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História Meu doce vampiro. - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo um:


Fanfic / Fanfiction Meu doce vampiro. - Capítulo 1 - Capítulo um:

O corpo alto e musculoso do humano se movia com suavidade e ritmo.

Ele estava no meio da pista de dança, em meio a muitas outras pessoas, tentando ter uma boa noite de sábado, tentando aliviar a grande tensão que havia sido a semana de trabalho.

O loiro tinha os olhos fechados, parecendo sentir as batidas altas que saíam dos alto-falantes. Ele estava levemente corado e ofegante.

E James Bucky conseguia ouvir o coração daquele homem. E sentir seu cheiro doce, que se destacava em meio ao odor forte de bebida alcoólica, sexo, drogas e suor.

Os olhos de predador do vampiro não desviavam do outro desde que Steve pisara dentro daquela boate de luxo. Era como se o Rogers fosse um ímã.

O ser sobrenatural queria aquele humano. E o teria. Só tinha que tomar coragem para se aproximar e seduzi-lo. E Bucky era bom naquilo. A arte da sedução era fácil para o homem de seiscentos anos de idade.

James lambeu o lábio inferior devagar e ficou apreciando o show de sua presa. Poderia ficar vendo o mais novo dançar por horas e horas. Mas, havia um problema: O Sol.

O homem tinha até o amanhecer para levar o outro para casa e domá-lo, tomar seu sangue, pois assim que os primeiros raios de sol aparecessem, Bucky dormiria até a lua aparecer de novo.

Incentivado e confiante, o moreno se ergueu, andando devagar pela boate, atraindo muitos olhares masculinos e femininos. Afinal, era impossível não notar aquele ser.

James estava perto de Steve, quando, repentinamente, o loiro parou de dançar, parecendo ter saído de um transe. O Rogers foi saindo da pista e o moreno foi atrás dele, afinal, não podia deixá-lo escapar.

Ste não notou que estava sendo seguido pelo vampiro. O homem se sentia exausto já, de tanto dançar. E ele havia prometido à Tony, seu melhor amigo, que voltaria antes do amanhecer para o apartamento que dividiam, pois não queria deixar o Stark preocupado.

O loiro saiu da boate, deixando a multidão para trás. Já eram duas horas da madrugada. As ruas se achavam bem vazias e quase escuras, mas aquilo não assustava o Rogers.

Steve enfiou as mãos nos bolsos da calça jeans e foi caminhando de modo tranquilo, sendo acompanhado por James de perto.

O vampiro mal fazia barulho. Ele sabia que podia agarrar o humano e arrastá-lo até um beco escuro e fazer o que quisesse. Porém, pela primeira vez em muito tempo, Bucky não sentia vontade de ser o verdadeiro monstro que era. Não queria assustar ou matar.

Steve dobrou uma esquina e foi então que teve a sensação de estar sendo seguido. Um pouco assustado, virou lentamente o pescoço e viu James, que tinha o semblante sério e sustentou o olhar do outro.

O Rogers mordeu o lábio devagar e desviou o olhar, tentando manter a calma e continuou a andar. Afinal, aquele misterioso homem poderia apenas estar indo na mesma direção para chegar em casa também.

O humano chegou a pracinha, que estava vazia. As árvores do local balançavam de modo suave junto da brisa fresca que soprava e o vento carregou seu cheiro até as narinas de James, que sentiu a boca se encher de saliva. Era hora de agir.

O vampiro pisou de modo proposital em um graveto seco que havia no chão, fazendo Steve se virar em sua direção e parar de andar.

- Quem é você? - O Rogers perguntou, mas não havia medo em sua voz, nem em seu rosto.

- Desculpe se te assustei. - James abriu um sorriso cheio de belos dentes brancos e alinhados. Ele tinha um sotaque carregado, parecendo britânico.

- Está tudo bem. - As bochechas de Steve adquiriram um leve tom de rosa. - É que eu notei que está me seguindo e pensei que...

- Que sou algum maníaco? - Bucky riu-se, tornando-se ainda mais belo que antes. - Não se preocupe. Minha intenção não é te machucar.

Steve não sabia se podia confiar totalmente naquele desconhecido. Porém, por alguma razão, sentia que não havia motivos para correr ou chamar a polícia.

- Meu nome é James Buchanan Barnes. - O vampiro se aproximou com leveza do menor, erguendo a mão e segurou a do loiro. - Mas, pode me chamar apenas de Bucky.

O Rogers sentiu arrepios profundos percorrerem sua coluna e mordeu o lábio devagar. A pele de James era tão gélida quanto a morte.

- Steve Rogers. - O humano disse ofegante.

- É um imenso prazer conhecê-lo, Senhor Rogers. - O sotaque britânico de James pareceu ganhar mais força e Steve achou aquilo sexy.

- Digo o mesmo. Eu não me lembro de tê-lo visto por aqui antes. É novo na cidade?

- Sim. Eu me mudei aqui para Nova York faz pouco tempo. Deixei Liverpool para trás.

- É mesmo britânico então. Reconheci o sotaque. Morei um tempo na Inglaterra. Em Yorkshire.

- Que pena não termos nos conhecido antes, Senhor Rogers. Adoraria ter o prazer de sua companhia.

Steve ficou ainda mais corado que nunca e aquilo foi um deleite para James. Aquele rapaz era puro de coração e alma e o vampiro sentia um pouco de inveja por aquilo e muita admiração também.

- Está tentando me conquistar? - O loiro era tímido quando o assunto era flerte.

- Digamos que sim. Eu te observei na boate e acho que faz o meu tipo. - Bucky ficou com os olhos fixos aos de Steve. Azuis contra azuis.

- E o que pretende fazer em relação a isso?

- Eu pretendia te convidar para minha casa. Tomar um vinho.

