História Meu Doce Amargo HÍbrido. - Capítulo 11


Escrita por:

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amizade, Família, Híbrido, Memórias Sofridas, Menção Taegi, Menção Yoonmin, Namjin, Taejikook, Traumas, Yoonseok
Visualizações 320
Palavras 4.941
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, desculpa a demora e o final escroto, é que eu tô ocupada por causa da escola. Aproveitem o cap, e eu adoro comentários, ok?
BJS!!! E tem muito fav gente! Especial Taejikook se chegar à 40 favs ou o shipp escolhido.

Capítulo 11 - Confusões e Coleiras.


Coleiras


E confusões.

Jungkook.


Enquanto Jimin e os outros dois saíam, eu fiquei com Taehyung. Eu estava cheio de deveres da escola, e como eu detestava química!


  - Terminei!-gritei depois de terminar a maldita tarefa. - Tae? Terminei, posso descer?


  Taehyung agia como um professor as vezes, e por isso ele me trancava nos quartos até eu terminar o dever. Um hábito irritante que eu queria que ele largasse, mas que também amava e me fazia sentir... Aquecido.


  - Pega.-ele me entregou um copo de achocolatado, apenas para me irritar. Desde criança ele me zoa pelo "incidente do Toddynho", um surto de abstinência que eu tive no oitavo ano.

  - Idiota.-murmurei, vendo ele rir com a cara no celular.- O que está jogando?

  - Fruit Ninja, torneio.-ele disse deslizando os dedos rápido peloa teclado.- Desgraçado, ele cortou minha fruta!

  - Posso levar na malícia? -perguntei rindo, ele apenas me olhou com a cara de ódio que só Kim Taehyung sabe fazer.- Ok, tô quieto.

  Terminei meu copo, e ele seu torneio, e Taehyung ficou reclamando o resto da manhã. Como os outros não voltaram cedo, eu e Taehyung tivemos que fazer o almoço. Estava tudo muito bem, até eu conseguir ccortar a mão.


  - Ah! Como você conseguiu fazer isso com essa faca sega?-Taehyung perguntou pegando leve a minha mão.


  - Eu não sei.-disse contendo um choro muito infantil.- Tá doendo...


  - Espera, vou pegar uns curativos que tenho ali.-Taehyung disse se abaixando. Seokjin convencera todos à ter um kit de primeiros socorros em quase todos os cantos da casa, e isso foi útil nessa ocasião. - Mão.


  Estiquei o que ainda sagrava um pouco para ele, que foi colocando os curativos com o maior cuidado. Quando terminou, Taehyung deixou um beijo casto na palma da minha mão; eram essas suas ações que sempre me deixavam bobo e com o rosto corado. Acabei com um sorrisinho na cara, enquanto ele descansava o rosto na palma da minha mão.


  - Você pode ser um perigo para a sociedade, sabia?-ele provocou, me fazendo revirar os olhos. - Essa faca quase não corta, mas fez um belo estrago na sua mão.


  - É... Pelo menos não foi o Namjoon, ele teria quebrado a faca também. -eu disse, e o ruivo riu, me fazendo abrir mais um sorriso bobo. Pois esse era eu perto de Kim Taehyung: um bobo.


  - Vamos terminar aqui, tô com fome. -ele disse se voltando para a pia. Não tinha quase nada lá, além de alguns legumes meio cortados.- O que acha de um lamén?


- Eu topo. Aposto que consigo comer mais que você. -falei, vendo ele estender a mão para mim.


  - Aposta feita. O perdedor vai ter que fazer tudo que o vencedor mandar por uma semana. -ele disse sorrindo quadrado.


  - Feito.-apertei sua mão com a minha ferida, reprimindo uma careta de dor.


  "Não posso perder." pensei convicto. "Taehyung sabe ser mau"


  Compramos vinte pacotes de lamén e botamos tudo na mesma panela. Demorou quase uma hora pra tudo ficar pronto, mas quando terminamos, foi só colocar o tempero e dividir as tigelas.


  - Ok Jungkook-ah -Taehyung disse pegando seus hashis. - Vamos ver o quanto você vai aguentar.


