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História Meu Destino (18) - Capítulo 41


Escrita por:


Notas do Autor


Queria poder colocar uma música de fundo como no wattpad, mas aqui não é possível 😪. Espero que gostem.

Capítulo 41 - Diana



Afasto-me do Connor sem tirar meus olhos dela.


— Diana?


— Tubo bem, pode nos deixar a sós?


— Tem certeza? Eu posso... — fala preocupado.


—Não, eu dou conta. — Connor balança a cabeça e passa pela porta nos deixando sozinhas.


— Eu só tenho uma pergunta: por que?


— Oi? Por que o quê? Tá maluca?


— Não sei bem se essa seria a palavra certa. O que realmente estou sentindo não tem tamanho. Mágoa, decepção, confusão. São muitas coisas.


— Acho melhor ir ajudar o Rael, me parece que você está fora de si. — quando ela se vira para sair eu grito:


— EU NÃO TERMINEI! A única pergunta que eu tenho para você e eu exijo resposta: por que me odeia tanto, Daiana? — novamente ela se vira.


Não há expressão alguma em seu rosto. E se há, não consigo identificar. Ela parece inabalável.


— Quer mesmo saber? Já discutimos sobre isso antes então não tem o porque de estar dizendo isso toda hora.


— Então me diz, o que eu te fiz de tão ruim?


— Que idiotice. — ela ri.


— FALA!


—  Eu não queria ter uma irma gêmea que tivesse a mesma aparência que eu.


— Como você pode sentir raiva de algo que eu não tenho culpa?


— Posso estar sendo egoísta, mas esse seu jeitinho de garota comportada não engana ninguém, pelo menos não à mim. Você consegue fazer todos gostarem de você, as pessoas se aproximam de mim apenas por status, pelo que tenho e não pelo que sou. Se você não tivesse nascido, seria diferente.


Quê?


— Diferente como? Em quê? Eu não consigo te entender, achei que quando finalmente conversássemos sobre nossas diferenças e sua rivalidade contra mim eu poderia compreender a razão por trás disso tudo. Mas eu só consigo ver que as atitudes que você tomaram nos últimos anos só mostra que você é uma pessoa muito má.


— Você roubou ele de mim!


— Ele quem? Do que você está falando? O Connor?


— NÃO, SUA IMBECIL! EU TÔ FALANDO DO FELIPE!


Engulo em seco.


— Daiana, nós nunca tivemos nada. E isso já faz tantos anos.


— Ah, é? Então como você explica aquele beijo na cozinha do sitio do papai? Eu vi tudo, Diana. Você sabia que eu o amava e mesmo assim deu bola pra ele. E eu nunca vou esquecer o quanto minha irmã foi traíra.


Começo a sentir uma leve tontura. Uma sensação de mal estar. Então é por isso, todo esse tempo, meu Deus, eu nunca iria imaginar. Mas que inferno, como não pude ter ligado as coisas antes?


FlashBack on:


No jardim do sítio estava nós três conversando sobre coisas aleatórias. Eu estava bem animada com a Daiana por causa da nossa festa de aniversário e do próximo evento que papai estava organizando com o seu amigo, Eduardo, pai de Felipe.


Sempre adorávamos ir ao sítio. Brincar com os bixinhos, tomar banho de cachoeira e curtir um momento somente nosso. Era maravilhoso.


Deixei Daiana com o Felipe e me levantei para ir a cozinha buscar algo para que a gente pudesse beber e comer. Saí correndo, mas não encontrei ninguém na cozinha.


Então decidi procurar eu mesma alguma coisa. Abri os armários e pego biscoitos. Abri a geladeira e retirei uma travessa com um doce que eu não sabia o nome, coloquei sobre a mesa, mas quando me virei eu vi Felipe parado na porta.


— Precisa de ajuda?


— Não! — falei rude.


— De nada. — ele vem até mim, se aproxima. — Posso te dizer uma coisa?


— Hum, diga e me deixe em paz.


— Eu gosto de te ver bravinha. Fica linda. — Felipe me prendeu contra a mesa colocando suas mãos na minha cintura.


Eu não sabia que ele queria, porém não estava gostando nada de sentir suas mãos sujas em mim. Com aquela idade, eu entendia perfeitamente o que acontecia entre duas pessoas quando estão a sós. Eu tinha medo, pavor, Felipe sempre se demonstrou ser um garoto possessivo e tinha tudo o que queria. Seu pai acreditava em tudo o que ele falava.


