História Meu ex-ficante (Kim Taehyung) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V)
Visualizações 81
Palavras 3.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei meus bens!
Tá aqui mais uma historiazinha com o Tae, especialmente feito para a @_cafezinho_- espero mesmo que vocês gostem desse Taehyung!

*Cap com revisão fraca*

Abraços, boa leitura!

Capítulo 1 - Desencontro inesperado


O pátio estava lotado, assim como todos terça feira, tanto de alunos como professores correndo contra o horário de entrada; diferentemente de mim, que caminhava com lentidão a trilha de tijolos até o prédio do meu curso, a música estalando nos meus ouvidos enquanto permanecia rastejando meus all stars brancos até a portaria do prédio. Em meio a pensamentos enevoados e á música alta, uma notificação faz meu celular vibra no bolso da calça. Levo a mão até a parte de trás, franzindo as sobrancelhas ao ver uma mensagem de meu amigo Pedro, cujo é brasileiro e insiste em mandar mensagens, digamos, provocativas; e eu particularmente não reclamo disso, ele bem que acende meu lado erótico apenas por texto e...

Blank

Meu corpo entra em choque com o alheio quando vejo o que acabara de acontecer. Só me deu tempo de olhar para o chão e ver meu celular junto aos fones de ouvido com as batidas altíssimas e de cima posso ver a pequena rachadura no canto da tela. Ao lado da rachadura, vejo sapatos pretos se movendo e logo a cabeça de alguém aparecer no meu campo de visão, e seja lá qual for o sujeito, junta o aparelho e os fones, se erguendo e as estendendo pra mim.

É então que finalmente levanto minha cabeça, uma mecha de cabelo cobre meu olho direito, olhos espantados e estáticos no garoto a minha frente, que possui os olhos semicerrados como se tentasse se lembrar de onde me conhece. E infelizmente ele me conhece muito bem.

– Ana?! – sua voz demonstra espanto e alegria, ele arregala os olhos e abre a boca ao finalmente me reconhecer. Chacoalho a cabeça, piscando mais de uma vez para ver se o que presencio agora é real.

Kim Taehyung, o ex ficante que eu adoraria ter esquecido, bem na minha frente. Seus olhos continuam transparecendo a simpatia e a gentileza, os lábios fartos e estranhamente em formato de coração tão convidativos como sempre e seu cabelo do mesmo jeito de quando eu o deixara; loiro escuro e desalinhado em sua testa, o deixando mais atraente.

Em menos de dez segundos eu já analisei todos os seus traços, abro um sorriso para não parecer estranha em como olho besta para ele, as mãos do garoto estendidas com meus pertences. Abro a boca, recuperando a voz antes desaparecida.

– O-oi Tae... Taehyung, tudo bem? – tento soar normal, ainda perplexa em como o mundo é realmente um lugar muito pequeno. Ele retribui meu sorriso alegremente, levantando as sobrancelhas.

– Poxa, olha só quanto tempo, um ano se não me engano? – deduz, inclinando a cabeça animado; um gesto que sempre achei lindo nele. – um ano que não nos vemos desde o cursinho, não é? – repete, com um sorriso iluminado. Concordo com a cabeça, tentando engolir a saliva inexistente e sorrir ao mesmo tempo.

– É mesmo, saudade das nossas conversas... – mas que merda eu tô falando? O que é pior, encontrar o ex ficante e travar de uma forma anormal ou encontrar o ex ficante e de repente sentir que subitamente tivesse ficado muda? Taehyung ri, jogando a cabeça para trás.

– Sim, saudades mesmo. – ele se inclina para mais perto, erguendo uma sobrancelha com esperteza. – e o que a senhorita faz andando por aqui?

– Eu? Ah, eu finalmente consegui passar, e agora tenho aulas de controle ambiental, conseguiram me encaixar em um curso técnico. – explico orgulhosa, apertando a alça da mochila. Será que eu deva perguntar dele também? – E você...

– Quer tomar um... – ele se interrompe ao ver que eu ia dizer algo e ri sem jeito. – Diz você primeiro.

– Eu ia perguntar que curso você faz, mas acho que a sua ideia me parece mais interessante.