  Aguentei cinco tigelas cheias e mais meia, enquanto Taehyung tinha parado na segunda. Ganhei de lavada, e aproveitei para fazer minha "dancinha da vitória".


  - Ah para, e fala logo o que você quer. -ele disse cruzando os braços.


  Parei e me deixei pensar. Mas minha mente estava em branco, nublada, e se abriu em um episódio que aconteceu à alguns dias. O beijo que Jimin me deu.


Só de lembrar, me arrepiei e passei a língua nos lábios sem nem pensar. Eu fiquei curioso naquele dia, tanto por Jimin quanto por Taehyung. Eu já tinha trocado selinhos com o ruivo, mas nunca nada aprofundado, por escolha minha e hesitação dele. Mas eu nunca quis mudar tanto essa opinião.


  - Então Jungkook, quantas semanas eu vou ter que lhe servir?-Taehyung perguntou se curvando à minha frente. Eu não queria ele me servindo. Só precisava sentí-lo.


  - Na verdade...-senti o sangue se concentrando no meu rosto, corando até a ponta dos cabelos.- Eu.. Queria que... Apenas uma coisa e pronto.


  Taehyung franziu a testa, soltando um sorriso de canto bem característico seu. Taehyung se aproximou devagar, mesmo que fosse sua caminhada normal, estava me dando agonia.


  - Então Jungkook? -ele perguntou baixo, entre mim e a parede.- O que você realmente quer?

  Tentei manter meu olhar no seu, mas sobrou apenas meu olhar baixo e meu rosto queimando.


- Me...-quase não consigo soltar essa simples sílaba. - Me be...


  - É o que?-Taehyung perguntou aproximando mais um passo.


  - Me... Beija.-saiu como um sussurro inaudível, vendo ele erguer o meu olhar para seu rosto. Não sei o que era pior: meu rosto em chamas ou meu coração idiota batendo como um passarinho.


  - Repete.-ele pediu rouco e baixo, me fazendo fechar os olhos para apreciar o arrepio que desceu pela minha coluna.


  - Droga, não posso.-murmurei pousando o rosto nas mãos.


  - Não pode o que?-perguntou novamente fazendo aquele arrepio se estender por mais alguns segundos.


  - Não posso repetir.-disse baixo, soltando um muxoxo.


  - Então...-Taehyung me virou e prensou de costas na parede, me fazendo soltar um ofego.- Vou presumir que você me pediu um beijo, senhor Jeon.


  Mordi o lábio e segurei um suspiro vendo ele se aproximar. No último segundo, Taehyung desceu os beijos pelo meu pescoço, me fazendo soltar um ofego um tanto mais alto.


  - Tae...-murmurei, tentando o fazer voltar, mas saiu como um gemido. Corei ainda mais quando ele desceu a mão para a minha cintura, deixando um aperto firme no local. Ele pareceu gostar de me provocar, senti-o sorrir contra minha pele.


  - Ué...-ele murmurou, deixando uma mordida na minha clavícula, me fazendo soltar um gritinho.- Parece que alguém aqui está com uma pressa reprimida de o quê? Cinco anos?


  Faziam cinco anos que eu conhecia Taehyung. Fazia cinco anos que eu lhe negava beijos e alguns carinhos, e parece que esses anos estavam realmente voltando com força. E ele não parecia nada preocupado em ser rápido, mesmo que eu tenha pedido apenas um beijo, e Jimin e os outros podiam voltar à qualquer minuto.


  - An... Anda logo, Tae.-sorri.- Não esquece que eu ganhei a aposta.


  Taehyung resmungou, me prensando mais na parede e subindo os beijos pelo meu pescoço e maxilar. Antes de tudo, deixou que a língua deslizasse entre meus lábios, me fazendo soltar um suspiro. Mas logo após esse, eu estava engasgado com o músculo dele, que parecia tão sedento quanto o meu, que deixei explorar a boca alheia sem pressa alguma.


