1. Spirit Fanfics >
  2. Meu Eterno Talvez - Binuel >
  3. Capítulo Seis

História Meu Eterno Talvez - Binuel - Capítulo 6


Escrita por:


Capítulo 6 - Capítulo Seis


Uma Semana Depois 


Manuel 


Durante essa semana eu tenho feito o possível pra deixar minha mãe feliz, de manhã eu ajudava Rhener no Studio e a tarde levava ela em alguns pontos turísticos da cidade, Bia e eu não nos vimos mais depois do dia da surpresa, mas sempre trocamos mensagens, ela tinha criado um carinho pela minha mãe, assim como a gente também tínhamos com ela.

Hoje iríamos em um parque de diversão que estava na sua última semana na cidade.


- Por favor filho, aproveita que você irá no hospital e convida ela pra vir com a gente. - Minha mãe disse, com uma cara de pidona que é impossível dizer não.


- Tudo bem, eu vou chamá-la. - Digo me rendendo, e ela me abraça contente.


(...)


Ao chegar no hospital fico aguardando na recepção, enquanto a recepcionista foi chamar a Dra. Beatrice e tão estranho chamá-la assim depois que viramos amigos.

Alguns minutos depois ela aparece, e parecia bem cansada.


- Oi Manuel, que bom que você pode vir. - Ela disse ao se aproximar e pela cara que ela tinha o motivo dela ter me chamado no hospital não era pra dar boas notícias. 


- Pela sua cara as notícias não serão boas né. - Ela assente suspirando.


- Vamos conversar no café ali da esquina. - Ela disse, e eu concordo a acompanhando.


- Você parece cansada. - Comento, enquanto nosso pedido não chegava. 


- Não tenho dormido muito, estou tendo que ficar de plantão a semana toda pra compensar o tempo que fiquei afastada. - Ela disse.


- Obrigado. - Digo após a atendente entregar os nossos pedidos. - O que você tinha pra me contar?


- Eu estive analisando os exames que fizemos quando sua mãe deu entrada no hospital com os mais recentes, e notei que teve um aumento no tamanho do tumor. - Ela disse.


- Isso significa? - Indago confuso.


- Que o tempo que eu tinha estimado pra ela diminui. - Ela disse, e eu sinto como se meu mundo desabasse, tudo ao meu redor desapareceu e flashes de momentos junto com a minha mãe começa a passar como se fosse um filme desde a minha infância até hoje eram muitos momentos, mas ainda pareciam poucos eu preciso de mais momentos com ela, eu quero que ela veja os meus filhos crescerem, eu quero ela do meu lado no dia do meu casamento, ela não pode partir agora, volto pra realidade quando Bia segura a minha mão. - Eu sei que não é fácil ouvir isso, mas eu estou aqui tá.


- Quanto tempo você acha que ela ainda tem? - Pergunto.


- Semanas, não sei ao certo.-  Ela disse, tento processar tudo, minha mãe parecia tão bem durante toda a semana, ela não tinha sentido náuseas nem uma vez, eu tinha esperança dela estar se curando. 


- O que me resta e fazer essas últimas semanas serem as melhores que ela poderia ter. - Digo tentando parecer bem, mas na verdade eu estava abalado e a única coisa que eu queria fazer era gritar, pra ver se a dor que eu estava sentindo desaparecesse, mas eu não posso demostrar fraqueza não agora, eu prometi levar a minha mãe no parque nesta tarde e era isso que eu iria fazer.


- Eu queria ter sido forte como você quando descobri que minha mãe tinha poucos meses de vida. - Bia disse, só que ela não imaginava o quão difícil estava sendo tudo isso pra mim, o quanto eu rezo toda noite pra acordar no dia seguinte e ver minha mãe bem, quantas noites eu fico acordado com medo dela passar mal e eu estar dormindo.


- Você foi forte sim Bia. - Seguro a mão dela. - Você virou uma excelente médica mesmo depois de ter perdido sua mãe, você usou a dor que estava sentido pela perda dela pra se reerguer, ser forte não significa ignorar a dor, ser forte e senti-la e apesar disso nunca desistir, e você fez isso Bia, você não desistiu e ainda foi trabalhar no mesmo hospital onde sua mãe ficou meses sofrendo por conta dessa maldita doença, mesmo sabendo que isso poderia fazer com que você revisse tudo aquilo novamente, se tem uma pessoa que e forte aqui é você.


(...) 


Logo depois de sair do café, passei em um parque onde sempre vinha quando pequeno com a minha mãe, foi aqui onde ela me deu minha primeira câmera e eu lembro até hoje desse dia.


Flashback on


Eu corria atrás de alguns patos que estavam sobre a grama, enquanto minha mãe preparava a cesta de piquenique perto do lago.


- Filho, mamãe tem uma surpresa pra você, vem cá. - Ela grita, e eu vou correndo até ela e acabo tropeçando nos meus pés caindo e ralando o joelho, mas eu estava tão curioso pra saber qual era a surpresa que nem senti e levantei rápido. - Machucou filho?


- Não mamãe, só ralou um pouquinho. - Disse me sentando no colo dela. - Qual é a surpresa - Tento ver o que ela escondia atrás dela.


- Mamãe sabe como você gosta de ver as fotos de paisagens, então agora você poderá tirar você mesmo. - Ela disse me entregando a câmera e eu a abraço contente.


- Obrigado mamãe, você é a melhor mamãe do mundo. - Digo, enquanto admirava a câmera.


- Qual vai ser sua primeira foto? - Ela pergunta, e eu olho ao redor do parque tentando encontrar algo para fotografar.


- Já sei. - Me levanto me posicionando pra tirar uma foto dela. - A paisagem mais bonita que existe. - Ela sorri me abraçando e me enchendo de beijos.


- Mamãe ama você. - Ela disse, emocionada.


- Eu amo você também mamãe, só não chora tá. - Limpo as lágrimas dela a abraçando.


Flashback off


(...) 🌙


Depois de alguns minutos, finalmente chegamos no parque, Com tudo que Bia me disse hoje acabei esquecendo de chamá-la pra ir com a gente no parque, mas Dona Lúcia me fez passar no hospital antes de irmos e chamá-la, pra minha sorte o turno dela já tinha acabado e ela não conseguiu dizer não pro convite da minha mãe apesar de estar cansada .


- Desde que eu me mudei pra cá, ainda não tinha ido num parque de diversão. - Bia comenta, enquanto caminhávamos em direção a bilheteria.


- E bem raro parques de diversões virem pra cá, essa é a segunda vez que eu venho em um. - Digo.


- Quando eu era adolescente sempre vinha nesses parques de diversões, eu era a mais louca do grupo sempre ia nos piores brinquedos. - Minha mãe disse, e nós riamos só de imaginar a cena.


(...)


Nós fomos na maioria dos brinquedos e só faltava a roda gigante, minha mãe preferiu não ir dessa vez, então fomos somente eu e a Bia.


- Minha mãe parece uma criancinha. - Comento ao ve-lá comendo um algodão doce enquanto acenava pra gente.


- Ela está feliz é isso que importa. - Bia disse.


- Quem vê ela assim, nem imagina que em algumas semanas ela pode não estar mais aqui. - Comento, com uma dor enorme no peito só de imaginar isso.


- Não fica pensando nisso. - Ela disse, me abraçando e eu fecho os olhos aproveitando a calmaria que o abraço dela me trazia.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...