— Eu só quero um beijo.


— Nunca!


De repente ele puxa meu pescoço e cola nossos lábios. Ele consegue me segurar com força, porém o empurro para longe de mim. À partir dali eu só sentia mais nojo desse verme.


Off


Uma pena Daiana não ter visto tudo, ela iria perceber o que realmente tinha acontecido ali. Após esse episódio, eu não chegava nem perto daquele moleque, Daiana mudou comigo e eu achava que era coisa de adolescente. Mas estou profundamente enganada. Felipe foi embora para Barcelona com seus pais, e desde então perdemos o total contato.


— Escuta, você sabia que o Felipe não gostava de você e eu também nunca gostei dele. Aquele beijo na cozinha apenas aconteceu porque ele me beijou a força. Você acha que eu iria beijar um homem como ele? Eu tinha nojo do Felipe, em todos os aspectos. Você não pode me culpar por algo sabendo do que ele era capaz.


A olho como se estivesse suplicando. Felipe foi um grande crush da minha irmã no passado. Tínhamos doze anos na época, mas conhecíamos ele há bastante tempo, na verdade crescemos juntos, ele era quase um primo. A primeira vez que a Daiana o viu, ela começou a criar expectativas de uma paixonite que nunca iria se concretizar. Sim, ele era bonito, educado e gentil. No entanto, tinha um defeito: ele gostava de brincar com os sentimentos das garotas. Felipe só tinha quinze anos, e como o pai, não tinha caráter algum.


Vejo seu esforço para segurar as lágrimas que insistem em cair. Como pode duas irmãs criar uma rivalidade por causa de um macho ordinário?


— Está mentindo. Depois daquele dia, ele veio me procurar, disse que estava apaixonado. E sabe por quem? Isso mesmo! Por você! Muito antes eu contei que o amava, ele prometeu me dar uma chance porque você o odiava. Quando vi vocês dois juntos meu chão desabou, foi a partir dali que eu percebi que não podia contar mais com você. Ele falou sobre o beijo, que você deu em cima dele e por isso não resistiu ao seu encanto.


Arregalo os olhos. É tudo tão bizarro.


— Você nunca me contou que ele foi te procurar.


— Eu não podia, guardei esse rancor por todos esses anos. Eu queria fazer você pagar por tudo o que me fez. Eu via como ele te olhava, acho que não tinha coragem de contar que gostava de você, éramos bem pequenos, coisa de criança. — faz uma pausa respirando fundo. — O tempo foi passando.


— Daiana... — deixo as lágrimas caírem — eu não beijei ele. Você tem que acreditar em mim, ele mentiu pra você.


— Eu não tenho certeza disso.

— Então prefere continuar me odiando por algo que eu não tive culpa? Quantas vezes terei que dizer isso? O que eu preciso fazer para que possamos voltar ao que éramos antes?

— Eu não sei. Como posso saber que "você" está contando a verdade?

Olho bem pra ela. Talvez ela esteja com medo, eu sei bem como é isso. Daiana é orgulhosa, dificilmente pede desculpas. Ela não é uma garota má como pensei, apenas estava se vingando de algo que acreditava ser o certo. Felipe enganou-a.

Me aproximo dela, seu rosto molhado. Com medo. Sinto saudades do que éramos, de como ríamos juntas, das besteiras que falávamos.

Toco seu braço, ela se afasta, me olha brava.

— Não faz isso com a gente, somos irmãs.

— Todo esse tempo me fez criar uma bola de neve entre nós duas. Não sei se conseguiria encarar essa de "melhores amigas" novamente depois de tudo.

Sorrio de lado fungando um pouco, seco meu rosto com a mão.

— Vamos esquecer tudo isso. Eu prometo que nunca irei tocar nesse assunto, isso agora é passado. Podemos nos reconciliar, voltar ao que era antes.

— Preciso de um tempo. Eu vou indo... — ela se vira para sair.

— Eu te amo Daiana, não se esqueça disso. Independente do que aconteceu, somos uma família.

Digo antes dela sumir das minhas vistas. 


Notas Finais


O que vocês acharam do capítulo?
Nunca foi minha intenção terminar o livro com elas sendo rivais, falo isso pq tenho irmãs e jamais iria querer odiar elas. Irmãs são família, e eu amo cada uma delas.


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