  Amoleci tão repentinamente, que precisei me apoiar nele e na parede. Taehyung estava com uma necessidade de deixar sua língua passar por todas as partes da minha boca, que nem tive como acompanhar com a minha. Taehyung pousou as mãos ao lado da minha cabeça na parede, também se apoiando. Não sei se fui eu que me levantei ou foi ele quem me levantou, mas logo eu estava prensado na parede com as pernas ao redor da cintura do mesmo, soltando um ou outro suspiro quando ele apertava minha cintura ou me puxava pela nuca, tentando aprofudar mais o beijo que ele tanto esperou.


  Taehyung tinha um gosto amargo, diferente do de Jimin, que era realmente um doce.


  "Eu preciso dos dois..."pensei arrastado, nem me dando conta do pensamento apenas depois.


  O beijo de Taehyung estava se tornando mais necessitado, e eu estava com medo de não conseguir parar. Meus pulmões queimavam, implorando por ar. Quando consegui me afastar de Taehyung, afundei o rosto na curva de seu pescoço, tentando recuperar o ar que me faltava. Taehyung não estava diferente, a respiração cortada batia no meu pescoço, me causando arrepios leves e bons.


  - Qual o motivo dessa sua mudança repentina, Jungkook? -Taehyung perguntou com o ar mais controlado. Os cabelos estavam presos na testa suada, o deixando ainda mais bonito que antes. Percebi que o laranja estava desbotando, e que precisava ser retocado. Ou mudado de cor.


  - Na verdade eu não sei.-respondi percebendo que ainda estava prensado na parede com as pernas ao redor de sua cintura.- Do nada... Eu precisava te sentir. Talvez... Eu estivesse realmente com um pequeno desejo reprimido por você à tempos.


  - E isso não tem nada à ver com o beijo que você compartilhou com Jimin no beco da sorveteria, tem?-ele perguntou, me fazendo corar e baixar completamente o olhar.


  - Eu... Não sei.-respondi baixo, tentando organizar a bagunça que estava meu peito e minha cabeça. Estava ficando cansado de não saber que droga fazer, eu conhecia Taehyung à anos, e nunca me vi realmente atraído por ele até agora (esconde a maldita pré-ereção, Jungkook, se controla). Eu conhecia Jimin à apenas algumas semanas, mas já me sentia bem perto do garoto, e eu não conseguia tirar o seu beijo da minha cabeça. E isso me fazia sentir tão errado... Tão sujo.


  Taehyung me beijou de novo, dessa vez não era nada necessitado. Apenas um beijo lento e molhado que não deixava de ser quente.


  - Não se cobre por tudo.-ele disse me deixando no chão, mas não soltando minha cintura.- Não vou te forçar à escolher, nem nada. Dá pra ver que você está confuso. Que tal... Ah, sei lá.


  - Maratona de animes?-sugeri, vendo o ruivo sorrir. Fiquei bem em ver que não havia nada estranho em seu sorriso, apenas o mesmo Taehyung. Meu Taehyung.


  Antes de tudo, fui no banheiro lavar o rosto. Estava todo suado e com os fios bagunçados, e enquanto lavava as bochechas tentando fazer o maldito rubor passar, vi uma marquinha roxa bem na minha clavícula.


  "Eu vou matar Kim Taehyung" pensei apertando a beirada da pia de raiva.


Mas não pude fazê-lo porquê Yoongi e os outros chegaram. Quando isso aconteceu, eu e Taehyung ficamos um tanto mais afastados. Eu não sabia se conseguiria ver Jimin depois de Taehyung ter deixado aquela puta marca no meu pescoço. Namjoon e Jin não iriam voltar para casa tão cedo, tinha virada na boate hoje.


  - Que tal uma maratona de animes?-propus o mesmo que mais cedo, vendo Yoongi dar de ombros e se sentar incomodado.- Que foi?


  - Só uma dor enjoada.-Yoongi respondeu suspirando, Taehyung soriu malicioso.


  - Fodinha no banco de trás? -perguntou, me fazendo baixar os olhos corado e rir da resposta de Yoongi.


  - Vá tomar no cu,Taehyung.-Yoongi disse rindo.- Vamos assistir alguma coisa antes que eu mate alguém. Jimin e Jungkook preparam as comidas e eu e Taehyung vamos ajeitar lá em cima.