Ele lambe o lábio, o mordendo em seguida e sorrindo, me deixando vidrada no seu simples gesto; e fico surpresa ao perceber que batidas no meu peito começam a me deixar ofegante, e quando cerro as mãos ao lado do corpo cinto que estão suando. Mas o que está acontecendo comigo? Eu apenas esbarrei com ele depois de um amo sem o ver e não vejo nada demais nisso, mas meu corpo parece reagir diferente ao que penso.

– Eu ia te chamar para tomar um café comigo, aí podemos ir para a aula juntos, já que seu curso fica no mesmo andar que o meu... O que acha? – propõe, em seguida estendendo meus pertences. – Ah, acho que isso é seu.

Pego o celular e os fones das duas mãos, pensando em aceitar o convite, afinal por que não? Eu sei que essas reações estranhas do meu corpo são passageiras, causados pelo nervosismo. O que tínhamos foi algo adolescente, uma atração efêmera e a ansiedade para sentir o beijo e o toque um do outro; e tudo isso ficou para trás e é algo já esquecido por mim, então não há porquê me afastar dele como diabo que foge da cruz.

– Bom, por quê não? – concordo, já começando a caminhar ao lado dele até a cafeteria mais próxima dentro do campus.

(***)

É quase impossível eu controlar meu nervosismo, e eu juro que não sei porquê fico meio sem graça toda vez que ele me encara a espera da resposta para a pergunta que fez sobre mim; passamos o caminho todo falando sobre mim, na maioria das vezes, e não detectei nenhuma pergunta estranha no meio.

Eu e Taehyung sempre fomos muito amigos, o conheci em um cursinho que fazia para passar nas provas e ser aprovada para fazer curso técnico e ao mesmo tempo ter aulas normais de ensino médio dentro da universidade, e posso dizer que aquela época para mim foi a mais quente, porque nós não éramos simples amigos que conversam e trocam mensagens zoadas de madrugada, mas tínhamos uma proximidade que não se podia chamar só de "amizade". Lembro com muita clareza o dia em que decidimos ir além de apenas olhares e toques mínimos, ambos queríamos mais e eu sabia que ele queria aquilo, assim como ele sabia das minhas próprias intenções.

Flashback on

Só mais um dia no nosso cursinho, estávamos sentados um ao lado do outro. O professor havia saído faz tempo e como nós estávamos sem muitos afazeres ficamos apenas jogando conversa fora na sala sobre os assuntos mais triviais possíveis. Ele tinha a cabeça apoiada na mão e o cotovelo no encosto da minha cadeira, atento a minha explicação sobre algum documento histórico que havia visto e agora falo sem ele ter perguntado. Só havia no máximo umas três pessoas na sala e nenhuma atenção em nós, que esperavam o horário para sair da sala já que lá fora estava frio demais.

Estreito os olhos para sua mão, que passeia tranquilamente pela minha perna, coisa que já aprendi a me acostumar mesmo que ainda ache isso muito sugestivo. Mas não vou mentir, amo esse tipo de carinho comigo, como quando deixa mínimos beijos no meu rosto, afasta meu cabelo, como põe a mão embaixo da minha camiseta e o carinho que faz na minha nuca...  Suas intenções eram claras, e eu como sempre me faço de desentendida, mas ambos sabíamos o que o outro queria. Literalmente sentavamos um ao lado do outro e do início da aula até a hora de ir embora ficávamos nesse jogo de provocação, o ano todo foi assim, e eu amava isso, sinceramente.

– Hey. – ele me chama, tocando meu queixo e virando minha cabeça para ele. Ergo as sobrancelhas em dúvida. – O que acha de ir lá pra fora? Passear um pouco, sei lá. – de imediato, balanço a cabeça concordando, aqui na sala está muito chato e já falamos tudo que podia, nada como um passeio para arejar a cabeça para a próxima aula.

Ele segurou na minha mão e me levou para fora da sala, e logo senti a rajada de vento que soprava da chuva anterior. Tentei me esquentar com meus próprios braços. Andamos até a recepção na esperança de conseguir calor, mas ao chegar lá, nos deparamos com o local vazio, sequer a secretária estava atrás do balcão.

– Nossa, que estranho? Justo hoje não ter ninguém... – comentei, esfregando os braços para conseguir calor e me virando para ele. – Vamos voltar para a sala?

