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História Meu Distinto Mora Ao Lado - Taekook - Capítulo 3


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Notas do Autor


A fic ta meio parada, eu sei, mas é pq eu quero aprofundar um pouco mais neles.

É isso, boa leitura, amores

Capítulo 3 - Hambúrguer


Fanfic / Fanfiction Meu Distinto Mora Ao Lado - Taekook - Capítulo 3 - Hambúrguer

Taehyung On

Tudo aconteceu um pouco rápido, já que o dia passou rápido, mas o que eu sei é que agora estou com Jungkook aqui na minha frente, comendo hambúrguer.


Meu Distinto Mora Ao Lado - Capítulo 3

Vou tentar resumir pra vocês...

Depois que fui na casa de Jungkook para entregar seu pote, fui direto para o trabalho. Meu diretor tinha me mandado uma mensagem, falando que eu tinha mais um filme pra gravar. Não vou entrar em detalhes de como foi, mas queria desabafar que tive a infelicidade de não estar com Hoseok dessa vez, e que o cara com quem eu tava encenando era muito bruto! Em fim... Continuando...

O filme demorou pra ser gravado, e acabou que hoje eu não consegui chegar em casa a tempo para comprar algo pra fazer a janta.

Meu Deus, onde vou comprar comida uma hora dessa? Ah, ouvi falar de um parque que tem aqui perto, acho que vou comer lá.

Lá fui eu descendo a rua, e o parque não fica longe. Por sorte tinha várias barracas com comida lá, e fui procurar alguma. Então, quando finalmente escolhi uma barraca, eu vi uma pessoa familiar sentada em um banco próximo. Era Jungkook. Ele estava sentado sozinho, lendo um livro pequeno e grosso. Aí me aproximei.

-- Jungkook? - ele olhou para mim e eu sorri - Você por aqui?

-- Taehyung! - Ele sorriu pra mim - Tudo bem?

-- Tudo e com você? Por que tá aqui sozinho?

-- Tô bem... Eu tava na igreja - o sorriso dele sumiu, e foi a primeira vez que não vi ele sorrindo por mais de meio segundo - Eu sempre venho aqui depois que o culto acaba.

-- Já são quase 22h, por que não vai pra casa? 

-- Eu... Prefiro ficar aqui - ele olhou a rua que levava para a casa dele, como se tivesse medo dela. Por que eu sinto que algo está errado?

-- Você quer que eu te leve? - ele me olhou rápido - Eu vou pegar um hambúrguer pra mim, eu posso te dar um também.

-- Ah, Tae - ele me olhou um pouco triste - Eu não posso comer hambúrguer... Tô tentando ter um corpo bom...

-- Ora! - olhei o corpo dele. Meu Deus, que corpo. - Seu corpo está perfeito! Anda, é falta de educação recusar um presente, e não vou te deixar sozinho aí.

Eu estendi a mão pra ele, e ele a olhou, parecendo pensar.

-- Eu...

-- Vamos, Kook - eu dei meu melhor sorriso e ele me olhou - Mente vazia, oficina do diabo.

Ele me olhou por mais uns segundos e suspirou. Fechou o seu livro, que tinha uma capa grossa e azul, e se levantou.

-- Tudo bem - ele sorriu, mas não me pareceu verdadeiro.

Eu pedi dois hambúrgueres, bem cheios, e ele parecia se animar quando viu nossos pedidos na mesa.

-- Faz muito tempo que eu não como um hambúrguer - ele sorriu encarando o alimento, e o pegou devagar - Obrigado.

-- Não tem de quê - eu sorri ao ve-lo morder o sanduíche com dificuldade, e logo depois sua boca estava toda suja de molho, o que me fez rir de fofura - Sua boca tá toda suja! Deixa eu te ajudar.

Peguei um guardanapo e passei em sua boca, com cuidado para não arranha-lo. Ele ficou me encarando, sem expressão, até que eu vi suas bochechas começarem a corar.

-- Meu Deus, você é muito fofo - eu sorri o olhando, e ele corou mais ainda.

-- Obrigado - disse após engolir a comida que tinha na boca - Eu também te acho fofo, bonito... Seu sorriso é lindo!

-- Ah... Você acha? - eu ri fraco. Não concordava com ele, mas estava sem graça de debater um elogio - Ele é redondo.

-- Por isso é fofo! - ele riu e comeu mais um pouco da comida, ainda me olhando.

-- Bom, obrigado então - eu sorri, e só aí que comecei a comer.

Eu queria conhecer mais sobre ele, sobre a vida dele, mas tive medo de ser invasivo.

-- Você está na escola ou na faculdade? - perguntei enquanto colocava mais molho no hamburguer.

-- Escola - ele corou novamente. Eu poderia ver essa cena pra sempre - Eu repeti um ano...

-- Entendi - fiquei o olhando, e decidi não entrar no assunto da reprovação, já que é uma experiência traumática para algumas pessoas - E em que ano está?

-- Vou pro terceiro - ele sorriu orgulho e comeu mais do hambúrguer - Eu tô animado.

-- Tá acabando hem? - ri e ele riu junto enquanto concordava.

-- E você? Vai me dizer no que trabalha? - ele fez um leve charme, como se fosse me convencer.

Eu odeio o meu trabalho. Eu odeio o porquê de eu ter entrado nessa merda. Mas eu não ia poder esconder pra sempre...

-- Ainda não - eu ri e ele cruzou os braços, emburrado - Mas já te adianto: é um trabalho horrível!

-- Um dia eu vou descobrir! - ele riu e eu ri também, mas aquilo me fez pensar. 

Um dia ele vai descobrir.

Não me entenda mal... As pessoas têm uma reação incômoda quando falo minha profissão.

"Então você é puto?"

"Nossa, que horror"

"Sério? Posso atuar com você então rsrs"

"Deixa eu te comer então"

"Eca..."

Alguns se contentavam em fazer uma cara de nojo, como se eu fosse uma gosma ambulante, e dar um passo pra trás. Eu não as julgava, até eu tenho nojo de mim as vezes.

-- E... Você estava lendo um livro não é? Qual o nome?

-- Ah, é a bíblia - ok, eu confesso que me surpreendi. Ele tirou o livrinho do colo e lá estava escrito "Bíblia Sagrada" - Eu costumo ler quando...

Por algum motivo, ele parou de falar, e eu o olhei de baixo.

-- Quando o que?

-- Quando eu tenho vontade! Ou não tenho nada pra fazer - por que ele parecia estar mentindo? - Você tem alguma religião?

-- Ah, não - neguei rápido, e ele virou a cabeça.

-- Acredita em Deus?

-- De certa forma...

-- Entendi.

Eu não menti, ok?

-- Vem - eu o chamei, assim que vi que ambos já tinhamos terminado - Vou te levar pra casa.



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