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História Meu demônio possessivo (Tomco) - Capítulo 46


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Notas do Autor


(Imagem a cima feita por mim)
Iaeee!
Desculpa a demora, explico melhor nas notas finais
Bjs e espero que gostem do capítulo!

Capítulo 46 - Álbum de fotografia


Fanfic / Fanfiction Meu demônio possessivo (Tomco) - Capítulo 46 - Álbum de fotografia


Marco On

Casa da família Diaz


Acabamos de chegar na minha casa, e ainda estamos no quarto de Star.

— Estar nesse quarto me trás tantas lembranças boas, Marco! — Star senta na cama ao meu lado.

— Para mim é a mesma coisa. — Sorrio para ela.

— Vocês tiveram aventuras ou algo assim? — pergunta Rose. 

— Sim, e muitas! — Digo.

— Por favor, me contem! Estou curiosa agora! — Rose pede.

Pior coisa que a Rose possa ter dito; quando Star começa a falar não para mais.

— Que tal vocês deixarem a história para depois? — Sugere Jony. — Eu estou ansioso para ver os pais do Marco.

— Está com saudades? — Pergunto.

— Sim, eu gostava bastante deles, principalmente a sua mãe, me tratava tão bem. Mas confesso que estou apreensivo...

Sorrio simples.

Levanto da cama da Star e fico ao lado de Jony e coloco minha mão no ombro dele — não precisa ficar “apreensivo”.

— E se eles não gostarem de mim por causa da... minha nova aparência?

— Jony, eles não ligam nem um pouco para a sua aparência ou espécie — digo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — Meu namorado tem três olhos, um par de chifres, pele roxa, é um demônio e herdeiro do Submundo. Você realmente acha que eles ligam para primeiras impressões?

— Nossa amor, você me fez me sentir deslocado agora — Tom finge estar magoado.

— Você tem razão Marco, a situação do Tom é bem pior que a minha. Me sinto melhor — diz de uma maneira provocativa, deixando Tom irritado.

E então a típica situação que tanto me atormenta se instala no ambiente; Tom encarando o Jony mortalmente e Jony dando um sorrisinho provocativo e infantil.

— Jony, não foi isso que eu quis dizer e você sabe muito bem disso.

— Jonyh, você não deveria se preocupar com o que os meus sogros vão achar de sua aparência, e sim com o fato de você ser um pedófilo aproveitador. Não ache que eu esqueci do que você fez enganando uma criança inocente que era o Marco.

— E lá vamos nós — Star fala deitando de vez na cama.

— Pare de dizer isso, seu Lucitor mimado. Eu não abusava de Marco nem nada do tipo. E eu presumo que os senhores Diaz não irão gostar de saber que você tem deixado hematomas pelo corpo do Marco pois não sabe nem controlar a porra da sua força.

— Não se meta nesse assunto, ogro Onnih maldito.

Nesse ponto as meninas já estão encarando os dois com um olhar de tédio. Isso está acontecendo tantas vezes que eu já perdi a conta. Eles começam a discutir do nada e na maioria das vezes são por motivos idiotas.

— Parem — digo simplista e frio. Suspiro logo em seguida. — Prestem atenção no que eu vou falar; ninguém vai contar aos meus pais sobre os tais hematomas e sobre o que realmente aconteceu entre Jony e eu. Jony, você está livre para criar a estória que quiser, sei que você não falará algo que irá lhe comprometer.

— Certo, pequeno — Jony faz um carinho na minha cabeça e anda até a janela, se apoiando nela e olhando para rua.

E de repente o meu celular começa a tocar; Jana é quem me liga. 

— Iaê Diaz. Star me convidou para ir na sua casa e aqui estou eu na porta.

— Então entre, tonta — digo brincando.

— A porta está trancada e eu estou sem a chave da sua casa.

 — Você tem a chave de minha casa?

— Acho que vou ter que quebrar a janela para entrar.

— Quê?! Não faça isso! Você está ficando mais sem noção com o passar do tempo? Só toque a maldita campainha e meus pais irão abrir a porta para você.

— Eu sei — ela dá uma risadinha. — Só queria brincar um pouco com você.

— ...

— E eu mentir, eu sempre carrego a chave da sua casa, Diaz.

— Será que tem como você não parecer estanha? Estou me arrependendo de deixar a Star te convidar.

— Você sabe que me ama, Marco.

— Entre logo, eu estou descendo. Só não assuste meus pais.

— Certo — ela finaliza a ligação.

— Marco! Jackie me disse que já chegou, esta lá na sala — Star me avisa.

— Ótimo.

Chegou as três no mesmo tempo.

— Rose, quem era na ligação? — Pergunta a Star.

— Sabe quando eu disse para vocês que talvez teria uma festa e tals?

— Aquela festa que você não sabia exatamente nada sobre ela? 

— Isso mesmo Marco. Bom, aparentemente a festa vai ser para comemorar que vocês podem ficar aqui na dimensão da Terra. 

Humnn...

— Irá começar umas 19:00 horas.

— Então será uma festa para nós? — Questiona Katrina.

— Isso.

— Ahhh — resmunga Katrina. — Parece que vou ser obrigada a ir.

Suspiro.

Nunca me identifiquei tanto com a Katrina. Eu não estou muito afim de ir para festa. Provavelmente terá muita bebida alcoólica, ou seja, muita gente bêbada, mas nem é isso que me incomoda, eu simplesmente estava afim de relaxar o dia inteiro, mas já que a festa é feita para mim e meus amigos não posso faltar, seria uma coisa muito chata de se fazer.