  Fiquei tentado à negar, mas vi que Taehyung sorrira ali no canto. Ele estava fazendo o que, afinal? Acabei lavando louças enquanto Jimin fazia pipoca e mais um doce de chocolate. Estava terminando de secar o prato, quando Jimin me abraçou pela cintura.


  - Olha, isso não fui eu quem fiz.-ele disse baixo, tocando a marca de Taehyung que eu tentei esconder com um moleton.- Foi o Tae?


- Sim...-disse quase sussurrado.


- Bonita.-Jimin deixou um selo casto na minha nuca, arranhando de leve minhas costas, me fazendo soltar mais um ofego. - Mas... Eu faria uma melhor.


  - Nem pense.-respondi me virando e ficando de cara com o sorriso fofo e pervertido do Park.- Não posso ficar saindo por aí marcado como se fosse ABO Universe, até porquê, tenho certeza de que não sou ômega.


  - Eu nem tanto.-Jimin me virou de novo, deixando uma morsdiscada no lóbulo da minha orelha, me fazendo soltar mais um ofego suspreso.- Até porquê, você é muito sensível pra beta ou alfa. Ok, ômega?


Neguei, vendo ele voltar à mordiscar meu lóbulo e seguir com beijinhos até minha nuca. Seria mentira eu dizer que estava no controle, eu estava muito entregue ali. Os nós dos meus dedos estavam brancos de tanto apertar a pia, enquanto eu me via (completamente sem querer) rebolando na frente de Jimin.


  - Tão sensível.-ele sussurrou deixando uma mordida mais forte na base do meu pescoço, adentrando uma das mãos no meu moleton.- Aqui também?


  O safado apertou um dos meus mamilos, me fazendo soltar um gritinho e quase me entregar de vez ali mesmo.


  - J... Jimin...-tentei falar, saindo mais como um gemido manhoso, fazendo ele apertar a minha cintura.- Para... Tem gente... Tem gente na casa


  - É, porquê Yoongi e Hoseok não nos fizeram perder a pouca inocência que restava.-Jimin disse descendo a mão pelo meu peito, me arranhando. Isso foi um estopim para que eu o empurrasse na parede e deixasse cair beijos em seu pescoço. Jimin suspirava surpreso, mas não me parando. Antes que eu visse, já estava com a mão dentro de sua camisa, arranhando os gominhos presentes no local, fazendo ele soltar um gemido arrastado.


  Eu o beijei, deixando a língua passear pela boca do rosado, enquanto ele levava a mão até a minha nuca e a outra para o botão do meu jeans.


  Nos assustamos e acordamos do transe entre nós com o som da pipoca estourando, eu rindo da cara de susto de Jimin. Antes que ele fosse atrás da panela cheia de milho, dei uma mordida leve no seu pescoço, vendo a marquinha avermelhada no local.


  - Ômega. -eu disse me apoiando na parede, esperando apenas que Jimin terminasse a comida para irmos assitir os animes.


  - Beta.-Jimin murmurou, fazendo bico, mas sorrindo ao tocar na marca em seu pescoço.- E o alfa?


Dei de ombros, vendo Taehyung descendo as escadas com uns copos e pratos na mão.


  - Yoongi é um bagunceiro.-ele murmurou suspirando. Passou os olhos de mim para Jimin, se demorando um pouco no rosado.- Perdi alguma coisa, lobinhos?


Jimin arregalou os olhos, e eu repuxei o ar entre os dentes. Taehyung era muito certeiro com algumas coisas, deve ter visto a marca que eu deixei em Jimin. Taehyung estava de braços cruzados, se apoiando na parede com um sorriso de canto.


  - Relaxem meninos, se estivessem preocupados com as marcas, teriam as escondido.-Taehyung disse suspirando, e soltando seu sorriso quadrado. - Quem é quem aqui?


  Revirei os olhos, enquanto ele esperava a resposta. Jimin parecia um tomate apoiado na pia, lavando o que sobrara dos pratos. A pipoca estava pronta e o doce também.


