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História Meu Eterno Talvez - Binuel - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo Sete


Beatrice


Ao sairmos da roda gigante, fomos aonde Lúcia estava esperando a gente a alguns minutos atrás, mas não tinha nenhum sinal dela.

Manuel procurou por um lado do parque enquanto eu fui procurar do outro lado, eu rodei cada canto daquele lugar mais não tinha nenhum um sinal, perguntei se alguém tinha visto ela mas nenhum sinal, ao chegar na entrada do parque Manuel já estava lá e pelo visto também não teve sorte.


- Nada? - Ele pergunta quando me aproximo e eu nego.- E se a gente procura-se de novo, deve ter algum lugar que nós deixamos passar. 


- A gente já rodou cada canto desse parque umas três vezes e melhor pegarmos o carro e procurar pela redondeza. - Digo e depois de muita insistência ele concorda.


Ao chegarmos no carro encontramos Lúcia deitada no banco de trás, e finalmente ficamos mais tranquilos.


- Poxa mãe você poderia ter esperado a gente né, fiquei te procurando igual um doido. - Manuel disse, ao entrar no banco do motorista, mas Lúcia não responde nada. - Mãe!


- Lúcia. - Começo a sacudir ela, que nem se mexia. - Precisamos ir pro hospital rápido. - Digo ao ver a pulsação dela que estava fraca.


- Ela vai ficar boa né. - Manuel dizia enquanto dirigia o mais rápido possível pro hospital, furando até alguns sinais.


- Farei o possível pra ela ficar, eu prometo- Digo e nesse momento ela começa a ter uma parada cardíaca. - Precisamos chegar no hospital logo Manuel, senão ela não vai aguentar. - Começo a reanimação, mas não estava dando muito resultado.


- Estamos a duas quadras do hospital, aguenta firme mãe. - Manuel disse, acelerando ainda mais.


(...)


- Prepara. - Pego o desfibrilador. - Afasta - Faço o procedimento mas ainda não tinha sinal nenhum. - Afasta. - Faço novamente e dessa vez os batimentos voltam a se normalizar. 


Ao chegarmos no hospital, levei ela direto pra área de urgência, Manuel não podia entrar nessa área do hospital então pedi pra ele ficar esperando na recepção prometendo dar notícias o mais rápido possível.

Antes de ir até a recepção tive que visitar alguns pacientes mas assim que tive um tempo pude ir conversar com ele.


- Como ela está? - Ele disse vindo ao meu encontro assim que eu cruzo a porta.


- Estável, ainda vai demorar um pouco pra ela acordar. - Ele suspira mais aliviado.


- Posso vê-lá? - Ele pergunta.


- Claro, vou te levar até lá. - Digo o acompanhando, o horário de visita já tinha terminado, mas eu sabia que ele não ficaria tranquilo até vê-lá.


Lúcia não estava com o mesmo brilho de horas atrás, seu semblante estava cansando e seu rosto pálido, Manuel se aproximou da cama segurando a mão dela.


- Você vai melhorar mãe, a gente ainda tem tantas coisas pra fazer juntos, você precisa ficar boa logo pra continuarmos fazendo os nossos piqueniques todos fins de semanas, ainda precisamos terminar aquela lista de filmes que fizemos juntos, e eu preciso te dizer mais vezes o quanto eu te amo e sou sortudo por ter uma mãe tão maravilhosa como você. - Manuel disse, limpando alguns lágrimas que caiam.


- Manuel. - Toco o ombro dele que se vira me encarando. - E melhor você ir pra casa, eu fico aqui com ela.


- Por favor deixa eu ficar. - Ele disse.


- Se fosse por mim você ficaria, mais são regras do hospital, eu prometo ficar aqui com ela e não sair por nada. - Digo e ele encara a mãe pensativo.


-  Tudo bem então, mas qualquer coisa você me liga tá. - Ele disse, e eu assinto. - Nos vemos amanhã mãe, amo você. - Ele deposita um beijo na testa dela saindo e eu o acompanho.


- Tentar descansar um pouco tá. - Digo, quando já estávamos do lado de fora do hospital.


- Vou tentar, obrigado Bia. - Ele disse.


- Por que se eu não fiz nada. - Pergunto.


- Por estar comigo nesse momento, pra mim isso importa muito e também por ter salvo a vida da minha mãe hoje. - Ele disse, me abraçando.


- Eu gosto de vocês, e sempre vou fazer o possível pra cuidar da sua mãe, ela tem um lugar especial no meu coração. Digo, isso era verdade, o afeto que eu tinha pela Lúcia e também pelo Manuel era algo inexplicável, o laço que eu criei com eles e tão pouco tempo foi o melhor que poderia passar.


- Desse jeito eu fico com ciúmes. - Manuel disse fazendo drama.


- Para de ser bobo Manuel, você sabe que foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida nesses últimos meses, se não fosse pela sua amizade eu teria desistido da medicina e provavelmente estaria nesse momento vendendo balas no semáforo. - Digo, e o convencido começa a rir.


- Eu já sabia disso bobinha, mas obrigado por aumentar meu ego. - Ele disse e entra no carro. - Se prepara que amanhã teremos uma sessão de filmes aqui no hospital. - Ele da partida e some do meu campo de visão em segundos.


DÍA SEGUINTE


Passei a madrugada inteira acordada, monitorando o quadro da Lúcia, apesar dela não ter acordado não teve nenhuma mudança, Manuel tinha acabado de enviar uma mensagem avisando que já estava a caminho.

Uma paciente minha que estava no andar de cima teve uma pequena complicação então eu tive que deixar Lúcia sozinha por alguns minutos.


- Que bom que você acordou. - Digo assim que volto pro quarto e encontra ela acordada e também um pouco perdida. - Como se sente?


- O que aconteceu onde estou? - Ela disse começando a ficar agitada.


- Fica calma, já está tudo bem você está no hospital. - Tento explicá-la calmamente.


- Eu lembro de estar no parque junto com o meu filho e você, eu acabei sentindo um mal estar e fui até o carro e não consigo lembrar de mais nada. - Ela disse.


- Isso mesmo- Seguro a mão dela. -depois disso você acabou desmaiando, então trouxemos você pro hospital. 


- O que aconteceu onde estou? - Lúcia pergunta novamente, e isso não era nada bom perca de memórias recentes significava que o tumor já tinha tomado conta de todo o cérebro.


- Tá tudo bem, você está no hospital. - Tento acalma-lá.


- Eu lembro de estar no parque junto com o meu filho e você, eu acabei sentindo um mal estar e fui até o carro e não consigo lembrar de mais nada. - Ela começa a repetir tudo novamente.


- Isso mesmo, nos encontramos você desmaiada no carro e te trouxemos pra cá. - Digo, e minutos depois ela volta a perguntar tudo novamente. - Você pode levá-la pra fazer alguns exames, por favor. - Digo assim que a enfermeira que eu tinha chamado chega. - E me chama assim que o resultado estiver saído.


Eu não sabia o que fazer, Manuel já estava a caminho daqui e eu não tinha ideia de como contar pra ele que Lúcia estava perdendo a memória aos poucos , isso tudo era complicado demais pra mim eu só queria fazer algo, ele não merece passar por isso na verdade ninguém merece, isso tudo é uma droga e eu só queria encontrar uma maneira dele não passar pela mesma coisa que eu passei, eu sei que ele não fugiria como eu, ele nunca deixaria a mãe dele sozinha e é por isso que eu admiro ele, mas eu também não quero vê-lo sofrer.







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