— Eba! Festa! — Star levanta da cama comemorando. 

— E o melhor vem agora; me contaram que gente famosa vai para festa pois querem conhecer vocês! — Fala Rose.

— Tipo quem?! — Star questiona animada.

— Meu ficante me disse que o ator de novela Eduard irá! 

— MEN-TI-RA! — Star faz cara de surpresa.

— VERDADE! ELE COMENTOU NO TWEETER!

— AQUELE GOSTOSO SARADO VAI PARA A MESMA FESTA QUE EU PARA ME VER?!

— SIIIMMM! VOCÊ CONHECE ELE?!

— QUALQUER FUJOSHI RAIZ TEM QUE SABER QUEM É ELE!!!

— Parem de gritar, por favor — peço.

— MARCO, VOCÊ SABE QUEM ELE É, NÉ?

— Sei sim, Star. Ele fez uma série em que o personagem dele era apaixonado por um cara. E não grita!

— Ahhh, eu vou querer que ele tire muitas fotos comigo — Star suspira.

Katrina encara a Star como se dissesse “é sério isso?”.

— Já eu quero que ele vá para cama comigo — fala Rose.

— Nem vem Rose, ele tem que ficar com um homem! 

— Você fala isso pois não pode ficar com ele pois tem uma namorada!

— E você fala como se fosse consegui ficar com ele.

— Claro que eu posso conseguir, eu sou gostosa, bom de papo, inteligente e amiga de seres de outra dimensão.

— Star, deixe essa doida dar para quem quiser — diz Katrina.

— Que tal descermos? Estão nos esperando — falo abrindo a porta.

— Okay! Quero ver como estar a Jackie e a Hekapoo!

— Hekapoo? 

— Sim, Jony. Aé mesmo, você disse que é amigo da Hekapoo.

— Sim, vai ser legal reencontrar com ela depois de séculos.




Descendo a escadaria já avistamos as  três garotas; Jackie, Janna e a Hekapoo.

Hekapoo está com o braço em volta da nuca de Jackie e Janna está com uma bolsa de lado marrom.

— MENINAS!!! — Star corre na frente, de braços abertos, dando um abraço apertado em cada uma — Jackie, que bom que você já tirou o gesso do braço.

— Sim, mas eu ainda tenho que ir no psiquiatra toda semana.

— Psiquiatra? — Jony questiona. — A Jackie tem problema mental agora?

— Jony, ela tentou se matar — falo para ele com uma feição séria.

— ... Então ela está com problema mental — concluí.

— Jony, não fale disso dessa maneira.

— Como eu deveria falar então?

— Só fique quieto.

— Hey Marco, quem é esse demônio aí? — Jackie pergunta.

— Eu não sou um demonio, eu sou um ogro.

— Oh não! Jonathan! É você menino?! — Hekapoo questiona animada.

— Sim, sou eu — sorri.

— O que você está fazendo aqui? Tinha pensado que você havia morrido!

— Longa história.

— Janna e Jackie, se lembram do meu... amigo de infância? Aquele garoto que eu e a Janna não nos desgrudavamos? Bom, é ele, só que em sua forma verdadeira.

As duas parecem pensar, e então ambas fizeram feições surpresas ao mesmo tempo.

— O primeiro namoradinho do Marco? — fala Jackie.

— Jonathan! Eu sabia! Eu sempre soube que você não era normal! — Comemora Janna.

— Ué, como assim? — Hekapoo parece confusa.

— Vamos deixar esse assunto um pouco de lado. Vocês sabem aonde estão os meus pais?

— É mesmo, aonde estão os Diaz!

— Eu não vi eles aqui — fala Jana.

— Ué, meus pais saíram? 

— Nossa, só porque eu queira ver eles — Jony fala manhoso.

— Antes de mais nada o senhor Jonathan tem que me falar como caralhos ele conhece você — diz Hekapoo. — Eu realmente pensei que você estava morto, ogro desgraçado.

— Desculpa Hekapoo — fala o ogro.

— Ótimo, enquanto vocês conversam eu vou ligar para os meus pais, okay? 

Todos concordam e eu começo a caminhar até a cozinha. Entretanto, Jackie me faz parar.

—Ma-marco! Espera! — Ela se solta de Hekapoo. — Eu posso lhe acompanhar? — Me dá um sorriso apreensivo.

Todos – inclusive Tom, Jony e Hekapoo – olham a situação com feições confusas para Jackie.

Compreendo porque todos estão assim, até porque ela é minha ex – e blá, blá, blá.

Porém, por algum motivo sinto que algo está errado com a Jackie. 

— É... claro — me viro para Jackie, esperando que ela me acompanhe.

— Espera aí, o que a loira depressiva quer com o Diaz? — Questiona Jony.

— Meu Deus Jonathan, você realmente não sabe medir as suas palavras, né? — Falo bravo com o mesmo.

— Não fale assim da minha noiva, Jonathan — Hekapoo fala séria.

Todos a encaramos surpresa.

— Como? — pergunta Star.

— Isso mesmo, eu e Jackie estamos noivas.

— Espera aí... — digo confuso — vocês só se conhecem a menos de três meses.

— O que tem de errado? — Pergunta a ruiva.

— Isso é estranho — Jana diz sincera.

Olho para Jackie e ela parece indiferente.

Que história é essa?

— Bom, felicidades para vocês duas, eu acho. Vem Jackie — pego a Jackie pela mão e vamos em direção a cozinha.



— Que história é essa, Jackie? — pergunto baixo, para que o pessoal na sala não me escute.