  - Vamos subir.-eu disse pegando o balde de pipoca na mão. Estava quase no topo quando percebi que os outros dois não vieram. Acabei suspirando e sorrindo besta.- Ai, mereço um ômega e um alfa nessa vida.


  Tentamos assistir o anime, mas eu não consegui aguentar muito tempo. Em certa hora da noite, acordei no colchão do chão de conchinha com Taehyung e abraçado com Jimin. Me perguntei se deveria achar isso bom como estava sendo, e decidi que era melhor do que pensar em estar errado. Dormi de novo, com um sorriso bobo no rosto e bem confortável entre os dois.

Yoongi.

  A noite estava fria, e eu tinha seguido para um parque mais longe da casa de Hoseok. Ele tinha apenas um trepa-trepa, um balanço e um escorrega, além dos bancos espelhados pelo local. Me sentei no balanço, vendo ele gemer pelo meu peso, mas eu nem era tão gordo assim.


  Recapitulei o dia, lembrando até das marcas no pescoço de Jimin e Jungkook depois dos animes. Aqueles dois precisam se resolver logo, e isso estava me deixando louco.


  - Ah... Eles podem se resolver. -disse murmurando e apoiando o rosto na corda do balanço.- E eu que nem sei o que está acontecendo...


  Me balancei um pouco os pés, pegando impulso e subindo o balanço. Veio a primeira lembrança.


Um menino de roupas largas correndo pela rua, rindo. Suas orelhas de lobo seguem atentas à qualquer som no alto de seus fios negros. Ele tropeça na neve e se levanta de novo, rindo ainda mais. Seu nariz estava vermelho pelo frio, mas o sorriso que saía de sesu lábios era doce como uma tarde quente.


  Ele tropeçou de novo, dessa vez ralando o joelho na neve. Uma lágrima escorreu por seu rosto, mas somente isso. Ele sabia que se mostrasse o jeans novo rasgado e sujo, ele iria apanhar e doeria muito mais que o joelho ralado.


  Mas ele não pôde fazer nada, quando chegou em casa, deu um boa noite aos pais e tentou subir rapidamente para o quarto. Não deu certo, o pai pegou um pano molhado e bateu no menino como se ele fosse uma massa pronto para ser assada. O menino chorou como nunca entes, não entendendo porquê ninguém nunca lhe ajudava. Não entendendo porquê o pai o odiava tanto. Achando que era sua culpa.


Minha primeira lágrima caiu forte como um pedaço de gelo, queimando minha pele fria. Peguei mais impulso, sentindo a dor se espalhandi pelo meu peito. Novamente, uma lembrança.


  O mesmo menino estava encolhido no chão do pátio da escola, enquanto chutes, palavrões e socos caíam sobre ele como pedras.


"Aberração!" Uma pedrada.


"Esquisito!" três chutes na barriga.


"Demônio!" três chutes no rosto.


  "Vadia de esquina!" socos e tapas desferidos em sua face.

  "Desista de ser humano, aberração!" sentiu um chute ser acertado em seu rosto, quebrando o nariz.

  Nesse dia, ele tinha ido à aula de ciências, falando do corpo humano. Ele perguntava e tirou dez no teste, mas quando estava saindo, os meninos da sala foram lhe espancar. E ninguém se manifestou de novo. Quando chegou em casa, ainda recebeu surra de colher de pau por ter deixado sangue pingar no tapete.

As malditas dores fantasma estavam presentes no meu corpo de novo, me fazendo sentir dor onde eu já nem lembrava que podia. Eu estava chorando sem vergonha agora, deixando tudo sair. Peguei mais impulso, sentindo que poderia dar um loop no balanço. Então, veio o maldito dia.


  A neve estava caindo devagar, apreciando a imagem do corpo maltratado do moreno. O homem acima de si não tinha dó nenhuma da entrada virgem da criança, eu chorava e como sempre: ninguém para ajudar.


  - Para...-pedia, em meio ao choro que não passava. - Para... Por favor... Para...


  - Isso sua puta, implora.-ouviu a voz que lhe fez ter um completo nojo, quase vomitando ali mesmo.- Implora, mas eu sei que você quer mais.


