ele é o único subordinado que tem contato direto com um comandante. Otto é o comandante dele e somente Otto tem acesso ao David, David é o último comandante, ficando acima de todos os outros e ficando abaixo apenas de seu líder.

Meu pai conseguiu encontrar David depois de 4 anos procurando, na verdade ele foi o primeiro que não pertencia ao grupo que conseguiu entrar em contato com o último comandante.

Todos já sabiam o que ele queria, então permitiram que ele tivesse acesso a entidade secreta e entrasse nos laboratórios, mas tudo não passou de uma emboscada pra capiturarem ele, em um lugar onde ninguém visse.

- Onde fica localizada a sede dessa entidade? Ela me perguntou colocando a caixinha em cima na escrivaninha.

- Na Rússia. Mas ele não foi pego lá, algumas pessoas que participaram do golpe ainda estavam lá, e foram justamente elas que ajudaram ele a fugir.

Depois que a Segunda Guerra Mundial acabou grande parte do mundo ficou devastado. A Polônia foi um dos países que mais sofreu com a guerra, mas quando a mesma se deu por encerrada algumas cidades do país não conseguiram se reerguer. O meu pai decidiu que investiria dinheiro em uma dessas cidade - abrindo uma de suas empresas lá faria com que a economia do mesmo crescesse e dessa forma fazendo com que a circulação de dinheiro aumentasse, e talvez o país conseguisse  se recuperar.

Todos os seus contratos com o pais, fez com que o mesmo fosse acolhido no momento em que chegou da fuga. A Polônia fica perto da Rússia, e os habitantes da pequena cidade devastada acolheram o meu pai e o esconderam, mas os russos não desistiram de encontrá-lo.

Eles foram para Gdynia, neste momento os acordos que ele tinha feito com o país já não valiam muito, e os russos ofereceram ajuda para que a pequena cidade se reerguer-se em troca do prisioneiro. Os poloneses algemaram meu pai e o jogaram como um cachorro para os russos. Desde o momento em que os russos colocaram as mãos nele, ele já não teve mais paz, e foi torturado até o último minuto de vida.

Depois que os russos conseguiram o meu pai, não cumpriram seu acordo com o país. E as pessoas que não queriam entregá-lo retrataram no centro da cidade devastada a forma como ele foi dado de bandeija aos seus inimigos.

Doente, esguio, sangrando e algemado. Apenas querendo lutar pelo que era certo. Foi feito então uma estátua com lata velha de suas mãos algemadas no lugar onde ele foi "trocado".

- Me desculpa. Disse ela segurando o choro e vindo ao meu encontro me abraçar.

- O Medalhão que ele usava era uma herança de família, e nas vezes que brincávamos de rei, ele me deixava usar. No dia de sua morte arrancaram o medalhão de seu pescoço, e o jogaram fora. Disseram que aquilo não passava de lixo.

- Eu vou te ajudar, qualquer coisa que você pedir eu farei.

- Não. Eu nunca quis que você se envolvesse nisso.

- Eu só quero ajudar você, isso é de livre e espontânea vontade.

- Por que? Você não o tem nada haver com essa história. Eu disse olhando em seus olhos que estavam muito próximos aos meus.

- Por que eu te amo. - Éhhhh.... a idiota aqui tá apaixonada por você, e eu sei que pode parecer cedo, sei que não tivesmos tempo de construir nada, mas aconteceu, e tudo bem se você não sentir o mesmo....

- Eu também amo você. Ela arregalou os olhos que derramavam lagimas pelo seu rosto.

- Mas pra proteger que eu amo eu preciso ser mais forte, e você me deixa fraco, vulnerável. Iasmin já não participa mais das missões, transferi Luiz pro Norte de São Paulo, agora eu preciso ficar longe de você.

- Tava bom demais pra ser verdade. Disse ela enquanto passava a mão pelo rosto retirando o caminho que as lágrimas haviam deixado em sua face.

- Por que transferiu o Luiz?

- Por que foi por conta dele que vcs quase morreram.

- Annica eu não quero que se machuque. Ela foi em direção à escrivaninha e retirou o medalhão da caixa.

- Tá... se você não me quer por perto, então eu não ficarei. Mas eu aconselho você a usar o medalhão, pelo que você me disse, ele pode significar um símbolo de resistência. Quando David te ver usando, ele saberá quem você é.

Disse ela vindo em minha direção com o medalhão, pegou na minha mão a levantando e colocou o cordão na mesma.

- Eu vou ganhar as eleições com a Srta. Saltman, e depois vou eleger um substituto. Vai ser melhor eu me mudar, assim não teremos que nos ver. Ela disse depositando um beijo em meu rosto.

- Não precisa ir embora...

- Ir embora é a única coisa que minha família me ensinou a fazer. Eu já me acostumei. Disse a mesma indo em direção à porta.

- Boa sorte! Disse ela cessando o andar e logo em seguida o retomando. 

A porta se fechou, e as lágrimas que eu segurava desde o início da conversa já não se conteram mais.

A porta do banheiro se abriu, e sua voz ecuou pelo quarto.

- Não pode perde-lá desse jeito Igor. 

Respirei fundo para não  desabar de vez.

- A questão Gabriel é que ela nunca foi minha...

- E se ela continuar na minha companhia, ela nunca vai ser... nem minha e nem de ninguém...


Notas Finais


Me desculpem pelos erros ortográficos, não consegui revisar esse cap.


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