Jackie senta em uma cadeira olhando fixamente na mesa á sua frente.

Sento na frente dela com a mesa nos separando.

Ela parece pensativa.

— ... Jackie, eu estou percebendo um certo desconforto de sua parte; tem algo que queira me contar?

— Sim... — diz junto a um suspiro. 

— Hekapoo tem haver?

— Sim.

— Sobre o noivado, eu presumo.

Estamos conversando com a voz baixa com o intuito de ninguém nos escutar.

— Não, não é somente por causa desse noivado, é a Hekapoo em sí... ela me assusta.

— O que a Hekapoo fez?

— Mar-marco... eu não quero ficar com ela, não quero namorar com um demônio... ela não é como o Tom, ela não é gentil e pensa no que eu quero fazer... — começa a fazer com uma voz chorosa. — Eu estou com medo dela, Marco.

Uou... O que diabos a  Hekapoo está fazendo com a Jackie?

— Calma Jackie... me conte o que está acontecendo com mais detalhes para que eu possa lhe ajudar.

— ... Você vai mesmo me ajudar?

— Claro, só me diga para eu saber o que fazer.

— ... Sabe quando eu voltei do hospital pois... quase morri por tentar um suicídio?

— Sim, onde você só não morreu pois Hekapoo lhe salvo e te levou no hospital.

— Sim... bom, naquele dia quando eu voltei para casa com os braços enfaixados... foi naquele mesmo dia que... ela me estuprou pela primeira vez.

— Oi?

— Quando houve a celebração de Natal na sua casa ela me vigiava a todo momento, para que eu não contasse para ninguém. Por algum motivo ela se “apegou” muito a mim... segundo a mesma, ela se apaixonou por mim. Porém eu não gosto nem um pouco dela. Ela é um tanto “gentil” as vezes, tenho que admitir; ela cozinha, não deixa eu carregar peso, me leva a dimensões lindas. Porém essa gentileza tem mais lados ruins que bons; ela me priva de tudo, sente ciúmes de todos, não me deixa fazer nada e ela nem mesmo me deixa tomar banho sem a “ajuda” dela. 

— Você já falou com ela?

— Da última vez que eu falei que não queria mais ela perto de mim, ela me estuprou.

— Meu Deus, não sabia que Hekapoo seria capaz disso.

— Ainda tem mais... a Hekapoo matou alguém, na minha frente, pois ele elogiou... minha bunda.

Olho um apreensivo para ela.

Bom, não é surpresa para mim que Hekapoo mata pessoas, mas tinha que ser por um motivo tão fútil e na frente de Jackie?

O que está havendo com a Hekapoo? Não parece que estamos falando dela. Hekapoo... não é assim.

Ela pode ser muito brincalhona, só um pouco sadista e foda-se pra tudo e todos, porém; estupro? Ser tão zelosa? Matar só por causa de uma cantada que nem foi para ela, e sim para uma humana que ela acabou de conhecer?

Que tipo de joguinho a Hekapoo está fazendo dessa vez?

— Ela me machuca durante os estupros, fico cheia de hematomas — ela levanta a blusa dela de manga longa, me dando a visão da barriga dela marcada por manchas um pouco roxas. — Eu não sei o que fazer diante dessa situação. Tenho medo que ela possa me matar por rejeitar ela. — A feição dela está triste e assustada. — Não sei como lidar com um demônio. E detesto a forma como ela acha que esse tipo de coisa não tem relevância, ela acha que isso é normal.

— Bom, Jackie. — Suspiro. — Os demônios tem uma criação diferente da nossa, deve ser por isso que ela acha esse tipo de coisa é normal. Exemplos são Katrina e Bill Cipher, ambos provavelmente tem o mesmo pensamento que Hekapoo, eles foram criados em outra dimensão. O Thomas e principalmente o Jony estão mais inclusos na sociedade barra(/) cultura humana, e é por isso que o Tom é mais atencioso, como você disse.

Pensando bem, James de alguma forma também age de uma forma mais humana. Mesmo ele meio que quase me estuprando, tinha ciência que aquele ato era errado.

— Você está do lado dela?

— De maneira nenhuma, no momento eu estou do seu lado, só estou lhe deixando mais ciente das coisas.

— ... 

— E sobre esses hematomas... até mesmo Tom deixa esses hematomas em mim.

— Sério?

— Sim, demônios fortes como ele não conseguem medir a força que usam nos humanos, principalmente na hora do sexo. Tom já me deixo hematomas piores do que os seus mesmo tentando se segurar o máximo possível. O corpo humano é muito fraco.

— ... Entendo...

— Mesmo assim, qualquer ser, não importa em que cultura foi exposta, tem que entender quando alguém fala que não quer tal coisa.

Ela me olha esperançosa.

— Vou te ajudar, Hekapoo não vai mais lhe machucar. — Aperto a mão dela. — Pode confiar em mim.

Ela sorri.

— Obrigada, Marco. Você é o melhor. Não vou mais te atrapalhar, pode ligar para seus pais.

— Ah, sim, já havia me esquecido.

Eu pego meu celular no meu bolso e ligo para minha mãe.

...

— Oi bebê.

— Oi mãe... Eu estou aqui em casa, onde está você e o meu pai?

— Ah, querido, desculpe por esse desencontro, eu e seu pai saímos faz uns 40 minuto de casa, estamos indo para o aeroporto.

— Vocês estão de férias?

— Isso mesmo, vamos para o Brasil, aonde a nossa antiga vizinha se mudou. Ela nos chamou.

— Ah... — Murmuro.

— Não fique triste.

