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História Meu Eterno Talvez - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá pessoinhas!!!
Nephertharie ressuscitou Meu Eterno Talvez em algo mais curto e direto.
Enfim, esse primeiro capítulo é a visão de Kuroo.
Me desculpem por sumir e cancelar tantas ideias assim, espero que entendam meu lado.
Por fim, boa leitura!

Capítulo 1 - Your Reality


Eu estava sentado no sofá da sala, abraçado a uma almofada enquanto segurava o choro. Você estava sério enquanto tirava suas malas do quarto. 

Fiquei te observando enquanto você levava suas coisas até a porta da frente do nosso apartamento – ou seria apenas meu a partir de agora? Eu pensava em como havíamos terminado assim, sempre fizémos juras de amor um ao outro e agora mal conseguíamos nos encarar. Quando dei por mim, você já estava de volta, me encarando enquanto colocava a cópia da chave do meu apartamento em cima do balcão da minha cozinha. Minha, minha, caramba, você nem havia partido e eu já estava colocando tudo no singular. Suspirei, o plural parecia ficar mais distante a cada coisa que você levava para o carro.

Senti um vazio me dominando lentamente, o qual eu poderia preencher com comida mais tarde, enquanto assistia a alguma série. Perdi meus pensamentos com sua voz, você se sentou ao meu lado e colocou sua mão em minha perna. Nos encaramos em silêncio, tínhamos tanto a dizer enquanto nossos olhos não desviavam um do outro.

— Eu sei que nos machucamos — Você disse — Mas eu sei que você vai conseguir superar. Você é bom com isso, né? — Eu continuei em silêncio, sentindo meu rosto queimar e as lágrimas teimarem em descer.

Você se levantou e caminhou para a porta, enquanto meus olhos foram direto para o cartão que me deu, eu havia o guardado na estante da sala, um ponto onde eu sempre poderia observar e me lembrar de quando tudo era simples.

Você estava fechando a porta do apartamento, era agora ou nunca.

— Espere — Eu disse enquanto pegava a carta.

— O que? — Seu rosto estava úmido, abrigando lágrimas.

— Leve isto com você — Estendi a carta em sua direção.

Você a encarou por um tempo e pareceu um pouco desconfortável em pegá-la.

— Essa foi a carta que te dei quando te pedi em namoro. Você disse que nunca se livraria dela.

— Sei disso, mas é sua agora. Faça o que quiser com ela — Você estava chorando e eu também quando nos abraçamos, não queríamos aquela despedida.

Você saiu pela porta e eu me dirigi até a varanda do apartamento, tentando ignorar o fato de seu cheiro estar em todos os cantos. Observei a estrada logo abaixo, esperando ver seu carro saindo do estacionamento, e quando finalmente o vi, depois de uns 10 minutos, senti um aperto no peito quando você virou a esquina e o perdi de vista – aquela era a confirmação de que você não iria mais voltar.

Caminhei para a sala de estar e quando a fixa caiu eu desabei. Eu não teria você ali para me confortar nos dias ruins, nem para me fazer rir quando eu estiver com um humor péssimo.

Fazia menos de 20 minutos que você havia saído da minha vida e eu já sentia falta da sua paciência em relação a tudo. Era estranho como eu só percebia isso agora que realmente havia te perdido, mas ao menos o ditado popular fazia mais sentido agora. Eu não consigo mais ler meus próprios sentimentos, e mesmo que esse mundo não queira me escrever um final feliz ao seu lado, eu vou dar um jeito de arrumar um final feliz para mim.

Porém, eu admito, aqui, sozinho nesse apartamento, que eu não sabia mais o que fazer. É amor se eu te pego para mim ou é amor se eu te deixo ir? Eu só lhe dizia palavras amargas, porque no fundo eu nunca soube o que era o amor na sua realidade. No fim, um toque seu nunca seria o suficiente, era como se sempre faltasse alguma coisa, e penso que até você já sabia disso. 

Temos quatro anos de diferença, então é óbvio que meu amor é diferente do seu. Você estava sempre um passo a frente, sabendo o que dizer em momentos difíceis, e apesar de sua impulsividade, no fim você sempre tomava a decisão certa. 

Então, já que você sempre soube tudo, me diga como posso escrever amor na realidade? Aliás, o que você chama de amor na sua realidade?

Porque se eu não puder ouvir o bater do seu coração, e se eu não souber como te amar na sua realidade...

 

... eu te deixo ir


Notas Finais


Espero que tenham gostado e me desculpem se houverem erros.
Música de fundo: You Reality (Doki Doki Literature Club) – Cover by Caleb Hyles
Obrigada por ler.


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