  O moreno só podia chorar ao ser prensado na parede, sem poder sequer mexer os braços que estavam sendo segurados firme atrás de seu corpo. Sentia o membro do estuprador entrando e saindo de si, e ficanfo mais ainda mais nojo do que achava que podia. Nojo dele, nojo do monstro acima de si e nojo do que era. Seus apis timham razão, ele era apenas uma aberração e um trabalho à mais na família.


  Sentiu o monstro tremer e sentiu o maldito sêmen caindo entre suas pernas, chorando ainda mais, sem perceber que agora estava forçado de joelhos no chão, com o homem à sua frente somente com o membro de fora. Olhando para cima, o moreno viu apenas fios brancos e o reflexo da luz nos óculos. E o dnete de ouro que p fazia ter tanto medo.


  - Chupa sua vadia!-ele ordenou agarrando os fios negros sem pena e o forçando contra o membro rijo.


  O moreno nunca quis tanto gritar quanto naquele momento, sentindo sua boca ser invadida de forma tão nojenta. Pior foi quando o monstro gozou, lhe forçando à engolir tudo e deixando chutes e tapas no corpo alheio.


  - Olha, a putinha ssbe o que faz. -disse terminando de abotoar a calça, enquanto o moreno continuava no chão, chorando o que podia salvar uma vida no deserto.- Talvez na próxima eu seja misericordioso de novo e não te mate.



  Eu caí do balanço, meu jeans sujando na lama e as mãos sangrando por ter as apoiado no seixo do parque. Eu já etsva chorando antes, agora, eu estava gritando, mesmo que ninguém ouvisse.


  Por que ninguém nunca ouve?! Gritei, embora, você fosse ouvir exatamente um nada. Por que ninguém nunca ajuda?! O que tem de tão bom em ver as pessoas machucadas?!


  Eu continuei gritando, mas como sempre, ninguém ouviu. E quem ouviu, ignorou. Enquanto eu sentia meu peito se comprimindo, minhas lágrimas secando e minha garganta fechando, eu percebia um calor subindo pelo meu peito. Antes de perceber que ele estava me acalmando, chorei bem mais, dessa vez soltando um grito que podia ser de pura dor ou puro ódio. Por que era ssim que eu me sentia.


  Com dor de mim mesmo, de ser a exceção da família, por ser a desgraça do mundo, por eu ser o escória que a humanidade sempre queria se livrar.


  Com ódio da sociedade por ser o que ela era, por ela sempre ditar os padrões de perfeição. Por ela ter dito que os híbridos eram os errados por nascerem como nasciam, por ter que sempre ser perfeitos. Porque embora seus pais digam que você está bem do jeito que está, eles estarão sempre te moldando para o que a sociedade quer, para uma forma que ela aceite. Eles querem você na sociedade, como mais um deles.


  - Moço?-acordei com um salto, vendo a garotinha de vestido vermelho à minha frente. - Você está bem?


  Limpei o rosto da forma que podia, me sentando sobre as pernas. Ela tinha os olhos escuros e grandes, os cabelos eram castanhos com mexas loiras, o que deixava seu rostp cheio mais adorável. Ao seu lado não tinha ninguém, nem mesmo um animal.


  - Onde... Onde estão seus pais?-perguntei segurando o resto do choro.


  - Meu pai está no céu e minha mãe está ali, esperando o nosso ônibus. -ela disse apertando o ursinho que trazia consigo.


  Suspirei, vendo ela olhar para cima. O pai era falecido.


  - Então é melhor voltar para perto de sua mãe. -eu disse me levantando. A menina me olhou uma última vez, me puxando para baixo. Aceitei seu pedido e me ajoelhei à sua frente, vendo ela olhar maravilhada para minhas orelhas de lobo.


  - São de verdade...-ela murmurou passando a mãozinha. Sorri, vendo que tudo para crianças sempre era tão fácil.


  - Ória, não perturbe as pessoas!-a mãe da menina disse segurando seu pulso.- Desculpe moço. Vamos Ória, o ônibus chegou.