— Tsc, bom, espero mesmo que se divirtam e tirem muitas fotos.

— Obrigada filho, se cuida, beijos

— Beijos. — Finalizo a ligação.

— O que houve?

— Meus pais estão indo pro Brasil em férias.

— Nossa, justo hoje.

— Pois é, estava animado para comer da comida dela.

— Bom, eu posso cozinhar para nós, que tal? A comida não é tão boa quanto a comida de uma mãe, mas dá pro gasto.

— Okay, eu vou te ajudar. — Levanto da cadeira e ando até ela, abraçando a mesma que acabará de se levantar. 

Ela me dá um abraço apertado. — Eu queria ter uma família e amigos tão fiéis quanto você tem, Marco. Sinto inveja por isso. Errei em procurar amigos que mais me davam alegria momentânea em vez de procurar e priorizar amizades verdadeiras.

— Mas você me tem como amigo, não está sozinha, boba. — Beijo a testa da mesma.

E antes de eu finalizar o beijo caridoso, alguém entra, me assustando e fazendo eu dar um pulo e olhar para trás – a entrada da cozinha.

Vejo que era Jony. Ele nos olha bravo. — Mas, quê?

— O quê? — Pergunto a ele.

— Que situação é essa entre vocês dois? 

— Não é nada disso que você deve estar pensando, Jony.

— Eu estou vendo duas pessoas que já namoraram se abraçando e trocando beijinhos carinhosos.

— Quê? Pare de fazer essa situação ter outro sentido, Jonny! Eu só dei um beijo na testa dela.

Ele olha para Jackie bravo. — Se está pretendendo trair o Tom pois ele não está... lhe satisfazendo, eu já aviso que obviamente sou melhor na cama do que ela.

— Pare de falar besteira! Eu nunca vou trair o Tom, tá doido?

— Não é o que parece.

— O que você veio fazer aqui, Jony?

— Você estava demorando, agora vejo o motivo.

— Você realmente tá falando sério?

— Não. — Sorri de canto. — O angelical Marco Diaz não é esse tipo de pessoa que traí o namorado. Não é, amor? 

— Só pra tirar uma dúvida — Jackie começa a falar — o Tom não gosta do Jonathan, né?

— Como adivinhou? Nossa, você realmente aumentou 0,1 de QI enquanto não nos víamos, não é?

— Por que está implicado com a Jackie que nem criança? — Encaro ele frustrado.

— Porque você gostava dela.

Eu reviro os olhos. — Vamos voltar.

Jackie puxa minha camiseta chamando a minha atenção — Marco, você não precisa falar com a Hekapoo agora, não quero estragar o clima do pessoal...

Sorrio. — Claro.

— Vadia.

— Jonathan!

— Eu estava brincando, estava brincando. Calma. — Levanta as mãos para cima. — Vocês não vão falar o que está rolando?

— Não — dissemos nós dois.

— Okay, partiu sala.



Enfim na sala, eu disse a todos o motivo de meus pais não estarem aqui.

E então a Hekapoo fez a seguinte pergunta —; por que estavam demorando tanto?

— Os dois estavam se abraçando na cozinha — cruza os braços e continua a falar —, Marco deu até um beijo na testa da Jackie, fiquei com inveja — termina de falar fazendo um “bico”.

E a reação de Tom e de Hekapoo foi de surpresa bem exagerada, parecendo que o Jony tinha acabado de falar que eu estava fazendo coisas mais inapropriadas com Jackie.

— Como assim, Marco? — Hekapoo levanta do sofá com uma feição agora brava. — Pensei que você fosse meu amigo! — Ela anda em minha direção parecendo que quer me bater.

Eu fico paralisado.

— He-hekapoo! Não é nada disso! Ele só me deu um beijo na testa e me abraço! — Jackie falou, porém parecia que a maior não tinha ouvido.

Ela andou até mim e me pegou no colarinho de minha camiseta, me tirando do chão e me encostando na parede. 

Com esse ato dela,  quem estava sentado – todos exceto Jony, Jackie, Hekapoo e eu – levantaram rapidamente.

— Só porque o seu namorado começo uma greve de sexo você está se engraçando com a sua ex?

— Solta ele agora Hekapoo! — diz Tom andando em minha direção.

— Não se preocupe Tom, não faça nada — digo e ele para de andar, porém fica preparado para qualquer coisa que Hekapoo possa fazer.

— Hekapoo, eu juro que não fizemos nada! Solta o Marco! Pare de ciúmes!

— Hey, Hekapoo, eu vi o Marco só dando um abraço carinhoso na Jackie e um beijo na testa dela. Foi um carinho de irmão — Jony começa a falar de uma maneira séria. — Solte ele ou irá se arrepender.

Hekapoo ouvia tudo olhando intensamente para mim. 

Eu não estava com uma feição assustada, e sim com uma feição brava.

Como ela acha que eu iria trair o Tom e a amizade dela?

— Hekapoo, pensei que você fosse realmente a minha amiga. Eu nunca faria isso com você, nem parece que ficamos anos lado a lado na sua dimensão.

— ... Por que estava abraçando ela?

— Ela está deprimida. 

Hekapoo parece pensar um pouco. E então me solta cruzando os braços em seguida.

— Isso foi desnecessário, Hekapoo — Star disse. — Você sabe que Marco nunca faria isso.

— Desculpa pessoal — Jackie se desculpa no lugar da ruiva —, a Hekapoo tem ciúmes pois já namoramos e...

Hekapoo pega Jackie pelo o braço e a leva para a cozinha.

