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História Meu destino é você? - Capítulo 1


Escrita por: JhadeCR

Notas do Autor


Oii, meus amores!!!
Apresento para vocês uma história original com temática LGBT. Minha primeira história assim, então sejam gentis ~hehe

Para minhas leitoras de Rostos Borrados: teremos referências de aparições de alguns personagens, principalmente a Ana. Não sei se um dia juntarei as duas histórias, mas elas acontecem no mesmo universo.

Espero que gostem, assim como eu estou gostando de escrever.
Já agradeço por estar aqui!

Uma ótima leitura <3

Capítulo 1 - Promessas Perdidas - Clara


Fanfic / Fanfiction Meu destino é você? - Capítulo 1 - Promessas Perdidas - Clara

{10 anos atrás...}

- Você não vai dar ouvido a eles, vai? - ela disse irritada.

- Mas... - eu falei timidamente.

- Clara! - chamou minha atenção - Elas são idiotas, não se importam contigo. Só estão falando essas coisas porque são más.

- Todo mundo gosta delas, Esme - choraminguei.

- Eu não gosto - disse com convicção. - Elas roubam o brinquedo de todo mundo e ficam com os lanches que querem.

Continuei choramingando por algum tempo. O grupinho popular pegou minha boneca mais bonita e ficou para si, me chamando de "chupetinha de baleia". Elas estavam cada dia mais criativas com os apelidos maldosos. Esme tentou pegar a boneca de volta, mas levou um empurrão e desistiu.

- Clara, você tem a mim - ela disse, limpando minhas lágrimas e a meleca que escorria pelo meu nariz. - E eu nunca vou te abandonar.

- Você promete? - olhei esperançosa para ela.

- Claro que sim! - ela exclamou.

Juramos de mindinho que sempre íamos ficar juntas, independente do que acontecesse.


{Dias atuais}

As lembranças de uma infância distante me atingiram assim que o avião pousou. Depois de oito anos estava de volta a minha cidade natal.

Esme e eu já não éramos mais as mesmas. E também não éramos mais amigas.

Nossos destinos se separaram quando meus pais decidiram ir embora para outro país. Agora, depois de tantos anos, eles precisaram voltar. A sede da empresa de papai precisava dele para resolver problemas, e mamãe preferia muito mais ali do que qualquer lugar no exterior. Ali era nosso lar, e, para eles, sempre seria.

Para uma adolescente de 17 anos, a inconstância de meus pais era um verdadeiro desafio. Já não bastava a instabilidade dos meus próprios pensamentos...

Deixei todos meus amigos para trás. Por mais que pudéssemos conversar por video, nada seria o mesmo. Gabriele, minha ex-namorada, também sabia que não seria a mesma coisa, terminou comigo assim que soube que eu iria embora. Não que eu ache ruim... Até porque, nosso relacionamento já estava fadado ao desastre.

Ouvi rumores de uma possível traição... E sinceramente? Eu não dúvidava nem um pouco que ela estava tentando se "conectar" com o ex namorado.

- Você vai adorar estar de volta! - minha mãe estava empolgada - Daniele me disse que continua aqui na cidade!

Olhei confusa para ela, sem saber de quem estava falando.

- Daniele, aquela minha amiga da faculdade... - ela percebeu que continuei com cara de confusa - a mãe da Esme...

Aquele nome me pegou de surpresa, mas me limitei a olhar com tédio para minha mãe e soltar um "ah". Preferia não falar sobre sentimentos com mamãe - ela podia ser irritante as vezes, acredite.

A viagem de carro até em casa foi longa. Ao passarmos pelo centro pude ver lojas novas, e lanchonetes que estavam na moda. Em uma das lanchonetes, vi um grupinho que se destacava dos demais, perto de um chafariz.

As garotas usavam calças apertadas e blusas coladas, com decotes em v muito profundos. Os garotos faziam gracinhas entre si, tentando chamar a atenção delas, o que não era tão necessário assim, os rostos bonitos por si só já fazia todo o trabalho.

Mais a frente, entrando na lanchonete, uma garota de cabelos platinados olhou para trás no exato momento que o carro passava. Nossos olhares se cruzaram por um breve segundo. Perdi o ar e meu coração acelerou. Aqueles olhos azuis selvagens me eram familiares. Esme já não tinha mais os cabelos castanhos, mas seus olhos continuavam os mesmos de quando éramos crianças. Virei para trás, tentando olhar mais um pouco, mas ela já tinha entrado no lugar.

- Mamãe, pare o carro! - gritei por impulso.

Minha mãe, prudente o suficiente, apenas diminuiu a velocidade e encostou o carro.

- O que aconteceu? - ela perguntou, alarmada.

- Preciso ir. Te vejo em casa mais tarde! - peguei minha mochila, abri a porta do carro e sai correndo.

Podia ouvir minha mãe reclamando, e ainda tocando a buzina uma vez. Mas para mim aquilo não importava.

Corri até a lanchonete. Ela estava cheia de gente. Um grupo grande se juntava nos fundos, em sofás. Não pude deixar de perceber que uma garota parecia deslocada e um pouco desconfortável com outras duas garotas a sua frente, enquanto tentava manter conversa com um garoto ao seu lado. 

Demorei alguns minutos procurando, até que avistei os cabelos dela. Respirei fundo e me dirigi até a mesa com firmeza.

- Esme? - chamei.

Ela olhou para trás, curiosa para saber quem a chamava. Seu sorriso era radiante.

- Oi? - ela perguntou, não me reconhecendo.

- Não lembra de mim? - perguntei.

Ela ficou vários minutos tentando lembrar. Apertou os olhos e inclinou a cabeça.

- Eu deveria? - perguntou, com indiferença.

- Sou eu, - falei ansiosa - Clara.

Por um momento achei que ela não iria se lembrar. Então, foi como se uma lâmpada acendesse em sua cabeça.

- Clara! - ela exclamou - Você voltou então, legal.

Então ela fez o que eu não esperava. Apenas virou de costas para mim e continuou conversando com o grupo reunido ali. Sua risada rouca ecoando pelos meus ouvidos.

Fiquei ali parada, sem saber exatamente o que fazer. Então ela percebeu que eu continuava ali.

- O que foi? - perguntou, franzindo a testa.

- É que... - minha voz saiu trêmula - Achei que pudéssemos conversar um pouco. Pelos velhos tempos.

- Clara, não me leve a mal... - ela falou meio desconsertada - mas você foi embora. Eu sei que tínhamos aquela promessa estúpida, mas éramos crianças e não entendiamos o mundo. Não somos amigas, ok?

Aquilo doeu. Por mais que não tivesse mantido contato com ela, achei que quando voltasse nossa amizade ainda tivesse alguma chance.

Ela voltou a conversar com os amigos. E dessa vez eu fui embora. Deixei escapar uma lágrima, pensando em como eu ainda não tinha superado que nossa amizade tinha chegado ao fim.


Notas Finais


Será que Clara vai conseguir reavivar essa amizade?

Teorias, críticas ou sugestões?
Me contem nos comentários o que acharam.


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