Ele andou a passos lentos até mim, levando a mão e segurando firme meu pulso. Estranhando sua reação, tentei puxar meu braço, mas ele o segurou e me puxou para mais perto.

– Vamos para o banheiro, hum?

Aquilo me arrepiou dos pés a cabeça, e não foi o que ele disse, e sim o modo como disse, controlador, o tom de voz grave e frio, seus olhos vidrados nos meus de forma penetrante e a proximidade do seu corpo, quase colado no meu, me deixava insana. Sabia bem o que ele queria, eu também queria, claro, não era a toa que passamos o ano todo nos provocando e lançando olhares sugestivos um para o outro.

Sem esperar resposta, ele segurou mais firme em meu pulso e me puxou para o banheiro que ficava ao lado da recepção. Apressei o passo para acompanhá-lo e finalmente estamos dentro do mesmo. Ele tranca a porta e observo o ato, ansiosa pelo que vai acontecer a seguir. Ajeito alguns fios grudados na minha boca já saliente, Taehyung se vira, ofegante e imediatamente após dois segundos ataca meus lábios.

Seu gosto sempre me deixou curiosa, principalmente porque ele tem os lábios mais lindos que já vi e já me peguei mordendo meus próprios lábios ao imaginar beijando ele da forma mais promíscua que existe. Sinto sua língua querer adentrar minha boca, e logo ela já está brigando por espaço com a minha, misturando sua saliva e o seu gosto doce e levemente mentolado no meu. Puxo seus cabelos da nuca e a outra mão agarra o tecido da blusa dele, enquanto as mãos de Taehyung trabalham em todo meu corpo.

– Meu Deus, você tem um gosto tão bom, Ana... – murmura, deixando vários selinhos nos meus lábios enquanto me empurra até a pia do banheiro, e com um impulso me faz ficar sentada na mesma. – Talvez assim você fique da minha altura. – diz aos risos, colocando as mãos dentro da minha camiseta.

– Fica quieto e continua me beijando Taehyung! – exclamo, rodeando seu pescoço com as mãos e atacando seus lábios outra vez. Agora quem comanda os movimentos sou eu.

Minhas mãos estão mais ágeis, e puxo o cós da calça de taehyung para mais perto, o fazendo ficar melhor encaixado entre minhas pernas que automaticamente deram espaço para ele.

– Porra... – ele trinca os dentes e olha para baixo, para onde minha mão está apertando seu pau por cima da calça. Caralho, eu não ia viver em paz sem antes saber que Taehyung era esse tamanho todo, preciso sentar nesse garoto...

Continuo brincando com seu tamanho, mordendo sua pele e a chupando, sentindo ele pulsar e ficar mais duro, e logo tenho ele abrindo o cinto da calça e...

– Ana????

Flashback off

– Ana? Ainda está nesse mesmo plano? – meus olhos piscam várias vezes enquanto voltam para a realidade, encontrando Taehyung estalando dedos na minha frente e me olhando com um semblante preocupado. – Você está bem? Realmente?

– Pareço louca? – retribuo, rindo. Percebo que estamos andando os ladrilhos de volta para o prédio, que descobri ser o mesmo do curso de Taehyung. Ele agita a cabeça exageradamente, rindo de mim.

– Parece, sim. Você faz umas caras estranhas enquanto pensa, sabia? Me deixou preocupado. – há ironia na sua voz, eu sempre amei o bom humor de Taehyung, tanto que era ele que me animava para mais um dia de aula.

Pelo que lembro do nosso falatório enquanto rodamos a escola toda e tomamos café Taehyung conseguiu ser aprovado para o curso de química e comentou brevemente sobre sua família, que finalmente está morando com eles depois de um ano afastado, e sobre o quanto ama seu curso e as pessoas que conheceu nele, e eu realmente fico feliz por ver ele falando com os olhos brilhando sobre sua vida e ter sido aprovado, pois mesmo vadiando o ano inteiro nós ralavamos para entrar e finalmente conseguimos.

Paramos na entrada do prédio e me viro para ele, pronta para me despedir.

– Então... Foi bom falar com você, depois de quase uma ano sem notícias! – confidencio com um sorriso meigo sem abrir os lábios. Ele me encara com dúvida.

– O quê? Não, eu vou para a mesma sala.