Estou preocupado. Será que a Hekapoo vai machucar a Jackie?

— Eu vou ver o que a Hekapoo vai fazer — falo começando a andar em direção a cozinha, porém Star segura a minha mão. 

— Acho melhor deixar as duas sozinhas.

— Star tem razão, tenho certeza que essa Hekapoo não fará nada com a noiva dela — diz Rose.

Pois eu acho ao contrário.

— Okay... mas se demorarem demais eu vou lá ver.

— Por que está tão preocupado? — Indaga Tom.

— Eu conto melhor em outra hora, Tom. — digo encerrando o assunto. — E como a Hekapoo sabia que você está fazendo greve?

— Eu contei! — Rose levanta a mão.

— Hum, imaginei — sorrio.




— Voltamos — Jackie diz com um sorriso sem graça

...

— Bom... — Jana abre a bolsa de lado dela e continua —; tenho uma boa ideia para acabar com o clima tenso de agora — tira com o que parece ser um álbum de fotografia bem grande e com bastante conteúdo que, por algum motivo é bem familiar.

— Boa Jana! — Jonathan abraça Jana de lado. — O clima precisa ficar mais animado. O que você tem aí em suas mãos?

Jana se dirige até a mesinha de centro e coloca seu álbum de fotografia.

Todos ficamos em volta da mesinha.

— Esse é o álbum de fotos da família Diaz. Na verdade, tem mais fotos do pequeno Diaz do que todo o resto — Fala com um sorrisinho de lado.

— Ooohh não! Nem pensar! — tento pegar o livro, mas sem sucesso pois a Jana pegou e abraçou o álbum com força.

— Para de ser chato, Marco! Suas fotos estão lindas! — ri. — Você parece até uma prin-ce-si-nha, hahaha.

— Me dá o álbum Janna Ordonia! 

— Só se tirar a roupa para mim — sorri maliciosa.

Tom me olha com uma feição questionadora.

— Ela é estranha e você sabe muito bem disso, Tom. Aliás, como você conseguiu esse álbum?

— Peguei no seu quarto a alguns anos atrás, dãã — coloca sobre a mesinha novamente.

— Por que você não quer que vejamos as suas fotos, Marco? — Pergunta meu namorado.

— Bom... — fala Jonny — ele deve está com vergonha.

— E como você sabe?

— Eu fui o amigo de infância dele, pequeno Tom.

— Agora estou curiosa! — Star diz.

— Eu também! Abre logo o álbum! — Fala Rose.

Janna abre mostrando a primeira foto.

— ... Ué, Marco, você tem alguma prima bem parecida com você? — Tom fala se referindo a foto.

— Não, esse é o Marco, só que versão feminina — fala Jackie rindo baixo.

A foto me mostra ainda bebê com um vestido (Nt: imagem laaaa encima).

— Mentira! — fala Star. — Marco, você está muito fofo nessa foto!

Tom faz uma feição de “Ah, que fofo”. — Amor, você era tão fofo que dá vontade de chorar.

— Por que o Marco está vestido que nem garota? — Pergunta Hekapoo.

— A mãe dele adorava vestir o Marco assim, que nem uma princesinha. Ele ficava tão bem como uma garota que foi até modelo. — Explica Jana sorrindo. — Inclusive essa foto saiu em uma revista de moda juvenil na ala feminina.

— Ahh, que vergonha.

— Por quê? Você era um bebezinho maravilhoso! — Tom me abraça forte, beijando minha bochecha.

— Eu odiava ser comparado com uma garota — fiz bico.

— Foi por isso que o Marco começo a usar roupas sem graça masculinas. Para mostrar o máximo da “masculinidade” dele — diz Janna.

— Chega de me expor, eu quero o passado no passado, por favor...

— O Marco realmente fica lindo em roupas femininas! Valoriza muito ele. — Fala Star me ignorando. — Se lembra quando invadimos o Reformatório Sta. Olga para Princesas Desobedientes pra salvar a Cabeça Pônei? Você ficou lindo quando se fantasiou de princesa para se infiltrar naquele colégio interno. 

— É, eu meu lembro...

— Humn, eu queria ver — resmunga Jony.

— Meu namorado fica lindo de vestido. 

— Marco nasceu para ser drag queen! — Afirma Rose.

— Eu me lembro quando as minhas amigas e eu ficamos surpresas por perceber que o Marco era um garoto — Jackie continua a rir. 

— Esse álbum está cheio de fotos do Marco assim, querem ver? 

— Sim! — Respondem todos juntos.

— Eu desisto — ando e me sento no sofá fazendo bico.

Todos estão animados vendo as minhas fotos vestido de garota.

Bom, pelo menos o clima está menos tenso.

Tom me segue e aperta minhas bochechas — Marco, eu te amo — solta minha bochecha e me dá um selinho.

— Rs, por que está falando isso agora?

— Sei lá, só olhei para você e pensei isso — sorri.

Humnn!!! Depois eu que sou o fofo da relação.

— Tenho certeza que teremos filhos tão fofos quanto você! 

— Será?

— Sim! — diz animado. Me puxa para sentar sobre suas coxas. — Eu exijo que você me dê uma menininha linda.

— Por que menina? 

— Pois eu quero! Eu vou ser o paizão dela, brincar de boneca, arrumar o cabelo dela, protegê-la de todos, contar estórias de dormir-

— Entendi, Tom — aperto as bochechas dele. — Mas você pode fazer essa mesma coisa com um garotinho.

— Eu sei! Para mim qualquer um me deixaria imensamente feliz! Só que eu quero uma princesinha também.