  A menina assentiu, subindo no colo da mãe. Antes de subirem, ela virou e me ofereceu um sorriso de janelinhas.


  - Tchau, oppa!-ela gritou antes das portas fecharem. Acenei, soltando um sorriso fraco. O sorriso lembrou minha última janela nos dentes. Ela doeu.


  Eu estava correndo dos meninos mais velhos. Eles pareciam ter algum fetiche por correr atrás de meninos morenos, pálidos e branquelos como eu. O menino da frente era do terceiro ano do médio, eu era do sexto. Os outros me seguraram os braços enquanto ele me batia, me deixando tonto e com vontade de vomitar, quando ele dirigiu a mão até meu dente da frente, o único que faltava arrancar para todos serem permanentes.


  - Acho que esse menino aqui precisa aprender à não roer o lápis dos outros na aula.-ele disse puxando meu dnete para baixo. Eu gritei tanto quanto podia, vendo que alguns até tentaram me ajudar, mas tinham muito medo do rapaz mais velho. Quando meu dente saiu com tudo, um pouco de sangue espirrou çara o chão, me fazendo arregalar os olhos. Os mais velhos saíram correndo, vendo que a diretoria veio em meu socorro. Alguém havia me ajudado.


Senti uma dor fantasma na gengiva da frente, onde meu dnete arrancado já estivera. Voltei para o balanço, pensando nessas lembranças que eu deveria ter esquecido (menos a do estupro. Essa er impossível).


  Eu tinha sete anos na primeira, minha mãe tinha comprado aquela calça pra uma festa para noite seguinte, mas ei tive que ir parava aula com ela. Na segunda, eu já tinha treze anos, e aquela aula foi muito boa. Pena que meu sangue não podia ser doado, a quamtidade seria boa. E o estupro... Eu não podia fazer nada quanto à este. Ele seria minha cruz para sempre.


  Senti um calor bom espalhando pelo meu peito, me fazendo soltar um sorriso fraco. Lembrava chocolate quente descendo pela garganta em um dia frio, me deixando um tanto nostálgico, lembrando uma tarde que eu passei a mesma comendo doces com a minha avó. Ela era tão legal, uma senhora tão doce. Nunca me julgou. Três meses depois, ela estava morta com ataque cardíaco. Chorei muito naquele dia, me trancando no quarto até meu pai encher o saco.


  O calor se alastrou pelo meu corpo, me fazendo soltar um suspiro de alívio pelo frio que foi embora.


  - Estava chovendo? -entendi que calor era aquele quando percebi Hoseok atrás de mim. Sua pergunta era outra. "Estava chorando?"


  - É...-respondi olhando para o chão. - Choveu muito sim.


  - Então seria bom fugir da chuva.-ele me levantou pelos braços, passando um pela minha cintura. Foi um sentimento doce que atravessou o meu peito, uma espécie de segurança.


  Quando chegamos em casa, estava tudo no maior silêncio. Namjoon e Jin já deviam estar dormindo feito duas pedras no andar de cima, Jimin e Taehyung deviam estar agarrados com Jungkook, e eu esperando Hoseok voltar da cozinha.


Eu não estava conseguindo sentir mais nada, além de um incômodo no peito, e esse parecia cada vez mais forte. Como se akgo estivesse errado, e realmente estava. Hoseok não deveria ter ido atrás de mim, deveria ter ficado em casa e pensado em como se livrar de mim, era isso que eu faria se alguém contasse que por causa de uma foda, você estava ligado à ela pra sempre.


  - Toma.-Hoseok disse se sentando do meu lado, com uma xícara de achocolatado soltando fumaça. Neguei com a cabeça, a baixando.- Você precisa de esquentar, Yoongi.


  - Por que foi atrás de mim?-perguntei por fim, vendo ele prender o ar.- Por que não se livra de mim de uma vez? É bem simples, você fala e eu me viro sozinho como fiz antes.


  - Deixe de ser idiota, não vou me livrar de você. -Hoseok disse revirando os olhos.


  - Pois deveria.-murmurei.- Só vou te trazer mais problemas.