– Como assim? – entortei as sobrancelhas, confusa com sua fala. Ele aponta para a escadaria.

– Eu achei que seria bom ficarmos na sala que estudávamos no cursinho, já que as aulas foram canceladas hoje! – explica com animação. – É bom relembrar as vezes. E então, o que me diz?

Assumo que mesmo não tendo contato com ele, Taehyung está meio estranho hoje, mas isso não quer dizer que estou reclamando. Eu realmente estou feliz de rever ele, a única coisa que ainda não entendo são as reações dos meus batimentos descontrolados vez ou outra quando ele abre um sorriso simpático ou quando me faz lembrar dos nossos toques quando ainda fazíamos cursinho juntos.

Aceno com a cabeça esperando não ter que falar muita coisa, pois na minha mente ainda passam teorias de que ele ainda goste de mim. O quê é impossível, pois não tínhamos nada mais que atração carnal; ou melhor, eu só tinha isso por Taehyung.

Subimos as escadas até o andar, entrando na sala e já sentindo, o que antes era frio pela chuva, umidade, que é tanta que faz meu nariz coçar tamanho calor concentrado ali.

Então quer dizer que além de as aulas terem sido canceladas, vou passar praticamente o tempo todo com ele? Que dia, meus amigos... Passamos quase uma hora conversando sentados na cadeira, e na sala só tinham algumas pessoas, eu havia esquecido em como é divertido conversar com Taehyung, e fora que eu não passei um minuto sequer observando em como ele continua lindo e no beijo mais quente que já demos naquele banheiro ano passado e...

Espera? Eu realmente estou admirando Taehyung e pensando nas coisas que fizemos ano passado? Por Deus, eu só posso estar muito carente para rodear minha cabeça com imagens e o som da voz rouca dele perto do meu ouvido, e como meu corpo esquenta ao pensar nisso... É tão incoerente, mas amo me perder nesses pensamentos. Só espero que fique apenas nos pensamentos, porque o que tínhamos já foi.

Finalmente a brisa bate no meu rosto quando saímos do prédio, onde vários alunos parecem mais saltitantes com o cancelamento da aula. Olho para o céu, notando as nuvens mais carregadas e o céu mais cinzento, e quando a brisa sopra mais forte bagunçando os fios em meu rosto, tenho a comprovação de que...

– Vai chover? Justo hoje? – diz ele, colocando a mão sobre os olhos enquanto observa as nuvens do mesmo jeito que eu. Olho ao redor e como num passe de mágica das palavras de Taehyung, os primeiros pingos finos de água começam a cair em um orvalho, que logo vai tocando a minha pele até se tornar mais grossa.

– Venha, cada minuto aqui é mais uma nuvem cheia de água. – afirma em uma energia muito boa para quem sabe que vai pegar um resfriado. Ele me cutuca, apontando para a estação de metrô ali perto. – Melhor irmos de metrô, a parada de ônibus é longe demais e eu infelizmente não quero te carregar até lá nessa chuva. – fala com um semblantes magoado, fazendo biquinho. E em meio a chuva que só engrossa, rio chacoalhando os braços e batendo nele.

– Engraçadinho. – começo a andar na frente dele, mas sua mão agarra meu pulso, me puxando para trás. O encaro com dúvida.

– Cadê seu jaleco? – pergunta, me fazendo lembrar que se você está vestindo algum item da universidade, não paga passagem, e assim murmuro um palavrão batendo a mão na testa ao recordar do meu jaleco dobrado no armário. – Calma, tudo bem. – diz, tirando o próprio jaleco e entregando para minhas mãos estendidas. Fico perplexa. Visto o jaleco, o deixando com a blusa preta da instituição. – Agora sim não pagamos nada! – fala com um sorriso infantil. Agradeço quantas vezes preciso a ele, e finalmente vamos.

E assim nossos sapatos já correm apressados até a estação, até então vazia já que maioria dos estudantes preferem ficar na universidade, mas nós não somos bobos nem nada. O metrô finalmente chega e logo entramos, nos aquecendo.

Okay, eu esperava tudo de bom nesse dia, até as coisas mais improváveis de acontecer, tudo menos um metro lotado de gente de todo tipo. Ambos atravessamos o mar de gente espremida e de repente o ar começa a se apertar com tanta gente amontoada. Sinto suas mãos leves na minha costa me guiando enquanto ando até um ponto com um mínimo de espaço para respirar.