Eu sorrio bobo.

Meu coração bate rápidoz meu corpo está quente e as borboletas na barriga está presente.

Aí Deus, desculpe-me, mas eu sou loucamente apaixonado nesse lindo demônio herdeiro do inferno.

— Amo quando você me olha assim — ele aproxima a boca no meu ouvido e continua a falar —; me faz sentir muito amado, me faz feliz.

E quando me do conta estávamos nos beijando. Um beijo calmo e com carinhos acompanhando; Tom adentra as mãos em minha camisa, passeando as mãos por lá e eu adentrando meus dedos no cabelo rosa do demônio.

Passeando minhas mãos no corpo do maior eu percebo que não é só o meu coração que está batendo intensamente.

Nossa química é surreal.

Nesse momento, já esquecemos de Deus e o mundo. Só estamos prestando atenção na pessoa a nossa frente.

Ahh, eu quero mais. Quero ser amado com mais intensidade. Me sinto tão necessitado dele.

Solto gemidos quase como sussurros.

E então um travesseiro grande me acerta na cabeça, fazendo-me morder minha língua bem forte.

— Não transem na nossa frente! — reclama Katrina.

— Amor! Eu estava gravando! Tinha esperança que começassem a tirar a roupa!

— Aihh! Minha língua! — me joguei no sofá, deitando. — Humn! 

— Katrina agressiva como sempre — falou Rose.

— E eu e o Tom não íamos transar, exagerada!

— Não é o que a ereção de seu namorado está mostrando — disse a Katrina com um sorrisinho e as sobrancelhas arqueadas.

Eu olho para o Tom e jogo o mesmo travesseiro que foi acertado em mim, nele — tarado! — digo rindo.

Tom ri e me puxa para levantar, abrindo um portal em seguida.

— Ei, para onde pretende me levar?

— Surpresa.




Tom me trouxe ao meu quarto, me prensando na parede e me beijando de uma maneira mais rápida.

Eu paro o beijo e o encaro — Hey! O que pretende fazer?

— Só te beijar até a sua mandíbula ficar com cãibra — sussurra.

— Não vai ter nada de beijo! — empurro ele, sem sucesso. — E você sabe o motivo!

— Ahh, amor, ainda vai me negar beijo?

— Sim! 

Ele bufa e me deixa sair de seus braços.— não vai me disser que não gostou do beijo que tivemos na sala.

— Eu gostei.

— Então por que não continuamos de onde paramos? — se aproxima de mim de uma maneira sorrateira.

— Pois eu disse que só irei te beijar e dormir com você quando der um fim na greve. Só nos beijamos porque por um momento eu esqueci disso mas agora eu estou 100% sã!

— Você é tão mau.

Olho para baixo e vejo que ele realmente tem um volume bem grande na calça.

— Eu só sei que você tem que dá um jeito nessa sua ereção.

— A culpa é sua por ser tão sensual — resmunga andando até o banheiro.

— Pense em mim!

— Sempre — sorri irônico fechando a porta.




— O que os dois bonitos estavam fazendo, em? — pergunta Rose.

— Com certeza não é nada do que você está pensando — digo sentando no tapete ao lado de Jana e Tom.

— Infelizmente — diz Tom.

— O que vocês estavam conversando?

— Sobre como vocês ficaram famosos — Jackie diz. — Em todos os lugares só falam de vocês.

— Mas com a fama vem algo terrível também — Rose fala de uma maneira exagerada.

— O quê? — pergunto.

— HATERS! 

— Sério? Por quê? 

— Tem gente que acha que somos fakes — diz Star.

— Ou que somos satanistas — diz Jonathan.

— Tem gente que até diz que um de nós é o Lúcifer e que logo as trombetas tocaram e o apocalipse irá acontecer — diz Katrina.

— E também gente ignorante que não gosta da comunidade LGBTQIA — diz Janna.

— Mas não se preocupem, a maioria está do nosso lado! — Star sorri.

— O que é a comunidade LGBTQ sei lá o quê? — Tom pergunta, deixando todos surpresos.

— Você não sabe? — Katrina pergunta.

— Não — Thomas da de ombros.

— Você realmente é um bobão — Jony diz.

— Só me digam o que são essas siglas.

— Bom, amor, aqui na Terra o comum e o que todo mundo espera é que um homem aja como um homem, goste e fique com uma mulher que também aja como uma mulher, goste e fique com um homem, esses são chamados de héteros cis. Todos que não são assim fazem parte de uma comunidade mais conhecida como LGBT. Tem as lésbicas que são mulheres que só sentem atração por mulheres, gays que são homens que só sentem atração por homens, bissexuais que sentem atração por homem e por mulher, Pansexuais que sentem atração por uma pessoa seja ela transexual, bissexual, lésbica, gay, intersexual, não binário e etc, e assim vai.

— E por que isso?

— Os humanos são assim, Tom — diz Katrina.

— Eu sou pansexual, Star é bissexual, a Jackie também e a Janna ainda é um mistério para mim — falo.

— De onde eu vim todo mundo gosta de todo mundo e ponto final, não importa se nasceu com peito ou pênis — fala Tom.

— Você poderia ter falado de uma maneira — digo.

— Então o inferno tem um lado bom no final das contas — fala Rose.

— É claro que sim — fala Tom.

Ah, e sobre a festa que terá para comemorar que vocês podem ficar na Terra? — Jackie pergunta.

— Bom, será a noite, e eu não estou muito animado para ir não — digo.

— E terá muita gente famosa lá! — Star fala animada.

— Se você quiser vim pode vim, Jackie.

