História Meu Falso Amor - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Drama, E-mail, Médico, Romance, Virtual
Visualizações 8
Palavras 1.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - 4 Capitulo


Neste momento a porta novamente se abriu e um anjo adentrou o local correndo, era a pequena Duda, sobrinha de Lucas que corria na direção dos braços do seu tio tão querido.


– Tio Lucas. – Ele a pegou no colo, logo em seguida Luiza, mãe da Duda entrou na sala.
– Ai, meu Deus, não sabia que estava atendendo, me desculpe, venha filha, seu tio esta trabalhando. – disse ela assim que viu Clara.
– Não, não sou paciente, não precisam ir. – Disse Clara sorridente, ela sabia exatamente quem elas eram, já havia visto inúmeras fotos.
– Você não esta dodói? – perguntou a pequena.
– Não meu anjo, eu não estou dodói. – disse Clara de forma carinhosa para a menina, ela sempre levará muito jeito com crianças. – Eu vim visitar o seu titio igual a você. 
– Mas você já estará de saída né. – disse ele olhando para Clara.
– Na verdade não amor, temos muito o que conversar ainda! – Afirmou Clara.
– Amor? – perguntou Luiza surpresa com o que acabará de escutar dando um leve sorriso – Eu escutei bem? –  Lucas por sua vez apenas fechou seus olhos e respirou fundo. 
– É uma longa historia, em casa eu te conto. – disse Lucas.
– Não é tão longa assim. – Afirmou Clara sorrindo tomando a frente do assunto. – Somos namorados, mas pelo visto ele não contou para ninguém! – disse ela olhando para ele com um olhar de reprovação. Ele estará desconcertado e Luiza o conhecia bem, então de cara percebeu isto.
– Vem Duda, vamos tomar um sorvete, titio Lucas quer conversar com a Tia...
– Clara. – disse Clara.
– Com a tia Clara!. – Lucas então colocou a menina no chão que correu para próximo de sua mãe dando a mão a mesma.
– Tchauzinho tio Lucas, Tchauzinho tia Clara. – disse a pequena.
– Tchau meu anjo. – disse Lucas e Clara apenas acenou com a mão dando tchauzinho. Quando a porta se fechou e eles ficaram a sós novamente naquela sala, Lucas a olhou nos olhos de forma seria. – Que diabos pensa que esta fazendo? 
– Do que esta falando? – Perguntou Clara franzindo o cenho. 
– Você sabe muito bem do que estou falando. Sabe que me refiro a você vir aqui e dizer pra todo mundo que somos namorados como sabemos que isso não é verdade! – Afirmou ele fazendo-a mudar o semblante totalmente, agora estará um misto de surpresa e terror.
– Lucas que brincadeira é essa? 
– Eu que te pergunto que brincadeira é essa?!
 Lucas não tem graça. – Afirmou ela aterrorizada. 
– Concordo, isto não tem graça, você já fez algum tipo de tratamento psiquiátrico? – Ao escuta-lo os olhos de Clara se arregalaram.
– Esta me chamando de louca? – uma lagrima caiu de seus olhos.
– Não vejo outra explicação para o que esta acontecendo! 
– Isso só pode ser uma pegadinha. – ela olhou em sua volta. – Onda esta a câmera? – a voz dela saiu quase que em um sussurro.
– Não há câmeras. – Afirmou ele. 
– Como pode dizer que não somos namorados?
– Essa é a verdade, eu não tenho namorada, eu nunca nem mesmo te vi na minha vida.
– Mas e os e-mails? 
– Que e-mails? – perguntou ele.
– Não se faça de desentendido! Como tem coragem de negar na minha cara. Como pode ser tão falso?! – mas uma vez uma lagrima rolou enquanto ela mantinha seu olhar fixo no dele.
– Eu não sei do que você esta falando! – Afirmou ele.
– Vai dizer que nunca trocou e-mails comigo? Foram dois anos e você vai realmente negar na minha cara?!
– Eu nunca troquei e-mails com você, eu nem mesmo sei quem é você! – a respiração dela começará a agitar, ela não estará acreditando naquilo.
– NÃO MINTA! – Gritou ela.
– Você esta louca. – Ela então deu um tapa na cara dele com tanta força que chegará a estalar.
– Eu jamais esperaria isto de você. – Ela então olhando dentro dos olhos dele, balançou sua cabeça de forma negativa e então virou-se e saiu daquela sala o mais rápido que pode. Não queria ficar um segundo a mais ali.


            Assim que a porta se fechou Lucas sentou-se em sua cadeira enquanto massageava sua bochecha, seu semblante estará serio e seu olhar perdido. Não demorou nem mesmo um minuto para a porta de sua sala novamente se abrir e Melissa, adentrar a mesma.