– Bem espaçoso o metrô hoje, não? – fala,me arrancando uma risada fraca, pois estou muito concentrada em um cara atrás de mim que não para de me olhar, e reconheço esse tipo de olhar. O metrô se mexe e junto as pessoas balançam levemente. Alguns minutos se passam e eu continuo incomodada com o olhar do homem muito próximo agora. Abaixo a cabeça para os pés, quase encostando no peito de Taehyung, sentindo minhas entranhas se remexendo com o braço do homem já encostando meu cotovelo.

– Ana. – ouço meu nome sendo chamado por Taehyung, e levanto a cabeça. Seus dedos tocam meu braço, o puxando mansamente, e ele me encara até eu entender o recado. – Venha, troque de lugar comigo.

Entendo na hora e fico maravilhada com a sua ação. Tomamos cuidado para não esbarrar nas pessoas quase grudadas em nós, movo meus pés para seu lugar e ele vai para onde eu estava, percebo que não tira os olhos, mais sérios que o normal, do homem nojento, que agora coça a nuca e desvia o olhar com o semblante ameaçador de Taehyung.

Ele vira o olhar para mim, sorrindo minimamente.

– Ei. – chamo sua atenção, e os olhos que antes estavam em algum ponto morto me olham. Abro um sorriso agradecido e toco seu braço. – Obrigada. – digo, acenando a cabeça para o homem atrás dele, que agora está bem longe de nós. Ele inclina a cabeça, como um "disponha" e lança aquele sorriso de derreter qualquer ser humano com gosto para homens.  É. Taehyung continua sendo um garoto genuíno e cavalheiro.

É então que percebo o quanto estamos muito, muito próximos. Nossos sapatos já se encostam e posso sentir o perfume suave dos cabelos de Taehyung me deixando encantada com a proximidade, e ao mesmo tempo arfante. Meu peito agora oscila em uma respiração pesada e quente, e o mesmo com Taehyung, que mantinha os olhos grudados aos meus, o ar quente saindo por seus lábios entreabertos e batendo deliciosamente no meu rosto. O clima começa a pesar, o ar fica mais denso no pouco espaço e já me vejo envolvida no olhar penetrante que Taehyung insiste em deixar meu corpo frágil.

Minha mão pousa sobre seu peito, sem tirar os olhos dele vejo que seus batimentos dobraram, meu busto encosta em seu peitoral e tudo para quando noto ele abaixar a cabeça para mim.

Sim, ele ia me beijar, depois de tanto tempo eu iria sentir os lábios de Taehyung nos meus e...

Um aceno negativo de cabeça meu e um afastar mínimo do meu corpo do dele são suficientes para Taehyung me olhar perplexo e confuso, afastando o rosto. Minhas bochechas estão mais quentes como nunca e respiro fundo, tentando acalmar meu peito. Nós não temos mais nada, ele não passou de um ficante que tinha para passar o tempo chato das aulas, foi marcante mas eu não posso regredir em algo apenas carnal novamente, isso é besteira. Tudo que tínhamos de desejo e olhares lascivos ficou naquele ano.

O caminho todo foi um silêncio, e por incrível que pareça não foi um silêncio perturbado ou tenso, eu acho até que ele entendeu nossa situação e compreendeu meu lado; ele foi e é um dos poucos que consegue compreender meus pensamentos engenhosos. E isso me fez sentir mais leve, sem culpa de ter negado um beijo. Será que ele realmente pensa como eu, não quer voltar em nada ou ainda tem algo por mim?

Reviro os olhos. Claro que não. Bobagens da minha cabeça. Eu estou realmente carente esses últimos dias! 


Notas Finais


Eu continuo?
Isso deu trabalho, até porque eu tinha que adaptar tudo de uma coisa pra outra e aí nasceu essa belezinha, obrigada por chegar até aqui!

PS: sei que vocês estão sedentas por hot, safradas! (Vai ter, cof)

Essa capa lindíssima foi feita pela @yoonminishot, essa mulher merece reconhecimento, pqp, que talento viu?

Me segue: @excentricada__

Até mais bebês 💜💜💜


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