— Sério? Muito obrigada Marco! 

— De nada.

— GENTE, PARA TUDO! — Star faz uma feição assustada. — EU NÃO TENHO NADA PARA USAR! 

— Quem disse? — pergunta Katrina. — O que não te falta é roupa.

— Vamos agora para a o shopping! — Star diz ignorando a Katrina.

— Isso! Eu também vou comprar algo para mim! — Rose fala também animada.

— Ué, Rose, eu pensei que você estivesse juntando o máximo de dinheiro possível para comprar um carro — digo.

— Mas eu não vou pagar, quem vai pagar é o Tonzin maravilhoso aqui.

— Eu vou?

— Ele vai?

— Sim! Né Tom? Faz isso por mim? Sou tão boazinha.

— Você acha que eu sou uma caixa eletrônica?

— Vai Tom, eu até te ajudei a comprar o anel pro Marco, e você é podre de rico — ela começa a choraminga.

Tom revira os olhos — okay, toma o meu cartão, você já sabe a senha, não abuse.

— Yeeeepp!!! EU SOU TÃO SORTUDA, PORRA! — levanta o cartão como se fosse um troféu.

— Ela sabe a senha do seu cartão? — pergunto. — Nem eu sei a senha.

— Ciúmes? — indaga com uma sobrancelha arqueada e cara de convencido.

— Não bobão, só me surpreende por vocês terem ficado tão próximos.

— Eu acho que é ciúmes — diz Tom.

— Eu também tô achando, Marco — Janna diz.

— Não se preocupe Marco, não precisa ficar com ciúmes de mim pois o Tom não faz nem o meu tipo.

— O que isso deveria significar? — Tom pera a morena.

— Eu não estou com ciúmes!

— Fofo — o demônio passa a mão pelo meu queixo e beija minha bochecha.

— Pessoal! Vamos logo para as compras! — Star fala impaciente.

Ainda não, eu tenho que fazer algo antes...

— Espera! Hekapoo, eu preciso conversar com você — digo me aproximando da mesma.

? Por quê?

— Não posso falar aqui, vamos conversar rapidinho no meu quarto, que tal?

— Se for sobre aquilo eu peço desculpas, sei que exagerei.

— Não é isso.

— ... Okay.

— Não demorem! — grita Star.




— Então, Marco Diaz, o que deseja? — senta na minha cama.

Eu pego uma cadeira e coloco na frente dela, sentando em seguida.

— Vamos conversar sobre a Jackie.

Ela me olha confusa.

— Hekapoo, a Jackie me disse umas coisas e quero ajudar ela.

— O que é? Qual é o problema? — demonstra preocupação. — Espera, se ela tem algum problema por que não perguntou para mim, que sou a noiva dela?

— Porque o problema é você, Hekapoo.

...

— Quando eu fui para a cozinha com ela, a mesma me disse que queria falar comigo. Me contou que você assusta ela... ela está com medo de você.

— Como?!

— Hekapoo, presumo que você não saiba como tratar uma humana, não é?

— Marco, que história é essa?

— Ela me disse que você não é gentil com ela, que força ela a fazer sexo, que não a permite fazer quase nada, e que ela já até tentou dizer isso para você mas você somente estuprou ela.

— Como eu não sou gentil com ela? O que eu mais faço é tentar agradar ela! Cozinho, cuido, levo ela para lugares lindos.

— Ela me disse isso, mas disse também que você a priva de fazer qualquer coisa, e tem um ciúmes excessivo.

— Claro que eu sinto ciúmes, ela é minha!

— Ela não é um cachorro que você acabou de adotar, Hekapoo! Não sei o que você acha que os humanos são, mas nós não servimos como entretenimento.

— Mas eu realmente gosto dela.

— Hekapoo, você matou alguém na frente dela.

— O cara que eu matei estava assediando ela!

Então era verdade essa parte também...

— O cara só cantou ela.

— Foda-se, só eu posso cantar a Jackie.

— Humanos como a Jackie não estão acostumados a ver um assassinato! Você está deixando ela apavorada, entenda isso Hekapoo.

— ... Eu só estava protegendo ela.

— Não, você não precisava matar ninguém. E você também não pode forçar ninguém a fazer sexo.

— Mas ela também se sente bem.

— Se ela se sentisse bem mesmo, não me chamaria para pedir ajuda.

...

— Hekapoo, eu sinto muito mas Jackie não quer ficar com você, entenda, ela sente medo de você.

— Não... Eu quero ficar com ela... Desculpa, eu posso não ter agido da melhor maneira, mas eu vou mudar. 

— Hekapoo, as vezes as coisas simplesmente não dão certo e você tem que seguir em frente.

Um silêncio se torna presente.

Ela parece está pensando bastante.

— ... Como você se apaixonou pelo Tom? 

?

— Por favor! Me diga! O que o Tom fez?

— ... Eu me apaixonei, simplesmente assim.

— Marco, me ajuda, por favor... os meus relacionamentos sérios nunca deram certo, eu quero tentar consertar as coisas.

Eu encaro ela.

Suspiro. — Okay, vou chamar o Tom e ele lhe dará concelhos — pego minha tesoura tridimensional e saio na sala. — Tom, vem comigo — seguro a mão dele.

— O que aconteceu? 

— Eu te explico quando estivemos lá. E pessoal, podem ir pro shopping, quando terminarmos iremos.

— O que tá rolando? — Jana pergunta.

— Nada não. E Star e Rose, fiquem do lado da Jackie.

— Marco, está indo tudo bem com a Hekapoo? — Jackie pergunta preocupada.