– Aconteceu algo? Sua namorada acaba de passar por mim com uma cara que de verdade me preocupei. – disse ela parada em frente a mesa dele, apoiando suas mãos na cadeira a sua frente.
– Pode parecer loucura o que vou dizer, mas ela não é minha namorada, eu nem mesmo a conheço. – contou ele fazendo-a arregalar os olhos.
– Como disse? 
– Isso mesmo o que você escutou, não tenho namorada, eu nem a conheço. 
– Pera ai. – Ela deu um leve sorriso confuso. – Mas como assim não a conhece? Ela afirmou ser sua namorada!
– Sim, talvez seja alguma paciente do hospital, eu não sei ao certo o que aconteceu, quem é essa mulher, mas não tenho nada com ela, nunca tive. – Afirmou.
– Meu Deus. Isso daria um ótimo filme de suspense, uma louca aparece achando que o seu possível medico é o seu namorado. – Eles riram. – Medonho.
– Muito louco.

 

****
 

 

            Clara saiu do hospital desnorteada, tudo aquilo lhe parecia um filme de terror, um pesadelo e o desesperador era saber que não iria acorda, por sua mente passará tantos pontos de interrogações, "por quê?", "Já não a amava mais?", "Por quê negar os e-mails?", "por que fingi que eles nunca aconteceram?" , "Não gostará dela?", tantas perguntas sem respostas e uma dor imensa cravada em seu peito, as lagrimas costumavam aliviar as dores, mas desta vez não, por mais que rolavam por seu rosto a dor não diminuía, pelo contrario só aumentava, ela estará tão machucada, completamente destruída pela situação caminhou por alguns metros até avistar um táxi, tentando então não parecer tão fraca, limpou os vestígios de lagrimas que rolavam em seu rosto e respirou fundo, todo esforço era inútil já que seus olhos vermelhos e a esta altura inchados já denunciavam seu choro. Ela fez sinal para o táxi que logo parou, adentrou no mesmo e com a voz embargada passou seu endereço, o motorista ao vê-la naquele estado preocupou-se e ate mesmo lhe perguntou o que havia acontecido, porém ela apenas balançou a cabeça de forma negativa, a viagem até em casa não demorou muito, pagou o táxi e então desceu do mesmo, caminhou ate sua casa, abriu a porta e entrou, encostou a mesma e logo em seguida se recostou nela, deslizando pela porta ela sentou-se no chão, ou melhor jogou-se no chão, a dor estará insuportável, não havia mais forças dentro de si para não desmoronar daquele jeito, precisava por para fora um pouco daquela dor, então fechando seus olhos o mais forte que conseguiu e gritou na tentativa de assim aliviar um pouco tanto sofrimento. – NÃÃÃÃÃÃÃOOO... – Clara chegara a soluçar de tanto chorar, ela esperneava feito uma garotinha, chutava o nada, batia com suas mãos em suas coxas.

            Maria que estará na sala, deitada no sofá assistindo TV com uma panela de beijinho de coco que havia feito na mão e uma colher onde se deliciava com seu doce ao escutar o grito dado por Clara, levantou-se do sofá em um pulo, assustada, ela largou a panela na mesinha de centro e rapidamente correu na direção de onde vinha o grito e agora também os soluções do choro que estará alto. Ao chegar próximo a porta e vê a amiga naquele estado os olhos de Maria arregalaram-se e ela então abaixou-se em frente sua amiga.


– Meu Deus do céu, Clara, o que houve? 
– Nã-nã-não me ama. – ela disse entre os soluços do seu choro. 
– Lucas? – perguntou Maria tentando entender o que estará acontecendo.
– Ele não me ama... – Ela fungou. 
– O que ele fez? – perguntou preocupada.
– Ele disse... – Ela limpou o rosto com a costa de sua mão. – Que não somos namorados, ele disse que nem sabe quem eu sou... – O choro dela ganhará mais intensidade. – Disse que nunca me mandou os e-mails.
Mas como assim? – Maria estará surpresa com o que acabará de escutar. – Mas ontem vocês não estavam bem, até se beijaram? – Clara assentiu.
 Eu não sei o porque que ele esta fazendo isso comigo. – Ela fechou os olhos com força fazendo lagrimas rolarem. – Eu quero morrer... 
– Ei, nunca mais repita uma besteira destas, você não quer e nem vai morrer esta me ouvindo? – Maria segurou o rosto da amiga fazendo-a olhar. – Isso vai passar, tudo vai se resolver, você irá vê. – Ela então abraçou a amiga na tentativa de consola-la.



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