- Gosto de um bom vinho.

- Então, eu acho que acertei meu convite.

O vampiro sorriu de canto e estendeu a mão para Steve, que a segurou, sem se importar com a frieza da pele pálida do maior.

Bucky guiou sua doce vítima até o local onde morava: Um bairro imenso e luxuoso, onde apenas pessoas ricas moravam. Ste se impressionou com aquilo.

- Uau! Você deve ter muito dinheiro mesmo. - O loiro disse surpreso e riu baixo.

- Vamos dizer que sim. Herdei muita coisa de minha família. Meus pais possuíam muitas riquezas.

- Eles trabalhavam com o que?

- Eram proprietários de terras. De muitas terras.

Bucky subiu os degraus de mármore que davam diretamente na porta de entrada de sua casa. O homem a abriu e entrou, esperando por seu humano.

O loiro fechou a porta atrás de si e olhou de modo atento ao redor. Ele acabou por se encantar com a decoração da sala de estar. Os móveis elegantes de madeira eram lustrosos e pareciam ser de muitos séculos atrás, dando um ar antigo e elegante ao local.

- Gostou? Esses móveis são de meus antepassados. Eu os conservei bem, pois possuem alma. Possuem uma história. - James sorriu ao ver o brilho nos olhos do humano.

- Sim. Você tem bom gosto para decoração. Estudou design? - O loiro tocou no braço de uma cadeira.

- Eu estudei muitas coisas para ocupar meu tempo ocioso. Afinal, a mente vazia é a oficina do Diabo.

- Tem razão. Ocupar a mente faz o tempo passar e assim não pensamos em coisas ruins.

- Por isso eu sempre leio muito. Quer ver minha biblioteca?

- Eu amaria. Sou um grande fã de livros. Principalmente dos de romance clássico.

- Então, vai amar o que tenho nas estantes.

Bucky foi andando à frente. Steve aproveitou para observar melhor a casa. Tudo ali remetia aos séculos passados. Haviam pinturas nas paredes, as cortinas eram pesadas e de seda vermelha. O piso feito do mais puro mogno. E havia um cheiro de colônia no ar misturado com o odor de rosas e peônias.

A escadaria que levava ao segundo andar era imensa e larga e muito bem encerada. Bucky devia ser um homem perfeccionista quando se tratava de limpeza.

A biblioteca do homem ficava localizada na última das portas e quando Steve adentrou no aposento, sentiu que estava perto do paraíso. Estantes altas se achavam repletas de diversos livros com aspecto antigo, com suas capas de couro um tanto gastas pelo tempo.

- Isso é incrível. - Steve sorriu, olhando alguns títulos, vendo que haviam muitos do Shakespeare por lá.

- Qual livro mais ama?

- Dos clássicos? Bem... Amo Hamlet e Romeu & Julieta, mesmo sendo meio clichê.

Bucky andou até a prateleira do meio, ergueu a mão e pegou um exemplar grosso e entregou a Steve, que soltou um arfar de surpresa.

- Esse é o primeiro exemplar de Romeu & Julieta? - O loiro não conseguia acreditar naquilo.

- Sim. Eu o comprei há muitos anos.

O Rogers tocou suavemente em uma folha para poder virá-la com cuidado, porém, acabou cortando o dedo sem querer e seu sangue floriu como uma rosa vermelha.

James sentiu o cheiro do loiro com mais intensidade do que nunca. Era delicioso. Tinha fragrância de morangos silvestres. Aquilo deixou o vampiro maluco..

- Merda. - Steve exclamou, vendo o pequeno corte sangrar.

Bucky sentiu como se tudo ao seu redor tivesse sumido. Sua gengiva começou a coçar e os longos e afiados apareceram. Os azuis de seus olhos se tornaram negros como as asas de um corvo. Veias negras apareceram em seu rosto, que se tornou mais pálido.

Um rosnar selvagem como o de um animal escapou pela garganta do vampiro, atraindo a atenção de Steve, que arregalou os olhos, em choque.

- Bucky? - O Rogers sussurrou, olhando o maior em dúvida, a pulsação acelerando.

James rosnou mais alto. E então, com uma velocidade impressionante e anormal, voou para cima de Steve, prensando o loiro contra a parede, segurando seus pulsos acima da cabeça de modo firme.

Steve ficou encarando o mais velho, as pupilas dilatadas. Sua jugular pulsando depressa por baixo do pescoço branco como lírio. Bucky se inclinou para mais perto do humano, o farejando, fazendo o Rogers se contorcer de leve.

O homem passou a ponta da língua pela pele macia e quente do americano, arrancando um pequeno gemido manhoso dele. Mas, nem por um segundo, o loiro se afastou ou gritou.

Então, Bucky o mordeu. No começo, houve uma dor lancinante, insuportável e Ste se controlou para não berrar. Depois, veio o prazer e parecia que todo seu corpo estava em chamas e ele já não tinha mais controle sobre si mesmo, sentindo o pau latejar dentro das calças e a entrada se encharcar.

James, por outro lado, estava extasiado com o gosto do outro. E aquilo o excitou muito. Steve era delicioso demais. E não queria matá-lo. Seria um desperdício assassinar alguém como aquele loiro.

Um pouco relutante, o vampiro se afastou do mais jovem, voltando a aparência normal. Seus lábios agora se achavam em tom carmim, manchados pelo sangue. O olhar de Bucky se encontrou com o de Steve.

- Sente medo de mim agora?

Steve não disse nada. Apenas segurou o rosto de Bucky e o beijou, sem se importar com o gosto de sangue. Nada mais importava naquele momento.

Um tanto surpreso, James correspondeu ao menor e ambos se esqueceram totalmente do vinho que o vampiro havia proposto antes...



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