— Não se preocupe, e não faça nada que não queira, okay? 

— Okay...




Acabei de explicar toda a situação pro Tom.

— Então ela quer concelhos para conquistar uma humana? — fala como se tivesse se divertindo com a situação.

— Isso — digo.

— Hakapoo, você mandou muito mal. Eu acho que o melhor a se fazer é só dar um tempo.

— Não, eu tenho que correr atrás do prejuízo, já pensou ela arrumar outra pessoa?

— Me escuta, Hekapoo. Eu entendo de relacionamentos.

— Entende? — pergunto.

— Eu tenho 912 anos de idade, amor. Se eu não soubesse estaria falhando na vida.

— Tom, só me diga o que você fez para conquistar o Marco.

— Humn... é mesmo, o que eu fiz? 

— Você não sabe? 

— Humnnn... com o Marco eu fui extremamente ruim em tentar fazer ele gostar de mim. Eu meio que fiquei desesperado e sem o que fazer quando comecei a gostar dele; que no caso foi no exato momento em que eu o vi.

Eu vou até a parede e me encosto nela, só observando os dois.

— Fiquei vários anos tentando não gostar dele pois o sentimento aumentava de uma forma assustadora. Quando eu resolvi dar um basta na minha insegurança eu pedi ajuda para a Star e ela tentou me empurrar o Marco de qualquer jeito. No final as coisas simplesmente deram certo.

— ... Você não me ajudou em nada, Tom.

Sorrio de lado.

— Então por que não pergunta para o Marco? 

— Ele disse que simplesmente se apaixonou por você.

— Hawww amor, você disse isso mesmo?

— Fica quieto Tom! — exige Hekapoo. — Marco, me diga porquê você começou a gostar do Tom.

— ... Hekapoo, entenda, não é como se tivesse um manual de instrução. As coisas comigo e com o Tom só fluíram. Tom me faz sentir muito bem, ele me completa, sei que isso soa muito meloso, mas é assim que as coisas são. Jackie vai gostar de alguém que complete ela.

Hekapoo começa a mexer em seus cabelos ruivos.

— Tom estava certo, a melhor coisa a se fazer agora é dar um tempo.

— Okay, eu desisto — levanta da cama. — Farei o que estão falando, eu darei um tempo.

— Prometa não forçar ela a fazer algo, seja lá o que for.

— ... Prometo.

E então Hekapoo faz um portal entrando nele.

— Mandou bem, amor.

— Obrigada.

— Eu amei a parte onde você disse que eu te completo.

— Sem gracinhas, vamos para o shopping tomar conta das garotas.

Meu celular começa a tocar. — É a Star.

— O que será que fizeram.

— Alô?

— Marco, ajuda nois aqui! — escuto barulho de várias pessoas falando bem alto.

— Deixa eu advinhar, são pessoas querendo fotos, autógrafos e esse tipo de coisa?

— Como você sabe?!

— Não precisa ser um gênio para presumir isso.

— Marco, ajuda aqui! Eu quero fazer compras, mas as pessoas não estão deixando!

— ... Que tal ir para outra dimensão fazer compras?

Humnn!!! Mas eu queria as roupas da Terra.

— É isso ou nada.

— Tá, tá! Estamos voltando para casa!

— Okay — finalizo a ligação. 

— Viramos tipo celebridade, né?

— Sim, é a primeira vez que pessoas de outra dimensão se socializam com a Terra.

— Que saco, sou tratado assim em toda dimensão que vou.

— Coitado — falo irônico.

Escutamos algo na sala de vidro quebrar.

— Star chegou — dissemos juntos.



Tinuaaa...




Notas Finais


Oi, oi, oi!

Bom, eu demorei para postar pois eu... estava curtindo, tá legal? ( T_T)

Eu estou me esforçando para chegar bêbada todo dia quando saio com meus amigos, eu tô curtindo pois daqui a pouco serei responsável por mim mesma, AHH, QUERO VOLTAR A SER UM BEBÊ! Eu tô me sentindo que nem a música do AJR – Don,t Throw Out My Lego T-T

Crianças, aproveitem bastante a sua juventude! (Não como eu, pois eu faço isso da maneira mais louca possível, não sejam eu)

A imagem lá em cima fui eu que fiz! Pode não ter ficado uma obra de arte mas pelo menos eu me esforcei ;-;
Desculpa mesmo por ter demorado, eu estava escrevendo de pouquinho e pouquinho sempre que podia.

Ah, e aconteceu uma coisinha comigo; quase furtaram a porra do meu celular que eu paguei chorando por ser tão caro! Na hora um muleke estava puxando sorrateiramente o celular da minha mochila, então uma velhinha deu um berro me avisando e na hora eu pensei “puta que pariu, vou ter que escrever tudo de novo se perder o celular! ”, então eu dei um berro também que nem a velhinha, o cara correu, e a velhinha começou a me dar uma bronca por ser tão descuidada, minhas duas amigas que estavam comigo ficaram rindo... ;-; Ahhhh, não tem como sair sem ser quase furtada não!

Ahh! E eu vou fazer uma fic ômegaverse Tododeku e Kiribaku, já fiz até a capa da fic, a e está escrito no meu caderno velho, só que no caderno é um romance hétero e não ômegaverse, eu vou dá umas mudadas para virar Yaoi e tals, mandarei mensagem para quem tá me seguindo quando eu postar a fic

(E escutem DRAMA do AJR, a letra é muito boa!)

Bom, essa é a nota final de hoje •_•, até o próximo capítulo.


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