  - Cale a boca!-Hoseok disse se levantando e se colocando à minha frente. - Mas que caralhos você acha que tanto pode fazer?! Não é nenhum gato preto para me trazer azar, Yoongi. Mas que porra, entenda que eu não vou deixar você voltar para a rua!


  Ele podia não ter gritado, sua voz quando irritado lembrava a do meu pai. Me encolhi, pressionando os joelhos contra meu rosto, impedindo as lágrimas de saírem. Mas os soluços estavam me fazendo tremer, me deixando mais vulnerável do que eu queria demonstrar.


  - Yoongi?-Hoseok tocou o meu ombro, mas eu me afastei, chorando mais um pouco.- Des... Desculpa... Desculpa gritar com você.


  Assenti, ainda parado e quieto no canto. Hoseok estava perdido, não sabia que iria fazer.


  "Não quero vê-lo chorar..."me assustei com a voz e pensamento que não era meu atravessar a minha mente, reconhecendo a voz de Hoseok.


  "Não podemos estar em tamanha sitonia..."pensei engolindo o resto do choro.


  Mas uma ardência percorreu meu peito, mas ela não era boa. Eu queria me afastar, correr e deixar Hoseok em paz, mas algo me prendia naquele sofá, ao lado dele.


   Ouvi ele suspirar e se levantar, parando em frente à porta do quarto. Meu peito gelou, de uma foam que senti todo o meu corpo perder o sangue. Hoseok apoiou o rosto na parede, suspirando pesado, enquanto eu sentia como se alguém estivesse sentado no meu peito.


  Me levantei e segui até o mesmo, vendo ele me olhar de esguelha. Com isso, foi possível que um caminhão me atropelasse de novo e eu não sentiria dor maior que aquela dor. Me aproximei do ruivo, apoiando o queixo no ombro dele. Hoseok se virou, me deixando apoiado em seu peito, com o rosto na curva do seu pescoço.


  - Eu sei que você está confuso.-disse baixo, vendo ele supirar de novo.- Mas seria muito mais fácil você se afastar.


  - Me afastar...- por um minuto assustador, Hoseok parecia cogitar a idéia. - Eu... Eu nunca iria conseguir fazer isso.


Suspirei, levantando o rosto para ver o olhar perdido de Hoseok.


  - Mas isso vai te custar um futuro com alguém melhor.-disse, deixando meu olhar baixar. - Eu não posso te prender à mim.


  - Acho...-Hoseok pôs as mãos na minha cintura, levantando de leve minha camisa.- Acho que não posso me afastar. Se for para passar uma ligação com alguém... Acho melhor ficar com você. 


  - Mas... Isso é pra vida toda.-eu disse me afastando um pouco.


  - Então dane-se.-Hoseok disse fazendo pressão nas mãos. - Se for para ficar com alguém, prefiro que seja você, ok?


  Admito que fiquei estático com a confição, e com uma extrema vontade de chorar,que foi substituída pelo beijo de Hoseok. Tão lento, tão doce.


  - Yoongi, eu não me importo de ter que passar mais tempo com você. -ele disse nos separando com um selar casto na minha testa.- Mas... Tem uma coiss martelando na minha cabeça desde cedo.


  - Que... Que seria?-perguntei afobado, tentando controlar minhas pernas.


  - Por que Menjin usava una coleira?-ele perguntou me levando para o sofá.


  - Ah...-dei de ombros. - Ela tem namorado, e é isso que significa. Uma marcação, comprometida.


  Nos deitamos no sofá, ambos bocejando.


  - Entendi.-ele me deitou e se deitou logo depois, enquanto eu já sentia o sono e o cansaço do dia me atingindo. - Você poderia ter uma.


  Sorri, embriagado com o sono e suspirei.


  - É... Poderia.


 Me rendi ao sono, sem sonhos, mas com um incômodo no peito. Algo ainda estava errado.


Notas Finais


Gente, preparem os coletinhos, tem algo realmente errado. E não me batam quando a treta chegar e não me mandem contas de hospital pelos tiros e quedas de forninhos, ok? Ok!
Delicinha, pronto aqui.


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